Terça-feira, 26 de Junho de 2018

Memórias de um andarilho - Parque Nacional da Peneda-Gerês - Trilho da Águia do Sarilhão

 

MEMÓRIAS DE UM ANDARILHO

 

PELO PARQUE NACIONAL DA PENEDA-GERÊS (PNPG)

01.- vestigios_desenho_gerês_2

 (Fonte:- https://www.wilder.pt/divirta-se/medronheiros-carvalhos-e-lagartos-dagua-no-trilho-da-aguia-do-sarilhao/)

 

TRILHO DA ÁGUIA DO SARILHÃO

 

10.abril.2018

 

 

 

Estas pequenas comunidades que nos restam,
Rio de Onor, Vilarinho da Furna, Laboreiro,etc., estão na última agonia.
o estado já não as pode tolerar, alheias à vida da nação,
estrangeiras dentro do próprio território.
Por isso, manda-lhes ao coração o golpe de uma estrada
e a isca de uma camioneta dum sardinheiro.
E assim, um a um se vão apagando estes pequenos enclaves,
não digo de paradisíaca felicidade, mas de uma humana e natural liberdade.
Uma vida social assim, apenas acrescida de ciência e cultura, seria ideal.
Antes de mais, o homem começou aqui a formar uma consciência cívica e fraterna,
fundada em amor, e fez depois as reformas consoantes.
Mas parece que se resolveu matar primeiro o homem e a sua harmonia espontânea,
e construir então sobre cadáveres o futuro.

 

Castro Laboreiro, 24 de Agosto de 1948
Diário IV, Miguel Torga

 


Estou a vingar-me mais uma vez, a olhar esta Jeira Romana e os seus marcos delidos.
Estou a vingar-me de quantos Césares o mundo tem dado,
convencidos de que basta mandar fazer calçadas e pontes,
gravar uma coluna a era e o nome,
para que a eternidade fique por conta deles.
Os palermas! Pois venham cá ver a eternidade!
Uma estrada mais larga e menos dura ao lado da velha,
e as datas e os nomes apagados no granito.

 

Gerês, Bouça da Mó, 15 de Agosto de 1948
Diário IV, Miguel Torga

 

 


Ao contrário do que tem acontecido nestes últimos anos, entre os meses de abril e maio, que, com o Florens, percorríamos os Caminhos de Santiago, na Gallaecia (Ibéria), este ano mudámos de rumo e fomos ao encontro do nosso Portugal mais profundo.

 

O nosso destino foi o Parque Nacional da Peneda-Gerês, mais particularmente a serra do Gerês, nas Terras de Bouro, com assento na vila termal do Gerês.

 

Gerês, uma das primeiras instâncias para onde o nosso poeta maior transmontano, religiosamente, durante alguns anos, para lá se dirigia para tratar os seus achaques.

 

Andarilho que era, nestas suas estadias percorreu, muitas vezes sem parar, todos os escaninhos (ou andanhos) deste Parque Nacional, constituído pelas serras da Peneda, do Soajo, da Amarela e do Gerês.

02.- Mapa_PenedaGeres

(Fonte:- https://gotoportugal.eu/pt/sitios-a-visitar-parque-nacional-da-peneda-geres/)

Por tal facto, não é de estranhar que, no seu Diário, nos deixe algumas das suas impressões, não só sobre as gentes que, por essas serranias viviam, e com quem se cruzava, como pelo território, sua história, cultura e natureza e que alguma da sua poesia tenha sido inspirada por estes lugares.

 

E não é, por isso, de estranhar que este trilho - com a designação PR 5 - Águia do Sarilhão - pertença a uma rede de percursos pedestres do Parque Nacional intitulada “Na Senda de Miguel Torga”, criada em homenagem ao escritor.

 

Logo que nos acomodámos e almoçámos, de tarde, começámos a andar.

 

Começámos o Trilho da Águia do Sarilhão nas imediações do Parque de Campismo da Cerdeira (Campo do Gerês), da freguesia de S. João do Campo, embora, antes, tenhamos ido à Porta do Campo de Gerês, Terras do Bouro.

03.- 2018.- Vila do Gerês+Trilho Águia do Sarilhão (128)

Não é nosso intento falar aqui detalhadamente sobre os diferentes troços do trilho. Mas não podemos deixar de frisar que na Porta do Campo de Gerês se encontra o Museu Etnográfico de Vilarinho da Furna,

04.- 2018.- Vila do Gerês+Trilho Águia do Sarilhão (133)

e que, ao sairmos da Porta e do Museu, chamou-nos a atenção este cruzeiro da freguesia de Campo do Gerês.

05.- 2018.- Vila do Gerês+Trilho Águia do Sarilhão (131a)

Vendo-o mais em pormenor,

06.- 2018.- Vila do Gerês+Trilho Águia do Sarilhão (131)

realçamos uma constatação - a junção do «mundo» romano, com os seus miliários, (da Via XVIII ou Geira) com o «mundo» cristão, simbolizado no crucifixo. (*)

 

E foi precisamente refletindo sobre estes dois «mundos» que, enquanto caminhávamos pelas veredas do trilho,

07.- 2018.- Vila do Gerês+Trilho Águia do Sarilhão (6)

seguindo atrás do Florens,

08.- 2018.- Vila do Gerês+Trilho Águia do Sarilhão (7)

umas vezes, tendo cuidado com as enormes torgas floridas que, aqui e ali, entupiam a mal reparada vereda, onde também podemos encontrar áreas de mato e pinhal, de vegetação ribeirinha, de medronhal (Arbutus unedo) e de carvalhal (Quercus robur), mas também mas também termentelo (Thymus caespititius), erva-dos-piolhos (Pedicularis sylvatica) e algumas margaridas-do-monte (Chamaemelum nobile),

09.- 2018.- Vila do Gerês+Trilho Águia do Sarilhão (15)

outras vezes, estando atento às diferentes linhas de água que, atravessando o pedregoso caminho,

10.- 2018.- Vila do Gerês+Trilho Águia do Sarilhão (22)

íam dar ao ribeiro de Roda,

11.- 2018.- Vila do Gerês+Trilho Águia do Sarilhão (9)

e, outras vezes ainda, observando o curioso Florens, captando os pequenos pormenores da natureza por onde passávamos,

12.- 2018.- Vila do Gerês+Trilho Águia do Sarilhão (13)

avistamos a Fraga do Sarilhão, onde a águia-real (Aquila chrysaetos) construía os seus ninhos. É uma espécie com estatuto de proteção, em perigo de extinção, característica de vales alcantilados e de zonas de fragas, onde, habitualmente, constrói os ninhos.

13.- 2018.- Vila do Gerês+Trilho Águia do Sarilhão (25)

Hoje em dia a águia já não anda por estas paragens. Apenas pudemos apreciar parte do seu entorno.

14.- 2018.- Vila do Gerês+Trilho Águia do Sarilhão (28)

Nem tão pouco vimos as Silhas dos Ursos, estruturas que protegiam os cortiços do apetite por mel do urso-pardo (Ursus arctos) que vagueou por estas terras até meados do século XVII. Amanhã vamo-nos aproximar de duas.

 

Mais um pouco a descer, sob intensa chuvada, e estávamos num caminho florestal, em frente à albufeira de Vilarinho da Furna.

15.- 2018.- Vila do Gerês+Trilho Águia do Sarilhão (36)

Aqui, mesmo preocupado com a chuva, que caía intensamente, não esquecíamos as palavras de Miguel Torga, vertidas no seu Diario, a 24 de agosto de 1948. Ainda, nessa altura, o nosso grande poeta transmontano falava das terras, como Vilarinho da Furna, como estando na última agonia, estrangeiras dentro do seu próprio território, estes enclaves de genuína cultura lusitana, onde, apesar da extrema pobreza, estavam prenhes de uma humana e natural liberdade, a que apenas lhes faltava, para termos comunidades ideais, a ciência e a cultura, porquanto o verdadeiro ser português, feito de consciência cívica e fraterna, fundada em amor, ali estava!

 

E, no final da entrada deste dia 24 de agosto de 1948, Miguel Torga queixava-se que se tinha resolvido matar primeiro o homem e a sua harmonia espontânea e, depois, construir então, sobre cadáveres, o futuro!

 

Olhámos uma vez mais para esta albufeira,

16.- 2018.- Vila do Gerês+Trilho Águia do Sarilhão (35)

(Cenário I)

17.- 2018.- Vila do Gerês+Trilho Águia do Sarilhão (43)

(Cenário II)

18.- 2018.- Vila do Gerês+Trilho Águia do Sarilhão (54)

(Cenário III)

nossos olhos, neste mês chuvoso de abril, nem sequer já vimos o cadáver de todo o património edificado de uma comunidade, que ficou soterrada nas águas do rio Homem, a partir de maio de 1972, espalhando as poucas gentes que tinha pelos quatro cantos de Portugal e do mundo!

 

Apenas restou o testemunho (etnográfico) de uma vida genuinamente portuguesa (e ibérica) - o comunitarismo...

 

Estamos com Manuel Azevedo, Lucinda Coutinho Duarte e João Pedro Reino, do CEPAD - Centro de Estudos da População, Ambiente e Desenvolvimento, da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, quando, numa comunicação ao IV Congresso Ibérico sobre Gestão Planificação da Água (8 a 12 de dezembro de 2004, Tortosa, Espanha), sob o título «Barragens em Portugal: de Vilarinho da Furna à Aldeiad a Luz, com passagem pelo Douro Internacional», quando, a certo passo da comunicação, dizem: "Não fosse a sua riqueza etnográfica e a construção da barragem que pôs termo à sua existência e Vilarinho da Furna seria hoje uma aldeia esquecida, anónima como o seu passado, qual pérola perdida na vastidão das serras do Minho. Mas tal não aconteceu porque os olhos dos etnólogos descobriram em Vilarinho uma relíquia da velha organização comunitária, hoje agonizante, mas outrora muito difundida na Europa. Mesmo sem ser um caso único, o comunitarismo de Vilarinho era, pelo menos, um caso invulgar".

 

É, manifestamente, uma constatação!

 

Mas já não estamos com o otimismo que, na mesma comunicação, os autores evidenciam, ao afirmarem que: "Apesar da destruição da aldeia, que ocasionou a dispersão da população, a morte transformou-se no princípio de uma vida nova para os Desenraizados de Vilarinho da Furna. Os anos passaram e, hoje, essa população está organizada n’AFURNA – Associação dos Antigos Habitantes de Vilarinho da Furna, criada em Outubro de 1985, que tem por objectivo a defesa, valorização e promoção do património cultural, colectivo e/ou comunitário do antigo povo de Vilarinho. Esse património é fundamentalmente constituído pelas componentes histórico-cultural e sócio-económica. Daí as tarefas e/ou acções a desenvolver nas áreas da cultura, da formação, da investigação científica e do desenvolvimento económico-social. O que trará consigo, além do mais, a criação de um pólo de desenvolvimento regional, com incalculáveis benefícios para o próprio país".

 

14 anos passados sobre estas palavras e pouco de realizações no terreno vimos. O Interior português, a matriz mais autêntica da nossa portugalidade, onde aí podíamos conhecer e beber, mais a fundo, a nossa própria identidade, está desaparecendo!...

 

E todos nós, sem exceção, somos responsáveis!

 

Enquanto efetuávamos este percurso, sob ainda uma intensa chuvada,

19.- 2018.- Vila do Gerês+Trilho Águia do Sarilhão (40)

não parava de nos azucrinar aos ouvidos as palavras do nosso Torga quando também entrámos na Geira [uma via romana, nome dado à Via XVIII do Itinerário Antonino, que era uma estrada militar construída, provavelmente, no último terço do séc. I d. C., ligando Bracara Augusta (Braga) a Asturica Augusta (Astorga, em Espanha). Um dos troços melhor conservados situa-se neste Parque Nacional, entre Campo do Gerês e Portela do Homem. Nesse percurso é possível obervar vestígios arqueológicos, tais como os marcos miliários (que assinalavam a milha romana, em grande parte epigrafados), ruínas de pontes, mutatios (estações de muda) e mansions (locais de descanso, mas que foram cobertos pelas águas da albufeira de Vilarinho da Furna)].

21.- 2018.- Vila do Gerês+Trilho Águia do Sarilhão (52)

Era um destes,

22.- 2009 -  Geira Romana(sony) 010

de entre muitos marcos, gravados e delidos, de que o poeta nos fala;

22a.- 800px-Trilho_da_Águia_do_Sarilhão_(4742862788)

era esta uma das muitas pontes - a Ponte de Eixões -

23.- 2018.- Vila do Gerês+Trilho Águia do Sarilhão (120)

(Perspetiva I)

24.- 2018.- Vila do Gerês+Trilho Águia do Sarilhão (121)

(Perspetiva II)

25.- 2018.- Vila do Gerês+Trilho Águia do Sarilhão (125)

(Perspetiva III)

dos romanos, a quem ele chama de palermas.

 

Percebe-se a ironia do nosso poeta. É bem verdade que paralela a esta via, corre uma outra bem mais larga! Mas estes vestígios aqui estão, dando prova do que foi a civilização romana por estas bandas e a luta tremenda dos povos autóctones na defesa do seu rincão.

 

Por todo o lado, enquanto caminhávamos, a constância do carvalho,

26.- 2018.- Vila do Gerês+Trilho Águia do Sarilhão (49)

da pedra e do verde,

27.- 2018.- Vila do Gerês+Trilho Águia do Sarilhão (56)

nas suas mais variadas situações.

28.- 2018.- Vila do Gerês+Trilho Águia do Sarilhão (74)

Agora percorremos o trilho em pleno asfalto.

29- 2018.- Vila do Gerês+Trilho Águia do Sarilhão (58)

E aqui parámos, recolhendo-nos junto a este observatório de aves.

30.- 2018.- Vila do Gerês+Trilho Águia do Sarilhão (60)

Tendo aliviado um bocadinho a chuva, começámos a tirar fotos à albufeira/cemitério do lugar de uma comunidade,

31.- 2018.- Vila do Gerês+Trilho Águia do Sarilhão (61)

tendo à nossa frente a serra Amarela,

32.- 2018.- Vila do Gerês+Trilho Águia do Sarilhão (67)

correndo por ela um regato que, na aproximação ao lago artificial, nele se esvai em cascata.

33.- 2018.- Vila do Gerês+Trilho Águia do Sarilhão (68)

Mais um pouco, ao fundo, o paredão, em betão armado.

34.- 2018.- Vila do Gerês+Trilho Águia do Sarilhão (83)

Agora, nosso destino era a aldeia de Campo do Gerês. O verde sempre em nossa perseguição.

35.- 2018.- Vila do Gerês+Trilho Águia do Sarilhão (90)

Entrámos na aldeia.

36.- 2018.- Vila do Gerês+Trilho Águia do Sarilhão (94)

E deixamos aqui 5 cenários da mesma e do seu entorno:

37.- 2018.- Vila do Gerês+Trilho Águia do Sarilhão (95)

(Cenário I)

38.- 2018.- Vila do Gerês+Trilho Águia do Sarilhão (98)

(Cenário II)

39.- 2018.- Vila do Gerês+Trilho Águia do Sarilhão (103)

 (Cenário III)

40.- 2018.- Vila do Gerês+Trilho Águia do Sarilhão (106)

(Cenário IV)

41.- 2018.- Vila do Gerês+Trilho Águia do Sarilhão (112)

(Cenário V)

A saída da aldeia foi um pouco problemática por causa da sinalização deficiente e de árvores caídas. Mas conseguimos sair em direção ao nosso ponto de partida, por entre o verde

42.- 2018.- Vila do Gerês+Trilho Águia do Sarilhão (117)

e as constantes correntes de água,

43.- 2018.- Vila do Gerês+Trilho Águia do Sarilhão (115)

passando por uma área recreativa, com escola de equitação, nas proximidades da Porta.

44.- 2018.- Vila do Gerês+Trilho Águia do Sarilhão (142)

E, pasme-se, aqui fomos encontrar uma antiga aluna - Ana Sofia Machado - do Curso de Licenciatura em Recreação, Lazer e Turismo, aqui a trabalhar.

44a.- 20180410_175356

Pastagens,

45.- 2018.- Vila do Gerês+Trilho Águia do Sarilhão (154)

e, como não podia deixar de faltar, uma legítima representante da raça barrosã, olhando-nos altiva, do alto do seu pasto.

46.- 2018.- Vila do Gerês+Trilho Águia do Sarilhão (143)

É indubitável que esta zona de Terras de Bouro está sendo recuperada para o turismo cultural e de naturaza.

 

E gostamos da forma como a construção é feita, aliando o aspeto arquitetónico com os nateriais endógenos - o granito.

47.- 2018.- Vila do Gerês+Trilho Águia do Sarilhão (157)

 Dados técnicos:

48.- IMG-20180622-WA0000

Distância e horas gastas a percorrer o trilho.

49.- Trilho Águi

Velocidade e elevação do trilho.

(*) Cruzeiro de São João do Campo 


O cruzeiro de Campo do Gerês, levantado num cruzamento de estradas da localidade, resulta do aproveitamento de um marco miliário romano do século III, facto curioso, mas ainda assim frequente ao longo das vias romanas. O miliário assinala a milha XXVII (desde Braga) da Geira ou Via Nova, ligando Braga (Bracara Augusta) a Astorga (Asturica), passando pelo Gerês. A Geira é a via romana melhor preservada em Portugal, contando com uns inéditos 230 miliários ao longo do seu percurso total; nas proximidades deste cruzeiro ergue-se ainda outro marco da mesma via, visível na berma da estrada. De resto, toda a região é abundante em vestígios de construções romanas, como pontes, vários padrões, e algumas ruínas de fortificações fronteiriças. Erguido durante a governação do Imperador Décio (249-251), o marco, epigrafado e de secção circular, exibe a seguinte inscrição latina: IMP CAES / G MISSO TR / DACO NVTO / PIO FEL AVG / P MAX TR P / PC IIII C II / P C A BRAC / M P / XXVII. Levanta-se actualmente sobre uma larga plataforma de três degraus circulares, baixos, sendo o conjunto abrigado por uma cobertura triangular em zinco vermelho, forrada a madeira no interior, e assente sobre três colunas dórico-romanas, com ligeira entasis. O crucifixo assenta directamente sobre o marco, sendo composto por uma cruz latina em granito, pintada num ocre terroso, onde figura um Cristo ingénuo e de proporções um pouco atarracadas.SML [Património Cultural (Direção-Geral do Património Cultural)]


publicado por andanhos às 09:58
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