Terça-feira, 26 de Novembro de 2013

Gallaecia:- Pelos Caminhos de Santiago na Galiza - Caminho do Norte - 6ª etapa


CAMINHO DO NORTE DE SANTIAGO NA GALIZA


21. Dezembro.2007:- 6ª etapa – Sobrado dos Monxes-Pedrouzo (Arca - O Pino)

 

 

1.- Um «longo penar»

Nunca, num só dia, tinha feito tantos quilómetros a pé, perto de 42!

 

Quando cheguei ao albergue de Pedrouzo (Arca - O Pino) não quis saber de mais nada senão deitar-me.

 

Sinceramente, não me lembro nem de tomar banho nem de comer.

 

Até Arzúa a «coisa» ainda vá que vá. Depois de Arzúa e, particularmente, a partir de Salceda, foi, positivamente, um «longo penar»...

 

A sorte foi o Caminho não ter excesso de desníveis. Caso contrário, com certeza, não teria completado a pé este percurso todo.

 

Nesta etapa dei conta que, positivamente, o limite razoável das minhas forças não deve ultrapassar uma caminhada, num só dia, de 30 quilómetros. Andar mais de quarenta quilómetros foi demasiado arriscado.

 

Hoje, obviamente, em função de mais anos de idade e por questões de saúde que, com o correr dos anos, nos vão apertando, seria impensável acometer tal façanha.

 

Há seis anos atrás - e pensando hoje nesta etapa - representou um dos maiores desafios que, em termos físicos, enfrentei na minha vida. Estava, praticamente, a iniciar as caminhadas para além de 20 a 25 quilómetros.

 

Tentei a experiência na antepenúltima etapa do Caminho Primitivo, porque depois de anos de treino e mais de seis dias de Caminho me achava preparado e, confesso, não me dei bem com a experiência. É que as consequências dos nossos excessos nem sempre se dão logo conta. Vêm com o tempo.

 

Dizia, assim, que desde Salceda até Pedrouzo foi, manifestamente, um «longo penar».


Contudo, depois de andar mais de 33 quilómetros, e faltando-nos um pouco menos de 10, parece que, do interior de mim mesmo, mais forças vinham para acabar a etapa.

 

E consegui! Sem outras «mazelas» de maior senão o extremo cansaço.


Ao acordar ao outro dia a seguir só pensava que, finalmente, percorridos os 19 quilómetros que nos faltava, estaríamos com o nosso objetivo inicial cumprido - Santiago de Compostela!...

 

É no final da primeira parte desta nossa etapa que o Caminho do Norte se une como Caminho Francês - em Arzúa. A partir de Arzúa é como todos os livros e sítios da internet dizem: acabou-se o sossego, a solidão em que apenas «falamos» nós, num verdadeiro solilóquio, tendo apenas como espetadores a paisagem e o património. As pessoas, poucas, que íamos encontrando no Caminho, na maioria dos casos, estavam mas é tratando da sua vida. Porque, o trabalho do campo, exige total entrega, quase absoluta exclusividade.

 

Em Arzúa, o cenário, apesar de andarmos na época de inverno, muda: aparecem, e cruzamo-nos com muita mais gente.

 

O Caminho do Norte é, na verdade, tal como o Primitivo, aquele que mais propicia o «encontro» connosco mesmos.

 

Aproveito esta ocasião para recordar que, nestes últimos dias, meu amigo Fábio se encontra, sozinho, a fazer este Caminho todo, desde o seu início, em Irún. Desejo-lhe um Bom Caminho bem assim que dele tire o máximo de proveito no sentido de uma autêntica reflexão sobre a vida e os novos «trilhos» a nela pisar, face aos tempos difíceis porque estamos passando. É também para isto que os Caminhos servem...

 

2.- DESCRIÇÃO SUCINTA DA ETAPA


A.- Primeira parte da etapa:- Sobrado dos Monxes - Arzúa

 

2.1.- Percurso da primeira parte da etapa

 

 


2.2.- Perfil da primeira parte da etapa

 

 


2.3.- Saída de Sobrado dos Monxes


Foi uma primeira parte da etapa que se fez de forma tranquila e sem sofrimento.

 

Levantámo-nos bem cedo. Estava bastante frio.

 


Depressa saímos do albergue do Mosteiro, logo após a toma do pequeno-almoço para iniciarmos a nossa longa jornada.

 

Não tenho bem presente, pois já lá vão quase seis anos e a nossa memória já não é o que era, mas saímos de Sobrado antes das seis da manhã, quase ainda noite.

 

O dia era longo. Por isso, as fotos também foram poucas. Não se podia fazer muitas paragens para contemplar seja o que fosse, pois, com tantos quilómetros pela frente, e uma locomotiva a andar como o Fábio, para além de partirmos o grupo, arriscávamo-nos também a chegar não só noite dentro ao albergue como, pior ainda, a apanharmos não só e com a geada no lombo.

 

Por tal circunstância apenas aqui se mostram, como digo, as poucas fotos tiradas quando fazíamos curtas paragens ora para comer, ora para beber ou descansar um pouco.


2.4.- De Boimil A Sendelle


Neste troço, apenas nos fixámos na capelinha ao longo do Caminho - a de São Miguel de Boimil

 


bem como a Igreja paroquial de Santa Maria de Sendelle.

 


De manhã, e com tanto frio, urje andar para aquecer.


2.5.- Davil e A Mota


Em Davil desdpertou-nos a atenção o «carvallo de San Anton» e, na passagem por La Mota (A Mota, em galego), a ermida ou capelinha

 


metida dentro de um carvalhal.

 

2.6.- Arzúa


Aqui completámos aquilo que, para a maioria dos peregrinos e indicação dos «Guias», é uma etapa, percorridos que foram 22 quilómetros.


Por isso, aqui nos retivemos um pouco não só para descansar, pois aceleramos-lhe bem de manhã, como para comer e abastecermo-nos.

 

No final de contas, tínhamos cumprido, com relativa facilidade, a primeira parte da nossa jornada.

 

Desta feita, tivemos direito a um pouco mais de tempo para contemplar a e apreciar não só o seu aglomerado urbano, e o movimento das suas gentes, como também um ou outro dos seus monumentos, aqueles que, na nossa lista, os reputávamos como mais interessantes ou representativos.

 

Na vila de Arzúa, o Caminho Francês recebe os peregrinos procedentes do Caminho do Norte.

 


Nesta localidade, famosa pela grande riqueza de queijos da comarca (queijos com Denominação de Origem Arzúa-Ulloa), o peregrino ainda hoje pode encontrar diversos vestígios jacobeus, como a rua do Caminho, a igreja de Santiago,

 

 

com o seu lindo campanário,

 


e, também, a capela gótica de A Magdalena,

 


pertencente a um desaparecido hospital aqui existente.


A partir de Arzúa perde relevância a omnipresente vegetação autóctone galega.


Obviamente que não podíamos deixar de ver a escultura urbana «Os meninos e os bezerros»,

 


na Praça Maior e, como não podia deixar de ser,

 


a célebre escultura «A Queixeira».

Enquanto tomávamos um segundo pequeno-almoço reforçado, ainda tive tempo de ler duas ou três páginas de um livro sobre o Caminho que tinha adquirido na véspera na «tienda» do Mosteiro de Sobrado. O seu título era «El Camino de Santiago - Guía práctica del peregrino», de José María Anguita Jaén, editado pela Editorial Everest. Tratava-se de um «pacote» que continha o Guia, desenvolvendo exaustivamente todas as etapas do Caminho Francês, desde Saint-Jean-Pied-de-Port - Roncesvalles até Santiago de Compostela e, resumidamente, os outros Caminhos restantes: o trajeto Aragonês; o Prolongamento (Epílogo) do Caminho de Santiago até Muxia e Finisterra; a Via da Prata; os Caminhos do Norte; os Caminhos Portugueses e o Caminho Inglês.


Na etapa 30 daquele Guía, que vai de Ribadiso a Arca d’O Pino, encontra-se a localidade ou Vila de Arzúa - local, como já disse, do encontro dos Caminhos do Norte e Francês. E, no que se refere a Arzúa, reza, a determinada altura (fazendo uma tradução um tanto ou quanto «livre»):


“Arzúa é outra das localidades importantes do Caminho de Santiago na Galiza, se é que se trata de Vilanova, povoação que o Liber Sancti Iacobi menciona entre Boente e Ferreiros. Ainda que não se encontrem documentos cabais que comprovem esta identificação, contudo existem alguns indícios que a dão como possível: em primeiro lugar, trata-se da povoação mais importante neste traçado do Caminho. Por outro lado, sabemos que já o era no século XII, pois conta com duas igrejas românicas construídas naquele tempo.


Como no caso de Sarria, Vila Franca del Bierzo e outras mais, possivelmente existia ali anteriormente uma aldeia, chamada Arzúa, a que se sobrepôs, nos finais do século XI ou princípios do século XII, uma nova povoação formada por gentes de fora, fundamentalmente artesãos, atraídos pelo constante trafego de peregrinos no lugar. Por esta razão, precisamente para diferenciá-la da aldeia pré-existente, se lhe deu o nome pouco original de Vilanova. E, quanto ao fato de o Liber Sancti Iacobi, obra com grande vontade de precisão nas suas indicações topográficas, se a denominou com este pouco explícito nome, faz-nos supor que este lugar teve uma especial vinculação com Santiago de Compostela, até ao ponto de ser considerada ali como a Vilanova por antonomásia, a Vilanova que não necessitava de um sobrenome para diferenciá-la das demais.


Noutra obra produzida em Santiago de Compostela na mesma data do Liber Sancti Iacobi - A Historia Compostelana - mencionam-se várias Vilanovas e todas têm apelido (Vilanova de Deza, Vilanova de Magide...) menos uma, um lugar que Pedro Arias doou à Igreja de Santiago de Compostela. Se esta Vilanova da Historia Compostelana for a mesma da do Liber Sancti Iacobi, teremos conformada a presunção de que Arzúa pertencia à Mitra de Santiago. E, em abono desta teoria, temos o último capítulo do Guia do Liber Sancti Iacobi, onde constam três milagres a propósito de três pessoas que não cuidaram dos peregrinos como deviam. Em todos eles, ao se mencionar o nome do lugar onde sucedeu o milagre, dá-se todo o tipo de precisão topográfica para situá-los, («em Nantua, que é uma cidade entre Genebra e Lyon...»; «na cidade de Poitiers, desde a casa de Jean Gautier até à igreja de Saint Porcaise...»). E o terceiro situa-se simplesmente em Vilanova, o que quer dizer que, naquele tempo, pelo menos, não havia a possibilidade de confundi-la com outras Vilasnovas.

Este é o milagre que o Livro ambienta em Arzúa (Vilanova):


«Em Vilanova [Arzúa] um peregrino pobre pediu esmola por amor de Deus a uma mulher que naquele momento tinha um pão a aquecer numas brasas. Ela respondeu-lhe que não tinha pão. O peregrino replicou: ‘Oxalá que o pão que tens se converta em pedra!’. Quando o peregrino se foi embora e estava bem longe de casa da mulher, a desavergonhada dirigiu-se à brasas pensando recuperar o seu pão. Mas encontrou uma pedra em seu lugar. Profundamente arrependida, foi em perseguição do peregrino, mas já não o pode encontrar». Dá-se o caso que muitos dos milagres que salpicam o Liber Sancti Iacobi situam-se justamente em lugares que pertenciam à Mitra de Santiago de Compostela. É provável que também este seja o caso (...) osa peregrinos de épocas posteriores (séculos XIV e XV) testemunham que a antiga Vilanova voltou a recuperar o seu nome antigo - Arzúa”.


Aqui fica exposto um pouco da história, ou das voltas, do nome de Arzúa.

 

B.- Sergunda parte da etapa:- Arzúa - Pedrouzo (Arca - O Pino)


A grande maioria das localidades por onde se passa nesta segunda parte da nossa etapa devem o seu nome à via que levava os peregrinos até Santiago de Compostela. Desde o nome de Ferreiros, nítida alusão à importância que estes artesãos tinham na época, até ao nome de Calzada, Calle, Brea, (vereda) e Rúa, entre outros, nomes de localidades que, ao longo deste segundo troço, nos poderemos dar conta da sua existência ainda.

 

2.7.- Percurso da segunda parte da etapa

 

 


2.8.- Perfil da segunda parte da etapa

 


2.9.- De Arzúa até a A Calzada


De Arzúa sai-se pela Rúa del Carmen, com as sua casas típicas, caraterísticas, em madeira, para, ao Km 36, o número de quilómetros que nos falta percorrer para chegarmos a Santiago, passámos por As Barrosas. Aqui existe uma capela (a de São Lázaro) e um monumento/«Memorial».

 


Depois de passarmos o rio Brandeso, afluente do rio Iso, subimos até Preguntoño, aldeia da paróquia de Burres, com a sua ermida de São Paio, do século XVIII.

 

A seguir a Preguntoño, vem Peroxa e mais um pequeno riacho - Ladrón. E logo estamos em Taberna Vella para, logo imediatamente a seguir, entrarmos em A Calzada, último núcleo do concello de Arzúa.

 

2.10.- De A Calzada ao Alto de Santa Irene (O Impalme)

 

Ao deixarmos a A Calzada entramos no concello de O Pino, o último antes de Santiago. E a primeira povoação que encontramos é Calle, aldeia da paróquia de San Breixo de Ferreiros.

 

Passámos pelo arroio Languello, por Outeiro, Boavista e, percorridos um pouco mais de 11 quilómetros, estamos em Salceda.

 

Aqui as «forças» começavam a fraquejar. Havia que ir ao fundo de mim mesmo arranjar coragem para continuar.


A passagem por um outro monumento/«Memorial». Trata-se do peregrino suíço de nome Gillermo Watt, falecido em 1993, enquanto fazia aqui este Caminho,

 


julgo ter sido providencial, pese embora a minha total descrença quanto a estas coisas...

 

Passámos por O Xen, Ras e a A Brea. Aqui parámos um bocadinho.

 

E, quase logo de seguida, chegámos ao Alto de Santa Irene (Impalme), com a sua área de repouso e a sua «bomba hidráulica».

 


E, percorridos que foram 16 quilómetros desta segunda parte, aproximadamente, estamos em

 

2.11.- Santa Irene

 

Santa Irene é um pequeno lugar com pouco mais que uma área de repouso, uma fonte (barroca),

 


capela ou ermida e dois albergues (um privado e um público).

 


No século XVIII a capela é dedicada à mártir portuguesa Santa Irene, uma jovem e bonita freira que morreu em 653 defendendo o seu voto de castidade na antiga cidade de Scalabris. (Tradução «livre» da publicação «Walking the Camino de Santiago - from St. Jean-Pied-de-Port to Santiago de Compostela and on to Finisterra», de Bethan Davies & Ben Cole, da Pili Pala Press, página 175).


Da Wikipedia aqui fica uma das lendas de Santa Iria ou Irene. Que não se deve confundir com a história (ou lendas também) que andam à volta das santas Ágape, Quirónia e Irene, do ano 304, da cidade de Tessalónica, Grécia:

 

“Conta a história que na antiga Nabância (Tomar) nasceu Iria, uma bela jovem. Desde cedo, Iria descobriu a sua vocação religiosa e entrou para um mosteiro. A região era governada pelo príncipe Castinaldo, cujo filho Britaldo tinha por hábito compor trovas junto da igreja de S. Pedro. Um dia, Britaldo viu Iria e ficou perdidamente apaixonado por ela. Ficou doente de amor e, em estado febril e desesperado, reclamava a presença da jovem. Temendo o pior, os pais foram buscá-la. Iria pediu-lhe que a esquecesse, porque o seu coração e o seu amor eram de Deus. Britaldo concordou sob a condição de que ela não pertencesse a mais nenhum homem. Passados tempos, Britaldo ouviu rumores infundados de que Iria tinha atraiçoado a sua promessa e amava outro homem. Furioso, seguiu-a num dos seus habituais passeios ao rio Nabão, apunhalou-a e atirou o seu corpo à água. O corpo de Iria foi levado pelas águas até ao Zêzere e daí ao Tejo. Foi encontrado junto da cidade de Scalabis (Santarém), encerrado num belo sepulcro de mármore. O povo rendeu-se ao milagre e, a partir de então, a cidade passou a chamar-se de Santa Iria, mais tarde Santarém. Cerca de seis séculos depois, as águas do Tejo voltaram a abrir-se para revelar o túmulo à rainha D. Isabel, que mandou colocar o padrão que ainda hoje se encontra na Ribeira de Santarém”.


Aproximadamente, entre o Km 20 e 19, antes de Santiago, um eucaliptal e, sensivelmente ao Km 19, estamos na

 

2.12.- A Rua

 

pertencente à paróquia de Arca.

 

Deixo aqui uma foto da sua fonte, onde parámos um bocadinho,

 


já completamente exaustos, rotos de todo. Pelo menos eu. Cada um disfarçava como podia.

 

Mas faltavam escassas centenas de metros para chegarmos a

 

2.13.- Pedrouzo (Arca - O Pino)

 

e ao seu albergue

 


onde, como já referi, caí como uma pedra na cama até ao outro dia a seguir.

 


A «Queixeira» de Arzúa por um artista local)


Deixo agora, para visionamento do(a) leitor(a), um singelo diaporama desta etapa.

 

[Nota:- Para ouvir o diaporama, aconselha-se a tirar o som ao rádio, no canto superior esquerdo do blogue].

 

 


 



publicado por andanhos às 21:21
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