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Pelos Caminhos de Santiago - Na Galiza (Via da Prata 2.5)

 

Quando acordei, nem queria acreditar que o pesadelo do dia anterior se tinha esfumado. Parecia outro: a febre tinha desaparecido, a disposição era outra e até as bolhas parece que tinham combinado não me atormentarem tanto.

 

Acordei os meus companheiros de caminho que, olhavam para mim, estupefactos. E toca a andar…

 

A jornada de hoje vai-se despedir da província de Pontevedra, do concelho de Lalin e do rio Deza para abraçar as terras do Trasdeza, o concelho de Silleda e, já na parte final, o rio Ulla e a província de A Coruña, que começa mesmo na povoação de Ponte Ulla.

 

A bacia hidrográfica do Ulla e Deza é a segunda da Galiza, depois do rio Minho e rio Sil.

 

O rio Deza desagua no rio Ulla e este, por sua vez, vai desaguar na bonita ria de Arosa, depois de ter percorrido 130 Km.

 

Hoje, a exemplo do que já vem acontecendo com as duas últimas etapas, andámos a jogar o “cão e o gato” com a Estrada Nacional nº 525 (Carretera N 525), nossa companheira inseparável.

 

Também, mais desde a etapa de ontem, e particularmente na de hoje, fiquei com a sensação que passávamos numa área onde havia uma grande concentração de “Pazos” (Paços). Só a título de exemplo: Pazo de Louzado; Pazo de Donfreán; Pazo de Liñares Oeste; Pazo Cibrán; Pazo de Transfontao; Pazo de Ribadulla; Pazo de Ximonde; Pazo de Vista Alegre; Pazo de Andeade; Pazo de Marqués de Montesacro; Pazo de Ortigueira; Pazo Vilar de Ferreiros; Pazo e Capilla de la Obra Pia de San Antón; Pazo Guimaráns; Pazo de Oca.

 

Deixo aqui duas imagens relacionadas com dois desses "Pazos" – a avenida de oliveiras do Pazo de Ribadulla e o exterior do Pazo de Oca

 

(Avenida das oliveiras do "Pazo" de Ribadulla)
(Exterior do "Pazo" de Oca)

 

Depois de passarmos por Vilasoa e Prado, fomos ao encontro da ponte de Taboada sobre o rio Deza. O entorno desta ponte é muito aprazível. Ainda se encontra parte da calçada, nas suas proximidades. Aproveitamos para um ligeiro descanso e para tirarmos umas fotos. E “andantibus”, pois o caro Fabios tem pressa…

 

(Calçada que leva à ponte de Taboada)
(Ponte de Taboada)

 

Continuámos por Tansfontao e Silleda. Até aqui tínhamos percorrido 9,5 Km da etapa.

 

 

Entre San Fiz, aldeia de Margaride, e a Toxa (Km 13,5) passámos por bonitos caminhos.

 Deixo aqui duas imagns de dois troços  do percurso. 

 

(Troço 1 da 5ª Etapa)
(Troço 2 da 5ª Etapa)

 

Sabíamos que por aqui era a célebre queda do rio Toxa. O nosso objectivo era mesmo o caminho. A “fervenza do Toxa” fica para outra altura. De qualquer das formas, aqui fica um registo.

 

("Fervenza" do Toxa)

 

Era meio dia quando chegámos a Bandeira. Parámos num café: abastecemos o estomago de combustível e descansámos um pouco.

 

Depois foi passar por Casela, Vilariño, Dornelas (aqui, a igreja de São Martinho tem uma abside muito parecida com a de São Pedro de Vila Nova de Dozón), O Seixo e Castro.

 

Neste troço as minhas bolhas rebentaram-me e começaram-me a incomodar muito. Era muito asfalto e o calçado (sapatilhas) que levava mostrou-se o menos adequado para estes pisos.

 

E, como se isso não bastasse, ao descer para a povoação de Ponte de Ulla, com uma forte pendente, meu joelho direito “crashou”. Foi um esforço hercúleo descer aquela pendente.

 

Na ponte sobre o rio Ulla

 

 

ainda tive um pouco de disposição para tirar uma foto à ponte ferroviária de Gundián, mais conhecida por Ponte Ulla

 

 

Ainda deu para tirar uma foto à fonte e à capela de Santiaguiño mas, decididamente, não podia andar mais.

 

(Fonte de Santiaguiño)
(Capela de Santiaguiño)

 

Informei os meus companheiros que não aguentava mais e que, por isso, dali até ao cimo, no Outeiro, iria de táxi. Apesar dos seus protestos e outros “epítetos”, tomei um táxi, que estava ali mesmo à mão – sabe-se lá porquê? – e fui até ao albergue.

 

Entretanto meus companheiros, a todo o gaz, treparam por ali para cima com as maiores das facilidades e quase chegaram ao mesmo tempo de que eu.

 

O albergue, sito em Outeiro, São Pedro de Vila Nova, concelho de Vedra, instalado num local estratégico e tipicamente rural, agradou-me sobremaneira.

 

 

Depois do banho, e enquanto descansava, antes do jantar, ouvir um companheiro de camarata, das Canárias, e todo fresco, dizer que já vinha de Sevilha a pé, provocou-me uma grande frustração. Mas ficou, a partir daquela conversa, o “bicho”, partilhado com os meus companheiros de jornada, de um dia ainda fazermos aquele percurso todo, desde Sevilha, mesmo que não seja todo de uma só vez.

 

(Janela - Algures pelo Caminho deste dia)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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