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Memórias de um andarilho :- Linha do Corgo - Ermida/Povoação-Peso da Régua

 

 

MEMÓRIAS DE UM ANDARILHO


CAMINHADAS NAS VIAS FÉRREAS ABANDONADAS


LINHA (DE CAMINHO DE FERRO) DO CORGO


Ermida/Povoação - Pedo da Régua

- 21.novembro.2010 -

00.- 19471306_7D6I2

Com este post, damos por finalizada a nossa reportagem sobre a nossa caminhada pela antiga Linha de Caminho-de-ferro do Corgo.

 

No post anterior e neste, a nossa caminhada decorre(u) em pleno coração do Douro Vinhateiro, Património da Humanidade.

 

A altura em que ocorreu a nossa caminhada, em pleno outono, é a que mais gostamos, porquanto o Douro apresenta-se nas suas multifacetadas cores.

01.- 2010 - Linha_Corgo-Povoação-Régua 069

(Paisagem I)

02.- 2010 - Linha_Corgo-Povoação-Régua 077

(Paisagem II)

O dia, embora com algumas nuvens, apresentava-se com um lindo céu azul.

 

Do fundo do estreito vale do Corgo, a presença sempre constante, na linha do nosso horizonte, da A24 e as suas obras de arte para ultrapassar os diferentes desníveis que a orografia do Douro Vinhateiro apresenta.

2a.- 2010 - Linha_Corgo-Povoação-Régua 081

(Paisagem III)

2b.- 2010 - Linha_Corgo-Povoação-Régua 118

(Pormenor I da paisagem III)

2c.- 2010 - Linha_Corgo-Povoação-Régua 111

(Pormenor II da paisagem III)

Dos antigos «mortórios» começam a renascer novas vinhas, sob a proteção de capelas e igrejas, a meio ou no cimo das encostas, na esperança da transformação de uma terra mais próspera para os que nela habitam.2d.- 2010 - Linha_Corgo-Povoação-Régua 084

Por mais voltas que demos, o rio Corgo e o seu vinhedo não nos largam, apresentando-nos aos olhos os antigos socalcos, numa amostra do esforço hercúleo do homem duriense para erguer estes jardins suspensos.03.- 2010 - Linha_Corgo-Povoação-Régua 094

(Paisagem IV)

04.- 2010 - Linha_Corgo-Povoação-Régua 100

(Paisagem V)

05.- 2010 - Linha_Corgo-Povoação-Régua 102

(Paisagem VI)

06.- 2010 - Linha_Corgo-Povoação-Régua 107

(Paisagem VII)

07.- 2010 - Linha_Corgo-Povoação-Régua 116

(Paisagem VIII)

Aqui e ali a linha estreita-se, dando-nos a conhecer uma das matérias-primas de que são feitos os vinhedos e o segredo que o xisto guarda para proteger a videira e poder produzir o precioso néctar que é o Vinho Fino do Douro.

08.- 2010 - Linha_Corgo-Povoação-Régua 096

Até que chegámos a Alvações do Corgo, a 7, 188 Km do fim da linha (ou princípio, para quem parte do Peso da Régua).

09.- 2010 - Linha_Corgo-Povoação-Régua 120

E, quer nos viremos para a esquerda ou para a direita ou mesmo em frente, o espetáculo é sempre o mesmo: o rio Corgo sustentando os seus vinhedos, em ambas as suas margens, com o casario quase no cimo dos seus cocurutos.

10.- 2010 - Linha_Corgo-Povoação-Régua 130

Até que, numa ligeira curva, a gigantesca obra de arte da A24, destinada a ultrapassar o rio Douro nas imediações do Peso da Régua, com toda a sua imponência e grandiosidade!

11.- 2010 - Linha_Corgo-Povoação-Régua 138

Atravessada a ponte sobre o rio Tanha, sob o olhar atento do nosso vigilante Augusto - qual miniatura postada sobre um muro - no términus da ponte,

12.- 2010 - Linha_Corgo-Povoação-Régua 144

chegámos ao apeadeiro do Tanha.

13.- 2010 - Linha_Corgo-Povoação-Régua 152

Faltavam-nos ainda percorrer 3, 5 Km para chegarmos à estação do Peso da Régua.

 

Do nosso lado direito, a ponte sobre o rio Corgo na Estrada Nacional 313.

14.- 2010 - Linha_Corgo-Povoação-Régua 163

Olhando um pouco mais em frente e um pouco mais para o alto, eis as autênticas cores do vinhedo no outono, na Quinta do Judeu, e a imponente estrutura que ali, parecendo uma enorme curva, sustenta a A24!15.- 2010 - Linha_Corgo-Povoação-Régua 172

Uns metros mais à frente, o rio Corgo, em deslize remansoso, passando sobre a penúltima ponte ferroviária desta linha (para quem vem no sentido de Chaves), tendo, como pano de fundo, o último lanço da ponte da A24, em direção a Lamego, e os armazéns da Casa do Douro (Casa Amarela).

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 E, sem nos darmos conta, chegámos ao apeadeiro do Corgo.

17.- 2010 - Linha_Corgo-Povoação-Régua 185

 Pouco mais de um quilómetro nos separava da nossa «meta».

 

Antes de entramos na penúltima ponte da linha do Corgo - e sobre este rio -,

18.- 2010 - Linha_Corgo-Povoação-Régua 196.jpg

 uma olhadela para trás, como dizendo adeus ao amigo que em tantos quilómetros nos acompanhou, ora dando-nos momentos alegres, ora fazendo-nos passar por momentos bem difíceis,

19.- 2010 - Linha_Corgo-Povoação-Régua 200.jpg

 e outra olhada para a frente, para o lugar onde este precioso caudal se lança nas águas da veia cava transmontana - o rio Douro - na sua foz.

20.- 2010 - Linha_Corgo-Povoação-Régua 204.jpg

 Ultrapassado o último pontão da linha, nas proximidades da Quinta da Vacaria,

21.- 2010 - Linha_Corgo-Povoação-Régua 207.jpg

 eis o espetáculo que nossos olhos observam: a bonita obra de engenharia da A24 nas imediações do Peso da Régua, debaixo da qual podemos espreitar, vendo, de socalco em socalco, o monte de São Domingos!

22.- 2010 - Linha_Corgo-Povoação-Régua 212.jpg

 Estamos a escassas dezenas de metros da Estação da Régua.

 

Por entre um laranjal, a vista das duas pontes da Régua da nossa infância: a da esquerda, rodoviária, que foi projetada para ser ferroviária, numa linha que, da Régua a Lamego, nunca foi acabada e, consequentemente, utilizada, sendo a linha mais cara do país em termos de custo/benefício; a da direita, projetada para ser rodoviária, por ela, cremos, nunca passou uma viatura automóvel.

23.- 2010 - Linha_Corgo-Povoação-Régua 220.jpg

 Quando, a 21 de novembro de 2010, por aqui passámos, apresentava este aspeto:

24.- 2010 - Linha_Corgo-Povoação-Régua 222.jpg

 Hoje está recuperada como ponte peatonal, de recreio.

 

Cumprido o nosso objetivo, e aproximando-se a hora do almoço, o nosso vigilante e supervisor Augusto levou-nos até à localidade de Ermida/Povoação na sua viatura. Rui e Tó Quim tomaram rumo a norte (Chaves), levando o atrelado tenda no jeep; nós regressámos a sul, levando a nossa viatura até à Estação da Régua, onde a Ana e o amigo Neca nos esperavam para irmos almoçar à Quinta de Santa Isabel, Loureiro.

 

E como é reconfortante passar uns dias no «nosso» Douro. Não apenas «matamos saudades», mas também recarregamos «baterias» para melhor suportarmos e aguentarmos o dia-a-dia, muitos deles tão fatigantes e, por vezes, penosos!

 

E... até breve.

 

A Linha do Sabor espera-nos.

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