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Pelos Caminhos de Santiago - Na Galiza (Via da Prata 3.2.2)

 

Oseira nasceu de acordo com o espírito de Cister: isolado do mundo e sem povoação.

 

Viu, contudo, ao longo do tempo, aparecer uma série de edificações relacionadas com as actividades do próprio mosteiro e que hoje constituem um pequeno núcleo urbano, através do qual se chega ao mosteiro.

 

 

Estas casas, feitas de boa cantaria, possuem solenes varandas e escudos de Oseira, como a antiga Hospedaria de Peregrinos, já que o mosteiro foi um importante desvio do caminho meridional a Santiago.

 

Hoje este edifício é ocupado pelo Museu etnográfico Liste e por um conjunto de estabelecimentos comerciais.

 

 

As outras casas, do lado direito da rua, estavam destinadas a habitação de diversas pessoas ao serviço do mosteiro, como o escrivão, o médico, o veterinário, etc.

 

No Campo da Feira, recentemente remodelado e convertido em ameno lugar de recreio, conserva-se um interessante
cruzeiro renascentista.

 

Também circundando o espaço monástico há uma cerca, de pedra, em cantaria, que, de trecho a trecho, é reforçada e embelezada com cubos maciços rematados em corpo cónico.

 

 

O arco de acesso

 

Concebido a modos de um arco de triunfo clássico, possui um grande vão de meio ponto, emoldurado com pilastras toscanas, com cornijas e remates moldurados.

 

 

No eixo sobre o arco um escudo com coroa real e lambrequins muito barrocos.

 

Está rematado com três estátuas de pedra: no centro, a Assunção; dos lados, dois anjos músicos.

 

 

Esta obra é, provavelmente, dos finais do século XVII.

 

2.- As Fachadas da Igreja e do Mosteiro

 

2.1.- A Fachada da Igreja

 

 

Foi construída entre 1639 e 1647.

 

A sua traça é atribuída ao mestre salamantino Alonso Sardiña.

 

A fachada é um largo pano arquitectónico que cobre a frente da igreja medieval, composta por três corpos verticais, completamente almofadados.

 

 

O corpo central, com porta rectangular, é emoldurado por uma dupla ordem de colunas com nichos que acolhem as estátuas de S. Bento e S. Bernardo.

 

 

Sobre a porta, um nicho com a estátua de Senhora da Assunção, entre pilastras estriadas jónicas e um frontão curvo.

 

 

Dos lados, dois escudos:

 

 

um da congregação de Castilha e outro do Mosteiro com orlas de rica lavra, de gosto algo renascentista.

 

Remata a fachada um grande frontão curvo partido e, no centro, um edícula coroada por um frontão curvo; no centro tem um bem trabalhado escudo da monarquia espanhola que, em 1646, o escultor e arquitecto Francisco de Moure Filho, fez.

 

 

Os panos laterais, originalmente sem vãos, prolongam-se verticalmente com as torres, que se compõem por dois corpos cúbicos decrescentes e com remate de pirâmide octogonal.

 

Estilisticamente esta fachada, no dizer de Miguel Ángel González e Frei Damián Yáñez, in ob. cit., utiliza o reportório herreriano, provincializado, rompendo com o rigor e a frialdade classicista, optando-se por um barroco de perfis e contrastes bem aceites na Galiza.

 

A primitiva fachada, é justo conjecturar, manteria os esquemas de uma sensibilidade e singeleza estrutural, própria da época e da arquitectura de Cister, dando-se conta da diferença de alturas entre as três naves e a largura das mesmas.

 

2.2.- A Fachada do Mosteiro

 

 

A composição da fachada, elaborada com critérios de simetria, tem como eixo principal a porta de acesso, situada ao centro da mesma.

 

Tem um arco de meio ponto e comunica com o vestíbulo da entrada principal.

 

Dois pares de colunas salomónicas, com capitéis foliados, molduram duas cenas relacionadas com os grandes padres da vida monástica – S. Bento e S. Bernardo: a visão natalina de S. Bernardo e a penitência levada a cabo por S. Bento na gruta de Subiaco.

 

 

Sobre o arco, o escudo de Oseira

 

 

– os dois ursos a galgarem um pinheiro – entre duas figuras simbólicas da vida e da morte, unidas por uma cadeia de pedra, hoje desaparecida.

  

Sobre a varanda principal, o escudo da Casa dos Bourbón,

 

 

com coroa saliente, sobre o qual se abre um nicho que abriga as imagens da Virgem e S. Bernardo a seus pés, quase do tamanho natural, na cena da lactação.

 

 

Janelas molduram outras tantas varandas (balcões), suspensas por mísulas ornamentadas, representando anjos, figuras grotescas e frutos decorativos.

 

 

Dois escudos das ordens militares portuguesas e espanholas, de origem cisterciense.

 

Coroa todo o conjunto um artístico frontispício, sobre o qual se ergue a estátua da Esperança, empunhando uma âncora, enquanto a barbacã é adornada com pináculos e estátuas de S. Bento, S. Roberto, S. Alberico e Santo Estêvão, em pedra.

 

 

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