Memórias de um andarilho - Caminho de Santiago - Epílogo (2019) - 4ª etapa:- Hospital-Fisterra
MEMÓRIAS DE UM ANDARILHO
CAMINHO DE SANTIAGO – EPÍLOGO
4ª ETAPA – HOSPITAL-FISTERRA
(17.abril.2019)

Levantámo-nos pelas 6 horas e 30 minutos.
Atravessámos a aldeia e dirigimo-nos, pela estrada asfaltada,

passando pelo edifício da Informação Turística ao Peregrino,

ao lado da estrada,

até ao Bar/Restaurante O Casteliño para tomarmos o pequeno almoço. Tomaram o pequeno-almoço connosco o francês, que falava inglês, e mais as duas espanholas.
Logo de seguida, pusemo-nos a caminho, chegando a esta rotunda.

A partir desta rotunda, quem quiser seguir para Muxía, vai pela direita, do lado onde está o Florens; quem quiser seguir para Fisterra, vai pela esquerda, do lado onde cesta o Antón.
Está-se em território do município de Dumbria.

Seguimos, assim, pela esquerda,

passando ao lado de uma fábrica, até que fomos dar com o Cruzeiro de Marco do Couto.

E, continuando por este trilho,

chegávamos até à ermida de Nuestra Señora de las Nieves.

Demos uma volta ao redor da ermida.

Reparámos num Cruzeiro implantado em pleno lameiro.

E continuámos jornada, ficando com uma vista de conjunto da ermida e do seu Cruzeiro.

Caminhávamos agora, pelo Monte do Lousado, através de um cómodo estradão.

Até que, depois de ultrapassarmos a ermida de San Pedro Mártir, chegávamos ao Cruzeiro da Armada.

Descendo agora,

daqui, já podíamos ver a ria (enseada) de Corcubión.

Tínhamos andado cerca de 15 Km, em estrada florestal, sem acentuadas subidas e descidas. Nestes últimos quilómetros, tomámos a dianteira e caminhámos sozinho, deixando um pouco para trás tio e sobrinho, entretidos em amena conversa. Pensávamos na família. Nos que já se foram recentemente, a quem dedicámos este Caminho, e nos que cá estão ainda nesta vida que é uma simples e mera passagem.
Percorrido o Caminho Chans, chegávamos a Cee, através do Campo Sacramento e pela rua da Magdalena.

Dirigimo-nos para o Centro.

Antes, porém, Antón quis posar neste símbolo do Caminho.

Ultrapassada a Igreja de Santa María de Xunqueira,

procurámos encontrar um café/bar que nos pudesse servir tortilha. Florens, enquanto fazíamos o percurso de hoje, não falava de outra coisa, senão, aqui em Cee, comer tortilha.

Mas teve azar. Eram cerca de 11 horas e 15 minutos. E, em Cee, só há tortilhas a partir das 13 horas.
Lembrámo-nos que tínhamos embalado uns bons bocados de vitela guisada, do jantar da véspera. Enquanto Florens atravessava a praça

para ir a uma padaria, perguntávamos a Antón onde estavam as sobras da vitela de ontem à noite, devidamente embaladas. Bem procurou na mochila,

mas, pelos vistos, deixou o embrulho no albergue. Esqueceu-se. Paciência! Tomámos meia de leite com um bolo e toca a atravessar a rotunda 8 de Março,

onde impera, no seu centro, uma escultura alusiva ao Dia da Mulher,

mesmo ao lado do Mercado Municipal.

Segundo nos conta o Eroski Consumer, quando nos fala desta etapa, Cee esteve povoada na antiguidade pelos Nérios. Até ao século XII foi uma pequena vila agrícola e, atualmente, é o maior município da Costa da Morte, com cerca de 8 000 habitantes.
Continuámos a andar pelas ruas de Cee, com vista sobre Corcubión do outro lado da ria,

e dirigindo-nos para lá.
Deixamos alguns pormenores/aspetos das ruas de Corcubión, por onde passámos.

(Pormenor I)

(Pormenor II)

(Pormenor III)

(Capilla del Pillar)

(Igreja de San Marcos, na rua do mesmo nome)
Esta Igreja de San Marcos, ainda segundo o sítio do Eroski, acima referido, substitui a antiga paroquial de San Andrés de Canle. Está declarada como Bem de Interesse Cultural (BIC). É uma construção em estilo gótico marinheiro, ainda que tenha algumas partes barrocas e mesmo neogóticas, como é o caso da sua fachada principal.
A partir da rua Mercedes e do Campo do Rollo,

deixámos o mar e a costa e começámos a subir por uma calçada, embrenhando-nos mais para o interior, evitando os alcantilados e escarpas sobre o mar.

Tomámos a dianteira para «congelarmos» este momento

- o tio Florens e o sobrinho Antón, tendo como pano de fundo a panorâmica de Cee e Corcubión, entrelaçadas pela enseada (ria).

Se até aqui o tempo, se de nublado e chuviscoso, a partir daqui, as nuvens carregavam mais e a chuva começou a cair com mais força. E foi com este tempo que passámos em Amarela, Estrode e Sardiñeiro.

Depois de Sardiñeiro, descendo, atravessámos a estrada e seguimos por este caminho.

Ultrapassámos um grupo de peregrinos, cuja chuva não nos permitiu dar dois dedos de conversa,

e, daqui, avistávamos o areal da Langosteira, com o Cabo (Faro) Fisterra ao fundo.

A chuva não tinha modos de nos largar, chovendo agora copiosamente, ou como costumamos dizer, a potes, enquanto ultrapassávamos o extenso areal e praia da Langosteira.

A certa altura, Florens, já vergado pela intensa chuva que caía, e porque não dizê-lo, com uma certa «larica», dá sinal de alarme:
- o primeiro café ou bar que encontremos, paramos. Isto é chuva a mais!
Não gostamos de parar e ficar com a roupa molhada no corpo. Encontrámos, finalmente, um café/bar. Entrámos.

E, logo que entrámos, de imediato, fomos à casa de banho para mudarmos de roupa: temia pelo resfriado. Roupa mudada, agora mais composto e confortável, pedimos a ementa e almoçámos. Comemos. Tomámos café. Mas a chuva não aliviava.
Pelas nossas contas, o café/bar estaria distante do Centro uns sensíveis dois quilómetros. Enchemos o peito e saímos do estabelecimento, mesmo com chuva, para acabarmos de percorrer o areal da Langosteira,

que nos levaria, após uma ligeira subida à zona urbana de Fisterra.

Entrámos pelo bairro de San Roque, passando junto à Cruz de Baixar.

Mesmo a chover, Florens e Antón fizeram questão de, nesta Cruz, tirarem uma foto. Para que se constasse.

Apresentamos 5 trechos e/ou pormenores do percurso em Fisterra até que chegámos ao Centro.

(Trecho I – Mar na Langosteira)

(Pormenor I)

(Pormenor II)

(Edifício da Casa do Concello)

(Centro, onde se localiza um Monumento ao Emigrante)
Sabíamos, pelo primeiro Caminho que fizemos, onde se situava o albergue público. Por isso, encaminhámo-nos para lá.

Infelizmente estava fechado, indicando aos peregrinos que estava para obras. Em plena primavera! Na verdade, pensávamos que a questão é outra, ou seja, a «política» agora é de acabar com os albergues públicos, em certas localidade, e apostar nos privados.
Sendo assim, daqui partimos para a Oficina de Turismo a fim de obtermos a nossa «Fisterrana».
Depois fomos saber de um albergue. Alojámo-nos no Aras que, quanto a serviço, era razoável.

O albergue está dividido em compartimentos ou salões, com camaratas. Ficámos numa com portugueses e uma italiana, que chegou mais tarde.
Tomámos banho e pusemos a nossa roupa a secar.
Ainda deitámos o nariz fora do albergue para ver de podíamos dar uma volta mais completa por Fisterra. Mas não saímos. Continuava ainda a chover. E fazia um pouco de vento. Deixámo-nos estar no albergue. Conversámos um pouco com os outros peregrinos e deitámo-nos a descansar, a ponto de ainda passarmos um pouco pelas «brasas».
Aproximando-se a hora do jantar e com o tempo um pouco mais aliviado, saímos da «toca» e dirigimo-nos para a zona do porto de Fisterra, onde os restaurantes abundam.
Deixamos 5 cenários do nosso percurso até ao restaurante.

(Cenário I)

(Cenário II)

(Cenário III)

(Cenário IV)

(Cenário V)
Florens e Antón, esperavam por nós, enquanto nos entretínhamos a tirar umas fotos ao Monumento ao Emigrante.

Foi nesta zona, num restaurante lá ao fundo, que jantámos.

Depois do jantar, num lugar bem catita e virado para o largo e para o porto, fomos para o albergue. Havia mais para andar no dia seguinte.
Eram 4 horas e 30 minutos da manhã e já estávamos acordado e desperto. Não conseguíamos dormir, sabe-se lá porquê.
Logo que vimos gente a pôr-se a pé, também o fizemos. E muito cedo estávamos pronto para irmos até ao Cabo (Faro) de Fisterra, donde se iniciaria a nossa etapa que nos levaria até Lires.
Apresentamos o percurso e o perfil da etapa.

(Fonte:- Eroski Consumer, adaptado)
Andámos, nesta etapa, 28 Km 760 metros.
PANORÂMICA SOBRE O PORTO DE FISTERRA

Deixamos aos(às) nossos(as) leitores(as) o diaporama da etapa para visualização.
CAMINHO DE SANTIAGO – EPÍLOGO – 4ª ETAPA:- HOSPITAL-FISTERRA


