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Gallaecia:- Pelos Caminho de Santiago na Galiza - Caminho Inglês - 3ª etapa - Pontedeume-Betanzos

 

CAMINHO INGLÊS DE SANTIAGO

 

3ª Etapa:- Pontedeume - Betanzos

 

07. Abril . 2014

 

 

 

1.- Mapa do percurso e desníveis da etapa

 

 

2.- Descrição sucinta da etapa

 

2.1.- 1º Troço:- Pontedeume - Miño

 

 

Levantámo-nos à mesma hora dos dois dias anteriores.

 

De seguida, fomos tomar o pequeno-almoço ao Café Capri.

 

Mochila às costas, fomos rua Real acima. A saída do perímetro urbano de Pontedeume é uma «senhora» subida, de deitar os bofes pela boca.

 

 

Passámos por O Barco, Cermuzo,

 

 

lugares da paróquia de São Miguel de Breamo,

 

 

e continuámos por Buíña até ao campo de golf de Martinsa-Fadesa. Aqui tivemos que fazer uma pausa. O meu pé esquerdo doía-me imenso. Pensei que era desta vez não faria o Caminho completo. Algo de errado e anormal se estava passando. Mas, como me acompanhava um «expert» destas coisas, foi logo me aconselhando a que desapertasse um bocadinho mais a bota pois, podia estar demasiado apertada contra o pé, por via dos atacadores, fazendo demasiada compressão em algum nervo. Foi o que fiz. Lentamente a dor começou a aliviar. No final da etapa, já não sentia nada. Era mesmo da compressão! Nunca me tinha acontecido isto. Mas, lá diz o ditado, há sempre uma vez...

 

E, a ritmo lento, sem pressas, passámos por Viadeiro e Outeiro, lugares da paróquia de Santa Maria de Castro.

 

Não resisti, enquanto passava por este espelho, de tirar assim esta foto.

 

 

Sensivelmente ao Km 8 da etapa, passámos pela ponte do século XIV, restaurada,

 

 

feita por «petição» de Fernán Pérez de Andrade, O Bom, sobre o rio Baxoi.

 

Ao chegarmos às proximidades de A Prata, encontrámos um aprazível caminho, com uma ribeira,

 

 

entre um souto e uma cobertura vegetal verde de erva e fetos.

 

Até que, descendo, cruzámos, por caminho de passagem inferior, este enorme viaduto da AP-9,

 

 

coberto, em quase todos os seus pilares e estruturas adjacentes, de fácil acesso, de grafites.

 

 

Ao sairmos da passagem inferior do viaduto, o casario de Miño ficamos logo em frente.

 

Aqui, feito um ligeiro desvio, a descer, logo na entrada da localidade, fomos parar a um café de uma zona mais ribeirinha. Ali tomámos o nosso 2º pequeno-almoço, como já vem sendo nosso hábito.

 

Estávamos, sensivelmente, a meio da etapa deste 3º dia.

 

Nos apontamentos do dia, vertidos para o «moleskine», que sempre me acompanha, digo: “Passar pelo Míño foi agradável. Não é uma localidade muito bonita. Tem, contudo, praia e, passada uma rotunda,

 

 

já no seu final, e a passagem de nível superior sobre a linha de caminho-de-ferro,

 

 

o rio Lambre, a desaguar na ria de Betanzos”.

 

2.2.- 2º Troço- Miño Betanzos

 

Passámos depois por um paço rural galego, com um enorme e alto muro de pedra a vedar o casario e o enorme logradouro, e, logo de seguida, seguindo pelo passeio ribeirinho, subimos umas escadas e fomos dar de caras com este porco em pedra: o javali (ou porco), um dos símbolos, juntamente com o urso, do Andrade, O Bom,

 

 

que passou a vida a fazer (mandar fazer, ou pedindo!) pontes, igrejas e hospitais, por estas bandas.

 

E, a partir desta localidade, exatamente chamada de Ponte do Porco, onde se podem observar quatro pontes,

 

 

começou o nosso «calvário» do dia. Muito também por causa da autoestrada AP-9 que por aqui passa. Uma boa subida para quem vem habituado ao «bem bom».

 

Até que chegámos a Montecelo, já no concello de Paderne.

 

Bem me apetecia descansar um bocadinho naquele enorme espaço verde, com um parque infantil, inaugurado, julgamos que com pompa e circunstância, face ao material e ao teor da placa ali aposta, em 2002, pelo alcaide do concello, um César dos tempos modernos. Contudo, a descida, por via da autoestrada, que agora teríamos de efetuar, e que tínhamos pela frente, «mandou-nos» ir andando, por um entorno bem arborizado, convidando-nos a «deixar-nos ir».

 

Mas a chuva começou a aparecer, dando sinais de que, aquelas nuvens carregadas, que nos acompanhavam, não estavam ali por acaso. E, desta feita, toca a tirar o poncho e proteger-nos. Afinal eram só ameaços, que nos ia obrigando a um tirar e por constante do poncho quase até ao fim da etapa.

 

Até que, subindo agora um pouco mais, como querendo dizer o caminho que, de vadiagem, já chegava, deparámos com o Paço e à Igreja de São Pantaleão das Viñas.

 

 

A igreja conserva ainda a sua fachada em estilo românico.

 

 

Entre Trasmil e Os Barreiros, num cruzamento da estrada, esta «pitoreca» construção.

 

 

Até que, 15 quilómetros andados, passados os lugares de Porto de Abaixo e A Penoubiña, lugares da paróquia de Santa Maria do Souto, e Chantada,

 

 

começou o nosso carrossel, de sobe e desce, pelos lugares de Vila de Meus e Gas, este com a sua fonte de 1884, A Rua e San Paio, estes dois já pertencentes ao concello de Betanzos, onde, daqui, se pode avistar o casario da outra margem da ria, na foz do rio Mondeo,

 

 

à nossa direita.

 

Logo em cima, aparece-nos a igreja românica de São Martinho de Tiobre.

 

 

Nas proximidades desta igreja, este bonito «jarro», na berma da estrada,

 

 

e que os nossos amigos espanhóis lhe chamam «calla». E, para que não haja confusões, o nome (científico) que a botânica lhe dá é - «Zantedeschia aethiopica».

 

Seguindo o conselho do texto de Eroski, que levávamos connosco, fizemos aqui uma pausa. Não só para descansar. Também para ver este bonito exemplar de igreja românica, consagrada, no século XII, pelo nosso já muito falado e célebre arcebispo Diego Gelmírez (ou Xelmírez, em galego).

 

Para quem queira aprofundar mais informação sobre esta igreja, aconselhamos, tal como faz Eroski, a ler a excelente descrição do templo, no Anuário Brigantino, feita por María del Pilar Carrillo Lista, e que podem encontrar no seguinte sítio da internet - http://anuariobrigantino.betanzos.net/Ab1994PDF/1994%20231_240.pdf.

 

Apresentamos a vista da fachada do lado sul da igreja;

 

 

a janela da abside

 

 

e um pormenor da fachada do lado ocidental.

 

 

Esta igreja, segundo reza a história, está erguida no lugar mais alto do antigo castro de Tiobre. E, segundo parece, o primitivo núcleo de Betanzos seria aqui.

 

Contudo, enquanto descansávamos num banco do adro da igreja, eu e o Tino olhávamos um pouco mais para baixo.

 

 

Sensivelmente a um pouco mais de dois quilómetros, ali estava o Betanzos atual, com o seu núcleo central, da Idade Média, à nossa espera.

 

 

Era só descer O Barral e, pela bem inclinada encosta do Sabugueiro, irmos até aos moinhos de Caraña.

 

Passada Caraña, subindo uma pequena ladeira, deparámos com a rua de Nossa Senhora do Caminho

 

 

- estávamos na cidade de Betanzos.

 

No final da descida da rua de Nossa Senhora do Caminho, esta pitoresca «nesga» construtiva à nossa frente

 

 

para, logo de seguida, entrarmos na Ponte Vella sobre o rio Mondeo,

 

 

um dos rios que banha este antigo e histórico núcleo urbano. 

 

Enquanto passávamos pela Ponte Vella, à nossa direita, a vista sob o rio Mondeo.

 

 

No final da ponte, a porta chamada Porta da Ponte Vella.

 

 

Por aqui entrámos no núcleo do Centro Histórico de Betanzos para, subindo a rua de Prateiros, irmos ter à praça dos Irmãos Garcia Naveira.

 

Aqui, virámos à direita, seguindo a rua do Castro para irmos ter à praça da Constituição, com a Torre do Relógio,

 

 

a Igreja de Santiago e, à nossa frente, o edifício da Casa do Concello.

 

 

Pensávamos que o albergue era para os lados da igreja de Santiago. Puro engano. Vai-se pelo lado oposto, ou seja, pelo outro lado do edifício da Casa do Concello, seguindo a rua de Rodan. Quem inicia, da Casa do Concello, a descida daquela rua, que não é mais que uma valente encosta, pensa que a rua Roldan vai até ao fundo, onde se situa uma outra porta da cidade - a Porta Nova.

 

 

Puro engano. A rua Rodan acaba no primeiro cruzamento de ruas e continua com o nome de rua dos Ferreiros. Virando, assim, à direita, no primeiro cruzamento, entrámos na rua da Pescaderia e, logo no seu início, do lado esquerdo, fica o albergue de Betanzos.

 

 

Vamos pegar, outra vez, na cábula do «moleskine» para darmos por terminado o relato desta nossa 3ª etapa: “Logo no início da rua, numa esquina, fica a antiga Casa da Pescaderia,

 

 

adaptado na atualidade para albergue. Um edifício velho, mas muito bem recuperado. Com uma bonita chaminé interior e instalações de primeira.

 

 

Quanto a recuperação - 5 estrelas. Mas, depois, vem o albergueiro, de seu nome Pepe, alto e bem cheiroso... para quem vem todo alagado em suor!... Rigorosamente no albergue às horas que são para abrir. Amável, atencioso, prestável. Que nos desenrascou em duas situações logísticas que tínhamos pendestes nas etapas seguintes - como comer em Hospital de Bruma e pernoitar em Sigüeiro. A sua amabilidade foi ao ponto de se despedir, individualmente, de cada peregrino ou caminheiro, que ali pernoitámos, quando se foi embora à noite para sua casa. Pela pontualidade, porte, amabilidade e prestabilidade - 6 estrelas. Instalações muito bem limpas, com tudo no sítio, e do melhor - 6 estrelas".

 

Connosco pernoitaram no albergue os companheiros que estiveram no albergue de Pontedeume. Chegaram um pouco mais tarde, enquanto já estávamos acomodados, com banho tomado, vestidos e a descansar.

 

Como tínhamos ainda um bom pedaço de tarde pela frente, levantámo-nos da cama e fomos conhecer Betanzos.

 

Betanzos merece um relato em «Destaque» no próximo post.

 

Deixamos agora, para visionamento do(a) leitor(a), um singelo diaporama desta 3ª etapa do Caminho para visionamento dos (as) nossos (as) leitores (as).

 

[Nota:- Para ouvir o diaporama, aconselha-se a tirar o som ao rádio, no canto superior esquerdo do blog].

 

 

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