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andanhos

Reino Maravilhoso - Barroso:- Covelo do Monte - aldeia fantasma

 

 

REINO MARAVILHOSO – BARROSO

 

COVELO DO MONTE – ALDEIA FANTASMA

01.- 2018.- Covelo do Monte (2)

Cansados de, numa carrinha todo o terreno, andar pelo Gerês barrosão à procura de cascatas, inopinadamente, os nossos dois amigos, que nos acompanham nestes périplos fotográficos por terras barrosãs, dão uma guinada, e viraram-se para a serra de Alturas.

 

Chegados ao parque eólico da serra, começa a descida. E oiço-os falar numa aldeia sem gente vai para 50 anos, deserta, encaixada num estreito vale da serra.

 

Seu nome é Covelo do Monte, do concelho de Boticas.

02.- 2018.- Covelo do Monte (3)

Pelos vistos, os nossos amigos já lá tinham ido, mas não puderam entrar. Estava tudo vedado!

 

E os três interrogávamo-nos como era possível caminhos que outrora eram públicos, serem agora apropriados por privados. Os nossos canhestros conhecimentos de direito procuraram esclarecer que, a menos que não tenham sido desafetados do domínio público, continuariam a ser públicos, objeto, assim, de usufruição por todos.

 

A vedação que antes tinha, agora, pelos vistos, já não existia.

 

E entrámos por ali dentro, até onde a carrinha pode ir.

 

A certa altura, um tronco de uma árvore impediu a nossa progressão.

03.- 2018.- Covelo do Monte (23)

Apeámo-nos.

 

Perdoem-nos agora os legítimos proprietários deste pequeno território se os ferirmos nos seus sacrossantos direitos de possuidores deste património em ruínas, invadindo-o. Compreenderão que a nossa «intrusão» não foi tanto ditada pelo disfrute do alheio, mas o chamar a atenção dos leitores(as) que nos leem para o que foi a destruição de uma memória coletiva na qual todos, com diferentes responsabilidades, é certo, somos cúmplices! Somos respeitadores das leis que nos governam, mesmo que nem sempre concordemos com algumas delas, mas, como democratas que somos, respeitamo-las. Move-nos, contudo, mais os valores e a preservação do nosso património e cultura, o cadinho que faz com que os povos nasçam, vivam e perdurem…

 

Máquinas fotográficas em punho, fomos tirando fotos daquele desértico e solitário lugar, que hoje apenas serve de repouso para o gado, pois de gente não vimos vivalma!

04.- 2018.- Covelo do Monte (29)

(Cenário I)

05.- 2018.- Covelo do Monte (74)

(Cenário II)

06.- 2018.- Covelo do Monte (76)

(Cenário III)

08.- 2018.- Covelo do Monte (80)

(Cenário IV)

09.- 2018.- Covelo do Monte (81)

 (Cenário V)

09a.- 2018.- Covelo do Monte (82)

(Cenário VI)

Positivamente é uma aldeia fantasma, com casas em completa e total ruína.

10.- 2018.- Covelo do Monte (9)

(Ruína I)

11.- 2018.- Covelo do Monte (10)

(Ruína II)

12.- 2018.- Covelo do Monte (11)

(Ruína III)

13.- 2018.- Covelo do Monte (12)

(Ruína IV)

14.- 2018.- Covelo do Monte (14)

(Ruína V)

15.- 2018.- Covelo do Monte (18)

(Ruína VI)

16.- 2018.- Covelo do Monte (33)

(Ruína VII)

17.- 2018.- Covelo do Monte (38)

(Ruína VIII)

 O que ainda se foi mantendo de pé foram dois espigueiros

18.- 2018.- Covelo do Monte (24)

(Espigueiro I)

19.- 2018.- Covelo do Monte (32)

(Espigueiro II)

e aquela, a que passaremos a chamar por «Casa Grande»,

20.- 2018.- Covelo do Monte (31)

21.- 2018.- Covelo do Monte (61)

(Perspetiva II)

22.- 2018.- Covelo do Monte (64)

(Perspetiva III)

23.- 2018.- Covelo do Monte (68)

(Perspetiva IV)

possivelmente dos mais possidentes da aldeia. Sim, porque mesmo no meio da pobreza e da miséria, há diferenças. «Casa Grande» esta, com lindas vistas para o seu entorno.

24.- 2018.- Covelo do Monte (37)

Mas, as suas diferentes dependências no mais completo abandono!

 

A começar pela cozinha,

25.- 2018.- Covelo do Monte (59)

(Cenário I)

26.- 2018.- Covelo do Monte (55)

(Cenário II)

27.- 2018.- Covelo do Monte (54)

(Cenário III)

28.- 2018.- Covelo do Monte (57)

(Cenário IV - Pormenor)

passando pelos quartos,

29.- 2018.- Covelo do Monte (51)

(Pormenor I)

30.- 2018.- Covelo do Monte (50)

(Pormenor II)

31.- 2018.- Covelo do Monte (47)

(Pormenor III)

pela sala, onde fomos encontrar esta «tarandeira»

32.- 2018.- Covelo do Monte (67)

e, à saída, a casa de banho.

33.- 2018.- Covelo do Monte (72)

Nem a humilde capelinha escapou à voragem da destruição.

34.- 2018.- Covelo do Monte (89)

 Captámos a sua singeleza, em diferentes perspetivas ou ângulos,

 

35.- 2018.- Covelo do Monte (86)

(Ângulo I)

36.- 2018.- Covelo do Monte (87)

(Ângulo II)

37.- 2018.- Covelo do Monte (97)

(Ângulo III)

38.- 2018.- Covelo do Monte (98)

(Ângulo IV)

E o seu interior.

39.- 2018.- Covelo do Monte (91)

E, penetrando no pequeno souto, que ladeia a capelinha,

40.- 2018.- Covelo do Monte (106)

(Perspetiva I)

41.- 2018.- Covelo do Monte (100)

(Perspetiva II)

42.- 2018.- Covelo do Monte (101)

(Perspetiva III - Pormenor)

43.- 2018.- Covelo do Monte (102)

(Perspetiva IV - Pormenor)

fomos encontrar o velho tanque.

44.- 2018.- Covelo do Monte (109)

Pelo que vimos, não era, naturalmente, uma aldeia rica, muito pelo contrário. Não entendemos, contudo, porque os seus descendentes a deixaram ao abandono, esquecendo-se de todo o legado – embora pobre que fosse – ali construído pelos seus antanhos!

 

Sinal dos tempos. E que tempos estes, os que vivemos no interior de um país, esquecido por aqueles que daqui partiram, e ostracizado por quem devia ver o país como um todo, com iguais direitos e deveres!

 

Sinal dos tempos. E que tempos estes, que deixam reduzir uma terra com todo o seu legado histórico e cultural, embora que pequeno, a uma pura e mera mercadoria!

 

Sinal dos tempos. E que tempos estes, que tão facilmente se esquece de um  passado que a todos unia, pondo-o com tanta ligeireza na quota de mercado, de uma bolsa de valores qualquer!

 

Sinal dos tempos. E que tempos estes, que troca todo um passado de um povo por uma pressuposta valência turística, na tentativa de construir um condomínio turístico fechado para gente endinheirada, sem qualquer espécie de ligação à terra!

 

Sinal dos tempos. E que tempos estes, que nem com a «terra prometida» da função turística deste lugar, prenhe de passado, mas vazio de gentes, ninguém lhe pega e, todo este património, a cada dia que passa, cada vez mais cai de podre, ao ponto de nem ruínas existirem, porque pasto livre da mãe-natureza!

45.- 2018.- Covelo do Monte (25)

(Cenário I)

46.- 2018.- Covelo do Monte (26)

(Cenário II)

Sinal dos tempos. E que tempos estes, em que nas aldeias abandonadas do nosso interior – onde a nossa portugalidade nasceu – apenas o entorno, com toda a sua beleza e encanto, perdura,

47.- 2018.- Covelo do Monte (39)

(Cenário I)

48.- 2018.- Covelo do Monte (39a)

(Cenário II)

49.- 2018.- Covelo do Monte (40)

(Cenário III - Aproximação)

no meio dos novos deuses dos tempos modernos -  as pás das hélices eólicas,

50.- 2018.- Covelo do Monte (23a)

(Quadro I)

51.- 2018.- Covelo do Monte (27a)

52.- 2018.- Covelo do Monte (43)

(Quadro III)

que geram a energia que faz com que as nossas cidades vivam e pululem de vida!

 

Sinal dos tempos. E que tempos estes, de uma comunidade cuja miséria nela vivida não a desejávamos ver repetida, mas cujo engenho e arte dos homens fosse suficientemente forte e determinado no encontrar novos caminhos, novos futuros, novos portais de esperança para os territórios que foram, e continuam ainda a ser, a matriz do Portugal que hoje somos!

53.- 2018.- Covelo do Monte (120)

Até quando vão parar as aldeias fantasmas deste nosso Portugal como esta – Covelo do Monte?

 

Apresenta-se um diaporama/reportagem sobre

 

COVELO DO MONTE – ALDEIA FANTASMA

 

54.- 2018.- Covelo do Monte (34a)

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