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Reino Maravilhoso - Crónica de uma reportagem falhada

 

 

REINO MARAVILHOSO - ALTO TÂMEGA E BARROSO


CRÓNICA DE UMA REPORTAGEM FALHADA


Devíamo-nos levantar à 7 da manhã para sairmos da cidade de Névoa, às 7 horas e 30 minutos, e embrenharmo-nos nas aldeias solarengas do nosso Barroso com os nossos habituais três mosqueteiros.

 

Não os acompanhámos aquela hora, dizendo que tínhamos compromissos inadiáveis que nos preencheriam toda a manhã. Mas sempre fomos perguntando onde era a janta porque, resolvidos esses compromissos, nós lá aparecíamos. Em boa verdade, foram simples desculpas. Com dois ou três telefonemas, os assuntos/compromissos resolver-se-iam.

 

O que nos reteve em Névoa foi o medo ao frio e o saboroso quentinho da cama de manhã.

 

Névoa é assim: quando a «névoa» vem para ficar, fica mesmo. E, muitos de nós, desesperamos pela falta de sol quando, lá mais para o alto, o sol irradia.

 

Mas, pesando-nos a consciência, tomámos a nossa viatura e fomos ao encontro dos três valentes mosqueteiros (guerrilheiros) que, já pelas 11 horas e 30 minutos, tinham calcorreado as aldeias de Penedos de Cima, Penedos do Meio e Penedos de Baixo.

 

Ao sairmos de Névoa, não resistimos em registar, ao longo da EN nº 103, este cenário que se presenteava a nossos olhos.

 

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Ultrapassada Sapiãos, o sol de inverno radiava, enchendo-nos a alma com outro ardor.

 

Durante uma hora vagueámos pelas terras barrosãs de Montalegre em direção à barragem de Paradela. Parámos em Paradela do Rio. Em Paradela do Rio, recebemos mensagem para nos dirigirmos ao nosso já habitual Restaurante Albufeira, uma vez mais, para comermos o cozido barrosão. Pessoas simpáticas, os proprietários, mãe e filho, naturais de Vila da Ponte.

 

Bem comidos e bebidos, os nossos mosqueteiros «encartaram» as máquinas fotográficas. Para eles o dia já estava «ganho». Nós, porém, praticamente ainda não nos tínhamos «estreado».

 

Numa zona contígua ao restaurante, em Lama da Missa, o nosso D’Artagnan faz-nos um desafio: cada um tira uma fotografia ao cenário que tínhamos à frente - um lameiro -; depois, comparávamos, nesse cenário, ou que cada um mais enfatizava ou relevava. Aceite o desafio, aqui fica a nossa foto:

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E, como estávamos em maré de descontração, mais outro desafio: tirar uma foto das nossas próprias sombras (se fossemos ingleses, diríamos, uma «selfie»). Aqui fica com os nossos leitores um estranho pormenor da sombra de um dos nossos mosqueteiros.

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E, daqui, «remámos» em direção a Vilarinho de Negrões.

 

A barragem do Alto Rabagão apresenta-se quase vazia

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e Vilarinho de Negrões oferece-nos este aspeto:

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(Pormenor I)

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(Pormenor II)

Saídos do perímetro de Vilarinho de Negrões, eis, ao longe, a silhueta do seu casario.

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Em poucos minutos demos entrada na Vila e, de pronto, o condutor D’Artagnan dirige-se para o Miradouro da Corujeira.

 

Athos, exibindo orgulhosamente um pouco da sua (pressuposta) costela barrosã, apontando para o lado direito do cenário, que estava à nossa frente, dizia: ali, onde vedes aqueles três blocos de apartamentos, logo a seguir, foi onde vivi na minha infância; agora, está tudo diferente!

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Por seu turno, D’Artagnan, não deixando por mãos alheias os seus conhecimentos sobre Barroso - até porque traz com ele meia costela barrosã -, apontando para o pico do grande panorama à nossa frente, afirmava: aquela aldeia, logo mais abaixo daquele pico, é Sendim, a mais alta de Portugal!

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Saindo do Miradouro da Corujeira, andámos às voltas pelo bosque circundante, acabando por descermos até à Vila e, aí, andarmos pelos lugares mais escaninhos de Montalegre, não sabemos com que objetivo. Até que acabámos por entrar num bar do centro para dar de beber à sede.

 

Despedimo-nos uns dos outros, desejando Boas Entradas para 2017, enquanto no Ecomuseu do Barroso, Espaço Padre Lourenço Fontes, a Mãe Bruxa não nos deixava esquecer que, no próximo dia 13 de janeiro, é Sexta.

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Então, Mãe Bruxa, até lá!!!...

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