Quarta-feira, 9 de Maio de 2018

Memórias de um andarilho por terras da Ibéria - Trilho «Os Vados de San Ciprián de Sanabria»

 

 

MEMÓRIAS DE UM ANDARILHO POR TERRAS DA IBÉRIA

 

 

TRILHO INTERPRETATIVO «OS VADOS DE SAN CIPRIÁN DE SANABRIA» 

28.abril.2018

(Tarde)

01.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (258)

Desde a nossa incursão, no outono passado, pelas Médulas, ficámos entusiasmados em percorrer o bosque milenar de teixos, em Requejo, Sanábria, província de Zamora.

 

O amigo Pablo dizia-nos maravilhas. E nós ficámos entusiasmados em percorrê-lo. Pena foi que Florens não nos tivesse acompanhado. Todavia, a sua vida profissional nem sempre permite fazer as «avarias» que certos «reformados» se podem dar ao luxo de levar a cabo… Ficará, para o Florens, uma outra altura, pois o trilho vale bem a pena percorrê-lo.

 

Apesar de termos feito o Trilho do «Bosque del Teixedo», em Requejo, da parte da manhã, não é sobre ele que, neste post, vamos falar. Virá de seguida.

 

Aqui, e agora, é de um outro trilho que vamos falar. Da tal surpresa com que o amigo Pablo Serrano nos presenteou na tarde de 28 de maio passado.

 

Na véspera, Pablo tinha-nos dito que, em conversa com um jovem geógrafo, de Puebla de Sanabria, Daniel Boyano, que usa o nome de guerra «Daniel Huerto del Pozo», que a sua associação «Cryosananbria», em colaboração com o Ayuntamiento de Puebla de Sanabria, «oficina» de turismo, iam levar a cabo o Trilho Interpretativo «Os Vados de San Ciprián de Sanabria» e que nós os dois nos juntaríamos à iniciativa.

 

Confessamos que, na altura, não sabíamos do que se tratava. Pablo apenas se limitava a dizer que iríamos dar um passeio por San Ciprián. Mas, quanto a «Vados» e onde se localizava San Ciprián, nada sabíamos. Somente depreendemos que era uma pequena caminhada e que se situava na Sanábria.

 

Fomos, assim, na onda. Pablo Serrano, bom amigo, é um especialista em nos aconselhar os recantos mais bonitos da sua querida Ibéria.

 

Encantados por termos percorrido aquele bonito, precioso e milenar bosque de teixos, em Requejo, e depois de almoçarmos em Puebla de Sanabria, dirigimo-nos para San Ciprián, passando por Trefacio.

 

Estacionámos a viatura mesmo ao lado da ermida de Nossa Senhora das Neves.

02.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (9)

 De acordo com a informação da «Red de Espacios Naturales de Castilla y Leon», os «Vados de San Ciprián de Sanabria» é um trilho de ida e volta; todavia, pode regressar-se a San Ciprián, utilizando um caminho que parte do apiário de Faldriego, baixando pela margem esquerda do rio Trefacio (ou Valmiano?).

03.- los vados 1Fonte:- http://comandosenderista.blogspot.pt/2014/10/vados-de-san-ciprian.html

Continua o mesmo placard informativo, dizendo-nos que se trata de um trilho (ruta) de montanha “mais sencilla” do entorno sanabrês, pois nos permite disfrutar dos melhores picos da serra da Cabrera Baixa, como seja, o de Faeda, a 2024 metros de altitude.

 

Eram sensivelmente 17 horas locais quando, aproximadamente, meia centena de pessoas, entre muito pequenos, jovens, adultos e «maiores», se reuniram na praça da aldeia.

 

Foram três os anfitriões que nos propiciaram toda a adequada informação ao longo do trilho:

  • O já referido geógrafo, Daniel, da Associação «Cryosanabria»;

05.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (345)

  • José Luís Rodríguez, técnico da «oficina» de turismo do Ayuntamiento de Puebla de Sanabria

06.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (29)

  • e um especialista em apicultura.

07.- Especialista em abelhas

Façamos, a modos de introdução, uma pequena abordagem a San Ciprián de Sanabria, a partir da informação contida nos folhetos turísticos.

 

San Ciprián é um povo que se situa a norte do Ayuntamiento de San Justo, de que faz parte. Está situado a sul da serra Cabrera e do Pico Faeda. Este pico, com os seus 2024 metros é o mais alto do município. San Ciprián está a 10 Km do Lago de Sanabria  e a 14 Km de Puebla de Sanabria.

 

Diz-se ser um povo tranquilo, aprazível. É uma terra de vales, com vales e abundantes bosques, de montanha e abundante fauna. Os seus vales, bosques e montanha possui uma esplendorosa vegetação milenar – carvalhos (robles), castanheiros, amieiros, choupos, freixos, bétulas (vidoeiros), etc.. E frutos de todo o tipo.

 

As suas gentes vivem do amanho das suas terras e da pecuária, em total harmonia com o seu entorno, onde abunda a fauna selvagem, principalmente constituída por corsos, cervos, javalis, lobos, águias, lontras, etc..

 

É um lugar de gente simples e hospitaleira.

 

Aqui o tempo decorre de forma tranquila e sossegada.

 

Em suma, San Ciprián é um lugar de sonho, em que se pode despertar com o melodioso canto das aves, passear pelos caminhos tradicionais, com trilhos perfeitamente sinalizados, e conhecer os costumes da zona, disfrutando da rica gastronomia sanabresa: carne, trutas, cogumelos…

 

A festa local é a 5 de agosto, dedicada à Virgem das Neves e a festa municipal é a 8 de setembro – Romaria da Virgem de Alcobilla.

 

São positivamente atributos e encantos para não esquecer e disfrutar.

 

Naturalmente que também não podemos esquecer que vivemos num mundo e numa civilização cada vez mais urbana, citadina, em que os valores das paisagens naturais e do mundo rural deixaram de estar em moda. São simplesmente já residuais. E apenas entusiasmantes somente para uns tantos, poucos. A atração citadina deixa os povos entregues à sua sorte, como este que está na periferia das periferias. Lugares quase somente povoados de gente «maior» (velha), à espera que chegue o seu dia…

 

Vivemos agora uma espécie de renascimento por estes territórios afastados e bem periféricos, suscitado pela atividade turística. Mas tal atividade, com a dinamização das atividades tradicionais, será suficiente para manter de pé estas comunidades? Temos fortes dúvidas.

 

Ficámos contente com a gente que se juntou para conhecer esta terra, estas gentes e este magnífico território, apesar de termos bem a consciência de não ser uma tendência generalizada de retorno, embora em moldes diferentes, às origens. Somos apenas uns tantos «maduros», amantes destes especiais recantos. E é pena!...

 

Deixemos este aparte. Continuemos a nossa reportagem.

 

O trilho interpretativo que percorremos elucida-nos sobre a relação tradicional entre as gentes deste lugar e o meio que ocupam e habitam, evidenciando a influência impactante que tem esta peculiar paisagem com a biodiversidade.

 

José Luís Rodríguez, do Ayuntamiento de Puebla, falou-nos que San Ciprián de Sanabria foi um dos povos da comarca que melhor conservou a cultura local, que se manifesta não só no seu património material como no oral, através de palavras e expressões que lhe são muito próprias. Falou-nos ainda do trabalho de D. Ramon Menéndez Pidal e de um seu discípulo, Tomás Navarro Tomás, que, em 1912, se dá conta da singularidade linguística das gentes desta localidade – o «pachueco», um dos redutos mais puros do dialeto leonês. Falou-nos ainda do trabalho do então jovem Ftiz Krüger, que por aqui andou na década 20 do século passado. Trabalho não só linguístico («El dialecto de San Ciprián de Sanabria. Monografia leonesa»), que serviu de base à sua tese de doutoramento, na Escola de Linguistas de Hamburgo, mas também na sua recolha etnográfica.

 

Lente, e sucessivamente, José Luís conduz-nos por meio do casario da aldeia, chamando-nos a atenção sobre um ou outro elemento interessante e característico, não só das tradições de San Ciprián como para alguns elementos da sua específica arquitetura tradicional.

 

Vejamos, ao acaso, alguns desses elementos:

08.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (13)

(Elemento I)

Há que preservar um pouco melhor este pedaço de história feita em pedra!

09.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (26)

(Elemento II)

10.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (31)

(Elemento III)

11.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (41)

(Elemento IV)

12.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (46)

(Elemento V)

13.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (50)

(Porta pintada contra o mau olhado - Elemento VI)

14.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (69)

(Elemento VII)

Atravessando o regato Baillo,

15.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (56)

dirigimo-nos para a periferia da aldeia,

16.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (63)

passando ao lado da sua Igreja Matriz.

17.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (66)

Na saída da aldeia, deparámos com esta velhinha («maior») sanabrina, cuja idade já se tinha esquecido, limpando o caminho, e deixando-nos posar para a nossa objetiva.

18.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (82)

Até que, lentamente, a aldeia de San Ciprián nos vai ficando para trás,

19.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (70)

com a sua bela silhueta, enquadrada pelas sua férteis e amainadas hortas, tendo como guardiã a «sua» serra, ainda com neve.

20.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (76)

Agora, definitivamente, em pleno meio rural e na base da montanha,

21.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (83)

dirigimo-nos para o seu largo vale, nas proximidades de Escuernacabras,

22.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (87)

(Perspetiva I)

23.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (90)

(Perspetiva II)

24.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (97)

(Perspetiva III)

Atravessando a ponte sobre o rio Trefacio

25.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (101)

e fazendo uma curta paragem e concentração aqui,

26.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (106)

ouvindo Daniel Boyano que, chamando-nos a atenção para a paisagem que tínhamos à nossa frente, elucidou-nos sobre o fenómeno do glaciarismo nesta Ferradura de San Ciprián.

 

Feita a explicação sobre uma paisagem construída durante milhões de anos – e que tanto deleite e encanto nos propiciou – encetámos uma ligeira subida,

27.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (114)

tendo à nossa frente, com toda a sua imponência, a serra da Cabrera Baixa

28.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (126)

 e caminhando ao lado do rio Trefacio.

29.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (122)

Até que chegámos ao «El Curmeneiro de Faldriego», um apiário tradicional, que mais nos parece um redil para guardar e proteger o gado.

30.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (148)

No placard informativo, diz-se que “estas paredes de pedra serviam para proteger as colmeias do ataque de várias espécies de animais, dos roubos, do fogo e dos empurrões do gado; também do frio e vento forte. Os apiários situam-se na encosta do monte ou montanha para que as colónias de abelhas recebam melhor os raios solares, evitando os espaços de sombra. Estão orientados ao sul, na procura do sol matinal, porquanto assim favorece-se a atividade das abelhas e reduz-se a mortalidade no inverno. Localiza-se neste lugar, aproveitando a floração das plantas da serra, em especial os brejos e as urzes, com fácil acesso à água, sem necessidade de as abelhas percorrerem grandes distâncias” (tradução livre nossa).

 

Quer o placard informativo bem como o especialista sobre esta matéria que ia connosco, explicaram-nos o que é uma colmeia ou um cortiço, dando-nos conta do ciclo anual da produção das abelhas.

 

Na esquina deste apiário tradicional demo-nos conta que o mesmo é dedicado ou está sob a proteção de Santa Gema.

31.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (152)

Do outro lado do rio, está o moinho de Faldriego, que as gentes do lugar, em homenagem a F. Krüger, e ao seu extraordinário trabalho de levantamento linguístico e etnográfico aqui levado a efeito, o apelidaram de «Molino de Krüger».

 

Antigamente , para ligar as duas margens do rio, havia uma ponte. Uma cheia (riada) destruí-a. E nunca foi mais levantada. Nos períodos de menor caudal, passa-se bem de uma margem para outra.

 

E continuámos a nossa caminhada, tendo à nossa frente, em plena serra da Cabrera Baixa, o Pico Faeda.

32.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (153)

O nosso caminhar torna-se um pouco mais duro, pois, nosso trilho, começa a subir mais.

33.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (171)

Agora, neste percurso, constituído por uma vereda em pedra de xisto, são bem patentes as marcas das rodeiras dos carros puxados essencialmente por vacas que, por aqui passaram, carregados com os produtos da serra.

 

Parámos no placard informativo e ali se pode ler em castelhano vernáculo que “durante muchos años, los carros de San Ciprián han recorrido este caminho cargados com los produtos de la sierra: raíces de brezo, carbón e abono de las majadas veraniegas. Las roderas en la roca

34.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (171a) (2)

son  el símbolo más claro de esse duro trabajo: subidas penosas

35.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (172a) (1)

por la empinada pendiente y bajadas peligrosas, reteniendo el carro com piedras encadenadas o com as ayuda de una mula, en la trasera.

Caminos, carros e vacas han sido vitales en las comunidades de la montaña, en nel transporte de este pais quebrado y pedregoso”.

 

E o placard informativo conclui dizendo que “os caminhos procuravam o nível horizontal num espaço que é vertical, lutando para que a água não destrua o seu piso; o carro «chilón» é ligeiro e resistente, um todo o terreno feito de madeira de freixo e negrilho que, no seu chiar, anunciava a sua passagem pelo vale. As vacas trepavam por aqueles penhascos com agilidade, como servas ungidas ao seu jugo” (tradução livre nossa).

36.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (170a)

Era, sem dúvida, um trabalho duro e árduo. Para as mulheres e homens. E para os animais.

 

Para nós, turistas do século XXI, o chegarmos até aqui, ao cimo deste caminho e quase ao teto da montanha, representou um novo «Aleluia».

37.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (166)

Fomos caminhando.

38.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (190)

Faltava muito pouco para chegarmos ao cimo. Apenas era necessário um último, derradeiro esforço.

38a.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (230)

Aqui nos sentámos.

40.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (206)

A descansar e a observarmos, em toda a sua grandeza e majestade, a serra da Cabrera Baixa.

 

Vimo-la de todos os ângulos. Desde os seus mais escavados declives, por onde o degelo de séculos rasgou a montanha escarpada, por onde passam os seus rios,

41.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (175)

(Perspetiva I)

42.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (197)

(Perspetiva II)

até à sua mais íngreme encosta pedregosa.

43.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (220)

Ao fundo, o rio Trefacio, que, em Tramasaguas (ou Trambasaguas), recebe as águas dos ribeiros Cubiellas e Barcinella, e, ao cimo, o Pico Faeda, apresentam-se-nos com toda a sua majestade natural.

44.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (198)

(Perspetiva I)

45.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (179)

(Perspetiva II)

Num abrir e fechar de olhos, eis-nos chegados a «Os Vados de São Ciprián»!

46.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (268)

Afinal o termo «vado» tem um significado bem simples: quer dizer um lugar para cruzar, vadiar. Na verdade, os enfurecidos ribeiros Valimiano e Barcinella,

47.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (271)

espumando de raiva,

47a.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (252)

ao chegarem aqui a este lugar, onde a bétula (vidoeiro) impera, mesmo no meio do leito,

48.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (253)

despenham-se em cascatas,

49.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (267)

Espalhando-se (vadiando) por todos os lados.

50.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (277)

Aqui permanecemos uns bons minutos, contemplando os tão célebres e afamados «Vados», tirando as fotos da praxe.

 

Havia que regressar.

 

Ao longe começou a aparecer um ameaçador nevoeiro.

51.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (296)

Voltámos pelo caminho por onde viemos.

52.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (303)

A neve ainda começou a cair-nos em cima. Mas foi neve de pouca dura.

 

Ficámos na nossa retina com esta imagem, com a linda paisagem da serra da Cabrera Baixa.

53.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (292)

Num ápice, chegámos ao vale, no lugar de Encuernacabras. Cada um, em grupo, troca as suas impressões

54.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (326)

ou cimenta amizade, como o nosso amigo Pablo, com as bonitas jovens Alicia e Marta (e mais a Carmen, que já ia à nossa frente).

55.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (328)

Ao entrarmos na aldeia de San Ciprián, a eremita da sua padroeira tem o seu lugar principal na cena.

56.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (335)

Atravessando o regato Baillo,

57.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (333)

entrámos no povo.

 

Aqui ficam mais quatro perspetivas dos elementos do seu casario.

58.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (337)

(Perspetiva I)

59.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (338)

(Perspetiva II)

60.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (341)

(Perspetiva III)

61.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (342)

 (Perspetiva IV)

 

Por fim, chegámos à praça da aldeia.

 

A grande maioria dos caminhantes entrou no «Bar la Plaza»: uns, para descansar;

62.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (347)

outros, para beber uma água ou uma cerveja.

 

À porta do bar, bebendo uma cerveja, observávamos, ao longe, uma amena conversa entre a bela granadina-zamorana, Alicia, e José Luís.

63.- 2018.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián (355)

Fizemos boa amizade com a Alicia, a Marta, a Carmen e o José Luís. Cimentámos o nosso conhecimento com Daniel Boyano.

 

Apresenta-se agora os dados quanto à distância e tempo percorrido

2018.- 36.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián 01 SH

bem assim a velocidade e elevação do trilho.

2018.- 36.- Sanábria - Caminhada Vados de San Ciprián 03 SH

 

 

Agradecemos à Associação «Cryosanabria» e ao Ayuntamiento de Puebla de Sanabria pelo belo passeio interpretativo que nos propiciou neste final de tarde primaveril.

 

Um muito obrigado ao nosso grande amigo Pablo Serrano pelo privilégio que nos dá sempre a sua companhia e a sua amizade quando, lado a lado, caminhamos pelas veredas desta nossa amada Ibéria.

 

Deixamos à visualização dos nossos leitores um diaporama sobre o

 

TRILHO INTERPRETATIVO «OS VADOS DE SAN CIPRIÁN»

 


publicado por andanhos às 16:24
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