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Gallaecia:- Pelos Caminho de Santiago na Galiza - Caminho Inglês - 2ª etapa - Neda-Pontedeume (I Parte)

  

CAMINHO INGLÊS DE SANTIAGO

 

2ª etapa:- Neda-Pontedeume

 

06. Abril. 2014

 

I PARTE

 

 

 

Pontedeume mantém intactas

as suas principais características medievais

e utiliza seu rio e sua ria de Ares

como espelho quando o sol descansa,

fundindo-se mar e terra na superfície da água,

imaginando histórias e lendas nascidas nas

fortalezas, paços e mosteiros por aqui espalhados

há, pelo menos, cinco séculos.

A luz do homem cria o milagre

que faz sobressair o rosto da pedra,

e o silêncio noturno permite-nos

escutar o eco supremo da sonoridade

dos cinzéis dos velhos mestres,

quando, passo a passo, avançamos pelo postal

da vila que são as suas ruas empedradas.

E, nelas, a noite se esconde.

 

  

 

1.- Mapa do percurso e desníveis da etapa

 

 

 

2.- Descrição sucinta da etapa

 

2.1.- 1º troço:- Neda-Fene

 

Como dissemos no post anterior, custou-nos pegar no sono. A MEGASA labora toda a noite. Não é que faça grande barulho mas, na pacatez daquele recanto, é o suficiente para não nos propiciar o ambiente de silêncio necessário - e que estávamos à espera - para enfrentarmos, mais leves e descontraídos, a etapa do dia a seguir.

 

Levantámo-nos por volta das 7:30 horas locais. Tomámos o pequeno-almoço com os produtos que comprámos na véspera no supermercado e, mochila às costas, pelo passeio ribeirinho, já feito na véspera, fomos até à Igreja de Santa Maria de Neda. E seguimos sem parar.

 

Logo à saída do adro da igreja, atravessámos um pontilhão sobre o rio Belelle, onde, outrora, existiria uma ponte. E entrámos, pela rua El Paraíso, que cruza com a rua Real, no núcleo de Neda com nítido traçado medieval, com casas «porticadas» e varandas, dos séculos XVI e XVII.

 

Na parte mais alta, a Torre do Relógio,

 

 

de 1786, adossada à atual Casa do Concello,

 

 

onde ainda se podem encontrar restos daquele que foi o Hospital de Peregrinos do «Santi Spiritus», fundado em 1500 por Margarita Fernández do Vilar e seu marido.

 

Continuando no núcleo de traçado medieval de Neda, fizemos um pequeno desvio de 100 metros, aproximadamente, mais para junto da parte ribeirinha, para irmos ver a Igreja de São Nicolau. O que nos levou lá mais foi o cruzeiro

 

 

no adro da igreja que, dizem, ser um dos mais antigos da Galiza, juntamente com o de Melide. A igreja e o portão do adro estavam fechados. Mas, uma senhora que morava ali ao lado, prontificou-se a abrir-nos o portão do adro para melhor ver o exterior da igreja e o cruzeiro. Não entrámos dentro da igreja porque a senhora não era possuidora da chave da mesma.

 

Quer no verso, quer no anverso, o cruzeiro tem a figura de Cristo Crucificado desenhada de uma forma tosca e desproporcional.

 

Saímos do núcleo de Neda e passámos por debaixo do viaduto da AP-9.

 

Um pouco mais à frente, pelo Caminho do Murallón, começámos a subir pelas faldas do monte Marraxón.

 

Daqui, uma das últimas despedidas da panorâmica sobre a ria de Ferrol e a ponte de Pias,

 

 

ponte esta que atravessa a ria para a outra margem - Fene- poupando-se perto de 12 Km.

 

Feita a subida do Marraxón, parámos. Sentámo-nos em cima de um murete à beira do Caminho. Tino teve de tratar da sua «bolha de estimação» que o estava «incomodando». Neste troço, esta bonita perspetiva do casario chamou-nos a atenção.

 

 

Passando pelo lugar de A Silva, O Pontal de Arriba, Conces, ao lado de um lavadouro público, A Fonte do Campo e Casanova, descemos até Fene.

 

2.2.- 2º troço:- Fene-Polígono de Vilar do Colo

 

Em Fene, na cafetaria «Lembranza», parámos para tomar um segundo pequeno-almoço e descansar um pouco.

 

 

Não tendo grande apetite, apenas pedi um café. Tino tomou café com leite e um croissant com manteiga. O meu café vinha acompanhado com dois «churritos» - oferta da casa.

 

Estávamos, assim, preparados para a subida que aí vinha, passando por lugares de Santo Esteban de Perlio (Chamoso), do concello de Mundin, e pela paróquia de Santiago de Barallobre (Rego da Moa e Romariz),

 

 

por entre um bosque de caducifólias e eucaliptos, em direção ao alto - o Polígono de Vilar do Colo.

 

Na cafetaria e restaurante do Polígono, face à subida entretanto levada a cabo, parámos para descansar.

 

 

Apusemos o selo nas nossas Credenciais do Peregrino.Tino tomou mais um café com leite. Eu bebi uma água.

 

2.3.- 3º troço:- Polígono de Vilar do Colo-Praia da Madalena (Cabanas)

 

À saída do Polígono, tivemos que seguir por um pequeno desvio, por via das obras que ali estava a se levadas a cabo.

 

O percurso, a seguir ao Polígono de Vilar do Colo, praticamente todo a descer, foi agradável: apesar de atravessarmos ainda um viaduto sobre a AP-9 - Peón de Pedra -,

 

 

depois de ultrapassado o rio Baa, a envolvente é toda rural,

 

 

com campos verdejantes

 

 

e casas de arquitetura moderna e tradicionais bem tratadas e arranjadas, rodeadas de jardins floridos.

 

 

Neste troço do Caminho, aqui e ali, ia-nos também «estendendo», à nossa passagem, bermas recheadas de flores silvestres.

 

 

Tudo muito calmo e sereno, dando tempo, mais que suficiente, para, até os gatos, «baterem uma sorna», em cima do tejadilho dos carros. E os cães, embora, pela raça, bons guardadores das casas dos seus donos, olhando-nos de soslaio, pacificamente, lá nos deixavam passar sem latidos de maior.

 

E foi, nesta pacatez, com imensas paragens, que, pelo Caminho Real, chegámos ao lugar da Pena do Pico e, ultrapassado o valado banhado pelo rio Laraxe, alcancámos O Val, depois Batán e A Torre, todos lugares da paróquia de São Martinho do Porto. Os espigueiros

 

 

e os logradouros floridos das casas são uma constante nesta paisagem.

 

 

Passada Cerdeita,

 

 

e depois de ultrapassada, por uma passagem inferior, a linha de caminho-de-ferro, entrámos na praia da Madalena, já na ria de Ares, concello de Cabanas, com os logradouros das suas casas floridos e os espigueiros sempre nos acompanhando.

 

2.4.- 4º troço:- Praia da Madalena-Pontedeume

 

A água, a placidez do lugar,

 

 

o areal de areia fina e branca e o bosque de carvalhos, vidoeiros, sobreiros, salgueiros e pinheiros, que bordeja esta praia, convidam a penetrarmos areal dentro, largar as mochilas e relaxar um pouco.

 

 

Tino aproveitou para ligar a um familiar que, neste dia de domingo, fazia anos.

 

Recompostos e reconfortados com o encanto do lugar, continuámos, atravessando o bosque, que bordeja a praia, por uma alameda demasiado cheia da tonalidade azul.

 

 

 

Sensivelmente a meio da alameda, do lado esquerdo, a estação de caminho-de-ferro de Cabanas.

 

Tino, aqui, dizia-me que já tinha fome. Ainda parámos num café/restaurante para aí comermos. Vista a lista dos pratos, largámos o lugar: preços exorbitantes! Lugares balneários é assim. Optámos pelas tascas tradicionais de Pontedeume, já ali perto.

 

Ao fundo da alameda/avenida, a ponte azul do caminho-de-ferro.

 

 

Girámos à esquerda numa rotunda. Ultrapassada mais uma passagem inferior sobre o caminho-de-ferro, Pontedeume fica-nos já à nossa frente.

 

Logo que saímos de Cabanas, para chegar a Pontedeume, é só atravessar a sua ponte.

 

Enquanto o fazíamos, ao longe via-se a Igreja de Santiago pairando no cimo do casario;

 

 

o Torreão dos Andrade e o antigo Cárcere;

 

 

o casario e os barcos na ria de Ares.

 

 

Ultrapassada a ponte, estava feita a etapa de hoje.

 

A fome, de facto, já começava a «apertar». Dirigimo-nos ao albergue, que é municipal, sito nas antigas «lonjas», em frente ao porto. Estava fechado. Na porta, os números de telefone do albergueiro. Telefonámos-lhe. Informou-nos que o horário é só para abrir às 17 horas. Num bloco de granito, sentada, uma menina, que nos pareceu ser também uma peregrina, esperava.

 

Saímos deste local, com as mochilas às costas, e dirigimo-nos para o centro da cidade para comermos.

 

Quando estávamos para entrar no «Café-Bar - 12+1»,

 

 

na rua Real, ei-los contentes, felizes - o nosso casal espanhol!

 

 

No «Bar-Café-12+1» comemos. E bem. Ficámos, pois, satisfeitos.

 

Depois de comer, aproveitei para atualizar a minha página do Facebook com uma foto do dia - o cruzeiro da Igreja de São Nicolau, de Neda. Telefonei para Chaves.

 

Ainda não eram 16 horas locais. Tínhamos pela frente uma hora até que o albergue abrisse. Outra vez com a mochila às costas, fomos «errando» pelas ruelas, ruas e praças de Pontedeume.

 

FIM DA 1ª PARTE:- Etapa - Neda-Pontedeume

 

 

 

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