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Pelos Caminhos de Santiago - Na Galiza (Via da Prata 2.1)

 

 

Foi em Setembro de 2007 que combinei com o meu amigo Fabios efectuarmos o Caminho Sanabrês da "Via da Prata", começando por Laza. Acompanhou-nos o Mito(k), filho do Fabios. Um companheirão!

 

Já não me recordo exactamente em que dias o efectuámos. Não andarei muito errado se disser que foi em meados do mês, mais lá para o fim do que para o princípio. A memória já não é o que era!

 

Combinámos que iríamos na véspera ficar ao albergue de Laza para depois, de madrugada, "botar caminho".

 

Ao fim da tarde, a mulher do Fabios transportou-nos até às imediações de Laza, no seu Jeep verde. Fabios fez questão de parar nas proximidades e efectuarmos o percurso de perto de um quilómetro até ao albergue, a pé. Dizia que, se não efectuámos o Caminho nesse dia, em bom rigor, não tínhamos direito a pernoitar no albergue. Chinesices, dizia eu; coisas sérias, dizia Fabios, para quem as regras são para se cumprirem. E Mito(k) rematou: meu pai é "como manda a sapatilha".

 

No albergue foi um final de dia tranquilo, entre nos acomodarmos, cumprimentarmos três ou quatro caminhantes, que já lá se encontravam, petiscarmos qualquer coisa, ler um pouco, e jogar uma partida de cartas com o Mito(k).

 

 

(Albergue de Laza)

 

 

Uma pequena advertência.

 

Não vamos neste apontamento das etapas deste Caminho fazer uma descrição exaustiva do itinerário de cada uma. Já há muita gente que, tendo feito o Caminho, o faça nos seus respectivos blogues.

 

Aqui apenas farei referência àquilo que mais me ficou da jornada - e que a memória deixou guardar pedaços dessa vivência.

 

Relato que apenas vincula o autor destas letras, não representando, por isso, o partilhar das mesmas vivências pelos meus companheiros. Palavras necessárias, porquanto cada um vive e vivencia o Caminho de modos muito diferentes.

 

Desta feita, em cada etapa, quando achar necessário, ou interessante, faço uma descrição sumária do seu itinerário, enfatizando as dificuldades, se porventura as houver; relevando algumas curiosidades ou eventos que entretanto tenham surgido; referindo o património, quer natural quer construído, que me tenha despertado mais atenção. Digo despertado atenção, e com alguma razão, pois, ao longo de uma longa e dura jornada, a nossa atenção está mais virada para o descanso e repouso do que para a contemplação da natureza e do património. Mas, enfim, sempre alguma coisa fica...

 

 

 

Saímos de madrugada com as luzes da iluminação pública ainda acesas.

 

 

Entrámos na estrada OU-113 e cruzámos o rio Tâmega. Passámos por Soutelo Verde e Tamicelas.

 

Depois de andarmos aproximadamente sete quilómetros, começou o meu calvário – a subida do monte Travesa. Tive de parar duas vezes na subida, enquanto Fabios e Mito(k) dispararam por ali acima.

 

Na subida a paisagem é deslumbrante.

 

Finalmente consegui chegar ao cimo.

 

Logo a seguir aparece a povoação de Alberguería. Começou a “muliscar”.

 

Pelo esforço despendido, merecemos um pequeno-almoço reforçado servido pelo simpático proprietário do Rincón del Peregrino.

 

Depois de “botarmos assinatura” numa vieira e de a colocarmos no tecto, como é da praxe, deitámo-nos ao caminho.

 

 

Em Vilar de Barrio parámos no albergue para descansar um pouco e retemperar forças. O sol começava a mostrar a sua graça.

 

Entre Gomareite e Bobadela, o Caminho parece que nunca mais acabava: foi o ultrapassar uma recta de 3,5 Km, na lagoa de Antela, zona húmida natural, recuperada com obras de engenharia na década de 50 do século passado para a produção agrícola. A batata é uma das maiores produções destas terras.

 

 

Depois, entre campos de “berzas”, pequenas povoações e “hórreos” (espigueiros), finalmente chegámos ao albergue de Xunqueira de Ambía.

 

 

32,7 Km que pareciam nunca mais acabar! Para primeira etapa foi de estoirar.

 

Apenas cheguei ao albergue, banho e cama.

 

(Xunqueira de Ambía - Cruzeiro do Adro da Igreja)

 

Como o albergue fica um pouco fora do centro, tivemos de ir a pé, de chinelos, pois já não podia com as botas, para comermos.

 

(Xunqueira de Ambía - Varanda em pedra da Casa "Adega Xunqueira")

 

Depois de comermos no Café Bar Saboriño, fomos dar uma volta pela vila.

 

Aqui fica uma breve reportagem fotográfica, sem pretensões, imagens captadas pela Nikon 200, que também muito contribuiu para o esforço do dia.

 

(Xunqueira de Ambía - Pormenor de uma casa)
(Xunqueira de Ambía - Pormenor de uma rua)
(Xunqueira de Ambía - Pormenor de uma rua)
(Xunqueira de Ambía - Pormenor de uma rua)

 

Mas, o que marca mais presença na vila é a sua igreja e aquilo que em tempos foi mosteiro, Colegiada de Santa Maria la Real de Xunqueira de Ambía, hoje dependências da Casa do Concello.

 

(Xunqueira de Ambía - Mosteiro e Igreja vistos do albergue)
(Xunqueira de Ambía - Fachada da Igreja virada a norte)
(Xunqueira de Ambía - Fachada Principal da Igreja)

 

Do que se sabe, daquilo que em tempos foi um cenóbio, é que o mesmo foi entregue por Alfonso VII ao Cónegos Regulares de Santo Agostinho (em concreto ao priorato de Sar), no século XII, época em que se construiu a igreja românica. Possui três naves e três absides. Apresenta-se alguns pormenores da portada principal

 

(Xunqueira de Ambía - Fachada Principal da Igreja)
(Xunqueira de Ambía - Pormenor da Portada Principal da Igreja)
(Xunqueira de Ambía - Pormenor da Portada Principal da Igreja)
(Xunqueira de Ambía - Pormenor da Portada Principal da Igreja)
(Xunqueira de Ambía - Pormenor da Fachada Principal da Igreja)
e da abside
(Xunqueira de Ambía - Pormenor de uma janela da abside principal)

 

No seu interior, encontramos um órgão, aparentemente em bom estado e o chamado “falso trifório”, com manifesta influência da catedral compostelana.

 

 

O claustro, do lado sul, que não tive oportunidade de visitar por se encontrar em obras, não é românico, outrossim de um estilo a meio caminho entre o tardogótico e o renascentista, com clara influência portuguesa.

 

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