Quarta-feira, 23 de Maio de 2018

Memórias de um andarilho - Caminho Português Interior de Santiago - 9ª etapa (Silleda-Outeiro/Vedra)

 

 

MEMÓRIAS DE UM ANDARILHO

 

CAMINHO PORTUGUÊS INTERIOR DE SANTIAGO

12.maio.2017

 

9ª etapa:- Silleda – Outeiro/Vedra

00.- CPIS - 9ª etapa (Silleda-Outeiro-Vedra) (152)

 A exemplo do que aconteceu com o relato da anterior etapa (Castro de Dozón-silleda), não vamos fazer o relato circunstancial de todos os troços do Caminho por onde passámos nesta etapa. Como não encontrámos uma única etapa que vá de Silleda ao albergue de São Pedro de Vilanova , mais conhecido como do Outeiro, no concello de Vedra, recomenda-se a consulta de dois sítio da internet:

 

Para este post verteremos simplesmente o que o nosso Bloco de Notas registou quando, no albergue de Outeiro, escrevíamos sobre as partes que, para nós, foram mais significativas e de realce nesta etapa.

 

 

***

 

 

Iniciámos esta penúltima etapa do nosso Caminho com chuva, logo nos primeiros quilómetros. Para não variar.

 

Foi um percurso que não ofereceu dificuldades de maior, embora estivéssemos com receio da descida para Ponte de Ulla. Lembrávamo-nos do que nos tinha acontecido há dez anos! Mas, felizmente, os perto de 26 Km desta etapa fizeram-se sem grandes dificuldades.

 

Saímos de Silleda e, percorrendo o seu troço urbano, entrámos no meio rural

01.- CPIS - 9ª etapa (Silleda-Outeiro-Vedra) (3)

desta Galiza verde,

02.- CPIS - 9ª etapa (Silleda-Outeiro-Vedra) (6)

Abeirando-nos das aldeias de Foxo, San Fiz e Devesa.

03.- CPIS - 9ª etapa (Silleda-Outeiro-Vedra) (20)

(Panorama I)

04.- CPIS - 9ª etapa (Silleda-Outeiro-Vedra) (21)

(Panorama II)

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(Panorama II)

Percorridos 7 Km entrávamos em A Bandeira.

06.- CPIS - 9ª etapa (Silleda-Outeiro-Vedra) (26)

Num Café/Bar local, já encharcados da água da chuva, parámos para fazer o reforço do nosso pequeno -almoço.

07.- CPIS - 9ª etapa (Silleda-Outeiro-Vedra) (27)

Quando saímos do Café/Bar, o tempo aliviou um bocadinho.

 

Passámos em frente do edifício do concello de A Bandeira

08.- CPIS - 9ª etapa (Silleda-Outeiro-Vedra) (29)

e, logo de seguida, penetrávamos, outra vez, no verde,

09.- CPIS - 9ª etapa (Silleda-Outeiro-Vedra) (34)

enquanto ultrapassávamos um grupo de peregrinos: uns, caminhando compenetrados;

10.- CPIS - 9ª etapa (Silleda-Outeiro-Vedra) (40)

outros, esperando uns pelos outros.

11.- CPIS - 9ª etapa (Silleda-Outeiro-Vedra) (39)

Rod e Florens, no meio deles, vinham em amena cavaqueira.

12.- CPIS - 9ª etapa (Silleda-Outeiro-Vedra) (41)

O nevoeiro começava a levantar-se do chão dos campos, dirigindo-se para os altos.

13.- CPIS - 9ª etapa (Silleda-Outeiro-Vedra) (54)

Pelas nossas passadas desfilavam as aldeias de Vilariño e Piñeiro.

14.- CPIS - 9ª etapa (Silleda-Outeiro-Vedra) (48)

(Panorama I)

15.- CPIS - 9ª etapa (Silleda-Outeiro-Vedra) (56)

(Panorama II)

Até que nos aproximávamos de San Martín de Dornelas.

16.- CPIS - 9ª etapa (Silleda-Outeiro-Vedra) (74)

Chegados a San Martín de Dornelas,

17.- CPIS - 9ª etapa (Silleda-Outeiro-Vedra) (82)

cuja sua igreja está integrada na Rota do Românico,

18.- CPIS - 9ª etapa (Silleda-Outeiro-Vedra) (91)

fizemos uma ligeira pausa para observarmos mais de perto esta igreja.

19.- CPIS - 9ª etapa (Silleda-Outeiro-Vedra) (92)

Umas centenas de metros à frente, o nosso «speed González» Zé «desembestou» do pelotão e foi estrada.

 

Pelos vistos, Zé dito na véspera ao Florens que, durante esta etapa, iria fazer um troço a «solo». Nós não sabíamos e, não lhe dando mais na vista, ficámos preocupados.

 

Nas proximidades de San Miguel de Castro, encontrando esta «maior»,

20.- CPIS - 9ª etapa (Silleda-Outeiro-Vedra) (114)

aproveitando uma aberta, tomando sol, parámos para falar com ela, perguntando-lhe se tinha visto um companheiro peregrino. A simpática velhinha, rindo-se, responde-nos: “que ya está bien lejos”…

 

Apenas o fomos encontrar em Ponte de Ulla, calmamente bebendo uma cerveja, num café local, e já com a sua Credencial devidamente selada.

 

Descansámos e entrámos na nossa passada normal.

 

Em San Miguel de Castro, dividindo estradas e informando-nos da direção do nosso Caminho,

21.- CPIS - 9ª etapa (Silleda-Outeiro-Vedra) (109)

esta singela ermita dedicada a Santiago.

22.- CPIS - 9ª etapa (Silleda-Outeiro-Vedra) (111)

E começámos a descer para Ponte de Ulla, vislumbrando por entre as árvores do Caminho, lindas paisagens verdejantes.

23.-CPIS - 9ª etapa (Silleda-Outeiro-Vedra) (116)

(Panorama I)

24.- CPIS - 9ª etapa (Silleda-Outeiro-Vedra) (117)

(Panorama II)

25.- CPIS - 9ª etapa (Silleda-Outeiro-Vedra) (122)

(Panorama III)

Até que, a determinada altura, do alto, vislumbrámos a nova ponte ferroviária (do AVE).

26.- CPIS - 9ª etapa (Silleda-Outeiro-Vedra) (128)

Continuámos a descer. 

27.-CPIS - 9ª etapa (Silleda-Outeiro-Vedra) (131)

E a ponte nova, em vez da ponte velha, torna-se-nos omnipresente.

27a.- CPIS - 9ª etapa (Silleda-Outeiro-Vedra) (135)

Já no fundo da descida,

28.- CPIS - 9ª etapa (Silleda-Outeiro-Vedra) (140)

prestes a entrar em Ponte de Ulla, não nos saía da cabeça as dores no joelho que sentira há dez anos quando por aqui passava.

 

Nas proximidades da ponte rodoviária de Ulla,

29.- CPIS - 9ª etapa (Silleda-Outeiro-Vedra) (142)

apreciávamos o desvelo com que esta senhora cuidava da sua hortinha!

30.- CPIS - 9ª etapa (Silleda-Outeiro-Vedra) (141)

Fizemos uma pausa num Bar/Restaurante mesmo perto da ponte rodoviária sobre o rio Ulla.

 

O grande efeito visual da outra ponte, ferroviária foi quebrado pela nova ponte ferroviária do AVE (comboio de alta velocidade espanhol) e pela vegetação que, deste local, onde nos encontrávamos, não deixava ver praticamente nada da antiga.

31.- CPIS - 9ª etapa (Silleda-Outeiro-Vedra) (151)

Agora a ponte do AVE vê-se razoavelmente e, parece-nos, procura imitar a outra (a velha).

 

Depois de bebermos umas cervejolas e de tirarmos umas fotos com este simpático e comunicativo peregrino de Barcelona,

32.- CPIS - 9ª etapa (Silleda-Outeiro-Vedra) (159)

almoçámos, provando as boas tortilhas do Café/Restaurante.

 

A bacia do rio Ulla e a segunda mais importante da Galiza. Este rio vai desaguar à ria Arosa, depois de ter percorrido 130 Km.

 

Satisfeitos com a comida e com o bom convívio, faltava-nos fazer o quarto e último troço deste nosso Caminho de hoje – Ponte de Ulla-Outeiro/Vedra. Mas, primeiro, havia que comprar mantimentos, não só para o jantar como para o pequeno-almoço do dia seguinte, pois, na localidade onde se situa o albergue, não existe qualquer serviço.

 

Passando pela Igreja da Madalena, com uns bonitos sinos apoiados, cada um, em sua vieira,

33.- CPIS - 9ª etapa (Silleda-Outeiro-Vedra) (167)

por este lavadouro

34.- CPIS - 9ª etapa (Silleda-Outeiro-Vedra) (175)

 e este recanto, pequena área de descano, com o seu cruzeiro,

35.- CPIS - 9ª etapa (Silleda-Outeiro-Vedra) (176)

dirigimo-nos a um supermercado. Florens sugeriu que fizéssemos à noite uma massinha de atum. Ele e o Zé encarregaram-se de adquirir todos os componentes, não só para o jantar como também para o pequeno-almoço do dia seguinte.

 

Distribuída a carga suplementar dos produtos comprados, pelas mochilas dos quatro, começámos a nossa subida em direção ao albergue.

 

Quando, em 2007, fizemos este Caminho, também ficámos no albergue do Outeiro. Todavia, como tinha ficado lesionado de um joelho na descida para Ponte de Ulla, e tive de ir de táxi, de Ponte de Ulla, para o albergue, não conhecia este último troço da nossa etapa de hoje.

 

Recordo-me que foi com enorme sacrifício que, em 2007, fiz para, durante quase 17 Km, me arrastar de Outeiro/Vedra até Santiago de Compostela

 

Na etapa de hoje não foi assim. Fiz todo o troço a pé. E feliz. Afinal acabava de fazer todos os quilómetros deste Caminho sem qualquer ajuda suplementar.

 

Saindo de Ponte de Ulla, passámos pela ponte-corredor do Pazo de Vistalegre.

36.- CPIS - 9ª etapa (Silleda-Outeiro-Vedra) (186)

A partir daqui,

37.- CPIS - 9ª etapa (Silleda-Outeiro-Vedra) (190)

mais uma vez, o Zé «desembestou» por ali acima e não mais o vimos, a não ser já perto do albergue. Um autêntico papa léguas!

 

Logo a seguir à passagem pelo Pazo de Vistalegre, dirigimo-nos para a estrada N-525, donde se tem uma bela vista panorâmica da nova ponte ferroviária sobre o rio Ulla.

38.- CPIS - 9ª etapa (Silleda-Outeiro-Vedra) (195)

Cruzámo-nos com ele casal de peregrinos,

39.- CPIS - 9ª etapa (Silleda-Outeiro-Vedra) (194)

que vinham fazendo o Caminho em sentido contrário.

 

Subindo sempre, ora caminhando pelo asfalto, ora por um caminho florestal, chegávamos à fonte

40.- CPIS - 9ª etapa (Silleda-Outeiro-Vedra) (215)

 e à capela de Santiaguiño, edificada em 1676.

41.- CPIS - 9ª etapa (Silleda-Outeiro-Vedra) (209)

Faltavam poucos metros para cumprirmos os 4,6 Km oficias deste último troço da etapa e entrarmos no albergue.

42.- CPIS - 9ª etapa (Silleda-Outeiro-Vedra) (226)

O albergue de São Pedro de Vilanova,

43.- CPIS - 9ª etapa (Silleda-Outeiro-Vedra) (220)

pertencente ao ayuntamiento de Vedra, pois é assim que oficialmente se chama o do Outeiro, fica num alto. Embora não tenha grandes vistas, embora com um entorno rural muito agradável,

44.- CPIS - 9ª etapa (Silleda-Outeiro-Vedra) (240)

com os sempre esperados prados verdejantes e o gado a pastar.

45.- CPIS - 9ª etapa (Silleda-Outeiro-Vedra) (237)

É um albergue de 4,5 estrelas. Para mim não leva 5 porque não tem internet!

 

Depois de resolvidas todas as formalidades administrativas com a simpática albergueira, acomodarmo-nos na camarata, tomado banho, e o Rod ser assistido nas suas feridas dos pés pelo Florens,

46.- CPIS - 9ª etapa (Silleda-Outeiro-Vedra) (252)

e descansado um pouco, saímos para tirar uma fotos ao exterior do albergue.

47.- CPIS - 9ª etapa (Silleda-Outeiro-Vedra) (231)

(Pormenor I)

48.- CPIS - 9ª etapa (Silleda-Outeiro-Vedra) (245)

(Pormenor II)

Enquanto, na camarata, escrevíamos as nossas impressões do dia no nosso Bloco de Notas, o cozinheiro-mor, Florens, fazia-nos a «massinha» como nos dizia. E, por acaso, até estava saborosa. Agora é que não sabemos se era da fome e da habilidade do chef já habituado a estas andanças.

 

Entretanto, ao cair do dia, começa a chover. E o céu pressagiava que a etapa do dia a seguir, para variar, também viria com molho…

 

Deitámo-nos esperançosos. Até porque era a última também.

 

 Apresentam-se os dados desta 9ª etapa referentes à distância percorrida e respetiva duração

49.- 9ª etapa 01 (1)

bem assim da nossa velocidade e da elevação do percurso.

50.- 9ª etapa 01 (2)

Deixamos ao visionamento dos nossos(as) leitores(as) do diaporama sobre esta

 

9ª ETAPA DO CAMINHO PORTUGUÊS INTERIOR DE SANTIAGO (SILLEDA – OUTEIRO/VEDRA)

 

51.- CPIS - 9ª etapa (Silleda-Outeiro-Vedra) (96)

 


publicado por andanhos às 16:24
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