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andanhos

28
Abr14

Gallaecia:- Pelos Caminhos de Santiago na Galiza - Caminho Francês - Posfácio

andanhos

 

 

CAMINHO FRANCÊS

 

POSFÁCIO

 

 

O que ficou dito, nestes últimos seis posts, foi o relato da experiência de um Caminho de Santiago - o Francês - realizado já no longínquo mês de Dezembro de 2008.

 

A voz, melhor dizendo, a palavra foi a do meu querido amigo Emídio Almeida, funcionando com uma espécie de alter ego, aqui e ali modificada com mais uma vírgula e/ou mais ou menos um parágrafo. Coisas de pouca monta...

 

Não se pretendeu - ou se pretende -, com estes relatos, fazer romance, apurando figuras de estilo, desenvolvendo tramas sentimentais, filosofando, ou sequer, (se quis) fazer traçados psicológicos.

 

Nem, tão pouco, fazer memória (s), em estilo de «diário».

 

Nestes relatos não couberam quaisquer daqueles intentos.

 

Apenas a simples, nua, objetiva e despretensiosa descrição dos percursos de um Caminho que, uns, o fizeram por questões religiosas e de fé; outros, por uma profunda e genuína curiosidade humana e cultural.

 

Nele todos se encontrando e partilhando a mesma humanidade.

 

Humanidade vivida no desabrochar de profundos e sentidos afetos.

 

Que, por muito efémeros que tenham sido, valeram, valem por toda uma vida.

 

Essas relações e afetos partilhados não pertencem aqui ser partilhados.

 

E, tal como a amigo Emídio Almeida dizia na reportagem da 4ª etapa (Palas de Rei-Arzúa), a propósito das conversas tidas com o jovem e adolescente (na altura) Adrian, “falar do passado, da família e dos nossos sonhos, não é aqui o lugar”. Tudo, mesmo os sonhos, ficam só entre nós. Entre aqueles que, de uma forma profunda e sentida, viveram a própria «experiência» do caminhar.

 

E, por isso, fazem parte do rico «espólio» da vida de cada um. Da sua vivência interior.

 

Vivência interior que, independentemente da idade, nos faz, fez crescer como seres humanos.

 

Essa «vida» que o Caminho, este Caminho, nos deu, no dizer do recém-falecido Gabriel García Márquez, ninguém roubará. É nossa. Só nossa. De mais ninguém.

 

A grandeza dos Caminhos de Santiago reside exatamente aqui: na prodigiosa capacidade de gerar «novas vidas», de construir estórias, de fazer História, de criar novos Homens, ou seja, de produzir Cultura e mais Humanidade.

 

Bem hajam, assim, todos as minhas (meus) companheiras (os) de jornada: Rui, Tó Quim, Ana Isabel, Emídio, Mónica, Vicky, Alba, Maria José, Adrian e Verónica. E muito obrigado pelos momentos e pela partilha de vida que me proporcionastes.

 

Até sempre!

 

 

António de Souza e Silva

 

 

 

 

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