Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

andanhos

andanhos

Memórias de um andarilho - Caminho Português Interior de Santiago - 7ª etapa (Oseira-Castro de Dozón)

 

 

MEMÓRIAS DE UM ANDARILHO

 

CAMINHO PORTUGUÊS INTERIOR DE SANTIAGO

10.maio.2017

 

7ª etapa:- Oseira-Castro de Dozón

000.- CPIS - 7ª etapa (Oseira-Castro de Dozón) (21)

 ORA...

Acordámos com dor de costas. Pensávamos ser outras coisa, mas afinal foi do raio do colchão da cama que fazia uma cova!

 

Zé tinha combinado, na véspera, com a menina de receção, que esta iria chamar, pelas 7 horas e 30 minutos, a malta para, aqueles que quisessem, poderem estar presentes na eucaristia, celebrada na capela do mosteiro.

 

Esperou, esperou-se… e a menina falhou por falta de comparência.

 

Durante o tempo de espera, tomámos o pequeno-almoço a seco, constituído pelo pão que tínhamos comprado na véspera em Cea, fruta e chocolate, estes dois últimos produtos foram adquiridos, também na véspera, na receção do mosteiro.

 

Enquanto se esperava pela menina – que, afinal, não cumpriu, ou então, esqueceu-se – tirámos um conjunto de fotos no albergue:

  • primeiro, uma visão de conjunto do dormitório do albergue;

01.- CPIS - 7ª etapa (Oseira-Castro de Dozón) (15)

  • segundo, à roda das 24 horas dos irmãos do mosteiro e,

02- .- CPIS - 7ª etapa (Oseira-Castro de Dozón) (12)

  • finalmente, no calafetário, a um conjunto de posts que nos relatam a história do cristianismo.

 

Ainda tirámos uma foto aos nossos três companheiros/peregrinos, junto da roda das horas e do Cristo do Camino

03.- CPIS - 7ª etapa (Oseira-Castro de Dozón) (40)

e, como a menina não aparecia, tomámos a decisão de partir e pormo-nos a Caminho.

 

Hoje não tínhamos pressa. A etapa era uma passeata – mais ou menos 12 Km, de acordo com os dados oficiais. Foi assim planeado pelo Florens para compensar o esforço dos últimos dois dias.

 

Ao sol radiante da véspera, sucedeu um tempo com nuvens, ameaçando chuva, o que, no final da etapa, veio a acontecer.

 

 Logo à saída de Oseira, tivemos pela frente, primeiro, o asfalto,

04.- CPIS - 7ª etapa (Oseira-Castro de Dozón) (49)

depois, por caminho de pé posto, uma dura e abrupta encosta.

05.- CPIS - 7ª etapa (Oseira-Castro de Dozón) (61)

O que valeu foram as belas vistas que se tinha, ao fundo, para o cenóbio.

06.- CPIS - 7ª etapa (Oseira-Castro de Dozón) (59)

A primeira parte desta nossa pequena etapa, decorreu sobre um trilho irregular e pedregoso.

 

Atingimos a altitude de 820 metros, ultrapassando um desnível de 170 metros.

 

Mas estávamos perante um dos troços mais bonitos deste nosso Caminho.

 

Mostremos a subida, a esforço, dos nossos companheiros, particularmente do jovem Rod.

07.- CPIS - 7ª etapa (Oseira-Castro de Dozón) (67)

(Perspetiva I)

08.- CPIS - 7ª etapa (Oseira-Castro de Dozón) (69)

(Perspetiva II)

10.- CPIS - 7ª etapa (Oseira-Castro de Dozón) (70)

(Perspetiva III)

10.- CPIS - 7ª etapa (Oseira-Castro de Dozón) (72)

(Perspetiva IV)

Chegados ao cimo, o nevoeiro era mais abundante, começava a cerrar.

11.- CPIS - 7ª etapa (Oseira-Castro de Dozón) (73)

Zé aproveitou para fazer uma pequena pausa e, sentado no chão, meditar…

12.-CPIS - 7ª etapa (Oseira-Castro de Dozón) (75)

A partir daqui, nosso trilho, descendo

13.- CPIS - 7ª etapa (Oseira-Castro de Dozón) (77)

ia ter a uma estrada secundária e, mais uma vez, por uma vereda irregular e perigosa, na qual havia que ter cuidado para não escorregar no piso molhado,

14.- CPIS - 7ª etapa (Oseira-Castro de Dozón) (83)

fomos ter a Vilarello

15.- CPIS - 7ª etapa (Oseira-Castro de Dozón) (84)

para, depois, continuando num trilho estreito, com um solo irregular,

16.- CPIS - 7ª etapa (Oseira-Castro de Dozón) (90)

mas apresentando-nos uma vereda verdadeiramente bela,

17.- CPIS - 7ª etapa (Oseira-Castro de Dozón) (95)

chegávamos a Carballediña, pela estrada provincial OU-0404.

18.- CPIS - 7ª etapa (Oseira-Castro de Dozón) (104)

Carballediña é terra chã, de bons pastos, um verdadeiro enclave, no concello de Piñor.

 

Começava a chuviscar. Há que por os «ponchos».

 

No Caminho encontrámo-nos com este agricultor do lugar. Falou da sua vida. E, naturalmente, dos seus cães.

19.- CPIS - 7ª etapa (Oseira-Castro de Dozón) (106)

Orgulhoso, deixou-se fotografar com um seu predileto, que posou, com olhar calmo, para a nossa objetiva.

20.- CPIS - 7ª etapa (Oseira-Castro de Dozón) (113)

Antes de Outeiro das Coiras, mais uma subida.

21.- CPIS - 7ª etapa (Oseira-Castro de Dozón) (126)

Por estas bandas, deixámos as terras da província de Ourense, entrando nas de Pontevedra.

 

Entre troços bons e maus,

22.- CPIS - 7ª etapa (Oseira-Castro de Dozón) (128)

Subindo e descendo, chegámos às proximidades da Gouxa (concello de Dozón),

23.- CPIS - 7ª etapa (Oseira-Castro de Dozón) (133)

a primeira localidade de Pontevedra.

 

Aqui fizemos uma pausa. Entrámos num café

24.- CPIS - 7ª etapa (Oseira-Castro de Dozón) (144)

e tomámos, agora a sério, com café com leite, o nosso pequeno-almoço, um autêntico e verdadeiro reforço ao do albergue de Oseira, que foi a seco.

 

Por Gouxa passava a via milenária, junto destes alpendres.

25.- CPIS - 7ª etapa (Oseira-Castro de Dozón) (141)

Estes alpendres são construções tradicionais, onde se faziam as feiras e se expunham, a coberto, as mercadorias.

 

Saímos de Gouxa pelas traseiras do café, onde tomámos o pequeno-almoço reforçado e dirigimo-nos até Bidueiros. Terras fartas de gado e pastagens.

26.- CPIS - 7ª etapa (Oseira-Castro de Dozón) (156)

Entre Gouxa e Bidueiros, sensivelmente duzentos a trezentos metros da Gouxa, damo-nos conta que tínhamos perdido o nosso telemóvel. Rod, quse sempre o nosso carro vassoura, quando voltávamos para o procurar, ufano, exibia-o. Pela segunda vez, este «Caça Tesouros», tinha-nos salvo!

 

Caminhando pelo asfalto, dirigimo-nos a San Martiño, atingindo o seu alto, com 816 metros de altitude.

 

Agora era só descer, continuando no asfalto.

 

Ao longe, aparece-nos o povo de Castro de Dozón.

27.- CPIS - 7ª etapa (Oseira-Castro de Dozón) (157)

Em pouco minutos, debaixo de chuva, que começava a ficar cada vez mais intensa, chegávamos a Castro de Dozón, verdadeiramente encharcados.

 

À entrada do povo, entrámos no restaurante para almoçar.

 

Logo após o almoço, fomos para o albergue.

 

No nosso «Bloco de Notas» aparece-nos o comentário de que o albergue de Castro de Dozón é municipal e que a terra é pequena, apenas com um restaurante.

 

Possui uma singela igreja,

28.- CPIS - 7ª etapa (Oseira-Castro de Dozón) (176)

que a visitámos por dentro,

30.- CPIS - 7ª etapa (Oseira-Castro de Dozón) (172)

observando o pormenor do retábulo do seu altar-mor.

29.- CPIS - 7ª etapa (Oseira-Castro de Dozón) (166)

Na volta que demos por este pequeno povo não vimos nada de significativo a realçar. O tempo chuvoso também não dava para muitas deslocações e paragens. Fica apenas, a título de registo, um aspeto do seu entorno.

31.-CPIS - 7ª etapa (Oseira-Castro de Dozón) (180)

Ainda no nosso «Bloco de Notas» consta uma crítica não ao albergue, mas ao que nele vimos. Reza assim: “Aqui vêm ter, essencialmente, muitos turi-peregrinos. É um verdadeiro «escândalo»: andar nem sequer meia dúzia de quilómetros a pé, com o táxi a acompanhar o pessoal em sítios nevrálgicos para os levar para os albergues. Quem tem dinheiro para andar de táxi, podia muito bem também ficar em outros alojamentos e deixar em paz, e mais à-vontade, aqueles que, ou por fé ou por verdeiro espírito de caminheiro, andam todas as etapas a pé. Mas o que mais nos choca, particularmente aqui no albergue de Castro Dozón, é fazer-se publicidade deste serviço, em placares apostos nas suas paredes e porta de entrada. Uma vergonha!

 

Obviamente que o que se transcreveu é um desabafo/crítica pessoal, pois compreendemos muito bem no que os caminhos de Santiago de Compostela, hoje em dia, se transformaram…

 

Com este desabafo, hoje ficamos por aqui.

 

Apresentam-se os dados desta 7ª etapa referentes à distância percorrida e respetiva duração

32.- 7ª etapa 01 (1)

bem assim da nossa velocidade e da elevação do percurso.

33.- 7ª etapa 01 (2)

Deixamos ao visionamento dos nossos(as) leitores(as) do diaporama sobre esta

 

7ª ETAPA DO CAMINHO PORTUGUÊS INTERIOR DE SANTIAGO (OSEIRA-CASTRO DE DOZÓN)

ET LABORA

34.- CPIS - 7ª etapa (Oseira-Castro de Dozón) (10)

Mais sobre mim

imagem de perfil

StatCounter


View My Stats

rádio

ouvir-radioClique no rádio para sintonizar
blog-logo

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D

A espreitar

online