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29
Jun20

Memórias de um andarilho - Trilho do(a) Ribeiro(a) das Avelãs|Chaves - Um Percurso com História

andanhos

 

MEMÓRIAS DE UM ANDARILHO

 

TRILHO DO(A) RIBEIRO(A) DAS AVELÃS|CHAVES

- UM PERCURSO COM HISTÓRIA –

(3.maio.2020)

01.- 2020.- Trilho da ribeira das Avelãs-Chaves (3)

 

Como acontece noutros lugares, 

as vias romanas continuam a indicar

aproximadamente os traçados da estradas de sempre.

Serviram de eixo de comunicações desde a Antiguidade até ao século XIX,

e depois disso, só foram em alguns sítios,

abandonadas ou melhoradas (...)

 

José Mattoso, Suzanne Daveau e Duarte Belo

in «Portugal - O Sabor da Terra - Um retato histórico e geográfico por regiões»

 

 

Queríamos, desde já, elucidar os(as) nossos(as) leitores(as) que este trilho de que vos vamos falar, não está sequer sinalizado e, muito menos, homologado. Simplesmente resultou de uma saída, logo após o período de desconfinamento por que passámos, por via do Covid-19, que fizemos com o amigo Rui Queirós, o qual o traçou.

02.- 2020.- Trilho da ribeira das Avelãs-Chaves (7)

Recordemos que não foi a primeira vez que calcorreámos parte deste território abrangido pelo trilho de que hoje vamos falar. Em maio de 2016, sob a rubrica «Chaves através da imagem – A Ribeira dos “mil e um nomes”»  falávamos dessa incursão pelo(a) Ribeiro(a) das Avelãs. Naquela altura, também acompanhado de Rui Queirós, íamos à procura dos moinhos e, de passagem, falava-se de um possível convento(ou mosteiro) visigótico que, por estas bandas, no século VII, aqui teria existido.

 

Desta vez, sabendo que o Município de Chaves havia feito um trilho na zona, e que havia passadiços de madeira, para atravessar o(a) Ribeiro(a) das Avelãs, resolvemos ir visitá-los.

 

Mas as nossas palavras proferidas no post de 19 de maio de 2016, aqui neste blogue, depois de uma leitura, não tanto em diagonal, como naquela altura fizemos, mas com um pouco mais de atenção, e em profundidade, do artigo de Manuel José Carvalho Martins, sob o título «O Mosteiro no Convento», a páginas 175 e seguintes da Revista Aquae Flaviae, nº 47, de novembro de 2013, levou-nos a que levássemos mais «a sério» o vertido naquele artigo pelo nosso querido amigo naquela Revista.

 

Desta feita, quando, pela 2ª vez, acedemos a «entrar» pelo(a) Ribeiro(a) das Avelãs em direção aos passadiços, indo ter com os dois moinhos existentes, partindo de nossa casa, em Chaves, e começando a partir da foz do(a) Ribeiro(a), aqui agora designado(a) do Caneiro, iamos imbuído de efetuar não só um trilho, andando pelo natureza, mas também de tentar ver, viver, ou, talvez melhor, conhecer (a) História.

 

Citemos Manuel Martins naquele seu referido artigo:

A onomástica conduziu-nos, luminosamente, a uma aldeia adormecida, junto ao Ribeiro das Avelas ou das Cabanas [agora aparece-nos mais outro nome dado ao regato!], chamada Convento ou mais recentemente, ribeira das Avelãs, continuando, ainda, em o Bairro do Convento, localizado entre a Quinta da Condeixa e o Miradouro de São Lourenço.

Eu já tinha alertado para a rara importância desta zona nos inícios da expansão urbanística e histórica da cidade de Chaves (…) no meu livro «Ad Aquas Flavias», 4 edição: «A verdade é que aquela zona foi profundamente romanizada até ao lombo (…) sugiro aos futuros arqueólogos ou historiadores, municipais ou não, um estudo minucioso e aprofundado de toda esta zona»” [Palavras caídas em saco roto!].

Távora e Abreu nas suas «Notícias Geográphicas e históricas da Província de Tráz-os-Montes», em 1723, faz uma longa relação dos achados com inscrição que copia, neste termo de Chaves, no Ribeiro das Avelãs. São quatro (…). Como é triste constatar que todos aqueles que se dedicam à cultura flaviense ignoram ou desprezam toda esta riqueza histórica encontrada nestas margens do Ribeiro das Avelãs ou das Cabanas e arredores de Chaves!!!

Vamos à descoberta da coluna X Civitates que estava, ainda no século XVI, nas azenhas de Pero Guedes, que eram, logicamente, junto ao Ribeiro das Avelãs.

Na sua margem direita [do aludido Ribeiro das Avelãs] temos, ainda hoje, a quinta do Padrão (…) sugerindo-nos que ali estaria a dita coluna, chamada Padrão dos Povos (X civitates).

Temos tudo de acordo naquele contexto espacial, pois o Prado era o «territorium – prata» no estacionamento da Legião VII que é confirmado pela Quinta de Cabanas, as «canabae» dos soldados romanos da Legião que tinha para seu uso, ao dispor, a água do Ribeiro das Cabanas ou de Avelãs. Mais abaixo, dentro da mesma zona, temos um prédio rústico chamado o Redondo e, logo a seguir, o Campo da Roda – sugerindo-nos a existência, ali, de um circo.

Agora faço a pergunta: onde quer o flaviense localizar a festa majestosa da elevação da sua cidade a Município, galardoada com o privilégio imperial de Flavias, com os mais altos representantes de Roma, senão aqui, neste espaço tão rico, largo e plano e tão apto para tão extraordinário e memorável acontecimento?"

 

Não somos perito, nem sequer curioso da História Antiga e, tão pouco, da História da origem e formação de Chaves. Temos vago conhecimento que, sobre a origem da atual cidade de Chaves, se digladia(va)m duas teorias: uma, diz(ia) que Chaves é(era) uma cidade de origem romana; outra, de que a sua origem é(era) medieval. Há uns anos, um dos descendentes da Família Pizarro, investigador da Universidade do Minho, debruçou-se (ou debruçava-se) sobre esta questão e inclinava-se para a origem medieval. Segundo nos consta, aquele autor teria abandonado a sua tese medieval e, perante o número de achados no Centro Histórico de Chaves, já defende a tese romana. Contudo, fica por provar o «acampamento» da Legião VII Gemina (ou um dos seus «destacamentos»), que Manuel Martins defende ser pela zona do Trilho do(a) Ribeiro(a) das Avelãs, que estamos descrevendo.

 

O relato, naquele supra artigo de Manuel Martins, a certa altura, refere:

“(…) vamos subir um pouco, sem deixar esta zona do Ribeiro das Avelãs, passando a «Capela de São Giraldo» das Avelãs, referida por Távora e Abreu,

03.- 2020.- Trilho da ribeira das Avelãs-Chaves (17)

(A capela)

04.- 2020.- Trilho da ribeira das Avelãs-Chaves (12)

(A capela – Pormenor I)

05.- 2020.- Trilho da ribeira das Avelãs-Chaves (13)

(A capela – Pormenor II)

hoje, na Quinta da Condeixa,

06.- 2020.- Trilho da ribeira das Avelãs-Chaves (20)

(A casa)

07.- 2020.- Trilho da ribeira das Avelãs-Chaves (18)

(Pombal em ruínas)

08.- 2020.- Trilho da ribeira das Avelãs-Chaves (22)

(A quinta)

vamos encontrar uma casa em ruínas e oculta, arquivada por heras seculares que a rodeiam, abraçam e cobrem com sua imponência verdejante”. [Veja-se o post «Chaves através da imagem – A Ribeira dos “mil e um nomes”»]

09.- 2020.- Trilho da ribeira das Avelãs-Chaves (35)

Quanto a São Giraldo ou Geraldo, segundo o blogue «Arte e Religião|Cultura, Arte e Religião – 5 de Dezembro – São Geraldo de Braga (Bispo)», de 5 de dezembro de 2011,  “Geraldo de Moissac, nasceu de uma família nobre da Diocese de Cahors, em França. Foi trazido de Moissac para Toledo pelo bispo Bernardo,  de onde veio para Braga, tendo sido Arcebispo de 26 de Janeiro de 1099 até ao dia, em 5 de Dezembro de 1108, quando morreu, em Bornes (Vila Pouca de Aguiar), onde teria ido consagrar uma igreja”.

10.- 2020.- Bornes de Aguiar+Vreia de Bornes (V.Pouca) (7)

(A igreja Matriz de Bornes de Aguiar, que S. Giraldo iria consagrar, com as alterações levadas a cabo até aos nossos dias)

Reza a História ou a Lenda, coisa que as duas se confundem, que este primeiro arcebispo de Braga, quase coetâneo da origem e formação da nossa nacionalidade, quando se dirigia para Bornes de Aguiar, teria adoecido por estas paragens, em Ribeiro(a) das Avelãs.

11.- 2020.- Bornes de Aguiar+Vreia de Bornes (V.Pouca) (4)

(A capela de S. Giraldo, ao lado da IgrejaMatriz de Bornes)

Para se saber um pouco mais do papel deste arcebispo bracarense, de origem francesa, o blogue acima referido, continua: “São Geraldo, teve um importante papel na reorganização da diocese de Braga depois da reconquista (nos anos que antecederam a fundação de Portugal). Em 1100 viajou para Roma com o objetivo de obter do Papa Pascoal II a restauração da Metrópole Bracarense; em 1103 voltou a Roma para obter a confirmação da jurisdição sobre todas as dioceses da Galiza, Astorga e Mondoñedo para onde fugiu o Bispado de Dume quando das invasões bárbaras, Ourense e Tui e ainda, em Portugal, sobre o Porto,  Coimbra, Lamego e Viseu. Estas duas viagens a Roma, e a definição de Braga como a autoridade metropolitana de um vasto território foram sementes da fundação da nacionalidade, o que ilustra bem o papel de Braga na fundação da mesma, papel esse, tantas vezes esquecido e porventura mal estudado”.

 

E agora a lenda pura: “Conta a lenda que, no dia da sua morte, a 5 de Dezembro de 1108, encontrava-se São Geraldo muito doente, às portas da morte, em Bornes, na terra fria, nos princípios de Dezembro, cercado o tugúrio onde se refugiara com os seus familiares, fugindo à neve que abundantemente por aquelas terras caía. Nos ardores de febre que o consumia, pede a um dos seus familiares que lhe traga algumas peças de fruta, para aplacar a sede e dar um pouco de alento ao seu debilitado corpo. Responde-lhe o seu criado que, naquele lugar e com aquele tempo invernoso, as árvores estavam despidas de folhagens e frutos. Poder-se-ia talvez encontrar ainda espalhadas pelo chão algumas castanhas e nada mais. A esta observação responde São Geraldo: «vai e procura!». Então, por uma frincha da porta por onde entrava o regelante frio, o servo viu que as árvores, lá fora, ao redor do terreiro, estavam floridas e recheadas de belos frutos”.

São-Geraldo

(São Geraldo)

Continuemos a citar o texto de Manuel Martins, naquele já longamente citado artigo da Revista nº 47 «Aquae Flaviae»:

(…) Temos na freguesia da Madalena, Chaves, a povoação agora denominada ribeira das Avelãs, mas que, anteriormente, tinha o nome de Convento, que agora é dado ao bairro – Bairro do Convento.

(…) Quero ressaltar uma habilidade peculiar que os monges tinham na escolha ideal do lugar para aí estabelecerem os seus mosteiros – lugares ermos, convidativos à oração, sítios protegidos, o mais possível das intempéries, das invernias com boa disposição ao sol e servidos por água potável.

O nosso mosteiro do Convento, ou seja, o convento do Convento, preenche, completamente, este predicado, já que, aqui, há um microclima. Até nem faltava o moinho, ali, no ribeiro das Cabanas ou de Avelãs”.

 

No início do artigo que vimos citando, Manuel Martins escreve, advertindo-nos:

A nossa honestidade intelectual obriga-nos a movimentar-nos dentro dos seguintes parâmetros: a possibilidade; a probabilidade; a certeza. Perante a presente descoberta [desta construção em ruínas] (…) vamos situar-nos, apenas, no parâmetro da «probabilidade», além da possibilidade, mas aquém da certeza absoluta, como desejaríamos, já que não temos elementos comprovativos e definitivos, tanto escritos como arqueológicos (…)”, [prosseguindo Manuel Martins o seu artigo, defendendo o seu ponto de vista] quanto à existência, neste preciso lugar, que outros dizem apenas tratar-se de um armazém agrícola velho e ao abandono, de construção bem mais recente à anterioridade do século VII, visigótica, na(o) Ribeiro(a) das Avelãs, de um mosteiro.

 

Vale a pena ler, por completo, o artigo de Manuel Martins. E, oxalá, que algum curioso ou «esperto» se debruce sobre esta matéria… Tão apegados andamos às coisas do presente, que, hoje, do passado já muito poucos, ou quase ninguém, se interessa. Ora, para melhor conhecermo-nos e conhecermos o presente, nada mais seguro que «vasculhar» as nossas origens. Tudo anda ligado, interligado – presente, passado e futuro.

 

Feito este inciso, avancemos no nosso percurso até à zona dos dois moinhos e dos passadiços agora construídos sobre a «ribeiras dos mil nomes», ou seja, nome pleonástico para significar que toma a designação dos lugares por onde passa.

12.- 2020.- Trilho da ribeira das Avelãs-Chaves (48)

(Ribeiro(a) - Cenário I)

13.- 2020.- Trilho da ribeira das Avelãs-Chaves (58)

(Ribeiro(a) - Cenário II)

14.- 2020.- Trilho da ribeira das Avelãs-Chaves (65)

(Ribeiro(a) - Cenário III)

15.- 2020.- Trilho da ribeira das Avelãs-Chaves (68)

(Ribeiro(a) - Cenário IV)

16.- 2020.- Trilho da ribeira das Avelãs-Chaves (78)

(Ribeiro(a) - Cenário V)

17.- 2020.- Trilho da ribeira das Avelãs-Chaves (83)

(Ribeiro(a) - Cenário VI)

18.- 2020.- Trilho da ribeira das Avelãs-Chaves (86)

(Ribeiro(a) - Cenário VII)

19.- 2020.- Trilho da ribeira das Avelãs-Chaves (89)

(Ribeiro(a) - Cenário VIII)

20.- 2020.- Trilho da ribeira das Avelãs-Chaves (56)

(Passadiços – Cenário I)

21.- 2020.- Trilho da ribeira das Avelãs-Chaves (74)

(Passadiços – Cenário II)

22.- 2020.- Trilho da ribeira das Avelãs-Chaves (75)

(Passadiços – Cenário III)

23.- 2020.- Trilho da ribeira das Avelãs-Chaves (76)

(Passadiços – Cenário IV)

24.- 2020.- Trilho da ribeira das Avelãs-Chaves (100)

(Passadiços – Cenário V)

26.- 2020.- Trilho da ribeira das Avelãs-Chaves (46)

(Moinho I)

27.- 2020.- Trilho da ribeira das Avelãs-Chaves (97)

(Moinho II)

Quanto ao(à) Ribeiro(a) das Avelãs e aos seus moinhos, conta-nos as «Notícias Geográphicas e Históricas da Província de Tras os Montes», Tomé de Tavora e Abreu (1721), autor já referido por Manuel Martins, provavelmente com base na transcrição feita daquela obra por Montalvão Machado, na Revista nº 2 «Aquae Flaviae», a páginas 23 e 24, o seguinte [agora fazendo uma «tradução», na medida do possível, para o português corrente]:

Depois de desprender-se da montanha que fica para a parte nascente desagua em o rio Tâmega defronte do Tabulado o ribeiro das Avelãs, o qual de verão rega muita parte da veiga com cuja circunstância se colhe muito linho, milho e legumes e no curso precipitado que tem em distância de meia légua há cinquenta e tantas rodas de moinho que todo o ano moem e abundam de farinha a terra. Esta produz os frutos seguintes, trigo, centeio, cevada, milho, linho, grão de bico, legumes de todo o género e mais renovos de verão: hortaliças, vinha, azeite, castanha, frutos de várias castas, etc.”.

 

Muito se tem falado que, ao longo do(a) tal Ribeiro(a) das Avelãs, a tal «dos mil nomes» existiriam mais de cinquenta moinhos, baseando-se nesta obra de Tomé Távora e Abreu. Com base no que acabámos de citar, tal asserção não é correta. É certo que seriam muito moinhos, mas não tantos como para cima de cinquenta. Tomé de Távora e Abreu não fala em cinquenta e tal moinhos, mas apenas em «cinquenta e tantas rodas de moinho». Como sabemos, um moinho pode ter mais de uma roda de moer…

 

Quanto à fertilidade da zona. Nós, que palmilhámos este bonito recanto, bem nos demos conta da fertilidade destes solos e da variedade das suas culturas. Quer na veiga,

28.- 2020.- Trilho da ribeira das Avelãs-Chaves (133)

(Cenário I)

28a.- 2020.- Trilho da ribeira das Avelãs-Chaves (150)

(Cenário II)

28b.- 2020.- Trilho da ribeira das Avelãs-Chaves (148)

(Cenário III)

28c.- 2020.- Trilho da ribeira das Avelãs-Chaves (153)

(Cenário IV)

29.- 2020.- Trilho da ribeira das Avelãs-Chaves (138)

(Cenário V)

quer penetrando pela cauce bem estrito e apertado deste(a) buliçoso(a) Ribeiro(a).

30.- 2020.- Trilho da ribeira das Avelãs-Chaves (40)

(Cenário I)

31.- 2020.- Trilho da ribeira das Avelãs-Chaves (113)

(Cenário II)

Ao longo do nosso percurso, que aqui deixamos o seu trajeto, registado na aplicação Wikiloc,

32.- Trilho da ribeira das Avelãs - Wikiloc

dando-nos conta que fomos ter, outra vez, à capela de São Giraldo,

33.- 2020.- Trilho da ribeira das Avelãs-Chaves (139)

para seguirmos pelo mesmo caminho até nossa casa,

34.- 2020.- Trilho da ribeira das Avelãs-Chaves (140)

não nos faltou, em primeiro lugar, a passagem pela calçada romana – Via Romana XVII, que ligava Bracara Augusta (Braga) a Asturica Augusta (Astorga), passando por Aquae Flaviae.

35.- 2020.- Trilho da ribeira das Avelãs-Chaves (23)

(Calçada da Via Romana XVII – Troço I)

36.- 2020.- Trilho da ribeira das Avelãs-Chaves (25)

(Calçada da Via Romana XVII – Troço II)

37.- 2020.- Trilho da ribeira das Avelãs-Chaves (116)

(Calçada da Via Romana XVII – Troço III)

38.- 2020.- Trilho da ribeira das Avelãs-Chaves (118)

(Calçada da Via Romana XVII – Troço IV)

Vejamos o que o site «Vias romanas em Portugal (Itinerários Romanos)» nos diz:

Chaves -  (depois de atravessar o Tâmega a via seguia inicialmente a EN103, desviando pela rua da Sra. da Boa Morte até ao Cruzeiro, m.p. I, onde estaria o miliário de Constâncio I que apareceu no lugar de Eiras; logo após o canal segue à esquerda e logo à direita, iniciando a subida Alto de S. Lourenço pela rua da «Calçada Romana», troço da via ainda bem preservada que passa na Capela da Sra. dos Aflitos, onde vencia a milha II).

39.- 2020.- Trilho da ribeira das Avelãs-Chaves (124)

Lourenço (ascende a encosta pela Calçada de S. Lourenço, troço lajeado onde Argote identificou um miliário anepígrafo deitado na berma da calçada ainda observado por Barradas em 1958, mas hoje desaparecido; indicava certamente a milha III; continua depois pela Casa dos Ferradores, Largo do Cruzeiro, milha IV, rua da Travessa, até à EN213; ao chegar ao chafariz segue para Juncal).

Ponte Romana de S. Lourenço sobre a ribeira de S. Julião/Cabanas/Palheiros (1 arco, a 500 m da povoação e segue por Arco e Lama)”.

 

Em segundo lugar, na Quinta do Germano, a Casa do Dória, já em ruínas, e porque o portão se encontrava fechado, por via de um pastor que andava a apascentar as suas ovelhas, não podemos entrar dentro.

 

Em terceiro lugar, a casa do Ângelo Trancoso.

41.- 2020.- Trilho da ribeira das Avelãs-Chaves (136)

Em quarto lugar, no Castelo (Eiras), esta infraestrutura «acastelada», que há de servir para um complexo hoteleiro e de restauração, dizem-nos.

42.- 2020.- Trilho da ribeira das Avelãs-Chaves (119)

Até que chegámos à veiga, agora acompanhados do(a) calmo(a) e remansoso(a) Ribeiro(a) – de São Julião; de Sampaio; do Pinheiro; dos Palheiros; das Avelãs; das Cabanas; da Condeixa; do Caneiro… E sabemos nós que outros nomes ele(a) não terá até que chegue à sua foz. No rio Tâmega, no Jardim Público, em frente ao Tabulado!...

 

Foram 12,950 Km, de casa a casa, em boa companhia, feitos num dia calmo, sem grande calor. E bem desejados, depois de um confinamento de quase dois meses.

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