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Versejando com imagem - Oviedo e La Regenta

 

 

VERSEJANDO COM IMAGEM

 

OVIEDO E LA REGENTA

 

 

Oviedo y la Regenta


En la novela se cuentan
de manera magistral,
a través de la Regenta,
ecos de la sociedad:
una historia que se ambienta
en Oviedo, la ciudad
que hoy orgullosa recuerda
su figura singular.
El lector que hasta aquí venga
y vaya a la Catedral,
a la Regenta se encuentra
en escultura inmortal.

(José García Velázquez)

Cangas de Onís, 25 de abril de 2.015

 

2016 - Camino del Salvador-8ª etapa (452).jpg

La Regenta narra a vida de Ana Ozores, uma formosa mulher cheia de sentimentos e paixões, presa numa sociedade hipócrita e conservadora de Vetusta, nome literário de Oviedo. Recorda outras heroínas de novelas do século XIX como Emma Bovary ou Ana Karenina, mulheres insatisfeitas, que querem fugir de elas mesmas e do seu destino, que sabem que o matrimónio equivale a uma condenação à esfera privada e a subordinação ao marido, mas também sabem que a rejeição do matrimónio só lhes pode oferecer uma alternativa - o convento.

 

La Regenta é uma novela do escritor Leopoldo García-Alas y Ureña, cujo seu pseudónimo literário era «Clarín». Clarín, nasceu em Zamora, mas viveu toda a sua vida em Oviedo.

 

Sobre esta novela - La Regenta - Mario Vargas Llosa considera-a a melhor novela espanhola do século XIX. Muitos outros autores comparam-na a Madame Bovary, de Flaubert e Ana Karenina, de Tolstói.

 

Entre as centenas de personagens que nela podemos identificar, retratando-nos uma sociedade provinciana conservadora, quatro personagens principais nela se destacam, fazendo o núcleo da sua trama: Ana Ozores, uma jovem casada por conveniência com o velho Víctor Quintanar, regente da Audiencia (tribunal, de Vetusta; por isso, o nome de La Regenta); Fermin Pas, cónego, El Magistral da Catedral e confessor de La Regenta e Álvaro de Mesía, um don juan e chefe político liberal local.

 

Esta obra, no seu tempo, passou despercebida e, com o franquismo, foi proibida. Só na década 70 do século passado é que passou ao cinema, com uma versão que nos parece relativamente pobre e, na década 90 do mesmo século, a Rádio Televisão Espanhola (RTVE) transformou-a numa telenovela, a três capítulos, dirigida por Fernando Mendez-Leite, em que a figura de La Regenta, na nossa modesta opinião, foi magistralmente interpretada pela atriz Aytana Sanchez-Gijon, uma hispano-italiana.

 

Contudo, mais que o enredo e as imagens, quer do filme, quer da telenovela, o leitor, se quiser conhecer a sociedade não só de Vetusta (Oviedo) mas da época da Restauração espanhola (e europeia) do século XIX, não pode dispensar a leitura completa da obra de Clarín, na qual, a “infinita aspiração amorosa da alma em diária luta com um mundo corrompido, mistura, transtroca e avilta o apetite da carne e a ansiedade de Deus”.

 

Mauro Álvarez Fernández é o autor da estátua que, parcialmente, se reproduz na foto que acima apresentamos, integrada no espaço real onde a novela se desenvolve, ou seja, em Oviedo, na sua Catedral.

 

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