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Por terras de Portugal:- Braga-Seminário Menor - Capela Imaculada-Uma ponte entre a Igreja e a Arte

 

 

BRAGA - SEMINÁRIO MENOR

00.- DSCF3857

 

CAPELA IMACULADA - UMA PONTE ENTRE A IGREJA E A ARTE


Conhecemos, pela primeira vez, em 19 de maio de 2013, a Capela de Nossa Senhora da Conceição, no âmbito de uma Primeira Comunhão de uma nossa sobrinha.

 

A Capela de Nossa Senhora da Conceição está situada no centro do edifício do Seminário Menor da Arquidiocese de Braga.

 

A construção do edifício do Seminário Menor, chamado de Nossa Senhora da Conceição, decorreu entre 1923 e 1924, sob a vigência do Arcebispo de Braga, D. Manuel Vieira de Matos.

 

Este prelado adquiriu, em hasta pública, os edifícios dos extintos Recolhimento de S. Domingos da Tamanca e do Conservatório das Órfãs do Menino Deus, em avançado estado de ruína, para aqui instalar o Seminário Menor.

 

Neste Seminário Menor, com mais de 90 anos de existência, por aqui passaram mais de 8. 000 jovens, os quais se distinguiram nas mais diversas áreas de atividade, desde a cultura, o ensino, a política, a justiça, a ação social, o desporto, a arte, a economia e, naturalmente, na consagração ao serviço do Evangelho e à Igreja Católica.

01.- DSC_0703


Mal sabíamos nós que, passado um ano, o espaço da Capela seria objeto de intervenção, face às debilidades estruturais que a mesma apresentava.

 

Quando, em 2013, entrámos na Capela de Nossa Senhora da Conceição, o seu aspeto era o de uma capela normal, com capacidade para 700 pessoas, mas, em muitos aspetos, idêntica a muitas outras já conhecidas, integradas dentro do espaço do edifício de um Seminário.

 

Aqui se mostra um aspeto parcelar da mesma, naquele ano de 2013:

02.- DSC_0607


Na companhia de um nosso ex-aluno do Curso de Licenciatura em Recreação, Lazer e Turismo, especialista e doutorado em Turismo Religioso, e com responsabilidades na Confraria do Bom Jesus do Monte e na gestão dos Hotéis do Bom Jesus, fomos visitar, no verão passado, aquela Capela, objeto de intervenção em 2014, e consagrada, em 2015, pelo Arcebispo D. Jorge Ortiga, com o nome de Capela Imaculada. Estávamos no ano pastoral 2014/2015 e no 90º aniversário do Seminário de Nossa Senhora da Conceição.

 

Mal entrámos no Seminário, e no corredor que nos dá acesso ao local da Capela, as mesmas sinetas,

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e, no átrio de entrada, o mesmo ícone em azulejos.

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Aberta a sua porta de entrada, eis, a nossos olhos, a total «transubstanciação» do espaço!

 

Se é verdade, tal como afirma o Arcebispo D. Jorge Ortiga, na consagração e dedicação da Capela, que «a Igreja ofereceu à Humanidade as “mais belas obras de arte”», acrescentando, «desde a pintura à escultura, das capelas às catedrais, da literatura à música, o génio cristão inspirou uma plêiade de artistas e marcou indelevelmente o mundo (...)», contudo, não nos podemos esquecer do custo que tal «feito» teve não só nas comunidades dos crentes, nas outras comunidades crentes e também naqueles que, de uma forma laica, se lhe opunham, porque portadores de visões do mundo diferentes.

 

A História da Igreja Católica, infelizmente, não é feita, e foi construída, só com «glórias», aliás como todos os sistemas de valores fechados, por muito que se diga, ou queira, estarem abertos ao exterior!

 

Não é aqui nosso desiderato o aprofundamento desta pertinente questão.

 

Como conhecedores, minimamente atentos, como somos, dos valores fundamentais da comunidade dos crentes católicos e da sua liturgia, apraz-nos registar agradavelmente a impressão com que ficámos com este novo espaço, quando o visitámos.Tal como já tinha acontecido com a Capela Árvore da Vida, localizada no Seminário Maior, também em Braga.

 

Não é nosso intuito descrever, em pormenor, e explicar, cada um dos elementos que compõem e caracterizam esta Capela, apelidada de Imaculada, verdadeiramente singular no conjunto dos edifícios congéneres da Igreja Católica.

 

Vamos apenas destacar sete elementos que reputamos mais impressivos, deixando depois a respetiva explicação ao Professor de Liturgia da Faculdade de Teologia de Braga, Padre Joaquim Félix:

 

1.- O simbolismo do Portal da Entrada

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2.- O pilar que sustenta o oratório (Confessionário), com os seus materiais, e o significado dos elementos constantes da sua base:

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3.- A colocação do ambão no meio do espaço /ambiente, enfatizando a «centralidade promovida a partir da Palavra»:

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4.- O altar, em pedra de granito tosca, apenas polido numa face,

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assentando sobre o «dinamismo da vida da água»:

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5.- O efeito da luz que nela penetra,


quer se trate da que entra pela funa placa de mármor de Estremoz, no lugar onde antigamente estava o altar-mor, com o sacrário,

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agora localizado num lugar lateral do espaço da Capela;

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quer se trate da que entra pelas divisões da abóbada de betão armado suspenso; quer ainda a que entra pelas cortinas de pano, feitas pelas tecedeiras de Cabeceiras, nos seus teares tradicionais

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e a respetiva simbologia de cada um destes «rasgos» de luz.

 

6.- A Nossa Senhora da Humildade

 

E o que dizer da Nossa Senhora da Humildade, no meio do ambiente litúrgico, gerando «um ambiente de cenáculo»?

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Mas, passemos a palavra mais avisada ao Padre Joaquim Félix, ínsita na reportagem da Ecclesia.

 

7.- Os seus quadros ou pinturas

 

Demos agora a palavra ao escultor responsável pela peça «Nossa Senhora da Humildade» e à pintora deste conjunto, que ora se mostra,

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bem assim ao arquiteto, António Fontes:

 

Saímos deste espaço,

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e, como dissemos, agradavelmente surpresos.

 

E uma pergunta ficou pairando na nossa mente: será que esta obra representa uma verdadeira renovação e abertura de uma comunidade crente, consentida, querida, dando valor à Honestidade, Verdade, Exigência, Inovação, Simplicidade, convidativa ao silêncio e reflexão, aberta às diferentes visões do mundo e da arte? Ou não será simplesmente o «feito» de uma elite, quiçá bem afastada da maioria do sentir e do viver da fé dos crentes da comunidade onde se insere?

 

Pela nossa parte, e de qualquer das formas, estão de parabéns os responsáveis por esta(s) obra(s) de arte.

 

Que a mesma represente efetivamente uma verdadeira ponte... para os crentes desta comunidade, levando-os, no silêncio e diálogo com esta arte e a sua história, para muitas outras «margens».

 

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