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Por terras e aldeias de Portugal - Maciço da Gralheira VI

 

MACIÇO DA GRALHEIRA

 

VI PARTE

 

(História da atribulada tentativa de um percurso pedestre [PR 7 - Nas Escarpas da Mizarela])

 

 

A história da manhã deste dia resume-se a pouco mais de meia dúzia de parágrafos.

 

De Arouca, fomos subindo para a serra da Freita, com umas pequenas paragens para apreciar ora um

01.- PR 7.jpg

ora outro aspeto da paisagem envolvente.

02.- PR 7.jpg

De acordo com a conversa da véspera, no alojamento onde ficámos alojados, tínhamos a indicação que o melhor seria não fazermos todo o PR 7 (Nas Escarpas da Mizarela), mas sim um misto, partes do PR 7 e do PR 15, aproveitando para vermos, tanto perto quanto possível, a Frecha da Misarela, as sucessivas quedas de água do rio Caima e da Ribeira da Castanheira, e, indo por Cabaços, chegarmos ao planalto e dirigirmo-nos à Castanheira, para vermos as Pedras Parideiras, e ao Junqueiro para vermos as Pedras Boroas, onde nasce perto o rio Caima, passando ainda pela Portela da Anta.

 

Chegámos ao Miradouro da Frecha da Mizarela

03.- PR 7.jpg

e descemos a estrada sinuosa até à Ribeira.

04.- PR 7.jpg

Estacionada no fim do asfalto a viatura todo terreno, na Ribeira, por um carreiro  e escadas íngremes, descemos até ao pontão sobre o rio Caima,

06.- PR 7.jpg

junto a um moinho já abandonado que lhe está pegado.

07.- PR 7.jpg

Atravessámos o pontão. Apreciámos a água do Caima correndo entre penedos

08.- PR 7.jpg

e preparámo-nos para escalar aquele carreiro que nos levaria até Cabaços, para apreciarmos as quedas de água do Caima e da Ribeira da Castanheira.

 

No princípio, ainda subsistia um pouco de entusiasmo, na companhia de vetustos castanheiros,

09.- PR 7.jpg

olhando para as poucas casas da Ribeira agarradas e encavalitadas encosta acima.

10.- PR 7.jpg

Mas, para além do carreiro íngreme que tínhamos pela frente, o seu piso era muito irregular e bastante escorregadio.

 

Porque não quisemos correr riscos, voltámos para trás.

 

Na descida, do alto, víamos o moinho arruinado quase colado ao pontão de madeira

11.- PR 7.jpg

e o rio Caima vindo dos lados da Frecha da Mizarela.

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Na subida da Ribeira, demos mais atenção a este singelo espigueiro

05.- PR 7.jpg

e esta construção.

13.- PR 7.jpg

Chegados ao asfalto, entrámos na carrinha e, um pouco mais acima da estrada, tentámos um outro trecho do percurso para procurarmos ver melhor, pelo menos, a «Frecha». Começámos a descer, mas cedo nos apercebemos que, por aquelas bandas, para além de o caminho continuar a ser íngreme, não veríamos, dali, grandes quedas de água, nem, tão pouco, nos aproximaríamos da queda de água da Mizarela. Aquele trecho de percurso, afinal, ia dar à Ribeira, donde vinhamos. Lá tivemos de voltar a subir os poucos metros que havíamos feito e tratarmos de ir saber do almoço cedinho para, de tarde, fazermos parte do PR 15 (Viagem à Pré-História) e vermos as Pedras Parideiras e as Pedras Boroas.

 

E, quando chegámos ao local onde deixámos a viatura... viatura «de grilo». Tinha-se sumido, sem sabermos porque artes tal tinha acontecido! Melhor, voou.

 

Entretanto, os dois mais velhotes, pela tineira do calor do meio-dia, encetam a penosa subida pelo asfalto até ao Miradouro da «Frecha», enquanto Florens aguardava que a sua «águia» pusesse os «rodados» no asfalto.

 

Pelo caminho íamos ora aqui, ora ali,

15.- PR 7.jpg

nesta ou naquela curva,

16.- PR 7.jpg

tirando uma foto à célebre queda d’água, de mais de 60 metros de altura - a tão célebre «Frecha da Mizarela», ex-libris do Geoparque de Arouca. Segundo Carlos Franquinho em «Naturalmente!», de 26 de abril de 2011, "a Frecha da Mizarela é a maior queda de água de Portugal (...). Situa-se na zona de contato entre os granitos da Serra da Freita e as rochas xisto-grauváquicas. Como o granito é mais resistente à erosão fluvial do Caima, formou-se este desnível de cerca de 70 metros" (http://carlos.franquinho.info/2011/04/geoparque-arouca-2011/).

 

Enquanto esperávamos por Florens e o seu «pássaro», Achim foi à povoação de Mizarela saber de água para bebermos. E nós, pelas proximidades, fomos ao encontro de mais um geosítio:

01.- PR 7 A.jpg

Do sítio da internet - http://caminhosecalhaus.blogspot.pt/2011/04/contacto-litologico-mizarela-e-aspectos.html - pode ler-se: “Localiza-se a uns 50 metros do aglomerado de casas da povoação da Mizarela. Situa-se num caminho próximo da estrada.

Neste local, observa-se nitidamente o contacto entre as formações do Complexo Xisto-Grauváquico ante-ordovício (rocha metamórfica) e o granito intrusivo da Serra da Freita (rocha magmática).

Os xistos e os grauvaques são rochas metamórficas que sofreram metamorfismo de grau-médio. Estas foram formadas no fundo dos mares a partir de sedimentos finos, essencialmente de origem arenosa e argilosa.

O xisto contém os seguintes minerais: estaurolite, andaluzite e silimanite (esta ultimo apenas reconhecido ao microscópio). A estaurolite aparece em maior abundância, podendo atingir vários centímetros e apresenta-se, por vezes, maclada (mineral sobre mineral, formando uma cruz).

O granito é constituído por duas micas com granularidade média, como todo o granito da Serra da Freita. Contém quartzo, feldspato potássico, plagioclases, biotite, moscovite e silimanite. Em diversas partes apresenta foliação, resultando esta de um alinhamento de minerais magnéticos anteriores ao processo metamórfico e ainda da orientação de novos minerais”.

Passado um pontão de estrada sobre o rio Caima

2014 - Anos Lau (Serra da Freita e Arouca) (123).j

com um velho e abandonado moinho ao lado,

2014 - Anos Lau (Serra da Freita e Arouca) (112).jà nossa esquerda, na direção da Castanheira, e num encontro de percursos pedestres, eis dois aspetos deste dito «Contacto Litológico»:

2014 - Anos Lau (Serra da Freita e Arouca) (126).j

(Aspeto nº 1)

2014 - Anos Lau (Serra da Freita e Arouca) (130).j

(Aspeto nº 1

Concordamos com Carlos Franquinho, no sítio da internet - http://carlos.franquinho.info/2011/04/geoparque-arouca-2011/ - com a designação «Naturalmente!», de 26 de abril de 2011, quando escreve: “O geossítio, bem próximo do miradouro da Frecha da Mizarela, é facilmente acessível. A falta de qualquer informação no local, no entanto, torna-o totalmente desinteressante para leigos. Uma vez lá, como identificar «o contacto nítido entre os metassedimentos anto ordovícicos e o granito da Serra da Freita» ou «a rocha metamórfica (que) apresenta grande concentração de cristais de estaurolite»??”.

 

Do nosso ponto de encontro, via-se, lá ao fundo, a povoação de Castanheira:

2014 - Anos Lau (Serra da Freita e Arouca) (132).j

Por estas bandas, pedaço de terra fértil, é por todos cobiçada, retalhada e aproveitada para hortinha:

2014 - Anos Lau (Serra da Freita e Arouca) (161).jEntretanto chega Achim com a água ao nosso ponto de encontro - o Miradouro da Frecha da Mizarela - e enquanto esperamos por Florens, que ficou a aguardar, com a ajuda dos instrumentos de comunicação que, felizmente, por aquelas bandas, ainda iam funcionando, que a sua «águia» pousasse no asfalto, fomo-nos entretendo a «bater», do miradouro, mais uma foto à «Frecha»

2014 - Anos Lau (Serra da Freita e Arouca) (139).j

e outra às pedras à nossa frente.

2014 - Anos Lau (Serra da Freita e Arouca) (137).j

Quase duas horas e meia de espera, chega junto de nós, praticamente incólume, apenas com um ou outro aranhão, a nossa «águia».

 

 A fome apertava. Em Mizarela não serviam refeições. Fomos até ao Parque e Campismo de Merujal a ver se petiscavamos alguma coisa.

 

Eram praticamente três horas da tarde quando lá chegámos.

17.- PR 7.jpg

Felizmente que, nestas alturas, ainda há «almas» não só destemidas como solidárias, não só para nos confortar o espírito mas, dada a hora, o corpo.

 

Comeu-se do que havia no momento e àquela hora e, após café, deixando de lado, o PR 15 feito a pé, fomos de automóvel à procura das Pedras Boroas e das Pedras Parideiras.

 

Mas este percurso de viatura pelo planalto será objeto do próximo post.

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