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andanhos

18
Jun20

Memórias de um andarilho - PR 8.1 CHV - Vilarelho da Raia (Chaves)

andanhos

 

MEMÓRIAS DE UM ANDARILHO

 

PR 8.1 CHV- TRILHO DE VILARELHO DA RAIA

(14.junho.2020) (14.junho.2020)

A história não deve permanecer encerrada nos seus

templos, escondida aos olhos dos leigos.

Depois de haverem descoberto a verdade,

à custa de porfia do trabalho,

os especialistas têm obrigação imperiosa de a difundir.”

 

Alberto Sampaio

 Estudos Históricos e Económicos,

Volume II, Vega, Lisboa, 1979, p. 41

01.- 2020.- PR 8.1 CHV - Trilho de Vilarelho da Raia (50)

A 17 de fevereiro do corrente ano, ainda antes de entrarmos no estado de pandemia, por via do Covid-19, e a que ainda hoje estamos sujeitos, ainda que já mais «relaxados», sob a designação «Mais seis trilhos de visitação reforçam aposta no Turismo de Natureza», o Município de Chaves emite a seguinte notícia:

A autarquia está a implementar e homologar mais seis trilhos de visitação do Património natural e cultural, de forma a potenciar o turismo de natureza na região, numa clara aposta na afirmação do concelho enquanto destino turístico diferenciador e integrador.

Este projeto que consiste na construção de trilhos como Vidago - Arcossó (trilho da água), Seara Velha – Castelões, Vilarelho da Raia, Castelo de Monforte, Quinta do Rebentão e Moinhos de São Lourenço, visa contribuir para a preservação, conservação e valorização do património natural, paisagístico e cultural presente em algumas freguesias do concelho, de forma a que estas possam contribuir para a dinamização da economia local e para a melhoria da vida das populações.

A empreitada iniciada recentemente, orçada em 160 mil euros, permitirá construir percursos aliciantes que privilegiam a passagem em caminhos públicos, tradicionais e antigos, próximos a locais de interesse das localidades e que vão divulgar o património material e imaterial dos territórios, promovendo desta forma a prática do pedestrianismo (…)”

 

De acordo com a notícia, perguntamos:

- Que significa para a autarquia flaviense «trilhos de visitação do Património natural e cultural», que “visa contribuir para a preservação, conservação e valorização do património natural, paisagístico e cultural presente em algumas freguesias do concelho”?

- Será que o projeto, resultante destes seis trilhos, submetido pela Câmara de Chaves à Associação de Desenvolvimento do Alto Tâmega (ADRAT), no âmbito da candidatura apresentada ao Programa de Desenvolvimento Rural 2014-2020 (PDR 2020), com a designação «Trilhos de Visitação do Património Natural e Cultural» do concelho de Chaves, com um investimento de 160 mil euros (dizem outras fontes 180 mil – Evasões, de 11.junho.2020 e Público-Fugas, de 9.junho.2020,  tendo a mesma fonte a Agência Lusa), que consiste em trabalhos de limpeza do estrato arbustivo, pinturas (que pinturas?) em elementos naturais, implementação de sinalética, bem como colocação de estruturas de apoio, irão concitar o grande desiderato que se pretende, ou seja, por o caminheiro em contacto com a natureza e o território concelhio no intento mesmo de visitar o seu património natural e cultural?

 

Pelo que vimos, para já, temos as nossas dúvidas, que, ao longo do presente texto, passaremos a colocar…

 

Como a curiosidade era tanto, e como gostamos de caminhar pelo meio da natureza – e conhecer o nosso património -, no passado dia 14 do corrente, ao acaso, com mais cinco caminheiros flavienses,

04.- 2020.- PR 8.1 CHV - Trilho de Vilarelho da Raia (47)

a convite do nosso amigo Rui Queirós, fomos efetuar o «PR 8.1 CHV – Trilho de Vilarelho da Raia», variante do PR8 CHV que integra a «visitação» ao moinho de Alvorinha, ao moinho e lagar de azeite de Quintela e à fonte de Águas Mineromedicinais da Facha, todos eles nas proximidades da ribeira de Cambedo, nos limites de Vilarelho da Raia, conforme infografia que apresenta o mapa do percurso e perfil da altimetria, que abaixo se exibem.

03a.- PR8 CHV Trilho de Vilarelho da Raia

(Mapa do PR 8.1 CHV - Trilho de Vilarelho da Raia)

03b.- PR8 CHV Trilho de Vilarelho da Raia - Perfil de Altimetria

(Perfil da altimetria do PR 8 CHV)

Iniciámos o percurso, circular, designado de pequena rota (porque inferior a 30 Km) no Centro Social e Cultural de Vilarelho da Raia (onde também acaba).

02.- 2020.- PR 8.1 CHV - Trilho de Vilarelho da Raia (133)

Começámos a nossa caminhada por volta das 9 horas da manhã. Estava um tempo agradável para andar, embora, no início, começasse a chuviscar. O trilho, no início, é agradável.

05.- 2020.- PR 8.1 CHV - Trilho de Vilarelho da Raia (7)

Aqui e ali, víamos pequenos campos de cultivo bem tratados. A determinada altura demos com uma picota ou cegonha, junto a um poço. Há quanto tempo não víamos um engenho tão rudimentar como este!?

06.- 2020.- PR 8.1 CHV - Trilho de Vilarelho da Raia (10)

A certa altura, num cruzamento, temos a indicação ou sinalética para virarmos à esquerda, orientando-nos para os limites da freguesia de Vilela Seca. E, naturalmente, pensamos que iríamos «visitar» o património mais significativo desta rica aldeia. Era meio quilómetro para lá e, pelos vistos, voltar para trás, fazendo mais meio quilómetro.

 

Simplesmente, o trilho apenas nos leva a «visitar» o forno comunitário de Vilela Seca

07.- 2020.- PR 8.1 CHV - Trilho de Vilarelho da Raia (18)

e, pelo caminho até ao forno, porque se passa junto do cemitério, o lindo cruzeiro que o mesmo tem à entrada.

08.- 2020.- PR 8.1 CHV - Trilho de Vilarelho da Raia (26)

Nada mais!...

 

Curiosos, ainda fomos deitando uma olhadela para esta casa solarenga, a começar a ficar em ruínas,

09.- 2020.- PR 8.1 CHV - Trilho de Vilarelho da Raia (22)

e outra, mais abaixo, essa já completamente invadida pelas heras. Somente! Nem um único incentivo a dar uma vista de olhos à sua Igreja Matriz, ali bem perto!

 

Ao voltarmos a fazer o meio quilómetro de volta, cá para os nossos botões, interrogávamo-nos:

- porque fazer um desvio, que nos leva um quilómetro, indo a Vilela Seca, e que não pertence ao território de Vilarelho, para tão pouco se ver? Seria pelo facto de o trilho ou percurso ter o nome exclusivo de «Vilarelho da Raia»? Sendo assim, então não se punha os pés em Vilela Seca, virando-se logo à direita, em direção a barragem do Rêgo do Milho.

10.- 2020.- PR 8.1 CHV - Trilho de Vilarelho da Raia (33)

No prospeto ou folheto do trilho, que já circula, a certa altura, diz-se: “Percorre um espaço mítico, de paisagens deslumbrantes, repleto de história e tradição. Entre Cambedo e Vilarelho da Raia, o percurso acompanha a raia, coincidindo com os antigos trilhos do contrabando e com os caminhos mistos que seguiam ao longo da antiga demarcação da raia seca, extinta com o Tratado de limites de 1864, que pôs fim aos chamados Povos Promíscuos”. E o texto prossegue: “É um dos percursos mais representativos da história do contrabando de Portugal, não só pela importância económica, mas sobretudo, pelos laços que se estabeleceram nestas comunidades e pelo sentido de resistência e aventura que caracterizou estes povos raianos, ao longo dos séculos”.

 

Nesta pequena citação encontramos matéria bastante para apelidar um trilho que pretende, no território do concelho de Chaves, ser uma «visitação do seu património natural e cultural». Que não o de somente «Vilarelho da Raia»...

 

Sinceramente, não gostamos do nome deste percurso, bem assim como de alguns dos outros.  Afigura-se-nos que prevaleceram critérios de índole de política local, em desprimor dos naturais e da história. Ou será que estamos enganados?...

 

A chegada à barragem do Rêgo do Milho, para um septuagenário, já exige um pouco mais de esforço. Mas nada exagerado. Fez-se bem. Tanto mais que, depois, fomos compensados com estas belas vistas. Obviamente que já vimos paisagens verdadeiramente deslumbrantes. Mas, na verdade, são belas vistas. Primeiro, da barragem;

11.- 2020.- PR 8.1 CHV - Trilho de Vilarelho da Raia (55)

(Perspetiva I)

12.- 2020.- PR 8.1 CHV - Trilho de Vilarelho da Raia (57)

(Perspetiva II)

em seguida, da sua envolvente, em particular a panorâmica de Vilela Seca e seus limites.

13.- 2020.- PR 8.1 CHV - Trilho de Vilarelho da Raia (41)

Tivemos que dar quase uma volta completa à albufeira do Rêgo do Milho. Inutilmente. Ou porque alguém retirou o marco de sinalização; ou porque não foi posto, o certo é que andámos aqui perto de meio quilómetro para «acertar agulhas» no percurso, acabando, sob a orientação do caminheiro Amândio, bem conhecedor destas paragens, de, num desvio, «embicarmos para arriba».

 

Tem de se ter muito cuidado com a sinalização, que é um dos elementos mais importantes de um trilho. Para se não perder tempo e não nos perdermos. Dai que há que haver uma permanente vigília e preocupação não só com o estado de conservação dos respetivos trilhos como com a sua sinalização. Um trilho é feito para todos e não apenas para os locais, mais conhecedores do terreno.

 

 A meio da nossa subida,  – feita «mais a espaço», como dizem os «nuestros hermanos» - eis uma linda vista sobre o albufeira do Rêgo do Milho, com Vilela Seca como pano de fundo.

14.- 2020.- PR 8.1 CHV - Trilho de Vilarelho da Raia (64)

Para nós, este foi o ponto mais lindo e mais alto deste trilho!

 

Chegados ao cimo, por um bom caminho florestal, descemos até às proximidades de Cambedo.

15.- 2020.- PR 8.1 CHV - Trilho de Vilarelho da Raia (67)

Na descida, à nossa direita, um bonito panorama da pequena veiga de Vilarelho da Raia, com algum casario de Cambedo, a nossos pés.

16.- 2020.- PR 8.1 CHV - Trilho de Vilarelho da Raia (68)

E, em pouco tempo, estávamos na zona de descanso do Pisão ou Rousso.

17.- 2020.- PR 8.1 CHV - Trilho de Vilarelho da Raia (74)

Este lugar, como estrutura de apoio que é, bem podia estar mais bem cuidada e... com mais elementos de apoio. Uma simples mesa em pedra e uma mal amanhada limpeza numa pequena, mas linda presa, bem merecia outro trato…

 

Em suma, esta zona de descanso do Pisão deveria estar melhor tratada, oferecendo um acolhimento mais condigno para descansar e comer.

 

Recuámos umas dezenas de metros para seguirmos pela variante deste trilho (o PR8.1 CHV).

18.- 2020.- PR 8.1 CHV - Trilho de Vilarelho da Raia (77)

Já não andamos em piso largo e bem limpo. Mas aceita-se.

 

Uma centena de metros percorridos, e como dizia o nosso Fernando Pessa - E esta, hein?

19.- 2020.- PR 8.1 CHV - Trilho de Vilarelho da Raia (80)

Esta sinalização não se faz. Não é suporte adequado!

 

Inopinadamente, à beira do nosso trilho, aparece-nos o moinho de Alvorinha.

20.- 2020.- PR 8.1 CHV - Trilho de Vilarelho da Raia (82)

É um moinho em perpianho que, junto ao telhado, tem colocada uma fiada de blocos. Mau gosto. Mas muito habitual em algo de que prezamos pouco.

 

Não se encontra qualquer vestígio da levada, que conduziria à admissão de água, da ribeira de Cambedo, até ao cubo. Como se pode ver, o cubo, que supomos ser de secção interna retangular ou quadrada, está completamente obstruído.

 

Procurámos saber do rodizio deste moinho, que seria uma estrutura mais ou menos parecida com este esquema.

21.- Moinho - Rodízio

Entrámos em zona que é propriedade privada, arriscando. Mas apenas encontrámos o que a imagem nos mostra: o lugar onde se localizaria o rodízio, ocupado com lixo!

22.- 2020.- PR 8.1 CHV - Trilho de Vilarelho da Raia (86)

Bem sabemos que este «património» é particular. Mas bem andaria a autarquia flaviense em sensibilizar os respetivos proprietários para um melhor cuidado deste imóvel, fazendo, nomeadamente, um protocolo de utilização e conservação do mesmo.

 

Afinal de contas, não vimos moinho nenhum. Estávamos à espera de encontrarmos um imóvel recuperado que nos fizesse lembrar algo parecido com o esquema que se mostra.

23.- Moinho - 01

E o mesmo se aplica ao outro moinho – o de Quintela -, uns metros mais a frente, com um trilho com um piso mal tratado.

Veja-se o estado em que está.

24.- 2020.- PR 8.1 CHV - Trilho de Vilarelho da Raia (96)

(Perspetiva I)

25.- 2020.- PR 8.1 CHV - Trilho de Vilarelho da Raia (99)

(Perspetiva II)

26.- 2020.- PR 8.1 CHV - Trilho de Vilarelho da Raia (99a)

(Perspetiva III)

Uma visualização um pouco atenta, mostra-se um moinho, ainda com uma pequena estrutura da levada e com dois cubos, de secção interna quadrada, servindo duas mós.

 

Contudo, o mais curioso na imagem, que abaixo se mostra, é a existência, ao lado do cubo do lado direito, de uma levada que continua para um patamar inferior do terreno, onde

27.- 2020.- PR 8.1 CHV - Trilho de Vilarelho da Raia (94)

estão localizadas as ruínas de um lagar de azeite, que era movido a energia hidráulica.

28.- 2020.- PR 8.1 CHV - Trilho de Vilarelho da Raia (102)

Temos imensa pena não mostrar, como deveria ser, este lagar! Não que estivessemos à espera de uma recuperação total do mesmo! Apenas contentar-nos-íamos que este local fosse devidamente limpo, mostrando simplesmente as suas ruínas - o que efetivamente dele resta. Mas, é tal a vegetação, que, mesmo assim, é impossível imaginá-lo!

29.- 2020.- PR 8.1 CHV - Trilho de Vilarelho da Raia (101)

Que custava limpar a vegetação espontânea que não permite ver como deve ser não só os moinhos como o lagar de azeite? Mesmo sem qualquer obra, preservando somente as ruínas que ali estão?

 

Seria (será) assim tão difícil efetuar um trabalho deste? O seu proprietário opor-se-ia?

 

Cremos estar em presença de um raro exemplar de um lagar de azeite, movido a energia hidráulica (que, possivelmente, também serviria para moagem de cereal) no concelho de Chaves.

 

Conforme no início nos diz Alberto Sampaio, um dos deveres das entidades públicas é não deixar encerrada a história, consubstanciada neste, por mais pequeno que seja, património. Depois de descoberta(o) – porquanto a sinalizamos em mapas e dela falamos no panfletos do trilho -, “à custa de porfia do trabalho, os especialistas têm obrigação imperiosa de a difundir”.

 

Difundir, os especialistas; preservar e conservar as entidades públicas e privadas, em verdadeiro e porfiado diálogo de cidadãos, conscientes da importância e do valor da nossa história. Sim, da nossa história. Porque parte significativa da história dos nossos antanhos, que jamais devemos descuidar – e conhecer -, também aqui está.

 

Bem avisadas estão algumas autarquias, quando põem especialistas a estudar e a inventariar o seu património e, na medida das suas possibilidades, o reabilitam, conversam e preservam.

 

Aqui as «cores» pouco nos interessam. Damos alguns exemplos, quanto a moinhos e lagares tradicionais:

 

Um dia fomos desafiado para fazermos um trabalho sobre os moinhos de uma determinada zona do concelho de Chaves. O parto está sendo difícil. Cremos que não o vamos conseguir. E a razão é simples de se explicar. Não basta apenas a carolice de uns tanto. Exige-se trabalho apurado de especialistas, em equipa(s) interdisciplinar(es). Manifestamente, não possuímos capacidades, e não somos possuidor de tantas valências!...

 

O troço do percurso que nos leva aos dois moinhos e lagar de azeite, como acima referimos, bem podia estar melhor cuidado!...

 

Na aproximação a Vilarelho da Raia vimos plantações de groselhas,

30.- 2020.- PR 8.1 CHV - Trilho de Vilarelho da Raia (106)

framboesas

32.- 2020.- PR 8.1 CHV - Trilho de Vilarelho da Raia (104)

e mirtilos.

31.- 2020.- PR 8.1 CHV - Trilho de Vilarelho da Raia (111)

Não se compreende o estado lastimável e de abandono em que se encontram estas explorações, insitas, cremos, demos de um perímetro de rega. Gasta-se dinheiro em barragens e perímetros de rega. Somos incapazes de fazer o emparcelamento para melhor rentabilidade das explorações. Buscam-se programas para projetos de financiamento. Explora-se, durante os cinco anos ou os que sejam obrigatórios do projeto. Passado esse prazo... o abandono!

 

A atual pandemia não explica, não pode explicar, tudo.

 

Em Vilarelho da Raia, não podíamos deixar de passar pela Fonte da Facha.

 

Deixamos aqui dois registos.

33.- 2020.- PR 8.1 CHV - Trilho de Vilarelho da Raia (116)

(Fonte)

34.- 2020.- PR 8.1 CHV - Trilho de Vilarelho da Raia (119)

(Banheira)

E, oh pessoal da Junta de Vilarelho, não liguem a água para a Fonte da Facha só no período de eleições!...

 

Esta foi-nos contada e exemplificada!...

 

Consultámos a Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal e a Federação Europeia de Caminhadas, para nos informarmos dos percursos pedestres que existem na área do concelho de Chaves, bem assim em que estado estão os seis processos, em termos de registo e homologação.

 

Como em muitas coisas, que por este reino de Portugal acontecem, o sítio da Federação nada informa. A maneira mais fácil é dizer que «a página está em reestruturação». Mas, desde 2015/2016 para cá, não se fez outra. Ou, pelo menos, não está acessível ao comum dos mortais. E tudo isto numa era que dizemos ser o «império das TIC», do digital. Somente tivemos acesso a uma lista de 2015/2016! Naturalmente não atualizada!...

 

Uma curiosidade, que mais a vemos como ironia. Quando fazíamos a pesquisa nos diferentes sítios da web, pousámos os olhos num dos jornais de Vila Real. O Noticias de Vila Real, a 9 de junho corrente, bebendo da mesma  fonte, a Agência Lusa, sob o título «Chaves está a construir seis novos trilhos pedestres», a certa altura, dizia:

A iniciativa, que tem o nome «Trilhos de visitação do património natural e cultural do concelho de Chaves», engloba a construção de seis trilhos novos no concelho do distrito de Vila Real e envolve um investimento de cerca de 180 mil euros, estando a sua inauguração agendada para breve” (sublinhado nosso).

 

Que tão querido paternalismo têm os nossos amigos da Bila!

 

Concluamos.

 

Numa apreciação final, e em estilo telegráfico, queremos sublinhar:

  • O prospeto nada aborda ou especifica sobre a fauna e a flora existente ao longo do trilho;
  • Fala muito pouco pouco sobre a barragem de Rêgo do Milho;
  • A sinalização, no geral, está dentro dos parâmetros das instituições reguladoras e aprovadoras destes tipos de percursos. Consequentemente, aceitável;
  • O grau de dificuldade, em nosso entender, é aceitável para todas as idades, particularmente para um septuagenário como nós;
  • O trilho possui razoáveis zonas de sombra.

 

Como considerações finais:

  • O que pretendemos, com os nossos pontos de vista, é chamar a atenção (construtiva), para quem de direito, para uma mais ponderada reflexão sobre os pontos acima elencados, na hora de pôr oficialmente em funcionamento este percurso. E lembrar que não basta, inicialmente, ter um percurso muito bonitinho, como aliás acontece com muitos espalhados pelo território português, quer da responsabilidade de organismos da administração central, quer local ou até particulares. É necessário uma permanente vigília e manutenção do mesmo. Mutatis mutantibus, o mesmo se deve passar com os restantes cinco, da responsabilidade da Câmara Municipal, na área do concelho de Chaves.
  • Deve-se sensibilizar as povoações, os proprietários confinantes, e respetiva Junta de Freguesia, para o facto de eles próprios serem também os construtores do mesmo, não o deixando vandalizar e, porque não, - embora infelizmente saibamos que muitos deles são os que menos cuidam dele, destruindo até a respetiva sinalização - limpando-o e cuidando-o, como um património de todos nós, pago com o dinheiro que nos sai do bolso, sob a forma de impostos. Ou seja, mais consciencialização cívica e espirito de cidadania precisa-se.
  • As mesmas recomendações supra se aplicam a quem no(s) percorre, respeitando não só a propriedade privada como a pública.

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