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andanhos

07
Mar12

Pelos Caminhos de Santiago - Na Galiza (Via da Prata 2.2)

andanhos

 

Apesar de ter pouco mais de vinte quilómetros, foi uma etapa chata: um nunca acabar de estradas em asfalto, que me puseram os pés com bolhas.

 

E depois o atravessar o polígono (industrial) de San Cibrao... E mais ainda o atravessar a cidade inteira de Ourense para chegar ao albergue!

 

 

À saída de Xunqueira de Ambía, atravessámos o rio Arnoia que, com o rio Tâmega, nasce na serra de São Mamede. O Arnoia corre 84 Km até se lançar no rio Minho. Do Minho, comparado com o rio Sil, dois dos grandes rios da Galiza, diz-se: "O Minho leva a fama e o Sil a água".

 

Passámos por Seixalbo e, infelizmente, não me apercebi daquela povoação, declarada como Conjunto de Valor Etnográfico. Numa das próximas idas a Ourense não me esquecerei de passar por lá.

 

Na localidade de A Venda do Río conflue a variante do Caminho Sanabrês da "Via da Prata"que da A Gudiña vem por Verin, Monterrei, Xinzo de Limia e Allariz.

 

No polígono de San Cibrao descansámos num dos bares e bebemos uma "caña". Fabios foi, entretanto, matar saudades para a internet do bar.

 

Deixo-vos aqui, para uma leitura atenta e divertida, três dos muitos azulejos exibidos por tudo o que é canto do bar.

 

 

Ao chegarmos ao albergue, no cimo da cidade, junto ao moderno Auditório Municipal,

 

 

e instalado numa das dependências do Convento de São Francisco,

 

 

todos encharcados de suor, em vez de termos as portas abertas para um refrescante banho, tivemos de esperar quase duas horas - até às 16 horas - hora da abertura do albergue. O que tem de ser, tem muita força…

 

Mas não foi preciso muito para passar pelas "brasas", num recanto do edifício, encostado à parede.

 

 

Após o banho e um merecido repouso, aventuramo-nos pelas ruas do centro histórico de Ourense.

 

Numa das explanados de um bar, enquanto nos refrescávamos com uma "caña", apareceu o meu caro amigo Martínez-Risco Daviña. Andava dando umas voltas pela sua cidade.

 

Não vou hoje, e aqui nesta secção, descrever o que de mais interessante tem Ourense para mostrar ao visitante. Vou deixar essa reportagem sucinta para a terceira secção desta reportagem.

 

Quando foram horas da “janta”, dirigimo-nos a uma dos  restaurantes do centro histórico, “O Forno do Paxaro”, e "enchemos a mula” de marisco, bem regados com o afamado vinho d’“O Ribeiro”.

 

E, depois, "deita", num simpático albergue, com alguns "roncos" pelo meio.

 

 

 

 

 

 

 

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