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andanhos

14
Out10

Apresentação

andanhos

 

POIS...

 

Embarcamos na onda.
Pelos vistos, é o que está a dar…
Criou moda.


Porque estou aqui?

Por necessidade de comunicar?

Ir mais além dos que me são próximos?


Partilhar.

Sim, partilhar…


Num mundo tão plural, multifacetado, caleidoscópio, onde, simultaneamente, abundam tantas exclusões e solidões!...


Daí a necessidade de sairmos de dentro de nós, de ocupar a nossa solidão, encher o peito do nosso eu, partilhando com os outros, feitos da mesma humanidade, as nossas fantasias, sonhos, utopias, mundos, depressões, ilusões e desilusões, lutas, chorando, rindo, enfim ... celebrando a vida.


Bem aventurados media!...

 

Aqui se mostrará apenas uma faceta do autor – o seu gosto por caminhar e pelo contacto com a natureza e o património.

 

E o seu encanto pela fotografia, feita de luz, iluminando-lhe a alma.


Aqui ficarão as suas impressões das suas (muitas) caminhadas que o “andarilho” faz, mostrando os mais variados recônditos (“andanhos”) que a sua passada percorre.

 

O presente blog, depois do capítulo "RAÍZES", será constituído por sete grandes capítulos ou blocos temáticos, a saber:

 

* MEMÓRIAS DA MINHA INFÂNCIA;

* GALLAECIA, dividido nas rubricas:

     -  Por Terras da Gallaecia;

     -  Pelos Caminhos de Santiago na Galiza;

     -  O Douro dos meus encantos;

     -  Por terras do Alto Tâmega e Barroso.

    

* POR TERRAS DE PORTUGAL;

* ENCONTROS COM A HISTÓRIA E O PATRIMÓNIO

* ÁREAS NATURAIS

* EVENTOS E PASSEIOS;

* FÉRIAS


Expliquemos agora a foto que serve de cenário ao cabeçalho do presente blog. Porque tudo pode, deve, ser explicado. Porque tudo tem uma razão de ser.


A minha é – eu nasci ali. Onde Trás-os-Montes começa; onde o Douro se impõe em toda a sua tragédia, grandeza e beleza; onde o Marão, qual montanha sagrada, se nos oferece em expressão telúrica, por meio da qual e, como alguém dizia, toda a natureza ascende ao cosmos, deixando um vasto sentimento de nostalgia, saudade, para aqueles que da visão e aconchego das suas fragas/faldas se ausentaram.


Este cabeçalho configura, representa o local da minha infância, o meu mundo, imbuído de eterna recordação, saudade.


Por isso, não resisto em citar aqui Teixeira de Pascoaes, um amarantino que tanto amava o seu Marão, o grande poeta da saudade, quando dedicou a Guerra Junqueiro, também um outro poeta transmontano, alto duriense, o seguinte poema:


Espectros nebulosos
Remotos ascendentes
Emergem na penumbra que flutua
Toda embebida em lua.
E rodeiam-me, tristes, misteriosos.
Neles me perco e me difundo…
Longe da minha idade…
E tudo, para mim, é trágica saudade”.


Depois de tantos anos saído do abraço protector daquelas “fragas”, a saudade daquele recôndito lugar, daquela natureza tão original, transformou-se, para mim, num sentimento de defesa e protecção individual.


Quando revisito aquela minha aldeia é como se tivesse regressado ao paraíso.


Porque aí tomo a aguda consciência da minha própria individualidade ao mesmo tempo que, a visão daquela paisagem, melhor exprime a minha relação com o outro e com a própria natureza, mesmo que esse outro esteja ausente ou se tenha perdido.


Vivendo hoje mais a norte, no meu Trás-os-Montes profundo, paredes meias com os vizinhos galegos, é por isso que a presença e companhia destes tanto me alegra, incentiva e conforta.


Eles, tal como eu e o grande poeta Pascoaes, vivem, nas palavras de A. Fernandes da Fonseca, daquele sincretismo sentimental entre dois contrários – a lembrança presa ao passado e a esperança projectada no futuro.


Para nós, transmontanos e galegos, estes sentimentos representam, enformam, o total investimento nos projectos fundamentais, transcendentais que levamos a cabo, encontrando-nos com as nossas próprias raízes, dando sentido de vida à vida.

Nasci com os olhos postos nas fragas do Marão. Comecei a olhar e a aprender o mundo tendo sempre omnipresente aquele cenário, rodeado de casas brancas, dispersas pela paisagem, e pelos socalcos de vinhedos; ao fundo, como chamando por nós para outras paragens, o rio Douro.

 

A casa que se vê em primeiro plano, hoje completamente votada ao abandono pela desertificação humana da paisagem, foi a minha primeira escola.

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