Sexta-feira, 25 de Maio de 2018

Memórias de um andarilho - Caminho Português Interior de Santiago - 10ª e última etapa (Outeiro-Santiago de Compostela)

 

 

MEMÓRIAS DE UM ANDARILHO

 

CAMINHO PORTUGUÊS INTERIOR DE SANTIAGO

13.maio.2017

 

10ª etapa:- Outeiro/Vedra – Santiago de Compostela

00.- CPIS - 10ª e Última etapa (Outeiro-Vedra-Santiago) (171)

Qualquer informação sobre esta etapa, podemos obtê-la junto dos seguintes sítios da internet, onde nos podemos inteirar sobre os pormenores de cada troço destes 16, 7 Km, que esta etapa tem:

 

Logo após o final desta última etapa do Caminho Português Interior de Santiago, que o iniciámos desde a nossa porta de casa, em Chaves, não fizemos qualquer registo ou apontamento da mesma no nosso Bloco de Notas.

 

Foi necessário termos ido para férias e, no dia 2 de junho de 2017, na praia de Santa Maria, na ilha do Sal, Cabo Verde, e nas vésperas de uma caminhada na ilha de Santo Antão, escrevermos uma sucinta reportagem do essencial desta etapa do Caminho.

 

Levantámo-nos, como de costume, por volta da 7 horas da manhã e, logo após comermos um frugal pequeno-almoço, pusemo-nos a Caminho.

 

O dia, com nuvens densas no céu, ameaçando, não prometia grande coisa.

 

No início, os troços que percorremos eram agradáveis de se andar.

 

Saímos do albergue com o sol  a começar a nascer

01.- CPIS - 10ª e Última etapa (Outeiro-Vedra-Santiago) (2)

e, com as nossas passadas, Lestedo e Rubial, primeiro, e depois, Deseiro de Arriba, A Susana, Cañoteiro de Marrazos e Vixoi, iam desfilando,

02.- CPIS - 10ª e Última etapa (Outeiro-Vedra-Santiago) (3)

(Panorama I)

03.- CPIS - 10ª e Última etapa (Outeiro-Vedra-Santiago) (6)

(Panorama II)

04.- CPIS - 10ª e Última etapa (Outeiro-Vedra-Santiago) (12)

(Panorama III)

cada uma delas apresentando as suas latadas

05.- CPIS - 10ª e Última etapa (Outeiro-Vedra-Santiago) (13)

(Panorama I)

06.- CPIS - 10ª e Última etapa (Outeiro-Vedra-Santiago) (14)

(Panorama II)

07.- CPIS - 10ª e Última etapa (Outeiro-Vedra-Santiago) (25)

(Panorama III)

08.- CPIS - 10ª e Última etapa (Outeiro-Vedra-Santiago) (48)

(Panorama IV)

09.- CPIS - 10ª e Última etapa (Outeiro-Vedra-Santiago) (59)

(Panorama V)

e o infindável verde,

10.- CPIS - 10ª e Última etapa (Outeiro-Vedra-Santiago) (33)

(Panorama I)

11.- CPIS - 10ª e Última etapa (Outeiro-Vedra-Santiago) (39)

(Panorama II)

12.- CPIS - 10ª e Última etapa (Outeiro-Vedra-Santiago) (42)

(Panorama III)

13.- CPIS - 10ª e Última etapa (Outeiro-Vedra-Santiago) (46)

(Panorama IV)

a lembrar-nos o nosso Minho, e os sempre presentes cruzeiros

14.- CPIS - 10ª e Última etapa (Outeiro-Vedra-Santiago) (7)

(Cruzeiro I)

15.- CPIS - 10ª e Última etapa (Outeiro-Vedra-Santiago) (35)

(Cruzeiro II)

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(Cruzeiro III)

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(Cruzeiro IV)

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(Cruzeiro V)

 e marcos jacobeus,

19.- CPIS - 10ª e Última etapa (Outeiro-Vedra-Santiago) (73)

(Marco dos 6, 386 KM)

20.- CPIS - 10ª e Última etapa (Outeiro-Vedra-Santiago) (82)

(Marco dos 4, 997 Km)

21.- CPIS - 10ª e Última etapa (Outeiro-Vedra-Santiago) (112)

(Marco dos 3,949 KM)

tudo feito a, cada vez mais, passadas céleres: não só para chegarmos a Santiago cedo, mas também porque a chuva, cada vez mais, ameaçava fustigar-nos.

22.- CPIS - 10ª e Última etapa (Outeiro-Vedra-Santiago) (32)

Mas sempre fomos tirando uma ou outra fotografia…

23.- CPIS - 10ª e Última etapa (Outeiro-Vedra-Santiago) (52)

(Panorama I)

24.- CPIS - 10ª e Última etapa (Outeiro-Vedra-Santiago) (63)

(Panorama II)

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(Panorama III)

apesar de o nevoeiro impedir-nos de obter panorâmicas do entorno por onde passávamos, ao ponto de não nos ter sido possível ver as torres da Catedral de Santiago quando passávamos pelo «Monte do Gozo» deste Caminho.

 

Na passagem por Vixoi, a capela de Santa Luzia,

26.- CPIS - 10ª e Última etapa (Outeiro-Vedra-Santiago) (88)

a fonte

27.-CPIS - 10ª e Última etapa (Outeiro-Vedra-Santiago) (90)

e o rio.

28.- CPIS - 10ª e Última etapa (Outeiro-Vedra-Santiago) (91)

Na passagem pelo Caminho Real de Piñeiro, esta latada ao longo deste troço de Caminho.

29.- CPIS - 10ª e Última etapa (Outeiro-Vedra-Santiago) (100)

Somente na Calçada do Sar  nos foi possível ver as torres da Catedral.

30.- CPIS - 10ª e Última etapa (Outeiro-Vedra-Santiago) (126)

(Perspetiva I)

31.- CPIS - 10ª e Última etapa (Outeiro-Vedra-Santiago) (127)

(Perspetiva II)

Mas, a partir daqui, começou a chover tão intensamente que muito dificilmente podíamos utilizar as câmaras fotográficas.

 

Passámos pela Ponte do Sar,

32.- CPIS - 10ª e Última etapa (Outeiro-Vedra-Santiago) (129)

nas proximidades da Colegiada de Santa Maria do Sar. Ali estava-se a levantar as tendas da Feira «Sar no Medievo».

33.- CPIS - 10ª e Última etapa (Outeiro-Vedra-Santiago) (134)

E, na passagem por estas bandas, a chuva caía tão intensamente que tivemos de nos recolher, por uns minutos, debaixo deste viaduto.

34.- CPIS - 10ª e Última etapa (Outeiro-Vedra-Santiago) (136)

Ao longe, ainda conseguíamos ver edifícios emblemáticos da Cidade da Cultura de Santiago.

35.- CPIS - 10ª e Última etapa (Outeiro-Vedra-Santiago) (137)

(Edifício I)

36.- CPIS - 10ª e Última etapa (Outeiro-Vedra-Santiago) (138)

(Edifício II)

Com um tempo assim, não nos interessava captar qualquer pormenor. O que mais desejávamos era chegar à Praça do Obradoiro e à Catedral.

 

Por isso, deixámos o traçado oficial do Caminho na cidade e fomos por aquele que nos pareceu mais direto. Logo, não entrámos pela Porta de Mazarelos, uma das sete que a cidade tinha, e, segundo pensamos, a única que praticamente se encontra de pé.

 

Chegados à Praça do Obradoiro,

37.- CPIS - 10ª e Última etapa (Outeiro-Vedra-Santiago) (148)

(Perspetiva I)

38.- CPIS - 10ª e Última etapa (Outeiro-Vedra-Santiago) (149)

(Perspetiva II)

continuando a chover copiosamente, recolhemos nas arcadas do edifício da Presidência da Xunta da Galicia,

39.- CPIS - 10ª e Última etapa (Outeiro-Vedra-Santiago) (150)

que fica em frente à Catedral, ainda com obras de restauro e conservação.

40.- CPIS - 10ª e Última etapa (Outeiro-Vedra-Santiago) (140)

Aqui, quer o Zé, quer o Rod mudaram de roupa. Mas de nada lhes valeu. Ao saírem para levantarem a Compostelana, como continuasse a chover, ficaram outra vez molhados.

 

Foi, assim, ainda sob chuva intensa, que nos dirigimos à Oficina do Peregrino, perto das Praça das Praterías, para levantarmos as Compostelanas.

41.- CPIS - 10ª e Última etapa (Outeiro-Vedra-Santiago) (179)

Mas batemos com o nariz na porta. A Oficina do Peregrino tinha-se mudado!

 

Tivemos, outra vez, de atravessar a Praça do Obradoiro e, pelo início do Caminho que, do Obradoiro, vai a Fisterra, descermos e, na primeira esquina, virarmos à direita. Eram instalações novas. E estava gente em barda para levantarem a sua Compostelana. A chuva continuava a cair, a cair…

 

Agora, como aparte. Isto da Compostelana é tudo uma impostura. Muitos a levantam e, na nossa modesta opinião, nem 30 Km andaram no Caminho. O negócio dos táxis para transporte de «peregrinos» é o que está a dar. Outros, como nós, levantam a Compostelana mas, na verdade, pouco significado, em termos de fé, tem para nós. Confessemos a nossa incongruência!

 

Quanto a este aspeto – bem assim quanto aos troços do Caminho entre Outeiro e Santiago, efetuado em 2007 - damos aqui como inteiramente reproduzidas as considerações que, no dia 10 de março de 2012, fazíamos quanto a este assunto no post daquela que, na altura, foi a nossa 6ª etapa do Caminho da Via de la Plata ou Sanabrês, iniciado em Laza.

 

Em conclusão, gostamos de fazer os Caminhos de Santiago pela boa sinalização das veredas e organizada estrutura dos serviços montados, mas, essencialmente, pelo puro prazer de andarmos pela natureza; atingir objetivos de esforço; conhecer novas gentes. Gente que, como nós, tem a mesma matriz. Costumamos dizer, em tom de brincadeira para os nossos amigos galegos, que nós, portugueses, somos galegos do sul, e que eles, os nossos irmãos galegos, os portugueses do norte. Cremos que, a maioria de nós, é assim que nos sentimos.

 

Qualquer intuito de fé, percorrendo os Caminhos de Santiago, não temos! E não sabemos dizer se feliz ou infelizmente. Cada um é como é. O que interessa é o respeito que a todos devemos, independentemente das convicções ou crenças de cada um!

 

O Zé foi assistir à Missa do Peregrino. Nós estávamos para entrar mas, depois, desistimos. Exigiam-nos três euros para depositarmos as mochilas, pois não podíamos entrar com elas na Catedral. Compreendemos as razões de segurança; não entendemos o negócio que se faz a propósito da mesma. Tudo se paga agora; tudo é reduzido ao vil metal. Numa cidade que se diz de peregrinação! Mas, quanto a isto, o que podemos nós, portugueses, dizer? Não temos Santiago, mas temos Fátima!...

 

Tendo aliviado entretanto o tempo, e enquanto o Zé não saía da Catedral, percorremos algumas lojas da cidade à procura de «flechas» amarelas para a nossa boina. Mas não encontrámos a que queríamos.

 

Fomos, como já é nosso hábito, almoçar à Casa Manolo,

42.- CPIS - 10ª e Última etapa (Outeiro-Vedra-Santiago) (200)

na Praça Cervantes. Aqui come-se bem e barato. E todos ficam satisfeitos.

43.- CPIS - 10ª e Última etapa (Outeiro-Vedra-Santiago) (202)

Tendo, finalmente, deixado de chover, depois do almoço, começámos a descer para a Estação de Caminho de Ferro de Santiago para tomarmos o comboio para Ourense, onde ali Bel ficou de nos ir buscar.

 

No percurso até à Estação, íamo-nos despedindo de conhecidos que encontrámos pelo Caminho.

44.- CPIS - 10ª e Última etapa (Outeiro-Vedra-Santiago) (214)

Dois lugares de passagem em Santiago de Compostela para nós emblemáticos:

  • A estátua de Afonso II, o Casto, o primeiro peregrino de Santiago, ao lado da Faculdade de Geografia e História da Universidade de Santiago de Compostela

45.- CPIS - 10ª e Última etapa (Outeiro-Vedra-Santiago) (209)

  • e o edifício do Parlamento da Galiza.

46.- CPIS - 10ª e Última etapa (Outeiro-Vedra-Santiago) (219)

Ficámos no café da estação a fazer horas até ao horário do nosso «Avant» que, em exatamente 38 minutos, nos deixava em Ourense.

47.- CPIS - 10ª e Última etapa (Outeiro-Vedra-Santiago) (227)

Deixaram-nos em Chaves e os nossos companheiros/peregrinos, depois de uns poucos minutos em nossa casa, partiram para a Vila.

 

Dois apontamentos finais, breves.

 

Este nosso Caminho teve dois andamentos ou dinâmicas: um, de Chaves até Allariz; o outro, de Allariz a Santiago, com a entrada no grupo do Zé. É muito importante as dinâmicas quando se caminha. Não gostamos de caminhar com muita gente. Quatro pareceu-nos o grupo ideal, para além, evidentemente, das personalidades das pessoas que nos acompanham. Apreciamos muito a companhia de Florens – com os mesmos gostos e a mesma passada – que faz dele o nosso companheiro privilegiado de caminhadas pela natureza; gostámos da companhia jovial de Rod, com toda a sua ternura de trato e capacidade de suplantar dificuldades neste seu primeiro Caminho de folgo; foi um privilégio caminhar ao lado do Zé, falando de coisas da vida que nos são comuns, quer em termos pessoais, quer em assuntos base daquilo que foi as nossas ocupações (e preocupações) profissionais.

 

O segundo apontamento. Florens em todos os Caminhos que fizemos, fazia-nos um cajado (o rapaz gosta e tem jeito para estas coisas!). Neste Caminho, a dinâmica mudou – e falou mais alto - com a entrada de Rod, seu filho. Não houve, pois, tempo ou vagar ou paciência para se ocupar do cajado para o «velho».

 

Nesta última etapa, no seu último terço do percurso, num muro, estava pousada uma cana da Índia. O Florens e o Rod ainda pegaram nela. Mas deixaram-na encostada à parede. Nós vínhamos um pouco mais atrás. Pegámos nela e trouxemo-la. A vida é assim. O Florens não nos fez o acostumado cajado do Caminho; o Caminho encarregou-se de no-lo dar. A cana era grande, mas muito boa. Hoje faz parte do espólio deste Caminho, junta com uma vieira e uma cabaça.

 

Cremos que não vamos fazer mais nenhum Caminho com o Florens. Para nós, os Caminhos com ele acabaram aqui. Em princípio… porque não está fora o Caminho Sanabrês desde Granja de Moreruela até Laza e, quem sabe - e se as forças nos permitirem -, o Caminho Francês, desde o seu início até O Cebreiro, na Galiza.

 

Mas, pela nossa parte, em termos de caminhadas de envergadura, estamos agora mais apostados nas veredas de Portugal, em particular no Norte, e na vizinha Galiza.

 

 Apresentam-se os dados desta 10ª etapa referentes à distância percorrida e respetiva duração

48.- 10ª etapa 01

bem assim da nossa velocidade e da elevação do percurso.

49.- 10ª etapa 02

Deixamos ao visionamento dos nossos(as) leitores(as) do diaporama sobre esta

 

10ª E ÚLTIMA ETAPA DO CAMINHO PORTUGUÊS INTERIOR DE SANTIAGO (OUTEIRO – SANTIAGO DE COMPOSTELA)

50.- CPIS - 10ª e Última etapa (Outeiro-Vedra-Santiago) (197)


publicado por andanhos às 09:46
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