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Por terras e aldeias de Portugal - Mosteiro de S. Cristóvão de Lafões

 

 

UMA BREVE VISITA AO MOSTEIRO DE S. CRISTÓVÃO DE LAFÕES

 

No sítio oficial da Câmara Municipal de São Pedro do Sul, a certa altura, podemos ler: “A serra da Gralheira é um maciço que começa a elevar-se a partir das margens do rio Baroso, onde se situa o antiquíssimo «Real Mosteiro de São Cristóvão de Lafões», remontando a sua origem a um período anterior à fundação da nação, e num local, onde a proximidade com os elementos da natureza faz estimular as virtudes do espírito”.

 

Raul Proença, no «Guia de Portugal», 3ª edição, 3º Volume: Beira: II Beira Baixa e Beira Alta (1984), a páginas 760, diz-nos: “(...) afundada em verdura, jaz a velha trapa de S. Cristóvão de Lafões.

Fundou-o em 1122 o bispo do Porto D. João, para monges de S. Bento. D. Afonso Henriques doou-o aos cistercienses. O primitivo edifício consumiu-o um grande incêndio e mais recentemente (1943) um outro incêndio devorou uma grande área das matas que o envolviam, chegando as chamas a lamber as paredes do velho pardieiro conventual.

O sítio é duma sombria e selvática beleza (...)”.

 

Deixamos aqui aos nossos(as) leitores(as) meia dúzia de fotos tiradas aquando da visita que efetuámos, depois de um repasto típico «à Lafões»,

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 no Restaurante «O Solar», em Oliveira de Frades.

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As leis de 1834, de Mouzinho da Silveira (1780-1849), culminaram com a nacionalização de uma larga percentagem dos bens de raiz eclesiásticos e consequente alienação do património da Igreja, com o respetivo exclausuramento das Ordens Religiosas. A este Mosteiro aconteceu-lhe o mesmo, indo parar a mãos particulares.

Apesar de particular, é possível a sua visita, pagando uma modesta «propina». Basta tocar à campainha e uma senhora, encarregada das instalações, abre-nos o portão

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e entramos no recinto que dá acesso ao mosteiro

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e que integra uma unidade de turismo rural.

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O que mais nos encantou foi uma azálea branca

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no claustro.

 

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Das suas dependências, o refeitório,

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um bonito recanto com mobília e «bibelots» de outras eras,

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um crucifixo,

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um Santo António

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e duas imagens de S. Cristóvão em estilos bem diferentes uma

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da outra.

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Na saída do Mosteiro, não deixámos de olhar para um pequeno espigueiro e uma azálea florida que quase o cobria por inteiro.

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Saímos do Mosteiro para visitar a igreja. Mas não nos foi possível nela entrar, por se encontrar em obras. Fica-nos apenas três aspetos exteriores da mesma: um, da sua frontaria principal com um pequeno cemitério, de frente, no seu lado direito;

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outro, de um ângulo à saída do Mosteiro

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e, finalmente, um outro do seu campanário.

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A paisagem é mágica, recheada de espécies autóctones – carvalhos, loureiros, castanheiros, aveleiras,

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e ainda pontuada pela genialidade dos monges de Cister: o Aqueduto das Águas Reais,

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construído para levar a água ao mosteiro, desde a mãe-de-água.

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Embora o lugar convidasse a uma maior estadia, estivemos aqui o tempo estritamente necessário de uma rápida visita. Nosso objetivo principal de hoje era «Rumo à aldeia da Pena».

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