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Gallaecia - Pelos Caminhos de Santiago na Galiza:- Caminho do Norte - 2ª etapa


 

CAMINHO DO NORTE DE SANTIAGO NA GALIZA

 

17 de Dezembro de 2007:- 2ª etapa - Lourenzá-Gontán (Abadín) ( 24 Km)

  

Álvaro Cunqueiro (Mondoñedo), 1911-Vigo, 1981)

 

Cultivou todos os géneros literários (narrativa, teatro, poesia, artigos para periódicos...).

Álvaro Cunqueiro é uma das figuras mais importante da história, da literatura galega e espanhola.

 

Em 1932, quando tinha apenas 20 anos, publicou o seu primeiro livro de versos,

«Mar ao norte», seguindo-se «Poemas do sim e do não» (1933), «Cantiga nova» (1933).

 Depois da Guerra Civil, em 1950, deu a conhecer o seu livro «Dona do corpo delgado».

 O seu último livro de poemas, «Herba aquí ou acolá», apareceu em 1980.

 

 

 

 

 

ESE ALGUÉN DE MEU QUE NUNCA VOLVE

 

Ese alguén de meu que nunca volve

 á auga da infancia

 sin saber saír do laberinto.

 Ese que é outro home que eu levo

 derrubado sobre min

 ou como a hedra 90 carballos abraza.

 

 En balde lle digo que hoxe recollen

 as coloradas mazáns

 e que hai que buscar as que caen entre a herba.

 Verdadeiramente é como levan un morto

 nada apetece e de nada se lembra

 preguizoso sombrío. A seu carón vivo

 e o eu que canta e volve

 mira de esguello pra ónde xaz

 e olla cómo podrecen nel os soños e os anceios

 a mocedade que foi e as sorrisas das mulleres

 todo o que foi amado e recibido

 todo o que foi e nunca máis será-

Pro o eu que vive e anda

 resiste e non esquece ren,

 despedíndose farto de vida

 cando a vida de meu e máila súa acaben.

 Pro eu resucitarei que soio volven

 os que recordan compañeiros.

 

 

1.- TRAÇADO DO PERCURSO


 

 


 

2.- PERFIL DO PERCURSO


 

 


 

3.- PELAS MONTANHAS LUCENSES

 

O «Caminho da Costa» já nos está longe. Agora avançamos por vales até à meseta interior de Lugo, como se poderá ver pelo percurso e perfil da etapa acima reproduzido.

 

Saindo de Vila Nova de Lourençá, depois de passarmos por uns barrancos curtos, embora bem pronunciados, para alcançarmos a colina que nos separa de Brea, avistámos, ao fundo, os arredores de Mondoñedo,



uma das sete antigas capitais do antigo reino da Galiza.

 

Mondoñedo é uma das mais históricas e monumentais localidades da província de Lugo.

 

Aqui fizemos uma ligeira pausa para descansar

 


e comprar de comer numa «tienda».

 


Fomos dar uma vista de olhos ao centro histórico e a alguns dos seus monumentos, de um modo especial a sua catedral. Virada para a catedral, a estátua de um dos mais queridos e ilustres modonienses - Álvaro Cunqueiro.


 

A subida que, logo a seguir a Mondoñedo tínhamos que enfrentar, e que nos levaria até ao planalto onde fica Gontán, término da nossa etapa de hoje, era de meter respeito. Não tanto pela subida abrupta, e sem rampas, mas pelo seu comprimento e pelos constantes desníveis.

 

Pela estrada local chegámos a Lousada sem passarmos pela N-634.

 

Em Lousada passámos por um troço do antigo caminho real de Mondoñedo a Abadín. Aqui o percurso foi bastante agradável. No final, depois de uma subida acentuada, ali estava, solitária, a capela ou ermida de São Cosme da Montanha.

 

 

4.- DESCRIÇÃO SUCINTA DA ETAPA (DESTAQUES)

 

4.1.- De Vila Nova de Lurenzá a Mondoñedo

 

De Lourenzá a Mondoñedo aqui ficam alguns trechos da paisagem, na passagem por Arroxo e Grove.

 

4.2.- Mondoñedo

 

Naquela que foi uma das sete capitais do reino da Galiza há a destacar:

 

  • A Catedral de Santa Maria,

 


de origem românica.

(Pormenor da fachada principal)

Foi à volta dela que o burgo começou a expandir-se. De realçar a sua roseta gótica,

 


na fachada principal,

 

(Pormenor da roseta gótica)


o claustro renascentista,

 


o retábulo baroco

 


e as pinturas murais (frescos).

 

(Degolação dos Inocentes - 1º achado)

 

(Degolação dos Inocentes - 2º achado)

 

(Vida de São Pedro)


  • O Museu Catedralício e Diocesano.



Mesmo junto à catedral,

 

(Pormenor da sua fachada principal)


tem um importante acervo de arte sacra.

 

(São Francisco)

 

(Sagrada Família)


Recomendo vivamente a visita ao sítio da internet: http://www.turgalicia.es/fotos/IMAGENES/FLASH/ARQUITECTURARELIGIOSANP/vtour_mondonedo/index.html

onde poderemos ver, em 360º, o exterior da catedral, o interior com o altar-mor, os órgãos, os frescos, a roseta gótica, as capelas, a sacristia, o claustro renascentista e o museu.


  • O edifício do Ayuntamiento, do século XVI.

 

  • A Casa Consistorial.

 

 

  • A Igreja da Virgem dos Remédios.

 

  • A Igreja de Santiago (Abside).

 

 

  • O Seminário de Santa Catarina.

 

 

  • O Hospital de São Paulo.

 

 

  • A Fonte Vella.

 

 

  • A Fonte dos Pelamios e o Monumento a José Diaz Jácome.

 

 

  • A Ponte do Passatempo. É interessante a história e a lenda que anda ligada a esta ponte e relacionada com Pardo de Cela,que se poderá ver, entre outros, no seguinte sítio da internet: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pardo_de_Cela.

 

 

Em Mondoñedo, o granito é rei, constituindo as ruas do seu centro histórico, com todos estes edifícios, um museu ao ar livre da história galega. Um verdadeiro mostruário da arquitetura mondoniense de todas as épocas. Por aqui passeava-se um dos seus filhos prediletos - o escritor Álvaro Cunqueiro, o autor que melhor retratou a Galiza rural e provinciana dos princípios do século XX.

 


E, claro está, não podíamos deixar de falar da Casa «O Rey das Tartas», a confeitaria para os mais gulosos, tendo já ultrapassado as fronteiras de Mondoñedo.

 

(Fachada da célebre Casa das «Tartas»)

 

(Pormenor da montra)

(As afamadas «Tartas»)


Aqui existe o novo «Centro de Interpretarão e Informação do Caminho do Norte» instalado num antigo paço do centro histórico, onde o historiador Juan Ramón Fernández Pacios atende os peregrinos e os acompanha numa visita pela sala de exposições. Mas, infelizmente, não entrámos lá. Já se fazia tarde...

 

Na subida, à saída de Mondoñedo, veem-se fantásticas panorâmicas sobre a cidade.

 

(Panorâmica sobre a cidade)

 

(Panorâmica sobre a catedral)

  

(Panorâmica sobre uma das torres da catedral)


 

4.3.- Lousada

 

Em direção ao planalto, antes de chegarmos a Lousada, passa-se por um antigo forno de cal e pelo que resta de uma antiga fábrica de mármores.

 


A partir desta antiga fábrica, inicia-se uma dura subida pelo «caminho das Fiosas», um velho caminho carreteiro, medieval, até

 

4.4.- São Cosme da Montanha

 

onde se encontra uma singela ermida

 


que chama a atenção pelo isolamento em que está. Nos dias 26 e 27 de Setembro, existe aqui uma famosa romaria, que junta toda a gente do concello.

 

 

4.5.- Gontán

 

Gontán foi sempre um cruzamento estratégico de caminhos, existindo aqui os melhores mercados ou feiras da comarca. Herdeira desta tradição é a famosa Feira dos Santos, que se dá em cada primeiro sábado de Novembro. Nesta feira intercambiam-se, compra-se e vende-se, os produtos do campo e das pastagens, o gado. Um pouco como em Chaves...

 

5.- APRECIAÇÃO FINAL

 

Etapa, apesar do frio e da muita geada,

 

(Aspeto de uma das aldeias ao longo do percurso da etapa)

 

(Cenário idêntico numa outra)


muito agradável, de um modo especial quando o sol começou a despontar.

 

Os espigueiros («hórreos») são muito característicos e profusamente espalhados

 


numa paisagem que se nota ser de gente humilde e simples.

 

(Pormenor nº 1 - gato à janela)


(Uma típica porta rural)


Contudo, não falta prados

 

 


e gado.

 


O albergue de Gontán estava muito bem equipado e bem aquecido.

 


As bolhas foram o meu flagelo na parte final da etapa. Mas o «cirurgião» Fábio foi eficaz no seu tratamento.

 

Fizemos o comer na cozinha do albergue e, num ambiente super-acolhedor e quente, dormimos como «santos» e acordamos, no dia a seguir, como «anjos», com novas asas para outra caminhada.


Deixo agora, para visionamento do(a) leitor(a), um singelo diaporama desta etapa.

 

[Nota:- Para ouvir o diaporama, aconselha-se a tirar o som ao rádio, no canto superior esquerdo do blogue].

 


(Desenho da catedral de Mondoñedo - Fonte:- Eroski Consumer)


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