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andanhos

23
Ago13

Por terras da Gallaecia - Caminhada:- Rota dos vinhedos de Monterrei e de O Rosal (Oímbra)

andanhos
 
 
CAMINHADA - ROTA DOS VINHEDOS DE MONTERREI E O ROSAL (OÍMBRA)
 

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6. Agosto.2013

 

 

 

 
1.- Mapa do percurso da caminhada 
 
 
 
2.- Considerações à volta do vinho de Denominação de Origem (DO) Monterrei 
 

Quem entra em Verín pode ler um cartaz, em grandes parangonas, “Verín – Terra da auga e do viño”.

 

Quanto à água, já falámos nos dois últimos posts, a propósito da caminhada que, pelos principais dos seus mananciais, passámos.

 

Hoje, também a propósito da caminhada que fizemos por alguns dos vinhedos de Monterrei, Verín e O Rosal (Oímbra), vamos falar do vinho.

 

Segundo Carolina Salcides, o vinho de Monterrei tem DO (Denominação de Origem). É, contudo, a mais pequena de toda a Espanha.

 

Este vinho cultiva-se num território com 450 hectares, que inclui os municípios de Monterrei, Oímbra, Verín e Castrelo do Val.

 

A localidade histórica e mais antiga é que lhe dá o nome – Monterrei.

 

Ainda segundo aquela autora, o território onde se produz este vinho está localizado a sudeste da província de Ourense, perto da fronteira portuguesa, nas proximidades da autoestrada das Rías Baixas.

 

O vinho DO Monterrei provém dos vinhedos de duas subzonas:

  • Vale de Monterrei e
  • Ladeira de Monterrei.

 

E acrescenta. Temos vindo a verificar que a Denominação de Origem Monterrei continua a crescer de ano para ano, aumentando o número de produtores-viticultores como de elaboradores-engarrafadores.

 

Hoje em dia a produção total de DO Monterrei ronda os 1,5 milhões de quilos de uva, da qual 65% é uva branca das variedades Godelho, Treixadura e Dona Branca. Os restantes 35% é de uva tinta das variedades Mencia, Bastardo e Araúxa (Tempranillos).

 

Os vinhos brancos são ligeiros, aromáticos, de acor amarela dourada ou um pouco mais escura, a lembrar o amarelo-palha. Têm uma graduação alcoólica próxima dos 11 graus. São plenos, saborosos, equilibrados em acidez e com um retrogosto aceitável.

 

Os tintos caracterizam-se pela cor púrpura, um agradável aroma a frutas, ligeiros e com bom equilíbrio álcool-acidez; com uma graduação alcoólica ligeiramente inferior à dos brancos e com um toque de juventude que os faz gostosos para o consumidor.

 

Este é o discurso promocional de Carolina Salcides. Contudo, tenho estado em algumas “catas” destes vinhos e, particularmente o branco, “mi gusta mucho”.

 

 Infelizmente não pude estar presente este ano na VIII Feira do Viño de Monterrei, que se realizou nos dias 9, 10 e 11 do corrente mês, na Praza da Mercê, de Verín.

 

 

Teve cartazes profusamente distribuídos pela cidade de Verín e arredores. Nesta edição participaram 12 adegas expositoras e teve uma novidade – a constituição da Confraria dos Vinhos de Monterrei.

 

Foi, assim, com este pano de fundo que, no passado dia 6 de agosto iniciei, com os meus habituais companheiros – Fábio e Mitok – aquilo que designaria por “Rota dos Vinhedos de Monterrei e O Rosal (Oímbra)”.

 

Nesta caminhada passámos, essencialmente, por 3 concelhos – Verín, Monterrei e Oímbra (O Rosal) -, deixando de fora, mais acima, Castrelo do Val.

 

3.- Resumo sucinto da caminhada 

 

Iniciámos a caminhada, como vem sendo hábito, nas imediações da Capela de São Lázaro e do albergue de peregrinos (Casa do Escudo), dirigindo-nos para o alto de Pazos,

passando pelas instalações da Casa Quartel de la Guardia Civil   

e por uma capelinha singela, igual a tantas outras que, também pelas nossas bandas, abundam, 

 

para, de seguida, penetrarmos no núcleo mais rústico e rural de Pazos

 

com as suas casas tão idênticas às nossas.

 

(Casa nº 1)

 

(Casa nº 2)

E, baixando, fomos ao encontro dos vinhedos, onde o precioso néctar da DO de Monterrei se faz.

(Vinhedo nº 1)

 

(Vinhedo nº 2) (Cruzamento de caminhos com vinhedo no meio) 

Antes de chegarmos a Vilaza, ao longo de uma reta, sentados numa divisória de uma vinha, encostados aos arames que suportam as videiras, fizemos uma pausa para comer.

 

E constatamos que iriamos ficar sem um companheiro – o Mitok – por lesão. Aquele joelho esquerdo está para lhe dar ainda muitas arrelias. Mas «torto como o pai» diz que não vai desistir de fazer o Caminho Inglês. Oxalá tenha razão e que tudo corra bem! E que os ares de Coimbra que, neste momento, está tomando, lhe façam bem.

 

 Passámos, assim, a vila de Vilaza já sem o nosso jovem que regressou a Verín.

 

E os dois “velhotes”, depois de atravessarem Vilaza, e de contemplarem mais em pormenor uma fonte;

 

um bonito escudo na parede de uma casa

 

e um característico relógio de sol,

 

e depois de passarmos debaixo de um viaduto da A-52 (autovia das Rías Baixas), trepámos para os montes dos vizinhos das Chás e de O Rosal.

 

Já o ano passado, também com o amigo Fábio, num outro itinerário, tínhamos percorrido estes montes. Mas valeu a pena fazê-lo uma vez mais! Pelas vistas que nos propicia.

 

Pela panorâmica que nos oferece do território onde se produz o precioso néctar de Monterrei.

 

Sempre com a presença constante do Castelo/Fortaleza de Monterrei à nossa frente, seja qual for o lugar para onde nos dirijamos.

 

E o verde dos vinhedos a seus pés. 

 

Se não estivesse, por condições de saúde, condicionado à ingestão desta preciosa “pinga”, seria hoje que, com os meus amigos, ergueria a minha taça, em homenagem ao deus Baco!

 

Mas, como diz Baudelaire, há muitas outras formas de nos embriagarmos. A minha, hoje, não foi tanto de vinho, ou sequer de virtude. Mas de poesia… sugerida pela paisagem que a nossos olhos se implanta e toda ela se nos oferece em todo o seu esplendor daquelas que são as nossas terras galaicas!

 

Deixo agora, para visionamento do leitor(a), um singelo diaporama desta caminhada.

 

[Nota:- Para ouvir o diaporama, aconselha-se a tirar o som ao rádio, no canto superior esquerdo do blogue].

 

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