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Ao Acaso... «Queimada» em terras de Basto

 

 

AO ACASO...

 

...«QUEIMADA» EM TERRAS DE BASTO

 

O nosso amigo Marcelino incluiu-nos no grupo restrito «Amigos do Repasto».

 

Não podendo praticar militantemente, tanto quanto desejaríamos, o repasto gastronómico, do qual, a maioria destes «amigos», são fãs, pela nossa parte, aproveitamos a ocasião destes encontros para nos «deliciarmos» com outras variedades de «repastos».

 

Nesta ocasião, o local escolhido para o repasto foi a Quinta da Fontinha, em Borba da Montanha, concelho de Celorico de Basto.

 

O prato forte foi o cozido à portuguesa.

 

Ficámos um pouco surpreendidos pela escolha, nesta terra, e desta ementa principal.

 

É certo que cozido à portuguesa se come em qualquer cantinho deste nosso Portugal, mas deslocarmo-nos umas boas dezenas de quilómetros quando aqui temos matéria-prima de primeiríssima qualidade, obviamente, sem desprimor para com Celorico de Basto (ou qualquer terra portuguesa), meteu-nos uma certa espécie.

 

E ainda por cima quando, à volta deste repasto, vamos encontrar o nosso amigo (Padre) Lourenço Fontes, num dia forte da Feira do Fumeiro, em Montalegre!

 

Naturalmente, como amigo que somos dele, não deixámos de comentar tal circunstância, para logo imediatamente ficarmos repesos de abordarmos tal assunto, porquanto, se Padre Fontes já vinha a este nosso repasto intimamente com um certo sabor de traição à sua terra pela falta de presença, pressentimos que a nossa conversa lhe acicatou mais o remorso.

 

Para quem é pouco frequentar das terras de Basto, como nós somos, este repasto serviu de ensejo para nos deliciarmos com outras «iguarias» destas terras.

 

Gostámos de ver algumas casas brasonadas, com uma ou outra recuperada para agroturismo e turismo de habitação, em que as terras de Basto têm sido pioneiras, apesar de termos presenciado alguns palacetes em ruínas, a necessitarem de urgente intervenção e outra valia, quer económica e/ou social, antes que, com o decorrer do tempo, sejam reduzidas a pó e cinza.

 

Gostámos também de ver a linha de caminho-de-ferro - a antiga linha do Tâmega - agora transformada em ecopista. E ficámos com o desejo de, um dia destes, a degustarmos, percorrendo-a desde Amarante até ao Arco de Baúlhe.

 

Entrámos em duas ou três casas apalaçadas, apreciando a arte dos seus jardins de camélias e admirando as suas flores. Não é por acaso que Celorico de Basto é a capital das camélias!

 

Não deixámos de ir ao encontro do Núcleo Museológico dos Moinhos de Argontim. Conhecer a sua história e ficar com um pouco do seu registo cénico foi para nós foi um ponto alto deste encontro degustativo.

 

Em suma, se por acaso não é em dia e meio, com um repasto gastronómico tão pesado, como um cozido à portuguesa, que se tem tempo de apreciar todas as «iguarias» destas terras, como, nomeadamente, o seu Castelo de Arnóia e o Mosteiro, que leva o mesmo nome, e que, com certeza, servirão de tema para futuras Memórias de um andarilho, para o «Ao acasso...» não era este o tema que nos interessava relevar nesta crónica.

 

Após um cozido à portuguesa «à Basto», regado com tinto verde, pois então!... não estamos na região do «verde»?... (para alguns; para outros, nem tanto assim...) e com o «bucho» cheio, ao estar presente o homem que se dá tão bem quer com Deus quer com o seu contrário, era de esperar que não faltasse a célebre «Queimada», feita por mãos de um homem de Deus, mas a quem os diabos, e outras figuras menores das «profundezas», respeitam, finalizada com o respetivo «Esconjuro».

 

Aqui ficam, pois, em três quadros (retirados da câmara do nosso telemóvel), tais quais três pinceladas, da dita, com o oficiante em vestes talares, faltando-lhe apenas o deslumbrante e protocolar chapéu.

20160123_145234.jpg

(Quadro I)

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(Quadro II)

20160123_145915.jpg

(Quadro III)

 

No final, a foto do oficiante e seus respetivos acólitos.

P1230111.jpg

Bem assim a serigrafia comemorativa do «encontro» - Memórias - da autoria de Júlio Cunha.

Serigrafia Júlio Cunha Memórias.jpg

E com esta crónica nos ficamos por aqui. Até ao próximo repasto de lampreia! Pelas terras do Lima...

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