Sábado, 30 de Junho de 2018

Gallaecia - Memórias de um andarilho:- Os Moinhos de Folón e de Picón

 

 

GALLAECIA - MEMÓRIAS DE UM ADARILHO

00.- Rota dos Moinhos O Folón e O Picón (74)


- «Andaina» pelos Moinhos de Folón e Picón -

20.maio.2018

 

1.- Os Moinhos de O Folón e O Picon

 

Estamos no Baixo Minho galego.

 

Os moinhos de que vamos falar estão situados nos lugares de Martín e Picón, paróquia de Santa Mariña, município de O Rosal, na encosta do Monte Campo do Couto, por onde corre o rio Cal, (afluente do Tamuxe ou Carballas), que, nas proximidades do Alto dos Olleiros, já no caminho de San Martiño, no Nivel, se divide em dois regatos - o Folón e o Picón.

 

O município de O Rosal, sob o ponto de vista geográfico, está situado entre o oceano Atlântico, o rio Minho e flanqueado por montanhas - a serra do Argallo e o Pico de Poza dos Corvos, que o delimitam e lhe dão a forma de uma vieira.

 

Diz a lenda de que quando Himicón, chefe dos Cartagineses, chegou a este vale de O Rosal, acreditou ter chegado ao Éden, ao Paraíso Terreal.

 

Apesar de O Rosal ser rico em vestígios pré-históricos, o que lhe dá mais fama é o conjunto etnográfico dos Moinhos de Folón e de Picón.

 

Trata-se de um conjunto de 67 moinhos hidráulicos, dispostos em cascata, em duas vertentes: 36, servidos pelas águas do Folón e, noutra vertente, 31 servidos pelas águas do Picón.

 

É considerada a maior concentração de moinhos hidráulicos em toda a Galiza e, porventura, uma das mais importantes concentrações de moinhos fluviais da Europa.

 

A orografia da zona permite-nos disfrutar de uma bonita paisagem e vistas para o Monte de Santa Tecla, para as localidades de Portugal, ribeirinhas com o Minho e com a foz, no Atlântico, do rio Minho.

 

A maioria destes moinhos estruturam-se em dois pisos de pedra, com o moinho situado na parte supeior e, no piso inferior, está localisada toda a maquinaria que move o moinho. Alguns deles possuem um bebedouro para os animais.

 

A maior parte dos moinhos datam dos séculos XVIII e XIX, embora existam referências quanto à sua existência já no século XVII.

 

Este moinhos tinham a função principal de moer o grão do milho maiz, trigo e centeio, embora, excecionalmente, tenha sido utilizado para moer mineral, tendo, por isso, sido mantidos a funcionar até ao século XX, altura em que se dá o quase seu total abandono.

 

Francisco Javier Torres Goberna, a 1 de maio de 2013, no seu blogue «Historia y arqueología. Naturaleza: Flora y fauna. Rutas e itinerarios», quanto a estes moinhos diz-nos que durante muito tempo pensou-se que a sua construção de deveu originalmente aos monjes do Mosteiro de Santa Maria a Real de Oia; contudo, na extensa bibliografia sobre este mosteiro não aparece nenhum documento que o confirme, o que faz pensar que, muito provavelmente, a sua edificação se deve a vizinhos ricos ou às «juradías» (uma forma de organização e distribuição da população durante a Idade Média) de Fornelos e Martín.

 

Aconselha-se vivamente os leitores a que se reportem ao blogue de Francisco Javier Torres Goberna para, aí, se inteirarem de como funcionam estes moinhos hidráulicos.

 

Em 1991, os alunos da Casa de Ofícios de O Rosal começaram os trabalhos de reabilitação dos moinhos de «Rogelio» e «A Duca». no ano de 1996, a Escuela Taller del Concello de O Rosal começou a reabilitação dos moinhos de Folón, que estavam totalmente abandonados.

 

Hoje em dia os moinhos estão cedidos, pelos seus proprietários, ao concelho de O Rosal para a sua exploração turística durante um período de 25 anos.

 

Em 1998, por Decreto 27/1998, de 22 de janeiro, a Consellería de Cultura, Comunicación Social e Turismo, da Xunta da Galicia, declarou este conjunto de moinhos com um BIC (Bem de Interesse Cultural). No diploma que o decreta diz-se que se consideram partes integrantes do lugar de valor etnográfico, para além das próprias edificações, que são os moinhos, também os sistemas hidráulicos para captação, retenção e distribuição das águas, em especial as de lugar de pesca, assim como os canais e regatos que conduzem a água até aos «cubos»; ao mesmo tempo, a ermida de San Martiño também será protegida, bem assim os caminhos tradicionais, em especial o de San Martiño, no qual ainda se conserva algum «posadero» e uma parte de pavimento aberto pela própria pedra com fundas rodeiras dos carros de bois. Sendo, desta feita, também parte integrante da proteção BIC - em termos de conservação, funcionalidade e localização - os caminhos de Martín e Cereixeira (onde estão situados e dispostos, em escada, no primeiro e segundo lanço, os moinhos do Folón).

 

Como nota final, o incêndio que assolou O Rosal, em 2013, após a posterior limpeza da zona, acometida à comunidade de montes, deixou a descoberto as pedreiras onde foi extraída a pedra para o conjunto de moinhos que estamos tratando. As primeiras pedras encontram-se perto do rio Cal, entre o Alto da Carboeira e o Rego da Enxubligada. São duas pedreiras donde se extrairam as pedras para os pés e para as mós dos moinhos, desde o século XVII até meados do século XX, quando deixaram de funcionar.

 

2.- O percurso


Saímos já um pouco tarde do Parque Natural do Monte Aloia e, o nosso percurso circular, entre 3,5 a 4 Km, com 205 metros de desnível, ao longo dos Moinhos de Folón e de Picón não se pode fazer com o tempo e a calma que mais desejaríamos para apreciar não só este belo conjunto como todo o seu entorno. Nomeadamente, e infelizmente, não tivemos tempo de ir visitar a capela de San Martiño bem assim, no rio Cal, as poças e saltos (cascatas de água).

 

Apresenta-se o Plano do nosso circuito.

01.- Plano-del-circuito

Esclarece-se que este trilho está homologado pela Federação Galega de Montanhismo como «ruta de senderismo» PR-G 94.

 

De autocarro, chegámos ao parque de estacionamento da «Ponte das Penas».

02.- Rota dos Moinhos O Folón e O Picón (5)

 De imediato, começámos o nosso percurso, iniciando-o pelo lado esquerdo, no sentido dos Moinhos do Folón.

 

Imediatamente aparece-nos o Moinho das Laxes, onde se localiza o Posto de Informação Turística, que estava fechado.

03.- Rota dos Moinhos O Folón e O Picón (2)

No início do nosso percurso,

04.- Rota dos Moinhos O Folón e O Picón (10)

que corre paralelo ao ribeiro de Padín, começam a aparecer os moinhos,

05.- Rota dos Moinhos O Folón e O Picón (9)

designados como Moinhos de Padín.

06.- Rota dos Moinhos O Folón e O Picón (11)

Num deles, - explorado como bar, que não estava em funcionamento -, identificado como o nº 5, deste vertente do Folón, possui(a) uma estrutura para guarda ou recolha de animais.

07.- Rota dos Moinhos O Folón e O Picón (13)

Cruzada uma pequena ponte de madeira,

08.- Rota dos Moinhos O Folón e O Picón (21)

vamos ao encontro dos Moinhos de Maceira.

09.- Rota dos Moinhos O Folón e O Picón (19)

O local, com o regato do Folón acompanhando-nos, com sua vegetação autóctone

10.- Rota dos Moinhos O Folón e O Picón (31)

e suas pequenas cascatas, é encantador.

 

Vamos, agora, subindo mais um pouco.

11.- Rota dos Moinhos O Folón e O Picón (33)

E os Moinhos de Maceira continuam a acompanhar-nos.

12.- Rota dos Moinhos O Folón e O Picón (36)

Veja-se o rego de água que leva ao «cubo» do moinho que vimos na imagem anterior.

13.- Rota dos Moinhos O Folón e O Picón (38)

Ultrapassada mais uma pequena ponte de madeira e uma pequena cascata de água, entrámos no Chan de Martín e

14.- Rota dos Moinhos O Folón e O Picón (53)

eis os célebres Moinhos de O Folón, em cascata, no seu primeiro lanço!

15.- Rota dos Moinhos O Folón e O Picón (49)

O nosso pessoal começa a trepar pelas escadas.

16.- Rota dos Moinhos O Folón e O Picón (60)

 (Cenário I)

17.- Rota dos Moinhos O Folón e O Picón (66)

(Cenário II)

Passámos pelo moinho nº 16, do conjunto de 36 desta vertente. Na ombreira da sua porta uma data - 1715.

18.- Rota dos Moinhos O Folón e O Picón (58)

Ultrapassado o primeiro lanço de moinhos em cascata, e atravessado o Folón, com a sua pequena cascata,

19.- Rota dos Moinhos O Folón e O Picón (78)

enfrentámos o segundo lanço de moinhos, também em cascata, no Chan da Cereixeira.

20.- Rota dos Moinhos O Folón e O Picón (72)

Sensivelmente a meio deste segundo lanço, há uma espécie de miradouro. Deste miradouro, captámos, um primeiro cenário, com uma perspetiva dos seus moinhos;

21.- Rota dos Moinhos O Folón e O Picón (80)

 um segundo cenário, tendo, ao fundo, a passagem do primeiro lanço de moinhos para o segundo lanço, ultrapassando o Folón;

22.- Rota dos Moinhos O Folón e O Picón (91)

um terceiro cenário, com a perspetiva de alguns dos nossos companheiros a subirem esta ladeira pedregosa;

23.- Rota dos Moinhos O Folón e O Picón (100)

um quatro cenário - uma pausa para descanso, pois a subida não é «pêra doce»!

24.- Rota dos Moinhos O Folón e O Picón (101)

Deste miradouro, virando um pouco o nosso olhar para a esquerda - o Monte de Santa Tecla -, envolto em nevoeiro; ao fundo o vale de O Rosal.

25.- Rota dos Moinhos O Folón e O Picón (109)

Continuámos trepando pelo Chan da Cereixeira acima, passando pelos últimos moinhos deste segundo lanço.

26.- Rota dos Moinhos O Folón e O Picón (110)

Este moinho, datado, cremos, de 1848, tem uma inscrição, mas não sabemos o que seja.

27.- Rota dos Moinhos O Folón e O Picón (116)

Estes são os dois últimos moinhos do segundo lanço de O Folón, no Chan da Cereixeira, já muitíssimo perto do Alto dos Olleiros.

28.- Rota dos Moinhos O Folón e O Picón (120)

Muito perto deste último moinho do segundo lanço de Moinhos de O Folón,

29.- Rota dos Moinhos O Folón e O Picón (145)

aproveitámos para descansar e esperar pelos mais retardadores, ainda, em dificuldades, subindo esta íngreme encosta.

30.- Rota dos Moinhos O Folón e O Picón (143)

(Perspetiva I)

31.- Rota dos Moinhos O Folón e O Picón (151)

(Perspetiva II)

32.- Rota dos Moinhos O Folón e O Picón (153)

 (Perspectiva III)

Enquanto esperávamos e descansávamos, nossa objetiva não parava de trabalhar: veja-se, do Alto dos Olleiros, o primeiro lanço, em cascata, dos Moinhos de O Folón. Um espetáculo!

33.- Rota dos Moinhos O Folón e O Picón (138)

Foi pena não termos virado à esquerda e, como já referido, não termos ido visitar a capela ou ermida de San Martiño...

 

Todos chegados ao Alto, e um pouco mais revigorados pelo descanso no fresco da erva, virando à direita, começámos a percorrer a segunda vertente do Monte Campo do Couto, indo ao encontro do caminho de San Martiño e aos 31 Moinhos de O Picón, também em cascata, mas mais dispersos, pelo meio de um pinhal.

34.- Rota dos Moinhos O Folón e O Picón (155)

Por aqui passa o rio Cal e, exatamente neste local, perto destes dois moinhos, é o conhecido Nivel, onde, num pequeno depósito, e com o mesmo nível, são divididas as águas - para evitar as disputas dos vizinhos -, que vão formar o regato do Folón, para a esquerda, e o do Picón, para a direita.

35.- Rota dos Moinhos O Folón e O Picón (157)

Vejamos mais em pormenor:

35a.- WDS.

O companheiro Adelino, à saída do pequeno depósito do regato do Picón, aproveita para beber água fresca e abastecer-nos.

36.- Rota dos Moinhos O Folón e O Picón (162)

Já alguém dizia que este trajeto, por onde agora passamos, é de uma grande beleza. Concordamos. Não só pelo caminho em si, mas, fundamentalmente, pelas vistas que nos oferece, entre as quais, o vale de O Rosal e o Monte de Santa Tecla neste dia envolto de nuvens.

37.- Rota dos Moinhos O Folón e O Picón (168)

Começámos a descer

38.- Rota dos Moinhos O Folón e O Picón (173)

pelo caminho de San Martiño, uma antiga via por onde transitaram os carros de bois que transportavam o grão e a farinha,

39.- Rota dos Moinhos O Folón e O Picón (182)

deixando gravadas na rocha as marcas das suas rodas (rodeiras).

40.- Rota dos Moinhos O Folón e O Picón (180)

Uma nota. Em cada 11 de novembro, por este caminho,

41.- Rota dos Moinhos O Folón e O Picón (194)

sobem os crentes de San Martiño, que vão em romaria até à sua capela/ermida.

 

Deixamos aos nossos leitores dois cenários referentes aos Moinhos de O Picón,

42.- Rota dos Moinhos O Folón e O Picón (191)

(Cenário I)

43.- Rota dos Moinhos O Folón e O Picón (198)

(Cenário II)

bem assim o término do caminho mais declivoso de San Martiño,

44.- Rota dos Moinhos O Folón e O Picón (203)

no final do qual, o nosso amigo e companheiro Lucas, ao lado de Adelino, já vem com uma certa dificuldade.

45.- Rota dos Moinhos O Folón e O Picón (210)

Mesmo quase no final do percurso, em frente à Casa da Pintora, o atleta Luís espera pelo grupo.

46.- Rota dos Moinhos O Folón e O Picón (213)

Eis o grupo chegando.

47.- Rota dos Moinhos O Folón e O Picón (217)

Rosa, feliz, embeleza-se ainda mais com as flores de uma sebe.

48.- Rota dos Moinhos O Folón e O Picón (218)

Registámos, neste lugar, estas pinturas murais, referentes aos Moinhos.

49.- Rota dos Moinhos O Folón e O Picón (215)

(Pintura I)

50.-. Rota dos Moinhos O Folón e O Picón (216)

(Pintura II)

51.- Rota dos Moinhos O Folón e O Picón (219)

(Pintura III)

Estávamos todos com pressa. Não só porque já se fazia tarde, mas também porque as empadas que o Lucas nos ofereceu para comermos no final do nosso dia, comemorando o seu dia de «cumpleaños», estavam impacientes para serem comidas. E que delíca estavam!

52.- Rota dos Moinhos O Folón e O Picón (228)

Contas feitas: neste trilho, percorremos a distância de 3, 540 Km, numa hora e 13 minutos,

53.- Rota dos Moinhos O Folón e O Picón (228)a

à velocidade e com a elevação que o quadro abaixo mostra.

54.- Rota dos Moinhos O Folón e O Picón (228)b

 

 

3.- Notas finais

 

Este trilho, apesar de ser pequeno, merece um dia inteiro a ele dedicado, não só pelo conjunto de moinhos em si e pelo percurso, mas também pelo seu entorno e pelas paisagens que dele disfrutamos.

 

Para os amantes de fotografia é um local ideal para se captarem boas imagens: com calma e paciência.

 

E estamos com o autor do post PR - G 94 - Muíños de Folón e Picón [Galiza] (darasola), quando lhe dá 5 estrelas e considera este PR um "must do".

 

Para a elaboração deste post, servimo-nos da seguinte literatura:


* De Francisco Xavier Torres Goberna - Muíños de O Folón y O Picón (O Rosal) no seu blogue «Historia y arqueología. Naturaleza: Flora y fauna. Rutas e itinerarios», foi o texto mais consultado. E depois:

Cultura de Galicia - Todos los molinos do Folón y do Picón (O Rosal) son ya Lugar de Interés Etnográfico

Destino Infinito

El País - La ladera de los molinos

Galicia Máxica - Molinos de O Folón | GALICIA MAXICA

PR - G94 - Muíños de Folón e Picón [Galiza] (darasola)

Geocaching - Muiños de Folón-Picón

La Ruta de los Muiños do Folón e do Picón - Paisajes bucólicas e historia viva

La Voz de Galicia - Una reparadora escalada a los molinos de O Picón e O Folón

La Voz de Galicia - Localizan las canteras de las ruedas de los molinos del Folón y el Picón


Unarutacadadia - Molinos del Folón y del Picón

* Vigo en Familia - Muiños do Folón e do Picón. Una ruta única en Europa

VISITA A LOS MOLINOS DE O FOLÓN Y DE O PICÓN

Wikipedia - Molinos del Folón y del Picón

55.- WDS 02.- Molinos_del_Folón_y_del_Picón_-_Folón_&_Picón_watermills


publicado por andanhos às 21:08
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