Caminho de Santiago - Epílogo (2019) - 3ª etapa:- Santa Mariña-Hospital
MEMÓRIAS DE UM ANDARILHO
CAMINHO DE SANTIAGO – EPÍLOGO
3ª ETAPA – SANTA MARIÑA-HOSPITAL
(16.abril.2019)

Segundo a meteorologia do Florens, para hoje não havia chuva.
E, com efeito, o dia de hoje, quanto a chuva, nada teve a ver com o dia de ontem. Não choveu nem uma pinga, apesar do céu estar bastante nublado. Contudo, quando chegámos a Hospital, o céu limpou e estava um bonito dia de sol de abril.
Saímos do albergue os três, juntamente com a jovem Cláudia, que nos acompanhou até Olveiroa.

O Antón, no início da jornada, lesionou-se. Valeu-lhe seu tio Florens, especialista nestas coisas: pôs-lhe uma ligadura, depois de lhe aplicar um unguento. Aguentou-se bem até Hospital. Florens alvitrou que teria sido um pequeno entorse, fruto do mau jeito que deu à pernas, ontem à noite, quando estava a fazer desenhos sobre o caminho efetuado na etapa, no albergue de Santa Mariña.
A primeira parte do percurso – desde Santa Mariña, passando por Bom Xesús, com o seu bonito Cruzeiro,

e Gueima – caminhámos sempre por asfalto, entre uma paisagem em que o verde, essencialmente resultante do cultivo do milho, é dominante.

(Cenário I)

(Cenário II)

(Cenário III)

(Cenário IV)

(Cenário V)
O grupo de britânicos, que ontem pararam em Santa Mariña, hoje fomos encontra-los ao longo desta primeira parte do nosso percurso.

Cláudia, a jovem bailarina, acompanhou-nos mais de perto,

principalmente na subida para o Monte Aro

e depois na descida para Lago, com a presença, e como pano de fundo, a albufeira de Fervenza.

(Momento I)

(Momento II)

(Momento III)

(Momento IV)

(Momento V)

(Momento VI)

(Momento VII)

(Momento VIII)
Em Lago parámos para tomarmos o reforço do pequeno-almoço.

O meio rural é uma constante.

Sempre acompanhados dos espigueiros (hórreos), construídos em xisto, ao longo de Campo Valado, Porteliñas e Abeleiroas.

(Espigueiro I)

(Espigueiros II)

(Espigueiro III)
Até que chegámos a San Cristovo de Corzón,

onde se destaca a sua Igreja Matriz, o Campo Santo (cemitério) e o Cruzeiro.

Um pouco mais à frente, passávamos por Mallón

e, logo de seguida, vamos ao encontro do rio Xallas,

em Ponte Olveira. Em Ponte Olveira existe uma ponte

que foi construída sobre uma antiga ponte romana. Foi reconstruída no século XVIII com pedra de cantaria. Possui três arcos de meio ponto. Atravessa o rio Xallas, unindo os municípios de Mazaricos e Dumbria.
Sobre este lugar deixamos à consideração dos(as) nossos(as) leitores(as) a leitura do texto, ínsito na Xacopédia, sobre a tragédia ocorrida nesta localidade, aquando das Invasões Francesas.
Faltava-nos pouco mais de 20 minutos para chegar a Olveiroa. Deixamos três cenários,

(Cenário I)

(Cenário II)

(Cenário III)
antes de nos aproximarmos do início de Olveiroa.

Aqui, em Olveiroa,

parámos para almoçar, no Restaurante Casa Manola.

Despedimo-nos aqui da bailarina Cláudia,

que nos deixou com este rasgado sorriso.

O percurso de Cláudia privilegiava, em primeiro lugar, Muxía; o nosso, era Fisterra. Enquanto nós iríamos pernoitar em Hospital, Cláudia ficaria em Dumbria. Foi uma etapa agradável na companhia desta simpática moçoila.
Lembramo-nos que, quando em 2007 fizemos este Caminho, seguindo via Muxía, ficámos no albergue desta localidade, que se situa no centro urbano da mesma.
Depois do almoço, voltámos a por pé a caminho, atravessando, pela estrada, Olveiroa.

(Trecho I)

(Trecho II)

(Trecho III)

(Trecho IV)

(Trecho V)
Saímos de Olveiroa, descendo até ao rio Xallas.

(Troço I)

(Troço II)

(Troço III)

(Troco IV)
A partir daqui, começámos a subir até quase ao alto das antenas eólicas.

(Trecho I)

(Trecho II)

(Trecho III)

(Trecho IV)
Do alto víamos a albufeira encaixada do Castrelo

e esta bonita vista sobre o rio Xallas.

Começámos depois a descer para o Vao de Ripas, por onde passa o rio Hospital.

Em poucas centenas de metros, em ligera subida, estávamos em Logoso,

que a atravessámos sem parar.
Continuando em ligeira subida, pela CP-3404, por estrada asfáltica, chegávamos ao Posto de Informação ao Peregrino e

entrávamos em Hospital.
Não fomos para a aldeia. Seguimos em frente pela estrada e dirigimo-nos ao Bar/Restaurante O Casteliño.

Entrámos.

No Bar/Restaurante O Casteliño não fica localizado o albergue. O albergue, gerido pelos mesmos proprietários do Bar/Restaurante, fica a uns duzentos ou trezentos metros mais atrás, no centro da aldeia, onde são predominantes os espigueiros.

(Espigueiros I)

(Espigueiro II)
Depois de bebermos umas águas e tratadas todas as partes burocráticas quanto a credenciais e pagamento, a proprietária do Bar/Restaurante, na sua viatura, do Bar levou-nos até ao albergue.
Consultemos, uma vez mais o nosso Bloco de Notas para ver se deixamos escapar algum pormenor que tenha surgido. A certa altura, comentávamos, em tarde soalheira,

Enquanto esperávamos que a roupa, trazido na etapa, entretanto lavado à mão, juntamente com as toalhas de banho, secassem, dávamos dois dedos de conversa. E também esperando pela hora do jantar.

E comentávamos haver muitos albergues privados neste Caminho, a preços entre 10 a 12 € por pessoa; contudo, pena era que, depois de Hospital, não houvesse um albergue mais 5 a 7 quilómetros à frente: só em Cee, que dista de Hospital 15 Km.

Na nossa etapa de amanhã, teremos de percorrer 27 Km até Fisterra. E se quisermos ir até ao Cabo Fisterra, serão mais 6 Km (três para lá e mais três para cá). Ou seja, 33 Km. Vai ser uma etapa puxada e, com certeza, deixaremos cair a ida até ao Cabo Fisterra nesse dia, só o fazendo no dia a seguir.
Nesta albergue, O Casteliño, para além de nós os três, ficou alojado um brasileiro, de São Paulo, um francês e duas espanholas, da Estremadura. Chegou depois um casal, mas não ficou aqui alojado. Dram meia volta e foram-se embora.
Enquanto nós e o Florens falávamos, Antón, ao sol, procedia à feitura dos seus desenhos sobre os temas desta etapa. No último post deste Caminho vamos-lhe pedir permissão para publicar um deles.
A partir de determinada altura, Florens começou a escrever as suas notas, enquanto nós víamos mapas e literatura turística da zona.
No caminho para o restaurante, onde, todos os que ficaram neste albergue, comemos, antes de partirmos, uma fotografia do sobrinho e tio, juntos a um espigueiro: para a história desta etapa e deste Caminho.

Al longo de duzentos a trezentos metros que nos separava do restaurante, Florens, servindo de cicerone, ia contando a seu sobrinho Antón a história dos Caminhos Jacobeus.
No restaurante as duas maduras espanholas estremenhas ficaram numa mesa e nós os três, juntamente com o paulista e o francês, numa outra. Os temas de conversa foram em inglês. O inglês era a língua mais fácil para o Florens e o francês melhor comunicarem.

(Fonte:- Eroski Consumer, adaptado)

Andámos 18 Km e 500 metros.
Deixamos aos(às) nossos(as) leitores(as) o diaporama da etapa para visualização.
CAMINHO DE SANTIAGO – EPÍLOGO – 3ª ETAPA:- SANTA MARIÑA-HOSPITAL


