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19
Mai16

Chaves através da imagem - A ribeira dos "mil e um nomes"

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CHAVES ATRAVÉS DA IMAGEM

 

A RIBEIRA DOS “MIL E UM NOMES”


Vou-vos mostrar a minha ignorância. E bem diz a sabedoria popular - aprender até morrer.

 

Vive-se numa terra e pensamos que dela, pelo tempo que nela vivemos, tudo sabemos. E, chega um dia, e o dito do filósofo Sócrates, o ateniense, apresenta-se-nos todo ele pleno de sabedoria - só sei que nada sei!

 

Pois é verdade! Vamos à pequena história...

 

Ao sairmos de Chaves, pela zona da Madalena, deparamo-nos com a “Ribeira do Caneiro”. Na Rotunda do Raio X, dirigindo-nos pela Estrada de Valpaços, e até São Lourenço, aparece-nos a indicação de “Ribeira das Avelãs” e, pouco mais acima, “Ribeira do Pinheiro”.

 

Hoje, indo com o amigo Queirós, a partir da Veiga, à procura de destroços de antigos moinhos da nossa terra, oiço-lhe mais os seguintes nomes - “Ribeira da Condeixa”; "Ribeira de Sampaio"; "Ribeira de Palheiros"; “Ribeira de Cabanas"... e sei lá quantas ribeiras, e seus respetivos nomes, andam por aí espalhados.

 

Mas, afinal, ele não são tantas ribeiras quantos os seus nomes. Trata-se simplesmente da mesma ribeira - hoje vi-lhe bem o seu traçado - que, consoante o seu curso de água passa pelos diferentes lugares, o "paisano" apoda-a com a toponímia do sítio.

 

Enfim, tanta riqueza (e quantidade) de nomes para um tão simples e singelo curso de água!

 

Contudo, se se trata de um simples e singelo curso de água, que vai desaguar a jusante da Ponte Romana de Chaves, pelas bandas do Caneiro, já a natureza por onde passa e a história que está ligada a esta pequena e singela ribeira tem muitas estórias para contar e descobrir: umas, verdadeiras; algumas, lendas; outras, simples conjeturas.

 

O pequeno percurso pedestre que hoje de manhã fizemos, conduzidos pelo amigo Queirós, despertou-nos a curiosidade não só de percorrermos o seu curso todo, desde a nascente até à foz, como também de tentar descobrir alguns segredos ou estórias que o curso desta buliçosa ribeira nos tem para contar.

 

Por hoje fiquemos apenas com uns simples “flashes”: por um lado, o aspeto que as águas desta primavera imprimiram a esta irrequieta ribeira, junto a um moinho;

2016 - Ribeira das Avelãs (Rui Queirós) (97)

por outro, um dos aspetos da sua paisagem, na sua borda ribeirinha

2016 - Ribeira das Avelãs (Rui Queirós) (68)

 

e, finalmente, três fotos, qual variação sobre o mesmo tema, das ruínas de um edifício, cujos magos, adivinhos, bruxos, curiosos, entendidos e, até, pesquisadores de ilustre nome, ainda não lhe descobriram a sua verdadeira função.

2016 - Ribeira das Avelãs (Rui Queirós) (61)

(Variação nº 1)

2016 - Ribeira das Avelãs (Rui Queirós) (38)

(Variação nº 2)

2016 - Ribeira das Avelãs (Rui Queirós) (39)

 (Variação nº 3)

 

 

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