Memórias de um andarilho - Caminhada nas vias férreas portuguesas abandonadas - Linha do Sabor - 5ª etapa :- Bruçó-Mogadouro
MEMÓRIAS DE UM ANDARILHO
CAMINHADAS NAS VIAS FÉRREAS PORTUGUESAS ABANDONADAS
LINHA (DE CAMINHO DE FERRO) DO SABOR
5ª ETAPA:- BRUÇÓ - MOGADOURO
(27.junho.2012)

(Estação de Mogadouro)
Embora esta etapa apareça como a 5ª na Linha, como referimos no post anterior, o certo é que foi a antepenúltima que realizámos.
Feitos este reparo, comecemos então a reportagem da caminhada desta etapa, de 14,8 Km, nesta Linha abandonada.
E façamos já aqui um pequeno reparo. Embora a distância entre Bruçó e Mogadouro seja de 13, 759 Km, contudo, sabendo nós que os amigos companheiros – Florens e Tiago Pinto – que vinham de Duas Igrejas, já se encontravam nas proximidades de Mogadouro, algures entre Variz e Mogadouro, fomos ao seu encontro. Decorrido 1 Km, encontrámo-nos os três.
Fica aqui o registo. Primeiro, da nossa paragem, quando, via telemóvel, os dois nos avisavam que estavam perto.

Depois a paragem técnica para descanso dos pés e hidratação, face à canícula que fazia, de Tiago

Florens.

Após uma pequena paragem, mochila às costas,

voltávamos ao caminho, em direção à Estação de Mogadouro, por onde tínhamos passado há pouco tempo.
Acabámos os três na Estação de Mogadouro, onde tirámos uma série de fotos, que aqui deixamos aos nossos(as) leitores(as).
Continuámos com a máquina de filmar, por isso, as imagens não apresentam grande qualidade.
Das fotos tiradas com os nossos dois amigos – Flores e Tiago -, primeiro, apresentamos uma na nossa aproximação à antiga Estação de Mogadouro, onde, usando o zoom, se vê ao longe Mogadouro, a cerca de 5 Km da Estação;

depois, chegávamos à antiga Estação.

(Perspetiva I)

(Perspetiva II)

(Um pormenor do edifício)

(Estação, tendo por detrás, grandes silos de cereal)
Entrámos no edifício abandonado e em ruínas.
Linda arquitetura e bonitos interiores.
Mas, ficámos com um verdadeiro «dói de alma».

Que lastimável estado em que estas instalações se encontra(va)m!

***
Fizemos esta caminhada sozinho, à exceção, como acabámos de referir, do encontro com os doía amigos antes da Estação de Mogadouro.
Saíamos, de Bruçó, começava a raiar o sol.

Veja-se a Estação de Bruçó, infelizmente como a totalidade de todas as estações e apeadeiros desta antiga Linha, no estado lastimável em que se encontra(va)!

(Perspetiva I)

(Perspetiva II)
Deixámos a antiga Estação.

O canal da Linha, já não tem qualquer estrutura que indicie algum material fixo da mesma. Todo ele é tomado pela vegetação autóctone.
Tudo ao completo abandono!
Estamos no verão. No planalto transmontano é tempo da colheita do cereal. Aqui os campos não apresentam qualquer incúria ou abandono. Produzem e são úteis!
Eis, entre muitos, os cenários captados ao longo do percurso de hoje.

(Cenário I)

(Cenário II)

(Cenário III)

(Cenário IV)

(Cenário V, com um característico pombal)

(Cenário VII)
Aproximávamo-nos,

a passos largos,

da modesta povoação de Vilar do Rei, onde impera a sua Igreja.

Nesta aldeia, chamou-nos a atenção este pombo, de entre muitos que víamos enquanto caminhávamos, em cima do telhado de uma casa.

Embora caminhássemos com pé estugado, não deixámos de comtemplar esta linda flor,

bem assim esta viçosa flor de cardo que, uma vez seca, dado o seu poder coagulante, é utilizada para o fabrico de queijo.

O Apeadeiro de Vilar do Rei, um pouco mais à frente, aparece-nos.

Passámos por ele, mas não pudemos entrar, tal a quantidade de silvedo que o envolvia!

Continuámos o nosso percurso, num canal de linha, deplorável, onde não se podia passar, e totalmente votado ao abandono,

até que chegávamos à Estação de Mogadouro.
A partir daqui, já os nossos(as) leitores(as) conhecem a nossa história do restante da etapa de hoje.
Apresentamos o diaporama desta etapa realizado em março de 2013.
LINHA DO SABOR – 5ª ETAPA:- BRUÇÓ-MOGADOURO


