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Pelos Caminhos de Santiago - Na Galiza (Via da Prata 2.3)

 

Saímos de Ourense pela Ponte Velha sobre o rio Minho.

 

Depois de sairmos do perímetro urbano, apercebo-me que deixei a minha carteira, com documentos e dinheiro, no albergue.

 

Lá tive de pegar num táxi e voltar ao albergue, enquanto Fabios e Moti(k) aguardaram por mim.

 

Por sorte, ou honestidade dos ocupantes, a carteira lá se encontrava intacta na cama da camarata onde dormimos.

 

Voltei de táxi ao encontro dos meus companheiros.

 

E lá tivemos que subir o afamado Caminho Real. Rica estopada!

 

Subimos o Caminho Real até Cudeiro Norte e, mais à frente, pelo Caminho da Costa, com restos de antiga calçada empedrada.

 

Optámos por ir por Sartédigos, em vez de Caschasúas, Liñeares e Mandrás.

 

Depois de Sartédigos, o Caminho foi agradável e aprazível: ora nos aparecia o bosque típico de carvalhos (robles) e castanheiros;

 

 

 

 ora casas (moradias) disseminadas pela paisagem; ora vinhedos, junto às casas;

 

 

 ora ainda as cortinhas tão tipicamente galegas como do Norte de Portugal.

 

 

Tive pena de, em Tamallancos, não ter visto o Paço barroco de Tamallancos, do século XVIII, um dos cinco paços pertencentes a Villamarin, entre eles o célebre Paço de Villamarin. Segundo María Teresa Ribera Rodríguez, o Paço de Villamarin pertenceu ao conde de Ribadávia e foi destruído durante a Revolta Irmandiña, em 1467. É actualmente propriedade da  Deputação Provincial de Ourense.

 

Em Sobreira, passámos por uma ponte de pedra sobre o rio Barbantiño, do século XIII ou XIV.

 

 

Finalmente chegámos a San Cristovo de Cea, a “Vila do bom pão”.

 

Pese embora a sua torre do relógio e o edifício da Casa do Concello, na Praza Maior,

 

 

como alguém dizia, o pão “moreno” de Cea apenas necessita de publicidade, porquanto não há nenhum monumento histórico na povoação que lhe arrebate o primeiro lugar.

 

 

Só de fornos tradicionais, a lenha, existem 20, com 16 ou 17 em elaboração.

 

Têm os mais variados e sugestivos nomesForno do Santo; Forno da Parapeta; Forno da Rua; Forno do Abade; Forno da Burata; Forno da Pepita, entre outros. Mostramos duas fotos, de dois deles, e o interior de um outro, com o respectivo contexto da sua implantação:

 

(Forno do Abade)
(Forno do Santo)
(Interior de um forno)

 

Historicamente, Cea desenvolveu-se em paralelo com o Mosteiro de Oseira, que lhe fica a 9,5 Km, por estrada.

 

Se bem que antigamente os monges de Oseira ditaram, de acordo com uns censos do século XVIII, que toda a povoação vivesse para o fabrico e produção do pão, hoje em dia já não é assim.

 

Quando, em 2007, fiz este Caminho, fiquei com imensa pena por não ter ido visitar o Mosteiro de Oseira. Naquele altura deixei-me dormir, depois de ter pregado uma partida a Fabios – esconder-lhe a flauta – para não me fazer barulho e me deixar a descansar, tranquilo. Entretanto, alguns companheiros do albergue, alugando um táxi, foram-no visitar. E eu que tinha mostrado tanto interesse também em ir, “fiquei em terra”.

 

E fiquei com aquele “bicho” de lá ir, uma vez que, na jornada do dia a seguir, optámos por não passar por lá, dado ser uma alternativa muito mais longa.

 

Há poucos dias fui lá passar dois dias com a Ni, na Hospedaria do Convento. Na secção três, desta reportagem, sob a epígrafe Destaque(s), falarei mais detalhadamente sobre este Convento e sua respectiva Igreja.

 

O pão que nestes últimos dias comi no Mosteiro era efectivamente muito bom, contudo, como fomos informados pelo irmão hospedeiro Alfonso, um dos 18 monges da actual comunidade, já não é em Cea que o Mosteiro se abastece, mas num outro concelho ao lado, O Reino. Coisas dos tempos…

 

As instalações do albergue, sitas na Casa das Netas, que pertenceu durante muito tempo aos “cobradores dos tributos do partido de Cea”, “gentes acomodadas”, é um exemplar da arquitectura tradicional rural, adaptada para albergue de peregrinos.

 

Aqui ficam três imagens dele:

 

(Exterior do albergue)
(Terraço do albergue)

 

Queria agora apresentar quatro ilustres personagens, oriundos de Bilbau, que encontramos a partir do albergue de Ourense. Aqui deixo as suas respectivas imagens que, suponho, deverei ficar perdoado por as ter publicado sem a respectiva permissão dos ditos.

 

 

Acompanharam-nos durante parte de Caminho até Santiago. Como faziam parte de um grupo, tinham o seu ritmo próprio. Aqui e ali íamo-nos encontrando e confraternizando.

 

 

 

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