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andanhos

22
Jan20

Por terras da Ibéria - Uma viagem a Portugal com as obras de José Rodrigues no espaço público (Vila do Conde)

andanhos

 

POR TERRAS DA IBÉRIA

 

UMA VIAGEM A PORTUGAL COM AS OBRAS DE JOSÉ RODRIGUES NO ESPAÇO PÚBLICO

01.- José Rodrigues

VILA DO CONDE

Tomámos de empréstimo o título deste poste que retirámos do sítio da web «museu digital – UNIVERSIDADE DO PORTO».(https://museudigital.pt/pt/roteiros/18) E, já agora, vamos citar a sua «introdução»:

“Uma vertente da produção de José Rodrigues com grande impacto cultural e social, é constituída pela obra escultórica realizada para espaços públicos, e é vasta a obra que o escultor nos deixou pelo país. As encomendas das esculturas para estes espaços moviam José Rodrigues. Diverso e eclético, o conjunto de obras disseminadas pelo país combinam a rigorosa geometria com a diversidade do antropomorfismo e o cunho suave das figuras aladas que amplamente repete, e que o definem como uma marca pessoal. De norte a sul, encontramos estas obras figurativas ou geométricas e, um notável número de obras incorpora a água como elemento essencial da composição, com função enquanto elemento visual e determinação enquanto elemento conceptual, estabelecendo relações tangíveis e intangíveis em redor”.

02.- Praça D. João II

(A Praça D. João II – Turismo do Porto e Norte de Portugal)

Já neste blogue temos vindo a falar deste escultor, que admiramos, nomeadamente, nos postes «O Convento refúgio do escultor José Rodrigues» e «Arte no espaço público da Vila das Artes» (Vila Nova de Cerveira).

 

O escultor José Rodrigues, falecido em 2016, para além das suas inúmeras intervenções em espaços públicos de cidades espalhadas por Portugal, principalmente mais a Norte, também fez algumas intervenções em espaços públicos de Trás-os-Montes, nomeadamente em:

  • Alfandega da Fé, com o «Cego dos Cerejais»;
  • Bragança, com «Homenagem à Indústria da Seda/Monumento ao tecelão/Tear»;
  • Valpaços, com «Santa Comba e o Rei Mouro»;
  • Boticas, com «Menino da Rotunda do Noro».

 

Em próximos postes, naturalmente, iremos falar de cada uma destas obras. Hoje, porém, aproveitando a nossa escapadinha de fim-se-semana a Vila do Conde (Porto), vamos falar, muito resumidamente, da obra deste escultor deixada no espaço urbano desta cidade.

 

Trata-se da «Memória dos 500 anos dos Descobrimentos Portugueses e da participação de Vila do conde na epopeia Marítima», abreviadamente «Monumento a D. João II», na praça com o mesmo nome.

03.- 2020.- Vila do Conde (Porto) (197)

Na placa ali colocada pode ler-se: “Praça monumento concebida pelo escultor José Rodrigues, marcada pela afirmação vertical de um mastro e do velame de nau sulcando, ondas geométricas

04.- 2020.- Vila do Conde (Porto) (189)

 com uma sereia [em bronze e folha de ouro]

05.- 2020.- Vila do Conde (Porto) (194)

pontuando um mar encantado e onde o firmamento se espelha [e bancos em pedra].

06.- 2020.- Vila do Conde (Porto) (204)

Rotas de aventura, instrumentos de navegação e relógio de sol [em madeira e aço].

07.- IMG_3842

(Fonte:- https://museudigital.pt/pt/roteiros/18)

Esfera lembrando o universo sideral.

08.- 192-monumento-a-d-joao-ii-praca-vila-do-conde-8

(Fonte:- https://museudigital.pt/pt/roteiros/18)

A força dos Padrões traduzindo a presença dos portugueses nos cinco continentes.

09.- Padrões

(Fonte:- https://museudigital.pt/pt/roteiros/18)

09a.- monumento-a-d-joao-ii-praca-vila-do-conde-6

(Pormenor -Fonte:- https://museudigital.pt/pt/roteiros/18)

A água fonte de vida, como o sangue dos marinheiros que levam naus e caravelas a sulcar «mares nunca dantes navegados»”.

10.- 2020.- Vila do Conde (Porto) (205)

O chão tem as ondas do mar, como se pode ver pelas imagens acima exibidas.

 

“José Rodrigues referiu que a Praça seria um espaço de memórias, que teria de falar por si própria, mas que seria simultaneamente um lugar de encontro e de fazer perguntas”. […] O escultor pensava valorizar este espaço público de modo a relacioná-lo intimamente com a comunidade, a sua história e as suas memórias.”

 

Esta obra foi uma encomenda do Município de Vila do Conde em 1999 e, em 14 de junho de 2001, foi inaugurada a praça.

 

Tudo isto faz jus ao enorme contributo que, na época das Descobertas, Vila do Conde teve na indústria de construção naval, em que naus e caravelas, aqui construídas, levaram os portugueses às cinco partidas do Mundo.

 

Não é por acaso que, em Vila do Conde, na sua margem ribeirinha está colocada uma réplica de uma Nau Quinhentista.

11.- 2020.- Vila do Conde (Porto) (281)

P.S. – Num blogue por nós consultado «Arte da São» pode ler-se: “Na Doca pequena espraia-se a Praça D. João II, que com uma intervenção recente foi reabilitada, a autoria desta remodelação foi um projeto encomendado a Siza Vieira, tem alguns símbolos como os Padrões, as Esferas e a Sereia do Escultor José Rodrigues, dedicadas a evocar a participação desta Cidade nas aventuras da Navegação na época dos Descobrimentos”. Face ao que a placa que acima referimos, da responsabilidade da autarquia vila-condense, julgamos que a informação aqui aposta é imprecisa. Por isso, aqui fica o nosso reparo…

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