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29
Abr20

Memórias de um andarilho - Caminho de Santiago - Epílogo (2019) - 6ª e última etapa:- Lires-Muxía

andanhos

 

MEMÓRIAS DE UM ANDARILHO

 

CAMINHO DE SANTIAGO – EPÍLOGO

 

6ª E ÚLTIMA ETAPA – LIRES-MUXÍA

(19.abril.2019)

01.- 2019.- 06.- CS (Epílogo) -Lires-Muxía (82)

Quando se trata da última etapa de um Caminho, sejam quais forem os quilómetro, bem assim a dificuldade em percorrê-los – e hoje apenas percorremos 15, 5 Km -, os mesmos não representam qualquer obstáculos para o caminheiro/peregrino, mesmo que venha muito cansado e, porventura, com feridas: o fim do Caminho está ali; e isso, é o que importa!

 

Apesar de, no calendário cristão, hoje  ser Sexta-Feira Santa, contudo, a nossa etapa não foi nenhuma via crucis.

 

Gostaríamos de, neste post, deixarmos aqui o escrito/poema de um peregrino anónimo que, algures, no fim da 1ª etapa deste Caminho, encontrámos em Negreira.

02.- CS - Epílogo - Poema de Negreira

No quarto/apartamento do Hotel Millan, onde nos hospedámos, naquele dia, enquanto líamos o poema acima exposto, Antón, lembrando-se da Catedral de Santiago que de manhã tinha deixado para trás, no seu caderno de desenhos, entretinha-se a desenhá-la.

03.- Desenho nº 1 do Antón

Ao sairmos do albergue, onde ficámos alojados, em Lires, fomos tomar o pequeno almoço no Bar/Restaurante, onde, ontem, quando chegámos, de Cabo (Faro) Fisterra, almoçámos.

 

E, de pronto, pusemos pés a caminho, andando pelas proximidades do rio Castro e passando por Vaosilveiro, Frixe e Guisamonde.

 

Deixamos aqui três cenário daquele troço percorrido.

04.- 2019.- 06.- CS (Epílogo) -Lires-Muxía (1)

(Cenário I)

05.- 2019.- 06.- CS (Epílogo) -Lires-Muxía (2)

(Cenário II)

06.- 2019.- 06.- CS (Epílogo) -Lires-Muxía (4)

(Cenário III)

07.- 2019.- 06.- CS (Epílogo) -Lires-Muxía (5)

(Cenário IV)

Em pouco tempo, estávamos a passar por Morquintián, ao lado deste Cruzeiro e de uma fonte.

08.- 2019.- 06.- CS (Epílogo) -Lires-Muxía (12)

Morquintián é paróquia já muxiana.

 

Olhando um pouco para o nosso lado esquerdo, aparece-nos o campanário da velha igreja matriz.

09.- 2019.- 06.- CS (Epílogo) -Lires-Muxía (17)

Cerca de 1,5 Km, com as eólicas no alto,

10.- 2019.- 06.- CS (Epílogo) -Lires-Muxía (21)

dirigimo-nos até às imediações do Facho de Lourido. Aqui Antón «requisitou-nos» para uma foto da praxe.

11.- 2019.- 06.- CS (Epílogo) -Lires-Muxía (21a)

Por um largo caminho, chegávamos até ao cimo.

12.- 2019.- 06.- CS (Epílogo) -Lires-Muxía (24)

A partir daqui, começámos a descer,

13.- 2019.- 06.- CS (Epílogo) -Lires-Muxía (27)

sempre a descer,

14.- 2019.- 06.- CS (Epílogo) -Lires-Muxía (32)

até que chegávamos a Xurarantes,

15.- 2019.- 06.- CS (Epílogo) -Lires-Muxía (33)

onde, mesmo aqui, os célebres espigueiros (hórreos) não podiam faltar!

16.- 2019.- 06.- CS (Epílogo) -Lires-Muxía (36)

Saímos de Xurarantes, através de um caminho vicinal – sempre a descer – até que desembocávamos em estrada asfaltada. Já mesmo no fim da descida, virámos à direita e, andando umas centenas de metros, vislumbrávamos a praia de Lourido.

17.- 2019.- 06.- CS (Epílogo) -Lires-Muxía (39)

Chegados aqui, Muxía já não nos fugia – estávamos perto! Mas ainda tínhamos um bom troço a percorrer à beira-mar.

18.- 2019.- 06.- CS (Epílogo) -Lires-Muxía (46)

(Cenário I)

19.- 2019.- 06.- CS (Epílogo) -Lires-Muxía (51)

(Cenário II)

Repare-se, aqui, no rendilhado dos terrenos de cultivo à beira-mar, protegendo-os da inclemência do clima marítimo para o uso agrícola, essencialmente dos ventos.

20.- 2019.- 06.- CS (Epílogo) -Lires-Muxía (56)

(Cenário I)

21.- 2019.- 06.- CS (Epílogo) -Lires-Muxía (58)

(Cenário II)

Enquanto andávamos no passeio, ao longo da costa, não podíamos deixar de imobilizar este momento.

22.- 2019.- 06.- CS (Epílogo) -Lires-Muxía (62)

As gaivotas acompanhavam-nos e começámos a avistar casario.

23.- 2019.- 06.- CS (Epílogo) -Lires-Muxía (61)

 

Entrávamos agora no aglomerado urbano,

24.- 2019.- 06.- CS (Epílogo) -Lires-Muxía (65)

atravessando este largo passeio

25.- 2019.- 06.- CS (Epílogo) -Lires-Muxía (68)

e, sem grandes preocupações agora de seguirmos o trilho oficial do Caminho, deixávamos o bairro limítrofe de Muxía,

26.- 2019.- 06.- CS (Epílogo) -Lires-Muxía (69)

uma zona semiurbana, de agricultores e pescadores,

27.- 2019.- 06.- CS (Epílogo) -Lires-Muxía (71)

e, por este trilho,

28.- 2019.- 06.- CS (Epílogo) -Lires-Muxía (73)

fomos direitos à zona onde se localiza o Santuário de Nossa Senhora da Barca. Quase ao chegar ao cimo deste percurso,

29.- 2019.- 06.- CS (Epílogo) -Lires-Muxía (74)

veja-se a alegria do nosso companheiro/peregrino Florens, fazendo-nos uma careta para a fotografia.

30.- 2019.- 06.- CS (Epílogo) -Lires-Muxía (75)

Antes, porém, de nossos olhos se virarem para o Santuário, à nossa frente, no nosso caminho, eis este monólito – A Ferida – uma escultura de Alberto Bañuelos-Fourier, com mais de 11 metros de alturas, dividida em duas partes, simbolizando a rutura, o impacto que, em 2002, representou o náufrago do petroleiro Prestige, em termos ambientais, para a costa galega, considerado o maior desastre ambiental da história de Espanha. Através da sua fenda, podemos observar o mar. E os barcos, quando se aproximam da terra, podem ver esta obra, lembrando-lhes que não se esqueçam do impacto da maré negra e da enorme solidariedade em que se empenharam tantos voluntários, para que o mar voltasse a ter a cor que hoje, quando por aqui passamos tem e vemos.

31.-2019.- 06.- CS (Epílogo) -Lires-Muxía (75a)

Da Ferida, em frente ao mar, fomos até ao Santuário de Nossa Senhora da Barca.

32.- 2019.- 06.- CS (Epílogo) -Lires-Muxía (74a)

No meio da Costa da Morte encontra-se Muxia, uma aldeia pesqueira por excelência com uma infinidade de histórias por trás ligadas ao mar, aos celtas e também à Santiago. Esta parte da atual Galiza, Espanha, apesar de tudo, foi resistente à conversão ao cristianismo e, só mais tarde convertida, no século XII.

 

A história mais primitiva de Muxia está ligada à existência de um conjunto de pedras situadas na Ponta de Barca ou também designada Ponta Xaviña.

 

Chegados ao Santuário, Florens quis ver as suas famosas pedras. Mas, chegados aqui, um pouco de História, que é o mesmo que dizer, falemos da(s) lenda(s) que anda(m) associada(s) a este lugar e a estas pedras. Se é bem certo que lenda não é História, isto é, não consta de factos comprovados, é, contudo,  através das lendas que, muitas vezes, ou quse sempre, a História se tece. História de um lugar e, com ela, a vida de muitas localidades e povos.

 

Contemos então a versão mais comum e conhecida da lenda ligada a este lugar.

 

No «Narradores del Misterio», podemos ler que em muitos lugares do mundo existiu um culto pagão ligado a algumas pedras assim como a elementos da natureza. Numerosas lendas atestam estas situações e a Costa da Morte, onde estamos, reúne uma série de lugares em relação aos quais se pode afirmar que, efetivamente, esses cultos se praticavam. O facto de estas paragens serem consideradas o fim do mundo (finis terrae), para os celtas e os romanos propiciava essas crenças. Um dos factos que nos mostra a força destas antigas divindades está no interesse que a Igreja Católica teve em cristianizar estes lugares, o que, tal circunstância, deu origem a santuários tão importantes como o Cristo de Fisterra, de que no post de ontem falávamos, ou a Virgem da Barca, de Muxía.

A cristianização da pedra que abanava (abalar, em galego) vem na sequência da dita aparição da Virgem ao Apóstolo (Santiago), numa barca de pedra, quando por estas paragens evangelizava. Depois da aparição da Virgem Maria, Santiago abandona a região norte na qual estava pregando e desloca-se em direção às cidades célticas do Centro e em seguida volta para Jerusalém acompanhado de seus dois discípulos mais próximos, Teodoro e Atanásio, dando por encerrada sua pregação na Península Ibérica, deixando, no entanto, plantada nestas terras distantes, a primeira semente que viria a florescer pelos séculos futuros. Quando a Virgem desaparece, a barca, em que vinha, ficou depositada neste lugar. A barca era constituída pela embarcação (Pedra de Abalar),

33.- Pedra de Abalar

(Fonte:- Leyendas y piedras en Muxía)

que Florens e Antón – pecadores insensíveis – estão pisando-a,

33a.- 2019.- 06.- CS (Epílogo) -Lires-Muxía (75b)

a vela (Pedra de Cadrís)

34.- 2019.- 06.- CS (Epílogo) -Lires-Muxía (76)

(Perspetiva I)

35.- 2019.- 06.- CS (Epílogo) -Lires-Muxía (76a)

(Perspetiva II)

e o leme (Pedra do Timón)

36.- Pedra do Timón

(Fonte:- Leyendas y piedras en Muxía)

A pedra é um símbolo de invariabilidade, que a diferencia de outros elementos da natureza, os quais estão sujeitos a mudança. E relaciona-se com o facto transcendente, que lhe outorga uma certa «sacralização», passando, desta forma, a ser objeto de culto e adoração.

 

É pela forma, tamanho e origem que decorre a sua simbologia, particularmente nas pedras que se movem (abalan, em galego). A Pedra de Abalar move-se com a ajuda de uma pessoa. Todavia, há uma crença popular que que a Pedra de Abalar só se move quando quer, ou seja, quando se move, pressagia desgraça. Esta qualidade de pressagiar ou adivinhar é atribuída também a outras pedras.

 

Ainda segundo o «Narradores del Misterio», e chamando à colação Manuel Murguía, diz que a pedra foi usada na antiguidade como elemento probatório, nomeadamente de fidelidade conjugal, à semelhança de outras pedras celtas.

 

A Pedra de Abalar, que, apesar de tudo, não parou de balançar por muitas centenas de anos, em dezembro de 1978, por via de uma forte tempestade, que sofreu toda a costa da Galiza,  teve fortes danos, que afetou e a fez deslocar do seu lugar original, quebrando-a em parte. Foi depois reparada em várias ocasiões. A última vez foi em 06 de janeiro de 2014, dias depois de um grande incêndio no próprio Santuário da Virgem da Barca.

 

Por sua vez, a Pedra dos Cadrís tem uma forma de rins ou osso helíaco, conforme a perspetiva com que se vê. A ela são atribuídas propriedades curativas. Acredita-se que, se as pessoas passarem nove vezes por debaixo dela, doenças renais, costas e cabeça são curadas.

 

Perto destas três pedras, situa-se a Pedra ou Furna dos Namorados. É um lugar reconhecido, sem qualquer conexão de tipo religioso, onde os namorados juram o amor eterno.

37.- Pedra-dos-namorados1

(Fonte:- Leyendas y piedras en Muxía )

Falemos agora do Santuário da Virgem da Barca.

 

Segundo Ana Wanke – Turismo e Aventura,  estima-se que o Santuário da Nossa Senhora da Virgem da Barca, de Muxia, incrustada em um costão de pedras, era originalmente um santuário celta pré-cristão.

 

Estima-se que a origem do santuário data dos séculos XI ou XII, mas foi reconstruída várias vezes até chegar ao templo atual, que data do início do século XVIII. As torres foram construídas em meados do século XX.

 

O Santuário foi restaurado em 2012, porém no dia 25 de dezembro de 2013 um raio atingiu a construção.

Segundo o Jornal de Notícias, de 26 de dezembro de 2013, as chamas dentro da igreja começaram, na madrugada do dia de Natal, na sacristia e rapidamente alastraram pelas traves de madeira da nave central, deixando o edifício do século XII "totalmente destruído", contou o presidente da câmara de Muxía, Félix Porto, ao jornal "El Mundo".

 

Apesar dos esforços dos bombeiros de vários municípios vizinhos, pouco se conseguiu fazer para travar as chamas e evitar a destruição da igreja situada junto ao mar, naquela que é conhecida como a Costa da Morte.

 

Apesar dos estragos, a importância da igreja levou Junta da Galiza a anunciar que vai tentar reconstruir o histórico templo "custe o que custar", afirmou o presidente Alberto Núñez Feijoo, de visita ao monumento atingido pelas chamas.

 

Infelizmente, apesar de todo o esforço dos bombeiros, todo o seu interior foi queimado, inclusive o lindo retábulo barroco.

 

Após uma inspeção mais profunda ao templo incendiado, as primeiras indicações apontavam que não havia danos graves na cúpula e nas paredes. Foi rapidamente reconstruído, mantendo a aparência exterior anterior.

 

O santuário da Virgem de Barca é lugar de peregrinações desde o século XII e local de celebração de uma das romarias mais emblemáticas da Galiza.

 

Entrámos no seu interior.

38.- 2019.- 06.- CS (Epílogo) -Lires-Muxía (84a)

Dá a ideia que está tudo como dantes, contudo, o original retábulo barroco desapareceu.

 

Estivemos ainda na sacristia, pergunto ao «cura» onde poderíamos obter a «Muxiana», uma vez que a Oficina de Turismo, no centro de Muxía, por ser Sexta-Feira Santa, se encontrar fechada. Não obtivemos resposta cabal, umas vez que ali no Santuário não a passarem.

 

Saímos deste local de peregrinação,

39.- 2019.- 06.- CS (Epílogo) -Lires-Muxía (84b)

tirando uma foto ao Florens e ao Antón numa das paredes do Templo.

40.- 2019.- 06.- CS (Epílogo) -Lires-Muxía (85)

Seguindo pela rua Manuel Lastres e rua Real, deixávamos, à nossa direita, a Igreja de Santa Maria.

41.-2019.- 06.- CS (Epílogo) -Lires-Muxía (86)

Não subimos ao Monte Corpiño, onde a mesma Igreja está implantada. Em 2008 já lá tínhamos estado e, do seu alto, admirado a formosa paisagem sobre o porto de Muxía, de um lado, e, de outro, a norte, a ria de Camariñas, com o  Cabo Vilán, no seu extremo, o parque eólico e, à direita,  o Monte Farelo.

 

Como tínhamos chegado relativamente cedo a Muxía – passava muito pouco do meio dia – entrámos num café junto à Oficina de Turismo. Reforçámos o nosso pequeno almoço, enquanto aguardávamos que Isa, mulher do Florens, e Marth, seu irmão mais novo, chegassem de Vila Real (Portugal). Isa havia-se prontificado a ir-nos buscar a Muxía.

 

E magicávamos como poderíamos obter a «Muxiana». Num assomo de lembrança, demo-nos conta que o albergue Bela Muxia se encontrava por estes lados. Tentámos a nossa sorte e fomos até lá. Identificámo-nos. Referimos ao rececionista que, em 2013, já ali tínhamos ficado alojados e perguntámos-lhe se nos podia passar três «Muxianas». Recalcitrante, dizendo-nos que tinha poucas e que as mesmas eram para os clientes do albergue – e que podiam não chegar. No final, lá acabou por nos passar as três «Muxianas», mediante a exibição dos Cartões de Cidadão e das três respetivas Credenciais.

 

Feliz, vimos ter com os nossos companheiro/peregrinos, explicando-lhes como as tinha obtido.

 

Tomado o reforço do pequeno almoço e com as «Muxianas» na mão, saímos do café para darmos uma volta ao porto, donde se pode avistar o Monte Corpiño,

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e ao centro de Muxía.

43.- 2019.- 06.- CS (Epílogo) -Lires-Muxía (88)

Apresentamos apenas dois cenários que fomos captando.

44.- 2019.- 06.- CS (Epílogo) -Lires-Muxía (89)

(Cenário I)

45.- 2019.- 06.- CS (Epílogo) -Lires-Muxía (92)

(Cenário II)

Enquanto percorríamos o centro desta vila pesqueira, apercebemo-nos que hoje era a XXIII Festa do Congro de Muxía.

46.- 2019.- 06.- CS (Epílogo) -Lires-Muxía (105)

Na zona do Mercado e da Lota,

47.- 2019.- 06.- CS (Epílogo) -Lires-Muxía (104)

Serviam, sem qualquer pagamento, a todos os residentes e visitantes, congro à discrição.

 

Estávamos para entrar na «fila». Mas acabámos por desistir e dirigimo-nos para a zona noroeste da vila, local, onde calculávamos, que Isa aparecesse com Marth.

 

Por estas paragens, numa das pontas do porto e entrada da vila,

48.- 2019.- 06.- CS (Epílogo) -Lires-Muxía (94)

por aqui andámos.

49.- 2019.- 06.- CS (Epílogo) -Lires-Muxía (93)

E, porque se trata de uma zona abundante em restauração, muito simplesmente escolhemos o restaurante onde, naturalmente, iríamos comer, logo que chegassem Isa e Marth. Congro, pois então!

50.- 2019.- 06.- CS (Epílogo) -Lires-Muxía (97)

Neste pequeno jardim, à beira-mar e perto do restaurante, chamou-nos a atenção este pequeno arbusto, vergado pelos ventos marítimos.

51.- 2019.- 06.- CS (Epílogo) -Lires-Muxía (95)

E este monumento a Gonzalo Lopez Abente, poeta muxiano.

52.- 2019.- 06.- CS (Epílogo) -Lires-Muxía (91)

Gonzalo L. Abente é considerado «o poeta do mar», das Irmandades da Fala. Em 1971, foi-lhe dedicado o Dia das Letras Gallegas, oito anos após a sua morte. No mesmo dia do Dia das Letras Gallegas, em 1971, foi este monumento inaugurado, em frente ao «seu» mar.

Não resistimos em deixar aqui um seu poema, exatamente com o nome

 

O MEU MAR

 

Unha nube de chumbo a tapar todo o ceu;

borraxeira e orballo que revoan no ar;

os inxentes penedos, xa tristeiros de seu,

espallando queixumes con dorido fungar;

os montes envolveitos na brétema sotil;

e as bocas desdentadas das furnas no cantil.

 

Escumas, ardentías,

atruxante balbor,

e, cal apocalípticas porfías

de cíclopes, vestiglos e xigantes

das vellas e varís mitoloxías,

os ecos trepidantes

do líquido elemento bruador.

¡O mar!

¡O meu mar!

¡O mar que eu vexo,

nestes días de inverno

gris, abalante,

inquedo, forte e rexo,

 

a cólera a roubar do fondo do averno

e a bater nas orelas, escumante

de rabia e de furore, nun épico loitar!

 

Este mar que derruba coas paredes das hortas,

desfaise contra os cons e sobe polos cabos;

que corre polas rúas ribeiranas e tortas

antre as casas homildes dos mariñeiros bravos

Este mar belicoso que a costa brava asedia,

que as ondas esnaquiza nunha branca fervenza

e en escumas de prata no cantil as destrenza...

é o gran creadore dunha eterna traxedia.

 

E, finalmente, Isa e Marth chegavam a Muxía!

 

Fomos, de imediato, para o restaurante, que estava «à pinha» e, apesar de uma pequena espera, lá nos serviram o tão afamado congro de Muxía.

 

Confessamos que não somos muito fã deste peixe, todavia, este soube-nos muito bem.

 

Antes de partirmos rumo a Portugal, fomos ainda dar uma voltinha à beira-mar – para ajudar a fazer a digestão.

 

Depois entretivemo-nos nestas escadas,

53.- 2019.- 06.- CS (Epílogo) -Lires-Muxía (98)

em amena cavaqueira.

54.- 2019.- 06.- CS (Epílogo) -Lires-Muxía (100)

A certa altura, isolámo-nos um pouco e, em jeito de despedida, ficámos a contemplar este mar e este lugar – da Costa da Morte.

55.- 2019.- 06.- CS (Epílogo) -Lires-Muxía (99)

Eram horas de partir para chegarmos a Portugal, e a Vila Real, ainda de dia.

56.- 2019.- 06.- CS (Epílogo) -Lires-Muxía (101)

Subindo estas escadas,

57.- 2019.- 06.- CS (Epílogo) -Lires-Muxía (102)

dirigimo-nos para a viatura. E partimos…

 

Florens, Isa e Marth deixaram-nos – a nós e ao Antón – em Chaves, antes de se dirigirem para Vila Real.

 

Aqui fica a foto dos três caminheiros/peregrinos, na Casa dos pais do Antón.

58.- 2019.- 06.- CS (Epílogo) -Lires-Muxía (103)

Apresentamos o mapa da nossa etapa e respetivo perfil

59.-Percuros e perfil da 6ª etapa

(Fonte:- Eroski Consumer, adaptado)

Andámos, nesta etapa 15 Km 550 metros.

60.- Percuros 6ª etapa CS - Epílogo (2019)

Deixamos aos(às) nossos(as) leitores(as) o diaporama da etapa para visualização e mais um desenho de uma ponte, vista algures numa das etapas do Caminho.

 

CAMINHO DE SANTIAGO – EPÍLOGO – 6ª E ÚLTIMA ETAPA:- LIRES-MUXÍA

DESENHO DE UMA PONTE DO ANTÓN

61.- Desenho nº 2 do Antón

PS – Federico Garcia Lorca este na Galiza. Durante a sua estada, escreveu 6 poemas. Deixamos um bem impressivo, relacionado com a Virgem da Barca, bem assim a letra de uma das primeiras vítimas da Guerra Civil Espanhola, cantada por Amancio Prada.

 

¡AY RUADA, RUADA, RUADA

¡Ay ruada, ruada, ruada

da Virxen pequena

e a súa barca!

 

A Virxen era pequena

e a súa coroa de prata.

Marelos os catro bois

que no seu carro a levaban.

 

Pombas de vidro traguían

a choiva pol-a montana.

Mortos e mortas de néboa

pol-as congostras chegaban.

 

¡Virxen, deixa a túa cariña

nos doces ollos das vacas

e leva sobr'o teu manto

as froles da amortallada!

 

Pol-a testa de Galicia

xa ven salaiando a i-alba.

A Virxen mira pr'o mar

dend'a porta da súa casa.

 

¡Ay ruada, ruada, ruada

da Virxen pequena

e a súa barca!

AMANCIO PRADA – NOSSA SENHORA DA BARCA (GARCIA LORCA)

27
Abr20

Memórias de um andarilho - Caminho de Santiago - Epílogo (2019) - 5ª etapa:- Faro (Cabo) de Fisterra-Lires

andanhos

 

MEMÓRIAS DE UM ANDARILHO

 

CAMINHO DE SANTIAGO – EPÍLOGO

 

5ª ETAPA – FARO DE FISTERRA - LIRES

(18.abril.2019)

 

01.- 2019.- 05.- CS (Epílogo) - Faro de Finisterra-Lires (38) 

Quando, no dia 14 do corrente mês, dávamos início à reportagem deste Caminho neste blogue, dizíamos que já em 2008 havíamos feito este Caminho entre Santiago de Compostela e Muxía; contudo, quando a 5 de setembro daquele ano de 2008 pretendíamos efetuar a etapa entre Muxía e Fisterra, começou a cair uma tal borrasca – chuva que caía a cântaros – que desistimos, deixando a etapa, com os mesmos protagonistas, para outra altura.

 

A 25 de março de 2013, os mesmos caminheiros/peregrinos de 2008, fizeram a etapa Muxía-Fisterra, conforme documentário de 7 de abril de 2013 neste mesmo blogue. E, para azar dos azares, foi uma etapa feita sempre debaixo de intensa chuva, apesar de no dia anterior, quando chegámos a Muxía e nos albergámos no albergue Belamuxía, estar um dia lindo.

 

Completamente alagados em água, ao chegarmos ao albergue de Fisterra, apenas mudámos de roupa, levantámos a nossa «Fisterrana» e viemo-nos embora para Chaves.

 

O irmos ao Cabo (Faro) Fisterra – o verdadeiro fim do Caminho – naquela altura, nem sequer se pôs. Em resumo, nunca tínhamos ido ao Faro (Cabo) Fisterra.

 

Na etapa deste nosso segundo Caminho de Santiago (Epílogo), que partiu de Hospital, tínhamos intenção de ir ao Cabo Fisterra. Mas, como relatámos já, chovia – mais uma vez! – tanto que acabámos por desistir. Ficámos, assim, por Fisterra. E combinámos que, no dia a seguir, início da nossa última etapa que nos levaria a Muxía, partiríamos do Faro (Cabo) Fisterra.

 

E foi o que sucedeu.

 

Conforme nosso Bloco de Notas, às 7 horas e 30 minutos, estávamos no Centro de Fisterra,

02.- 2019.- 05.- CS (Epílogo) - Faro de Finisterra-Lires (1)

no Bar «A Pedra» para tomarmos o pequeno almoço. Um pequeno almoço igual a todos os outros que costumamos tomar pelo Caminho – à base de cá com leite, pão torrado, manteiga e compotas.

 

Saímos do Bar

03.- 2019.- 05.- CS (Epílogo) - Faro de Finisterra-Lires (7)

e esperámos 20 minutos para que, na praça de táxi, aparecesse um táxi para nos levar ao Faro (Cabo) Fisterra.

 

Enquanto esperávamos, aproveitámos para tirar umas quantas fotografias à escultura do Emigrante, cujo projeto é de Agustín de la Herrán Matorras, inaugurado em 1993. Apresenta-se um pormenor da escultura.

04.-

Felizmente que o dia de hoje nada tinha a ver com o de ontem! Prometia sol…

 

Largados pelo taxista no Faro, fomos explorá-lo.

05.- 2019.- 05.- CS (Epílogo) - Faro de Finisterra-Lires (17)

O Cabo Finisterra (em galego: cabo Fisterra; em castelhano: cabo Finisterre) é um promontório de granito com 3 km de comprimento e 600 metros de altura, situado no concelho de Fisterra, província da Corunha, na Galiza, Espanha.

 

O cabo serve de linha divisória entre as Rias Baixas e as Rias Altas galegas.

 

O emblemático cabo obteve a distinção de Património Europeu em 19 de março de 2007, tornando-se um dos trinta bens escolhidos pela União Europeia como elementos com um "papel essencial na história e na identidade da Europa".

 

Diz-nos o sítio do Turismo da Galiza, sob a rubrica Cabo Finisaterra, este lugar foi considerado durante séculos como o limite das terras conhecidas, a fronteira do Além, o Fim do Mundo.

Os romanos pensavam que este era o ponto mais ocidental da terra e, portanto, era aqui que o mundo acabava. Era o "finis terrae".

06.- 2019.- 05.- CS (Epílogo) - Faro de Finisterra-Lires (36)

A ponta é uma falésia em ascensão desde os temíveis ilhotes de O Petonciño e A Centola até ao monte de O Facho (242 m) onde parece que se encontrava o Ara Solis da Antiguidade para a celebração dos ritos solares. Tradicionalmente, é considerado o ponto mais ocidental do continente, embora esse título não lhe corresponda, - porquanto pertence ao Cabo da Roca, em Portugal.  O Caminho de Santiago prolonga-se até aqui para os peregrinos que, segundo a tradição, queimam as roupas na orla do mar antes de iniciarem o regresso a casa.

07.- 2019.- 05.- CS (Epílogo) - Faro de Finisterra-Lires (29)

Desde o princípio dos tempos, Finisterra evoca um mistério indecifrável na alma dos homens. As raízes da aura lendária destas paragens, abertas à imensidão do Oceano Atlântico, descansam na mitologia dos primeiros povoadores da Europa.

08.- 2019.- 05.- CS (Epílogo) - Faro de Finisterra-Lires (41)

Os antigos acreditavam que o mundo terrenal dava lugar, com a chegada da morte, a outra existência numa ilha situada a oeste, onde o sol se punha. Nas lendas celtas, é frequente encontrar imagens de heróis que fazem a sua última viagem até este paraíso numa barca de pedra. Esta união de pedra, mar e espiritualidade pervive em diversas formas ao longo da Costa da Morte. Quando os romanos chegaram a este lugar, presenciaram pela primeira vez o espetáculo grandioso do sol que se afuna nas águas. Encontraram um altar dedicado ao astro rei, o Ara Solis (culto do sol), erguido pelas tribos celtas da zona. Diversas fontes encontram um paralelismo direto entre a imagem do sol a afundar-se no mar e a hóstial e o cálice que formam o escudo da Galiza. Hoje, uma praça da localidade recebe o nome de Ara Solis.

 

Há, todavia, autores que identificam o cabo Finisterra com o antigo Promontório Nerio dos geógrafos romanos.

 

O Cabo Finisterra esconde o verdadeiro segredo da Costa da Morte: paisagens agrestes e praias impressionantes, umas (ao abrigo do cabo) de águas tranquilas

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e outras de forte ondulação, como a Mar de Fora, uma das praias mais selvagens da Galiza. E a grande atração de todos os tempos: o por-do-sol sobre a imensidão do oceano,

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(Aqui, no caso, o nascer do sol)

o mar do fim do mundo.

 

O ponto mais concorrido é o miradouro do farol.

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O farol foi construído em 1853. A torre mede 17 metros, é octogonal

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e a sua luz, situada a 143 metros de altura acima do nível do mar, alcança mais de 30 milhas náuticas. A constante névoa do Inverno provocou que lhe fosse acrescentada uma sirene em 1888, a Vaca de Finisterra,

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para avisar os navegantes do perigo existente. Ainda assim, foi palco de naufrágios, como em 1870, quando o Monitor Captain se afundou levando 482 pessoas da sua tripulação, no acontecimento mais trágico desta costa.

 

A torre, feita de cantaria, é de base octogonal, e acaba numa cornija sobre a qual se apoia a varanda. Em cima fica a abóbada, com uma lanterna poligonal.

É, muito provavelmente, o mais visitado da Europa

14.- 2019.- 05.- CS (Epílogo) - Faro de Finisterra-Lires (16)

e um dos mais próximos da América.

 

É considerado como o cabo do fim do mundo (Finis Terrae). Durante milhares de anos pensou-se que para além deste ponto existia apenas uma sima aquosa onde o sol se apagava todas as noites e através da qual se chegava a uma região de trevas, povoada por monstros marinhos.

15.- 2019.- 05.- CS (Epílogo) - Faro de Finisterra-Lires (51)

(Antón Junto da bandeira Argentina, na ravina, junto ao mar)

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(Pormenor)

Diz-se que, nos dias claros, é possível observar a fronteira com Portugal. É conhecido por todos os navegantes do mundo, pela sua importância como meio de aviso da proximidade de uma costa muito perigosa (a sua luz chega a atingir 65 Km de comprimento), assim como pela fama de traiçoeira que esta zona marítima tem.

 

Na verdade, o farol de Fisterra é o lugar onde «o silêncio esconde algo mais que palavras”!

17.- 2019.- 05.- CS (Epílogo) - Faro de Finisterra-Lires (15)

Antes da chegada do Cristianismo, os europeus já viam na Finisterra um ponto de peregrinação obrigatório. Mas, depois da descoberta do túmulo do Apóstolo, a rota para o ocidente atlântico atingiu o seu máximo esplendor. O Caminho de Santiago, guiado pelas luzes da Via Láctea, termina aqui, em frente ao oceano.

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Assim, o visitante que deixe o seu olhar voar desde este promontório, não só desfrutará de vistas de grande beleza; estará também a participar num mito que intimida e atrai os homens há milhares de anos.

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O historiador romano Lucius Florus conta como os legionários de Roma contemplaram com sagrado temor o por-do-sol sobre o oceano quando alcançaram a Finis Terrae, no século II a. C. A Finis Terrae, Finisterra, ou Fisterra, como se denomina na Galiza, converteu-se desde então num ponto de visita obrigatória para qualquer pessoa que faça o Caminho Jacobeu.

 

Quando fazemos um Caminho, e somos acompanhado por Florens, normalmente este, numa das etapas, faz-nos um cajado de um pedaço de pau que encontra pela Caminho. Quando fizemos o Caminho Português Interior de Santiago, íamos acompanhados por seu filho Rod e por mais um amigo. Neste, esqueceu-se de nos fazer um; todavia, na última etapa, num muro de uma propriedade, estava um cajado, de bambu. O Caminho acabou por nos dar um. Neste, Florens, entretido com Antón, também se esqueceu de nos fazer um cajado. No promontório do Faro de Fisterra, estava um cajado à nossa espera. O Caminho havia-nos dado outro!

 

Explorado o Faro de Fisterra e o seu promontório, saímos deste lugar

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demos então início à nossa jornada de hoje até Lires.

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Descemos, por asfalto, até Fisterra. Ao longo deste percurso, parámos uns poucos minutos para tirarmos uma foto

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a esta moderna escultura de um peregrino medieval,

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contemplado daqui, pela última vez, a escarpa do Cabo Fisterra.

24.- 2019.- 05.- CS (Epílogo) - Faro de Finisterra-Lires (71)

Já nas proximidades de Fisterra, passámos ao lado da Igreja de Santa María das Areas.

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Trata-se de uma Igreja do século XII e, segundo consta, alberga a talha gótica do Cristo de Fisterra – uma imagem envolta em lenda; tem também esta Igreja uma Porta Santa e um Santiago Peregrino do século XVII.

 

Em pouco tempo estrávamos no bairro de San Roque, passando pela Cruz de Baixar, um cruzeiro em granito do século XVI, que tem, numa face, o Cristo Crucificado e, noutra, Maria Imaculada, com o Menino Jesus.

26.- 2019.- 05.- CS (Epílogo) - Faro de Finisterra-Lires (79)

Atravessámos o aglomerado urbano de Fisterra e, a partir daqui, demos início ao percurso que nos levaria até Muxía,

27.- 2019.- 05.- CS (Epílogo) - Faro de Finisterra-Lires (81)

deixando para trás o seu casario

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E o areal da praia de Langosteira.

29.- 2019.- 05.- CS (Epílogo) - Faro de Finisterra-Lires (82)

Até que chegávamos a San Martiño de Duio e a sua igreja paroquial.

30.- 2019.- 05.- CS (Epílogo) - Faro de Finisterra-Lires (87)

Trata-se de uma igreja barroca de 1717, de uma só nave e com sacristia adossada. O nome de Duio reporta-nos à legendária cidade de Dugium, submersa nas águas e ao lugar que os discípulos de Santiago visitaram para solicitar o enterro do Apóstolo, segundo nos relata o Códice Calixtino, do século XII.

 

Apresentamos alguns aspetos dos trechos do Caminho que, de San Martiño de Duio, nos levou até perto do areal e praia do Rostro e Padrís, passando por Escaselas, Hermedesuxo de Baixo, Rial, Buxán, Suarriba, Castrexe, todas estas povoações pertencentes à paróquia finisterrana do Sardiñeiro, num percurso quase todo ele efetuado por asfalto, entre pinheirais, e sem nenhum bar ou café.

31.- 2019.- 05.- CS (Epílogo) - Faro de Finisterra-Lires (90)

(Um tanque no trecho I)

32.- 2019.- 05.- CS (Epílogo) - Faro de Finisterra-Lires (94)

(Paisagem no trecho II)

33.- 2019.- 05.- CS (Epílogo) - Faro de Finisterra-Lires (95)

(Espigueiro no trecho III)

34.- 2019.- 05.- CS (Epílogo) - Faro de Finisterra-Lires (97)

(Florens e Antón fotografando no trecho IV)

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(Ciclistas rodando pelo pinheiral no trecho V)

36.- 2019.- 05.- CS (Epílogo) - Faro de Finisterra-Lires (103)

(Espigueiros em terra de milho no trecho VI)

37.- 2019.- 05.- CS (Epílogo) - Faro de Finisterra-Lires (104)

(Bar Aurora, fechado e quinqulharias em Buxán no trecho VII)

38.- 2019.- 05.- CS (Epílogo) - Faro de Finisterra-Lires (105)

(Trecho VIII)

Até que, nas proximidades do areal do Rostro, oceano Atlântico,

39.- 2019.- 05.- CS (Epílogo) - Faro de Finisterra-Lires (108)

Parámos para descansar um bocadinho, hidratarmo-nos e comermos umas barritas de cereais.

40.- 2019.- 05.- CS (Epílogo) - Faro de Finisterra-Lires (112)

Depois desta pausa, mochila às costas, continuámos o nosso percurso, passando por uma paisagem idêntica à anterior, com pinheiro e plantações de milho, e com o mar por perto.

41.- 2019.- 05.- CS (Epílogo) - Faro de Finisterra-Lires (116)

(Cenário I)

42.- 2019.- 05.- CS (Epílogo) - Faro de Finisterra-Lires (117)

(Cenário II)

43.- 2019.- 05.- CS (Epílogo) - Faro de Finisterra-Lires (124)

(Cenário III)

44.- 2019.- 05.- CS (Epílogo) - Faro de Finisterra-Lires (127)

(Cenário IV)

45.- 2019.- 05.- CS (Epílogo) - Faro de Finisterra-Lires (119)

(Cenário V)

Antes de entramos em Canosa, atravessámos um lindo trecho do nosso traçado.

46.- 2019.- 05.- CS (Epílogo) - Faro de Finisterra-Lires (133)

Em poucos minutos entrávamos nos limites de Lires,

47.-2019.- 05.- CS (Epílogo) - Faro de Finisterra-Lires (135)

(Trecho I)

48.- 2019.- 05.- CS (Epílogo) - Faro de Finisterra-Lires (137)

(Trecho II)

onde a sua ria, por estas paragens, faz toda a diferença.

49.- 2019.- 05.- CS (Epílogo) - Faro de Finisterra-Lires (138)

Pelas 13 horas entrávamos em Lires.

 

Na parte baixa da povoação, a Igreja de San Estevo, dos princípios do século XVII.

50.- 2019.- 05.- CS (Epílogo) - Faro de Finisterra-Lires (139)

Subimos a povoação de Lires até ao cimo e parámos aqui neste Bar/Restaurante onde, ao lado, tem um hotel e um albergue privado. Ficámos aqui. Já não há albergues públicos!

51.- 2019.- 05.- CS (Epílogo) - Faro de Finisterra-Lires (140)

Como já anotámos, agora proliferam os albergues privados. Antes de tratarmos de todas as burocracias no albergue, sentámo-nos na esplanada deste Bar/Restaurante. Estava uma linda tarde de sol.

 

Depois de comermos fomos então para o albergue, depois de carimbarmos as credenciais e pagarmos a estadia, no valor de 12€ cada pessoa. Tomámos banho. Mandámos mensagens para os familiares. Descemos outra vez à esplanada para tomarmos um sumo. E fomos para o albergue. Deitados, uns liam; outro, dormia.

 

Ainda desafiámos Florens para irmos explorar Lires. Não quis. Só o conseguimos arrancar do albergue já quase ao fim da tarde.

 

Descemos a povoação e fomos até às proximidades da ria de Lires.

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Aqui fomos encontrar um sítio bem aprazível,

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onde existe um Restaurante & Bar - «A Braña».

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Veja-se um aspeto do seu interior.

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Bem assim este pormenor, que encantou o Florens.

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Aqui mesmo fizemos uma longa pausa e esperámos pela hora do lanche/jantar.

57.- 2019.- 05.- CS (Epílogo) - Faro de Finisterra-Lires (148)

Comemos.

58.- 2019.- 05.- CS (Epílogo) - Faro de Finisterra-Lires (152)

E, sorrindo, porque a vida voa, sol posto, saímos deste aprazível lugar até aos nossos aposentos. Amanhã seria a nossa última etapa, com a chegada a Muxía.

 

Apresentamos o mapa da nossa etapa e respetivo perfil

59.- 2019.- 05.- CS (Epílogo) - Faro de Finisterra-Lires (155)

(Fonte:- Eroski Consumer, adaptado)

 

Andámos, nesta etapa 17 Km 360 metros.

60.- Wikiloc - Km

Deixamos aos(às) nossos(as) leitores(as) o diaporama da etapa para visualização.

CAMINHO DE SANTIAGO – EPÍLOGO – 5ª ETAPA:- FARO  DE FISTERRA-LIRES

24
Abr20

Memórias de um andarilho - Caminho de Santiago - Epílogo (2019) - 4ª etapa:- Hospital-Fisterra

andanhos

 

MEMÓRIAS DE UM ANDARILHO

 

CAMINHO DE SANTIAGO – EPÍLOGO

 

4ª ETAPA – HOSPITAL-FISTERRA

(17.abril.2019)

 

01.- 2019.- 04.- CS (Epílogo) Hospital-Finisterra (16)

Levantámo-nos pelas 6 horas e 30 minutos.

 

Atravessámos a aldeia e dirigimo-nos, pela estrada asfaltada,

02.- 2019.- 04.- CS (Epílogo) Hospital-Finisterra (01)

passando pelo edifício da Informação Turística ao Peregrino,

03.- 2019.- 04.- CS (Epílogo) Hospital-Finisterra (3)

ao lado da estrada,

04.- 2019.- 04.- CS (Epílogo) Hospital-Finisterra (2)

até ao Bar/Restaurante O Casteliño para tomarmos o pequeno almoço. Tomaram o pequeno-almoço connosco o francês, que falava inglês, e mais as duas espanholas.

 

Logo de seguida, pusemo-nos a caminho, chegando a esta rotunda.

05.- 2019.- 04.- CS (Epílogo) Hospital-Finisterra (4)

A partir desta rotunda, quem quiser seguir para Muxía, vai pela direita, do lado onde está o Florens; quem quiser seguir para Fisterra, vai pela esquerda, do lado onde cesta o Antón.

 

Está-se em território do município de Dumbria.

06.- 2019.- 04.- CS (Epílogo) Hospital-Finisterra (5)

Seguimos, assim,  pela esquerda,

07.- 2019.- 04.- CS (Epílogo) Hospital-Finisterra (8)

passando ao lado de uma fábrica, até que fomos dar com o Cruzeiro de Marco do Couto.

08.- 2019.- 04.- CS (Epílogo) Hospital-Finisterra (11)

E, continuando por este trilho,

09.- 2019.- 04.- CS (Epílogo) Hospital-Finisterra (13)

chegávamos até à ermida de Nuestra Señora de las Nieves.

10.- 2019.- 04.- CS (Epílogo) Hospital-Finisterra (20)

Demos uma volta ao redor da ermida.

11.- 2019.- 04.- CS (Epílogo) Hospital-Finisterra (21)

Reparámos num Cruzeiro implantado em pleno lameiro.

12.- 2019.- 04.- CS (Epílogo) Hospital-Finisterra (22)

E continuámos jornada, ficando com uma vista de conjunto da ermida e do seu Cruzeiro.

13.- 2019.- 04.- CS (Epílogo) Hospital-Finisterra (25)

Caminhávamos agora, pelo Monte do Lousado, através de um cómodo estradão.

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Até que, depois de ultrapassarmos a ermida de San Pedro Mártir, chegávamos ao Cruzeiro da Armada.

15.- 2019.- 04.- CS (Epílogo) Hospital-Finisterra (31)

Descendo agora,

16.- 2019.- 04.- CS (Epílogo) Hospital-Finisterra (39)

daqui, já podíamos ver a ria (enseada) de Corcubión.

17.- 2019.- 04.- CS (Epílogo) Hospital-Finisterra (43)

Tínhamos andado cerca de 15 Km, em estrada florestal, sem acentuadas subidas e descidas. Nestes últimos quilómetros, tomámos a dianteira e caminhámos sozinho, deixando um pouco para trás tio e sobrinho, entretidos em amena conversa. Pensávamos na família. Nos que já se foram recentemente, a quem dedicámos este Caminho, e nos que cá estão ainda nesta vida que é uma simples e mera passagem.

 

Percorrido o Caminho Chans, chegávamos a Cee, através do Campo Sacramento e pela rua da Magdalena.

18.- 2019.- 04.- CS (Epílogo) Hospital-Finisterra (53)

Dirigimo-nos para o Centro.

19.- 2019.- 04.- CS (Epílogo) Hospital-Finisterra (70)

Antes, porém, Antón quis posar neste símbolo do Caminho.

20.- 2019.- 04.- CS (Epílogo) Hospital-Finisterra (60)

Ultrapassada a Igreja de Santa María de Xunqueira,

21.- 2019.- 04.- CS (Epílogo) Hospital-Finisterra (72)

procurámos encontrar um café/bar que nos pudesse servir tortilha. Florens, enquanto fazíamos o percurso de hoje, não falava de outra coisa, senão, aqui em Cee, comer tortilha.

22.- 2019.- 04.- CS (Epílogo) Hospital-Finisterra (73)

Mas teve azar. Eram cerca de 11 horas e 15 minutos. E, em Cee, só há tortilhas a partir das 13 horas.

 

Lembrámo-nos que tínhamos embalado uns bons bocados de vitela guisada, do jantar da véspera. Enquanto Florens atravessava a praça

23.- 2019.- 04.- CS (Epílogo) Hospital-Finisterra (74a)

para ir a uma padaria, perguntávamos a Antón onde estavam as sobras da vitela de ontem à noite, devidamente embaladas. Bem procurou na mochila,

24.-2019.- 04.- CS (Epílogo) Hospital-Finisterra (74)

mas, pelos vistos, deixou o embrulho no albergue. Esqueceu-se. Paciência! Tomámos meia de leite com um bolo e toca a atravessar a rotunda 8 de Março,

25.- 2019.- 04.- CS (Epílogo) Hospital-Finisterra (76)

onde impera, no seu centro, uma escultura alusiva ao Dia da Mulher,

26.- 2019.- 04.- CS (Epílogo) Hospital-Finisterra (77)

mesmo ao lado do Mercado Municipal.

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Segundo nos conta o Eroski Consumer, quando nos fala desta etapa, Cee esteve povoada na antiguidade pelos Nérios. Até ao século XII foi uma pequena vila agrícola e, atualmente, é o maior município da Costa da Morte, com cerca de 8 000 habitantes.

 

Continuámos a andar pelas ruas de Cee, com vista sobre Corcubión do outro lado da ria,

28.- 2019.- 04.- CS (Epílogo) Hospital-Finisterra (89)

e dirigindo-nos para lá.

 

Deixamos alguns pormenores/aspetos das ruas de Corcubión, por onde passámos.

29.- 2019.- 04.- CS (Epílogo) Hospital-Finisterra (91)

(Pormenor I)

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(Pormenor II)

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(Pormenor III)

32.- 2019.- 04.- CS (Epílogo) Hospital-Finisterra (94)

(Capilla del Pillar)

33.- 2019.- 04.- CS (Epílogo) Hospital-Finisterra (101)

(Igreja de San Marcos, na rua do mesmo nome)

 

Esta Igreja de San Marcos, ainda segundo o sítio do Eroski, acima referido, substitui a antiga paroquial de San Andrés de Canle. Está declarada como Bem de Interesse Cultural (BIC). É uma construção em estilo gótico marinheiro, ainda que tenha algumas partes barrocas e mesmo neogóticas, como é o caso da sua fachada principal.

 

A partir da rua Mercedes e do Campo do Rollo,

34.- 2019.- 04.- CS (Epílogo) Hospital-Finisterra (105)

deixámos o mar e a costa e começámos a subir por uma calçada, embrenhando-nos mais para o interior, evitando os alcantilados e escarpas sobre o mar.

35.- 2019.- 04.- CS (Epílogo) Hospital-Finisterra (107)

Tomámos a dianteira para «congelarmos» este momento

36.- 2019.- 04.- CS (Epílogo) Hospital-Finisterra (112)

- o tio Florens e o sobrinho Antón, tendo como pano de fundo a panorâmica de Cee e Corcubión, entrelaçadas pela enseada (ria).

37.- 2019.- 04.- CS (Epílogo) Hospital-Finisterra (114)

Se até aqui o tempo, se de nublado e chuviscoso, a partir daqui, as nuvens carregavam mais e a chuva começou a cair com mais força. E foi com este tempo que passámos em Amarela, Estrode e Sardiñeiro.

38.- 2019.- 04.- CS (Epílogo) Hospital-Finisterra (127)

Depois de Sardiñeiro, descendo, atravessámos a estrada e seguimos por este caminho.

39.- 2019.- 04.- CS (Epílogo) Hospital-Finisterra (131)

Ultrapassámos um grupo de peregrinos, cuja chuva não nos permitiu dar dois dedos de conversa,

40.- 2019.- 04.- CS (Epílogo) Hospital-Finisterra (128)

e, daqui, avistávamos o areal da Langosteira, com o Cabo (Faro) Fisterra ao fundo.

41.- 2019.- 04.- CS (Epílogo) Hospital-Finisterra (139)

A chuva não tinha modos de nos largar, chovendo agora copiosamente, ou como costumamos dizer, a potes, enquanto ultrapassávamos o extenso areal e praia da Langosteira.

42.- 2019.- 04.- CS (Epílogo) Hospital-Finisterra (145)

A certa altura, Florens, já vergado pela intensa chuva que caía, e porque não dizê-lo, com uma certa «larica», dá sinal de alarme:

- o primeiro café ou bar que encontremos, paramos. Isto é chuva a mais!

 

Não gostamos de parar e ficar com a roupa molhada no corpo. Encontrámos, finalmente, um café/bar. Entrámos.

43.- 2019.- 04.- CS (Epílogo) Hospital-Finisterra (146)

E, logo que entrámos, de imediato, fomos à casa de banho para mudarmos de roupa: temia pelo resfriado. Roupa mudada, agora mais composto e confortável, pedimos a ementa e almoçámos. Comemos. Tomámos café. Mas a chuva não aliviava.

 

Pelas nossas contas, o café/bar estaria distante do Centro uns sensíveis dois quilómetros. Enchemos o peito e saímos do estabelecimento, mesmo com chuva, para acabarmos de percorrer o areal da Langosteira,

44.- 2019.- 04.- CS (Epílogo) Hospital-Finisterra (146a)

que nos levaria, após uma ligeira subida à zona urbana de Fisterra.

45.- 2019.- 04.- CS (Epílogo) Hospital-Finisterra (152)

Entrámos pelo bairro de San Roque, passando junto à Cruz de Baixar.

46.- 2019.- 04.- CS (Epílogo) Hospital-Finisterra (152b)

Mesmo a chover, Florens e Antón fizeram questão de, nesta Cruz, tirarem uma foto. Para que se constasse.

47.- 2019.- 04.- CS (Epílogo) Hospital-Finisterra (152c)

Apresentamos 5 trechos e/ou pormenores do percurso em Fisterra até que chegámos ao Centro.

48.- 2019.- 04.- CS (Epílogo) Hospital-Finisterra (152d)

(Trecho I – Mar na Langosteira)

49.- 2019.- 04.- CS (Epílogo) Hospital-Finisterra (152e)

(Pormenor I)

50.- 2019.- 04.- CS (Epílogo) Hospital-Finisterra (152f)

(Pormenor II)

51.- 2019.- 04.- CS (Epílogo) Hospital-Finisterra (157)

(Edifício da Casa do Concello)

52.- 2019.- 04.- CS (Epílogo) Hospital-Finisterra (158)

(Centro, onde se localiza um Monumento ao Emigrante)

Sabíamos, pelo primeiro Caminho que fizemos, onde se situava o albergue público. Por isso, encaminhámo-nos para lá.

53.- 2019.- 04.- CS (Epílogo) Hospital-Finisterra (160)

Infelizmente estava fechado, indicando aos peregrinos que estava para obras. Em plena primavera! Na verdade, pensávamos que a questão é outra, ou seja, a «política» agora é de acabar com os albergues públicos, em certas localidade, e apostar nos privados.

 

Sendo assim, daqui partimos para a Oficina de Turismo a fim de obtermos a nossa «Fisterrana».

 

Depois fomos saber de um albergue. Alojámo-nos no Aras que, quanto a serviço, era razoável.

54.- 2019.- 04.- CS (Epílogo) Hospital-Finisterra (162)

O albergue está dividido em compartimentos ou salões, com camaratas. Ficámos numa com portugueses e uma italiana, que chegou mais tarde.

 

Tomámos banho e pusemos a nossa roupa a secar.

 

Ainda deitámos o nariz fora do albergue para ver de podíamos dar uma volta mais completa por Fisterra. Mas não saímos. Continuava ainda a chover. E fazia um pouco de vento. Deixámo-nos estar no albergue. Conversámos um pouco com os outros peregrinos e deitámo-nos a descansar, a ponto de ainda passarmos um pouco pelas «brasas».

 

Aproximando-se a hora do jantar e com o tempo um pouco mais aliviado, saímos da «toca» e dirigimo-nos para a zona do porto de Fisterra, onde os restaurantes abundam.

 

Deixamos 5 cenários do nosso percurso até ao restaurante.

55.- 2019.- 04.- CS (Epílogo) Hospital-Finisterra (163)

(Cenário I)

56.- 2019.- 04.- CS (Epílogo) Hospital-Finisterra (164)

(Cenário II)

57.- 2019.- 04.- CS (Epílogo) Hospital-Finisterra (165)

(Cenário III)

58.- 2019.- 04.- CS (Epílogo) Hospital-Finisterra (169)

(Cenário IV)

59.- 2019.- 04.- CS (Epílogo) 59.- Hospital-Finisterra (170)

(Cenário V)

Florens e Antón, esperavam por nós, enquanto nos entretínhamos a tirar umas fotos ao Monumento ao Emigrante.

60.- 2019.- 04.- CS (Epílogo) Hospital-Finisterra (168)

Foi nesta zona, num restaurante lá ao fundo, que jantámos.

61.- 2019.- 04.- CS (Epílogo) Hospital-Finisterra (172)

Depois do jantar, num lugar bem catita e virado para o largo e para o porto, fomos para o albergue. Havia mais para andar no dia seguinte.

 

Eram 4 horas e 30 minutos da manhã e já estávamos acordado e desperto. Não conseguíamos dormir, sabe-se lá porquê.

 

Logo que vimos gente a pôr-se a pé, também o fizemos. E muito cedo estávamos pronto para irmos até ao Cabo (Faro) de Fisterra, donde se iniciaria a nossa etapa que nos levaria até Lires.

 

Apresentamos o percurso e o perfil da etapa.

62.- 2019.- 04.- CS (Epílogo) Hospital-Finisterra (174)

 (Fonte:- Eroski Consumer, adaptado)

 

Andámos, nesta etapa, 28 Km 760 metros.

 

PANORÂMICA SOBRE O PORTO DE FISTERRA

63.- 2019.- 04.- CS (Epílogo) Hospital-Finisterra (175)

 

Deixamos aos(às) nossos(as) leitores(as) o diaporama da etapa para visualização.

CAMINHO DE SANTIAGO – EPÍLOGO – 4ª ETAPA:- HOSPITAL-FISTERRA

21
Abr20

Caminho de Santiago - Epílogo (2019) - 3ª etapa:- Santa Mariña-Hospital

andanhos

 

MEMÓRIAS DE UM ANDARILHO

 

CAMINHO DE SANTIAGO – EPÍLOGO

 

3ª ETAPA – SANTA MARIÑA-HOSPITAL

(16.abril.2019)

 

01.- 2019.- 03.- CS (Epílogo) - Santa Mariña-Hospital (146)

Segundo a meteorologia do Florens, para hoje não havia chuva.

 

E, com efeito, o dia de hoje, quanto a chuva, nada teve a ver com o dia de ontem. Não choveu nem uma pinga, apesar do céu estar bastante nublado. Contudo, quando chegámos a Hospital, o céu limpou e estava um bonito dia de sol de abril.

 

Saímos do albergue os três, juntamente com a jovem Cláudia, que nos acompanhou até Olveiroa.

02.- 2019.- 03.- CS (Epílogo) - Santa Mariña-Hospital (3)

O Antón, no início da jornada, lesionou-se. Valeu-lhe seu tio Florens, especialista nestas coisas: pôs-lhe uma ligadura, depois de lhe aplicar um unguento. Aguentou-se bem até Hospital. Florens alvitrou que teria sido um pequeno entorse, fruto do mau jeito que deu à pernas, ontem à noite, quando estava a fazer desenhos sobre o caminho efetuado na etapa, no albergue de Santa Mariña.

 

A primeira parte do percurso – desde Santa Mariña, passando por Bom Xesús, com o seu bonito Cruzeiro,

03.- 2019.- 03.- CS (Epílogo) - Santa Mariña-Hospital (18)

e Gueima – caminhámos sempre por asfalto, entre uma paisagem em que o verde, essencialmente resultante do cultivo do milho, é dominante.

04.- 2019.- 03.- CS (Epílogo) - Santa Mariña-Hospital (6)

(Cenário I)

05.- 2019.- 03.- CS (Epílogo) - Santa Mariña-Hospital (8)

(Cenário II)

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(Cenário III)

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(Cenário IV)

08.- 2019.- 03.- CS (Epílogo) - Santa Mariña-Hospital (32)

(Cenário V)

O grupo de britânicos, que ontem pararam em Santa Mariña, hoje fomos encontra-los ao longo desta primeira parte do nosso percurso.

09.- 2019.- 03.- CS (Epílogo) - Santa Mariña-Hospital (26)

Cláudia, a jovem bailarina, acompanhou-nos mais de perto,

10.- 2019.- 03.- CS (Epílogo) - Santa Mariña-Hospital (39)

principalmente na subida para o Monte Aro

11.- 2019.- 03.- CS (Epílogo) - Santa Mariña-Hospital (41)

e depois na descida para Lago, com a presença, e como pano de fundo, a albufeira de Fervenza.

12.- 2019.- 03.- CS (Epílogo) - Santa Mariña-Hospital (46)

(Momento I)

13.- 2019.- 03.- CS (Epílogo) - Santa Mariña-Hospital (52a) - 20190416_110453

(Momento II)

14.- 2019.- 03.- CS (Epílogo) - Santa Mariña-Hospital (58)

(Momento III)

15.- 2019.- 03.- CS (Epílogo) - Santa Mariña-Hospital (59)

(Momento IV)

16.- 2019.- 03.- CS (Epílogo) - Santa Mariña-Hospital (59a) - 20190416_102019

(Momento V)

17.- 2019.- 03.- CS (Epílogo) - Santa Mariña-Hospital (63)

(Momento VI)

18.- 2019.- 03.- CS (Epílogo) - Santa Mariña-Hospital (64)

(Momento VII)

19.- 2019.- 03.- CS (Epílogo) - Santa Mariña-Hospital (68)

(Momento VIII)

Em Lago parámos para tomarmos o reforço do pequeno-almoço.

20.- 2019.- 03.- CS (Epílogo) - Santa Mariña-Hospital (70)

O meio rural é uma constante.

21.- 2019.- 03.- CS (Epílogo) - Santa Mariña-Hospital (75)

Sempre acompanhados dos espigueiros (hórreos), construídos em xisto, ao longo de Campo Valado, Porteliñas e Abeleiroas.

22.- 2019.- 03.- CS (Epílogo) - Santa Mariña-Hospital (69)

(Espigueiro I)

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(Espigueiros II)

24.- 2019.- 03.- CS (Epílogo) - Santa Mariña-Hospital (76a) -

(Espigueiro III)

Até que chegámos a San Cristovo de Corzón,

25.- 2019.- 03.- CS (Epílogo) - Santa Mariña-Hospital (92)

onde se destaca a sua Igreja Matriz, o Campo Santo (cemitério) e o Cruzeiro.

26.- 2019.- 03.- CS (Epílogo) - Santa Mariña-Hospital (87)

Um pouco mais à frente, passávamos por Mallón

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e, logo de seguida, vamos ao encontro do rio Xallas,

28.- 2019.- 03.- CS (Epílogo) - Santa Mariña-Hospital (97)

em Ponte Olveira. Em Ponte Olveira existe uma ponte

29.- 2019.- 03.- CS (Epílogo) - Santa Mariña-Hospital (95)

que foi construída sobre uma antiga ponte romana. Foi reconstruída no século XVIII com pedra de cantaria. Possui três arcos de meio ponto. Atravessa o rio Xallas, unindo os municípios de Mazaricos e Dumbria.

 

Sobre este lugar deixamos à consideração dos(as) nossos(as) leitores(as) a leitura do texto, ínsito na Xacopédia, sobre a tragédia ocorrida nesta localidade, aquando das Invasões Francesas.

 

Faltava-nos pouco mais de 20 minutos para chegar a Olveiroa. Deixamos três cenários,

30.- 2019.- 03.- CS (Epílogo) - Santa Mariña-Hospital (98)

(Cenário I)

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(Cenário II)

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(Cenário III)

antes de nos aproximarmos do início de Olveiroa.

33.- 2019.- 03.- CS (Epílogo) - Santa Mariña-Hospital (107)

Aqui, em Olveiroa,

34.- 2019.- 03.- CS (Epílogo) - Santa Mariña-Hospital (109)

parámos para almoçar, no Restaurante Casa Manola.

35.- 2019.- 03.- CS (Epílogo) - Santa Mariña-Hospital (111b) 20190416_123237

Despedimo-nos aqui da bailarina Cláudia,

36.- 2019.- 03.- CS (Epílogo) - Santa Mariña-Hospital (111a) - 20190416_123214

que nos deixou com este rasgado sorriso.

37.- 2019.- 03.- CS (Epílogo) - Santa Mariña-Hospital (111d) - 20190416_123433

O percurso de Cláudia privilegiava, em primeiro lugar, Muxía; o nosso, era Fisterra. Enquanto nós iríamos pernoitar em Hospital, Cláudia ficaria em Dumbria. Foi uma etapa agradável na companhia desta simpática moçoila.

 

Lembramo-nos que, quando em 2007 fizemos este Caminho, seguindo via Muxía, ficámos no albergue desta localidade, que se situa no centro urbano da mesma.

 

Depois do almoço, voltámos a por pé a caminho, atravessando, pela estrada, Olveiroa.

38.- 2019.- 03.- CS (Epílogo) - Santa Mariña-Hospital (110)

(Trecho I)

39.- 2019.- 03.- CS (Epílogo) - Santa Mariña-Hospital (111g) - 20190416_140629

(Trecho II)

40.- 2019.- 03.- CS (Epílogo) - Santa Mariña-Hospital (111h) 20190416_140631

(Trecho III)

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(Trecho IV)

42.- 2019.- 03.- CS (Epílogo) - Santa Mariña-Hospital (111)

(Trecho V)

Saímos de Olveiroa, descendo até ao rio Xallas.

43.- 2019.- 03.- CS (Epílogo) - Santa Mariña-Hospital (122)

(Troço I)

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(Troço II)

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(Troço III)

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(Troco IV)

A partir daqui, começámos a subir até quase ao alto das antenas eólicas.

47.- 2019.- 03.- CS (Epílogo) - Santa Mariña-Hospital (124)

(Trecho I)

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(Trecho II)

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(Trecho III)

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(Trecho IV)

Do alto víamos a albufeira encaixada do Castrelo

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e esta bonita vista sobre o rio Xallas.

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Começámos depois a descer para o Vao de Ripas, por onde passa o rio Hospital.

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Em poucas centenas de metros, em ligera subida, estávamos em Logoso,

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que a atravessámos sem parar.

 

Continuando em ligeira subida, pela CP-3404, por estrada asfáltica, chegávamos ao Posto de Informação ao Peregrino e

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entrávamos em Hospital.

 

Não fomos para a aldeia. Seguimos em frente pela estrada e dirigimo-nos ao Bar/Restaurante O Casteliño.

56.- 2019.- 03.- CS (Epílogo) - Santa Mariña-Hospital (147)

Entrámos.

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No Bar/Restaurante O Casteliño não fica localizado o albergue. O albergue, gerido pelos mesmos proprietários do Bar/Restaurante, fica a uns duzentos ou trezentos metros mais atrás, no centro da aldeia, onde são predominantes os espigueiros.

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(Espigueiros I)

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(Espigueiro II)

Depois de bebermos umas águas e tratadas todas as partes burocráticas quanto a credenciais e pagamento, a  proprietária do Bar/Restaurante, na sua viatura, do Bar levou-nos até ao albergue.

 

Consultemos, uma vez mais o nosso Bloco de Notas para ver se deixamos escapar algum pormenor que tenha surgido. A certa altura, comentávamos, em tarde soalheira,

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Enquanto esperávamos que a roupa, trazido na etapa, entretanto lavado à mão, juntamente com as toalhas de banho, secassem, dávamos dois dedos de conversa. E também esperando pela hora do jantar.

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E comentávamos haver muitos albergues privados neste Caminho, a preços entre 10 a 12 € por pessoa; contudo, pena era que, depois de Hospital, não houvesse um albergue mais 5 a 7 quilómetros à frente: só em Cee, que dista de Hospital 15 Km.

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Na nossa etapa de amanhã, teremos de percorrer 27 Km até Fisterra. E se quisermos ir até ao Cabo Fisterra, serão mais 6 Km (três para lá e mais três para cá). Ou seja, 33 Km. Vai ser uma etapa puxada e, com certeza, deixaremos cair a ida até ao Cabo Fisterra nesse dia, só o fazendo no dia a seguir.

 

Nesta albergue, O Casteliño, para além de nós os três, ficou alojado um brasileiro, de São Paulo, um francês e duas espanholas, da Estremadura. Chegou depois um casal, mas não ficou aqui alojado. Dram meia volta e foram-se embora.

 

Enquanto nós e o Florens falávamos, Antón, ao sol, procedia à feitura dos seus desenhos sobre os temas desta etapa. No último post deste Caminho vamos-lhe pedir permissão para publicar um deles.

 

A partir de determinada altura, Florens começou a escrever as suas notas, enquanto nós víamos mapas e literatura turística da zona.

 

No caminho para o restaurante, onde, todos os que ficaram neste albergue, comemos, antes de partirmos, uma fotografia do sobrinho e tio, juntos a um espigueiro: para a história desta etapa e deste Caminho.

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Al longo de duzentos a trezentos metros que nos separava do restaurante, Florens, servindo de cicerone, ia contando a seu sobrinho Antón a história dos Caminhos Jacobeus.

 

No restaurante as duas maduras espanholas estremenhas ficaram numa mesa e nós os três, juntamente com o paulista e o francês, numa outra. Os temas de conversa foram em inglês. O inglês era a língua mais fácil para o Florens e o francês melhor comunicarem.

64.- Percurso e perfil da 3ª etapa

 (Fonte:- Eroski Consumer, adaptado)

65.- CS - Epílogo - 3ª Etapa

Andámos 18 Km e 500 metros.

 

Deixamos aos(às) nossos(as) leitores(as) o diaporama da etapa para visualização.

CAMINHO DE SANTIAGO – EPÍLOGO – 3ª ETAPA:- SANTA MARIÑA-HOSPITAL

18
Abr20

Memórias de um andarilho - Caminho de Santiago - Epílogo (2019) - 2ª etapa:- Negreira-Santa Mariña

andanhos

 

MEMÓRIAS DE UM ANDARILHO

 

CAMINHO DE SANTIAGO – EPÍLOGO

 

2ª ETAPA – NEGREIRA-SANTA MARIÑA

(15.abril.2019)

 

Vamos, uma vez mais, servirmo-nos do nosso Bloco de Notas para nos avivar a memória quanto a esta etapa.

 

Saídos do Hotel Millan, depois de ali tomarmos o pequeno-almoço, dirigimo-nos para a receção para, dali, pormos pé a caminho. Mas, aqui, estancámos, já com as mochilas às costas: estava a chover! Há que abrir a mochila e tirar o poncho para nos protegermos da chuva que, embora miudinha, molhava.

 

Atravessámos toda a localidade, porquanto nos hospedámos quase logo à entrada, e dirigimo-nos para a saída.

 

Embora com chuva – mas não querendo molhar a nossa máquina fotográfica – com a objetiva do nosso telemóvel, deixámos Negreira, despedindo-nos do Monumento ao Emigrante, fotografando-o em dois ângulos

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(Ângulo I)

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(Ângulo II)

e dando de frente com o Pazo Cotón.

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Demos uma rápida olhadela ao Pazo e saímos da urbe de Negreira por debaixo de um dos seus arcos.

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Saídos do aglomerado de Negreira, e atravessado o rio Barcala, afluente do Tambre, passámos pela pequena aldeia de Negreiroa.

 

Decorrido sensivelmente 1 Km, estávamos junto da Igreja de San Julián, do século XVII.

04.- 2019.- 02.- CS (Epílogo) - Negreira-Santa Mariña (1)

No Alto da Cruz, víamos, ao longe, Negreira.

05.- 2019.- 02.- CS (Epílogo) - Negreira-Santa Mariña (2)

Em cerca de dois quilómetros, deixávamos este espigueiro,

06.- 2019.- 02.- CS (Epílogo) - Negreira-Santa Mariña (4)

Nas proximidades de Zas, passando pela Igreja de San Mamede de Zas.

 

Por estas paragens, a chuva começa a cair mais intensamente. Mas há que continuar. A meteorologia, segundo Florens, estava certa: dava chuva abundante entre as 10 e as 12 horas. E estávamos exatamente nas 10 horas e 30 minutos!

 

Apenas tivemos tempo, mesmo sob esta chuva intensa, para, tirando do bolso a nossa máquina fotográfica, arriscar três ou quatro fotos. Ficam aqui dois registos de uma paisagem muito verde e das suas aldeias entre grandes lameiros.

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(Registo I)

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(Registo II)

Até que, ao Km 4,6, nos embrenhávamos no Camiño Real

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Bem agradecíamos uma pequena aberta, mas, andando pelos altos, a chuva não nos dava tréguas.

 

Passámos por Rapote e pelo monte de Espiñareiro praticamente sem nos darmos por isso.

10.- 2019.- 02.- CS (Epílogo) - Negreira-Santa Mariña (13)

Até que, nas proximidades de A Pena começou a chover que mais parecia um dilúvio. Corremos até às proximidades de um bar, situado num alto do Caminho.

 

O bar estava completamente cheio de gente, peregrinos que aqui também se acolheram para se abrigarem, beberem ou tomarem algo.

 

Meia hora passada, a chuva começou a abrandar um bocadinho. Botámos mochila às costas e continuámos a nossa jornada, por piso asfaltado, seguindo por Piaxe (Km 8, 4), Portocamiño (Km 8,9) e Cornovo (Km 9,3).

À saída de Cornovo, desembocámos em piso de terra batida. Íamos completamente encharcados.

11.- 2019.- 02.- CS (Epílogo) - Negreira-Santa Mariña (14)

Em pouco tempo, estávamos a atravessar o rego de Forxán.

12.- 2019.- 02.- CS (Epílogo) - Negreira-Santa Mariña (16)

Depois da paragem do Altiño do Cotón, a paisagem intercala-se com várias espécies arbustivas e arbóreas, nomeadamente, desde o tojo, eucaliptos e pinheiros, por entre campos de milho e trigo.

13.-2019.- 02.- CS (Epílogo) - Negreira-Santa Mariña (19)

(Cenário I)

14.- 2019.- 02.- CS (Epílogo) - Negreira-Santa Mariña (24)

(Cenário II)

15.- 2019.- 02.- CS (Epílogo) - Negreira-Santa Mariña (27)

(Cenário III)

Passámos por Vilaserío e Cornado, última aldeia do concello de Negreira, eram decorridos 15 quilómetros, como se fôramos «cães por vinha vindimada». A partir de Cornado, devido à concentração parcelária, a paisagem rural modifica-se significativamente: amplos caminhos abertos, cortando propriedades, campos verdejantes e muito, muito verde. Aqui e ali, pequenas manchas florestais. Tudo em plena bacia do rio Barbeira. Vejamos alguns cenários, numa aberta, sem chuva.

16.- 2019.- 02.- CS (Epílogo) - Negreira-Santa Mariña (30)

(Cenário I)

17.-

(Cenário II)

18.- 2019.- 02.- CS (Epílogo) - Negreira-Santa Mariña (38)

(Cenário III)

19.- 2019.- 02.- CS (Epílogo) - Negreira-Santa Mariña (39)

(Cenário IV)

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(Cenário V)

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(Cenário VI)

22.- 2019.- 02.- CS (Epílogo) - Negreira-Santa Mariña (45)

(Cenário VII)

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(Cenário VIII)

Há uma grande abundância de campos de milho e trigo. Estamos em plena bacia do rio Maroñas.

24.- 2019.- 02.- CS (Epílogo) - Negreira-Santa Mariña (55bb)20190415_125143

Em cerca de 40 minutos, entrávamos no concello de Mazaricos (Km 19,8). Os tradicionais espigueiros por aqui proliferam.

25.- 2019.- 02.- CS (Epílogo) - Negreira-Santa Mariña (55aa)20190415_125541

(Espigueiro I)

26.- 2019.- 02.- CS (Epílogo) - Negreira-Santa Mariña (55)20190415_125531

(Espigueiro II)

Até que, seguindo pelo asfalto, chegávamos a Santa Mariña, com mais uma carga de água sobre o pelo.

 

Chegávamos ao Café-Bar Gallego.

27.- 2019.- 02.- CS (Epílogo) - Negreira-Santa Mariña (55d)20190415_195747

Perguntámos ao dono como é que era com o albergue ali ao lado. Era exatamente ele o proprietário do mesmo que, juntamente com sua esposa, o geria. 

28.- 2019.- 02.- CS (Epílogo) - Negreira-Santa Mariña (56a)20190415_195732

Trata-se de um albergue modesto, onde apenas existem 6 camas. Ainda bem que tinha aquecimento: uma caldeira que funcionava com «pellets».

 

Tirámos toda a roupa encharcada que trazíamos e pusemo-la a lavar e a enxugar em duas máquinas aqui existentes. Foram 8€ por lavar e enxugar toda a roupa dos três. Levámos os três pares de botas, juntamente com os ponchos e os impermeáveis,  para junto da caldeira: estavam todas encharcadas, por dentro e por fora. E, depois, fomos tomar banho.

 

Ainda bem que as botas ficaram bem secas para a etapa do outro dia!

 

Com o tempo tão instável e com poucas escolhas nesta localidade, fomos almoçar ao Café-Bar Gallego.

29.- 2019.- 02.- CS (Epílogo) - Negreira-Santa Mariña (55e)20190415_145320

Comemos massa «spaghetti» com panados de porco e batas fritas. Foram 30€ pelo almoço dos três, mais 30€ também pelo alojamento no albergue.

À noite, no mesmo estabelecimento, comemos tortilha. E a «chapa» foi 30€. 

O albergue

30.- 2019.- 02.- CS (Epílogo) - Negreira-Santa Mariña (56)

até ao final do dia, ficou com as camas todas ocupadas: dois «velhotes», de língua francesa, que chegaram já junto à noite, e, chegada um pouco antes de nós, uma jovem portuguesa, de Matosinhos (Porto), bailarina – a Cláudia. Aqui fica apresentada. Até porque foi nossa companheira de jornada na etapa seguinte.

 

Uma nota quanto a esta peregrina no nosso Bloco de Notas: “A bailarina, Cláudia, é uma moça simpática e muito sociável”.

31.- 2019.- 02.- CS (Epílogo) - Negreira-Santa Mariña (57)20190416_123049

Apresentamos o percurso da etapa bem assim o perfil da mesma

32.- CS - Epílogo - 2ª etapa

(Fonte:- Eroski Consumer, adaptado)

Andámos 22Km 230 metros.

 

E deixamos aos(às) nossos(as) leitores(as) o diaporama da etapa para visualização.

 

CAMINHO DE SANTIAGO – EPÍLOGO – 2ª ETAPA:- NEGREIRA-SANTA MARIÑA

14
Abr20

Memórias de um andarilho - Caminho de Santiago - Epílogo (2019) - 1ª etapa:- Santiago-Negreira

andanhos

 

MEMÓRIAS DE UM ANDARILHO

 

CAMINHO DE SANTIAGO – EPÍLOGO

 

1ª ETAPA – SANTIAGO DE COMPOSTELA-NEGREIRA

(14.abril.2019)

01.- 2019.- 01.- CS (Epílogo) - Santiago-Negreira (98)

Preâmbulo

 

Faz hoje exatamente um ano que demos início a este Caminho, efetuando a 1ª etapa entre Santiago de Compostela e Negreira.

 

É a segunda vez que o fizemos. Em 2008, entre os dias 1 e 4 de setembro, com um então amigo e seus dois filhos, fizemos as etapas Santiago-Negreira; Negreira-Olveiroa e Olveiroa-Muxía.

 

Na reportagem que, sobre este Caminho, a 7 de abril de 2013, fazíamos neste mesmo blogue, a determinada altura, dizíamos que, quando, naquele dia 5 de setembro, nos preparávamos para fazer a etapa Muxía-Fisterra, sobre Muxía caiu uma tal borrasca, que parecia um dilúvio. Chovia autenticamente a cântaros e, daquele jeito, nem sequer nos atrevemos a por pé a caminho para a última etapa que tínhamos planeado fazer até Fisterra. Naquela altura, cada um arranjou a sua mochila e, esperando por uma pequena aberta, fomos à procura de um meio de transporte que nos levasse até Santiago de Compostela. Só a 25 de março de 2013 é que, os mesmos caminheiros, tal como então havíamos prometido, fizemos a etapa Muxía-Fisterra, conforme documentário feito a 7 de abril de 2013, também neste blogue. E, azar dos azares, também foi uma etapa feita sempre debaixo de intensa chuva, apesar de no dia anterior o céu estar limpo. Tinha de ser!...

 

Costumamos afirmar que somo pouco adepto de fazermos  os mesmos caminhos. Gostamos de variar. E de preferência, com pouca gente a acompanhar-nos. Ao efetuarmos, pela segunda vez, este Caminho, fomos levado mais pela excelente companhia e pelo gosto em partilhar quatro jornadas com o nosso habitual companheiro/sobrinho, Florens – que nos mostrou grande vontade em fazê-lo – e com o neófito, nestas andanças, Antón, nosso sobrinho neto.

 

Só que, a exemplo do que fizemos com o Caminho Sanabrês, que também o repetimos com o Florens, fizemos uma ligeira alteração, ou seja, para além de dividirmos em duas a tradicional etapa entre Negreira e Olveiroa, em vez de irmos diretos a Muxia, fomos a Fisterra e, daqui, acabámos o Caminho em Muxía.

 

 

Vamos pegar no nosso Bloco de Notas sobre este Caminho para nos rememorarmos a nossa ida para Santiago de Compostela e a nossa 1ª etapa deste Caminho.

 

Saímos de Chaves dia 13 de abril em direção a Ourense. Quem nos levou foi o pai de Antón que veio acompanhado do Pê, irmão mais novo do Antón.

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Chegados à Estação de Caminho de Ferro de Ourense,

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tomámos os três o Avant em direção a Santiago de Compostela. Levámos 38 minutos a chegar. Foi uma viagem rápida e agradável, apesar de o dia estar «plúmbeo» e com chuviscos, principalmente em Santiago de Compostela.

 

Chegados a Santiago de Compostela, Florens mostrou interesse em ir a uma loja do «Coronel Tapioca». Pelo que apurámos na web, haveria duas: uma, no Casco (Centro) Histórico – rua Rosalia de Castro? – e outra, na rua da República Argentina. Depois de andarmos às voltas, chegámos à conclusão que já não havia nenhuma!

 

Dirigimo-nos ao Albergue The Last Stamp (El Último Sello),

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na rua do Preguntoiro,

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perto da praça Cervantes,

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onde tínhamos feito a reserva. As camaratas são mais pequenas do que as dos albergues tradicionais do Caminho, mas é tudo muito limpinho e bonitinho.

02.- 26789131

Deixamos aqui a decoração de uma parede.

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Por outro lado, a rececionista Mónica era um doce de simpatia.

 

Acomodámo-nos e depois fomos dar uma volta pelo Casco Histórico,

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(Um aspeto da Prala Cervantes)

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(Pormenor de uma rua)

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(Aproximando-nos da praça do Obradoiro - Pormenor I)

04.- 2019.- 01.- CS (Epílogo) - Santiago-Negreira (2)

(Mosteiro de San Martin Pinario)

em direção à praça do Obradoiroonde impera a Catedral,

05.- 2019.- 01.- CS (Epílogo) - Santiago-Negreira (7)

o Palácio Raxoi

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sede da Xunta da Galicia,

06.- 2019.- 01.- CS (Epílogo) - Santiago-Negreira (6)

(Pormenor)

20190413_201227

o Hotel/Parador dos Reis Católicos (antigo Hospital de Peregrinos),

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(Pormenor da fachada principal do hotel)

e, do outro lado oposto, a fachada principal do edíficio da Vice-Reitoria da Universidade de Santiago de Compostela.

20190413_201618

Num dos recantos do Centro, sentámo-nos para beber uma cerveja e, depois, perto do Albergue El Último Sello, na praça Cervantes, fomos jantar à Casa Monolo.

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A Casa Manolo é a nossa Casa favorita para comer. A preços cómodos e com alguma qualidade. Depois de comermos, não deixámos de tomar o nosso café (solo!), dirigindo-nos para os nossos aposentos para dormir.

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1ª etapa:- Santiago de Compostela-Negreira

 

Não vamos descrever todos os diferentes trechos do itinerário desta etapa. Para o efeito, no post de 6 de abril de 2013,  já o fizemos. Destacamos aqui somente o que registámos no nosso Bloco de Notas.

 

Saímos do Albergue já passava das 9 horas da manhã.

 

Neste Caminho é obrigatório passar pela praça do Obradoiro e, depois, descendo, ao lado do Parador/Hotel dos Reis Católicos,

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dirigimo-nos à rua das Hortas.

07.- 2019.- 01.- CS (Epílogo) - Santiago-Negreira (10)

Mas, antes, tivemos de ir à Oficina do Peregrino, que agora se encontra localizada nesta zona, para obtermos as nossas credenciais.

 

Estava um tempo «murcho», muito nublado e com chuva.

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Encontrámos muita gente na Oficina do Peregrino.

 

Saímos de Santiago

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em direção aos seus arredores ao encontro da ponte sobre o rio Sarela.

10.- 2019.- 01.- CS (Epílogo) - Santiago-Negreira (18)

Em Sarela de Baixo, com templo nubloso e chuvoso, eis a perspetiva das três Torres da Catedral.

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Um pouco mais à frente, junto ao ribeiro (rio) Roxos,

12.- 2019.- 01.- CS (Epílogo) - Santiago-Negreira (34)

Fizemos uma curta pausa para comermos uma pitada de frutos secos, chocolate e hidratarmo-nos.

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E continuámos o nosso percurso, depois de passarmos por uma ponte medieval, completamente reformada.

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Ao chegarmos ao Alto do Vento, parámos neste restaurante para fazermos o reforço do nosso pequeno almoço.

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E continuámos caminho

16.- 2019.- 01.- CS (Epílogo) - Santiago-Negreira (47)

(Pormenor I)

17.- 2019.- 01.- CS (Epílogo) - Santiago-Negreira (50)

(Pormenor II)

até Aguapesada.

18.- 2019.- 01.- CS (Epílogo) - Santiago-Negreira (60)

A partir daqui começa o troço mais complicado e difícil desta etapa – uma subida de 2Km, vencendo um desnível de 270 metros de altitude, pisando o Caminho Real até ao Alto do Mar de Ovellas e seguindo por Trasmonte, Reino e Burgueiros.

 

Neste troço parámos uma data de vezes, descansando nos bancos espalhados pelo percurso. Na verdade, estes troços já não são bem adequados para a nossa idade. Mas, com mais vagar e paciência, lá conseguimos chegar até ao lugar de Carballo

19.- 2019.- 01.- CS (Epílogo) - Santiago-Negreira (65)

e, finalmente, começámos a descer

20.- 2019.- 01.- CS (Epílogo) - Santiago-Negreira (74)

até à Ponte Maceira.

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Aqui procurámos um restaurante para almoçarmos. O nosso almoço foi peixe – sargo assado. Num fogão a lenha. Estava uma delícia.

 

Depois de uma manhã húmida, a tarde começou a compor-se. Embora não clareando o sol, deu para nos espalharmos por este maravilhoso recanto, onde o rio Tambre passa,

22.- 2019.- 01.- CS (Epílogo) - Santiago-Negreira (114)

apreciarmos a sua ponte, chamada de Vella, dos finais do século XIV, mas com várias reparações por vias das intempéries ao longo do tempo,

23.- 2019.- 01.- CS (Epílogo) - Santiago-Negreira (85)

e os seus diferentes e maravilhosos cenários.

24.- 2019.- 01.- CS (Epílogo) - Santiago-Negreira (102)

(Cenário I)

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(Cenário II)

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(Cenário III)

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(Cenário IV)

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(Cenário V)

E, após uma ligeira pausa, para falarmos sobre este local,

29.- 2019.- 01.- CS (Epílogo) - Santiago-Negreira (115)

continuámos nossa jornada.

30.- 2019.- 01.- CS (Epílogo) - Santiago-Negreira (122)

Deixámos aos(às) nossos(as) leitores(as) três imagens deste bonito trecho percorrido,

31.- 2019.- 01.- CS (Epílogo) - Santiago-Negreira (126)

(Imagem I)

32.- 2019.- 01.- CS (Epílogo) - Santiago-Negreira (127)

(Imagem II)

33.- 2019.- 01.- CS (Epílogo) - Santiago-Negreira (125)

(Imagem III)

ao longo do rio Tambre

34.- 2019.- 01.- CS (Epílogo) - Santiago-Negreira (129)

e mais duas imagens, de uma propriedade, depois de passada a povoação da Barca.

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(Imagem I)

36.- 2019.- 01.- CS (Epílogo) - Santiago-Negreira (132)

(Imagem II)

A partir de Ponte Maceira, o percurso do Caminho foi um passeio até Negreira,

37.- 2019.- 01.- CS (Epílogo) - Santiago-Negreira (134)

embora apanhássemos alguns chuviscos.

 

Em Negreira fomos ter ao Hotel Millan, onde ficámos num apartamento com três camas. Dormimos confortavelmente. E não houve roncos perturbadores.

 

Depois de instalados no hotel e de resolvermos alguns problemas que os nossos telemóveis tinham com a captação do wi-fi, fomos para o Centro, onde impera a figura do Santiago peregrino,

38.- 2019.- 01.- CS (Epílogo) - Santiago-Negreira (135)

e a célebre escultura da Vaqueira.

39.- 2019.- 01.- CS (Epílogo) - Santiago-Negreira (138)

Percorremos as principais ruas do Centro e observámos a Casa do Concello.

40.- 2019.- 01.- CS (Epílogo) - Santiago-Negreira (145)

(Aspeto geral)

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(Pormenor da fachada principal)

Parámos na cervejaria O Cotón

42.- 2019.- 01.- CS (Epílogo) - Santiago-Negreira (149)

onde bebemos cada um a sua cerveja, 

20190414_192115

dando dois dedos de conversa

20190414_192255

e, saindo daqui, dando mais uma pequena volta, observando um ou outro pormenor,

43.- 2019.- 01.- CS (Epílogo) - Santiago-Negreira (146)

Fomos a um restaurante/pizzaria. Optámos por comer pizza: um, comeu uma havaiana; outro, uma carbonara e o nosso Florens, uma de queijos.

20190414_205623

Tomado o café da praxe, regressámos ao hotel.

 

Tínhamos a roupa, molhada pela chuva ao longo do percurso, enxuta, porquanto o aquecimento estava ligado. Escrevemos as nossas impressões da jornada no nosso Bloco de Notas. Contactámos com os familiares. Demos uma vista de olhos à etapa do dia seguinte. E deitámo-nos.

 

Apresentamos o percurso da etapa bem assim o perfil da mesma

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SantiagoNegreiraRE

(Fonte:- Mundicamino)

E deixamos aos(às) nossos(as) leitores(as) o diaporama da etapa para visualização.

CAMINHO DE SANTIAGO – EPÍLOGO – 1ª ETAPA:- SANTIAGO – NEGREIRA

PANORÂMICA DE PONTE MACEIRA

45.- 2019.- 01.- CS (Epílogo) - Santiago-Negreira (1)

 

10
Abr20

Memórias de um andarilho - Ecovia do Rabaçal - PR 3 VLP - Tinhela - Praia Fluvial do Rabaçal - Parte III - Fornos do Pinhal - Praia Fluvial do Rabaçal e Ponte do Arquinho

andanhos

 

MEMÓRIAS DE UM ANDARILHO

 

ECOVIA DO RABAÇAL

(VALPAÇOS-ALTO TÂMEGA/NORTE DE PORTUGAL)

 

PR3 VLP – TINHELA-PRAIA FLUVIAL DO RABAÇAL

 

PARTE III

(FORNOS DO PINHAL – PRAIA FLUVIAL DO RABAÇAL)

 

01.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (328)

Logo à entrada da aldeia, e passada a respetiva rotunda, à nossa direita, um aspeto do casario de Fornos do Pinhal, em dia de se fazerem queimadas nas terras.

02.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (264)

Na nossa pesquisa sobre Fornos do Pinhal, no sítio da web «Fornos do Pinhal», da responsabilidade da Câmara Municipal de Valpaços, podemos ler que Fornos do Pinhal é uma freguesia/povoação, sem aldeias anexas, do concelho de Valpaços, distrito de Vila Real. Faz fronteira com o distrito de Bragança. Situa-se muito perto da margem esquerda do rio Calvo, afluente do rio Rabaçal.

Segundo o mesmo sítio «Fornos do Pinhal», esta povoação foi um curato de apresentação do abade de Santa Valha, no termo da vila e concelho de Monforte de Rio Livre. Em 1527, segundo o Cadastro da População do Reino, tinha cerca de 30 fogos, sendo o “seu senhor”, nessa altura, D. Afonso de Ataíde, conde de Atouguia. Nesse documento, é referida a freguesia de Fornos do Pinhal. No entanto, apenas em 1755 a povoação foi descrita com algum pormenor pela primeira vez, sendo caracterizada pelo parágrafo que a seguir se apresenta:

Fornos do Pinhal, província de Trás-os-Montes, bispado de Miranda, comarca da Torre de Moncorvo, termo de Monforte de Rio Livre, anexa ao benefício de Santa Valha. É de donatário que é o conde de Atouguia. Tem 104 vizinhos, 324 pessoas de sacramentos (…)”.

 

Ainda segundo o sítio da web acima referido, “Do prisma eclesiástico, pertenceu primitivamente à Arquidiocese de Braga, passando depois para o de Miranda do Douro. Aquando da criação da diocese de Bragança, em 1770, passou à jurisdição desse prelado. Em 1885 voltou à Arquidiocese e, em 1992, ao tempo da criação da diocese de Vila Real, passou para a nova diocese, à qual pertence na atualidade”.

 

Ao nível do património edificado, merece destaque a Igreja Matriz. Construída em 1682 por ordem do abade Martim Velho Barreto. É um templo humilde, reconstruído depois do incêndio que, em 1928, praticamente o reduziu a cinzas.

 

Quanto à etnografia mais pura desta população, ficou célebre, em tempos, uma festa que todos os anos, pelo S. João, se realizava – “mouriscada” ou “mouriscadas”, que tinham uma forte componente militar embora se caracterizassem por ter também carácter religioso: simulavam combates a pé e a cavalo entre frações rivais, desfilando depois de finda a luta, diante dos “mordomos” e demais população. Tratava-se de um evento que atraía a Fornos do Pinhal milhares de forasteiros. Uma evocação, afinal, do carácter rural desta freguesia e do seu passado histórico.

 

Tentámos investigar um pouco mais sobre Fornos do Pinhal. Em termos da sua etnografia, não encontrámos nada que hoje, em termos de continuidade, se aperceba existir. Morreram, simplesmente, parece-nos. Apenas fomos dar com o lançamento de um livro da autoria de Jorge Alves Ferreira, natural de Chaves, «Fornos do Pinhal – Valpaços – História e Tradiçoes». 

03.- Fornos do Pinhal - Hístória e Tradições

Florens tinha pressa em chegar à Praia Fluvial do Rabaçal. Atravessámos, por isso, muito depressa a aldeia, deixando para trás a sua Igreja Matriz, não vendo, em pormenor, alguns dos seus edifícios.

 

Apenas deu para ver o seu bonito jardim, no qual se destaca o busto de Francisco do Nascimento Rua, homenagem da sua filha, Susana Rua,

04.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (267)

o Coreto e,

05.-2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (268)

no topo do mesmo, impera a Casa Grande ou Solar dos Calaínhos.

06.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (269)

Falemos um pouco sobre a

 

CASA GRANDE OU SOLAR DOS CALAÍNHOS 

 

A «Casa Grande», nome pela qual é conhecido o Solar dos Calaínhos, foi edificada em 1795. Possui brasão registado no Cartório da Nobreza. A família desta Casa deu generais e outros oficiais superiores da carreira de armas.

 

Na fachada principal abre-se uma varanda que assenta sobre colunas ladeando a porta principal, de decoração rocaille. Nos cunhais e no frontão subsistem fogaréus de cunho joanino.

07.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (266)

Em «Solares e Casas Antigas de Portugal», diz-se que o Solar dos Calaínhos, na Aldeia de Fornos do PinhalValpaços, servia como residência sazonal da família.

 

O apelido dos Calainhos foi dado a um dos antigos membros da família por se assemelhar fisicamente ao tipo de homem de Calais.

 

Continuando a atravessar a aldeia, passámos por esta bonita Capela da Senhora do Prado (?),

08.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (270)

pelo Largo de S. João Batista

09.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (272)

e pela Casa dos Arcos.

10.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (274)

Encostada a uma das suas paredes, um fontenário da década 60 do século passado.

11.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (273)

Deixámos Fornos do Pinhal, rodeada de olival.

12.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (275)

Por entre vinhas, olivais e pinhal, sempre em constante e razoável descida,

13.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (277)

a certa altura, infletindo por um estrito caminho,

14.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (280)

começámos a avistar a Praia Fluvial do rio Rabaçal.

15.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (280a)

(Perspetiva I)

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(Perspetiva II)

Uma vez na estrada, não nos dirigimos à Ponte romana do Arquinho. Optámos por ir buscar a viatura, estacionado no Parque da Praia Fluvial e, subindo até ao cruzamento para a Ponte, estacionámos a viatura e fizemos a pé os 500 metros que nos separavam da Ponte do Arquinho.

 

Assim, entrámos no espaço da Praia Fluvial do Rabaçal.

17.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (283)

Chegados ao carro, verificámos, através da nossa aplicação Wikiloc, quanto quilómetros andámos: 19 Km e 420 metros, com uma altura acumulada de 138 metros. Faltava-nos ainda a ida e volta à Ponte do Arquivo, com mais, sensivelmente 1 Km.

18.- Wikiloc - PR 3 VLP - Ecovia do Rabaçal

Deixemos aqui o Mapa das três partes parte do percurso deste PR 3 VLP da Ecovia do Rabaçal

19.- Mapas Ecovia do Rabaçal III

Descemos umas dezenas de metros até à

 

PONTE DE VALTELHAS

O sítio do «Porto e Norte de Portugal» diz-nos que a Ponte sobre o Rio Rabaçal, é de provável construção seiscentista, mas, ao que parece, substituiu uma outra, visto que o seu aparelho integra alguns silhares com marca de "forfex" romanos e outros siglados, de origem medieval. Possivelmente, integrava-se na via romana que ligava León e Astorga a Zamora e Salamanca. O tabuleiro forma rampa muito suave em apenas metade da sua secção e desenvolve-se sobre cinco arcos de amplitude desigual. Possui talha-mares de secção triangular, formados por degraus escalonados, encimados por gárgulas para escoamento de água, o que é pouco comum. A sua altura levou-a a receber o epíteto de Ponte do Diabo.

Ponte de tabuleiro quase plano, orientado sensivelmente no sentido O. - E., formando rampa suave em metade da sua secção, assente em cinco arcos de volta perfeita, o central de maior amplitude, com um raio de 8,7 m, e os laterais sucessivamente de menores dimensões, tendo os intermédios um raio de 4,15 m e os dos extremos 3,1 m. Os arcos possuem aduelas largas e pouco compridas, com o extradorso regular, e, no intradorso dos três centrais, uma série de agulheiros para encaixe dos cimbros. O aparelho dos paramentos é regular, em silhares de granito, em fiadas pseudo-isódomas, mas documenta os sucessivos arranjos ao incorporar silhares com marca de "fórfex" e outros siglados. Apresenta os pegões reforçados, de ambos os lados, por quatro talha-mares triangulares, altos, escalonados e de remate piramidal, à exceção de um dos talha-mares, que não é escalonado, possivelmente devido a uma reconstrução mais recente. Sobre estes e encimando os dois arcos extremos, surgem seis gárgulas para escoamento de água. Pavimento formado por lajes de granito dispostas regularmente, protegido por guardas plenas em cantaria, colocadas horizontalmente, sobre cornija avançada, e possuindo num ritmo regular, pequenos vãos retangulares, para escoamento do excesso das águas.

20.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (291)

A pé,

20a.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (297)

dirigimo-nos para a

 

PONTE (ROMANA) DO ARQUINHO

Utilizemos, uma vez mais, o sítio da web do Município de Valpaços, que, quanto à Ponte romana do Arquinho nos diz:

A Ponte Romana do Arquinho, também conhecida por Pontão de Possacos localiza-se na freguesia de Possacos, no concelho de Valpaços, situada num encantador vale do rio Calvo.

21.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (317)

Esta histórica construção data provavelmente do século I d.C., na altura de ocupação Romana do território, e integraria a Via XVII do Império Romano, que ligaria "Bracara Augusta" (Braga) a "Asturica Augusta" (Astorga, Espanha).

No local foram encontrados marcos miliários atribuídos aos imperadores Maximino e Máximo, atestando a importância histórica e arqueológica do monumento.

A Ponte caracteriza-se pelo seu tabuleiro plano com 7,5 metros de largura,

22.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (312a)

assente no seu único arco de volta perfeita.

23.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (309a)

(…) A partir da ponte, ainda é visível um troço de calçada formada por lajes de grandes dimensões, com marcas de rodados e relativamente bem preservada.

24.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (312)

O troço da via dirige-se para a aldeia de Possacos, contornando um relevo com forte declive”.

25.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (343)

Florens e Antón, em anema cavaqueira, apreciavam

26.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (309)

e conversavam a propósito deste Monumento e da sua História,

27.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (307)

Enquanto nós, apreciando esta vegetação autóctone e este lugar tão aprazível, num dos placares informativos, liamos: “A sólida Ponte do Arquinho é um testemunho fiel da transumância dos romanos pelo concelho de Valpaços. Caracteriza-se pela tosquicidade do talhe dos seus silhares, singular pela arquitetura e sublime pelo esplendor que emana. O eixo da Via Augusta na Ponte do Arquinho corresponde a 495 metros lineares”.

28.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (305)

Ficámos devidamente informado.

 

Andámos mais 500 metros até à nossa viatura estacionada na berma da  estrada.

 

Dirigimo-nos depois até Tinhela para ir buscar a outra viatura e, por volta das 18h30m, estávamos em Chaves.

 

Aguardemos que este distanciamento social a que somos forçados neste tempos complicados acabe para, assim, podermos fazer os outros dois Percursos Pedestres de Pequena Rota que constituem, com este que acabámos de fazer, a Grande Rota da Ecovia do Rabaçal.

 

Deixámos à visualização dos(as) nossos(as) leitores(as) este pequeno diaporama desta terceira parte do

 

PR 3 VLP – PARTE III (FORNOS DO PINHAL – PRAIA FLUVIAL DO RABAÇAL E PONTE DO ARQUINHO) ECOVIA DO RABAÇAL

09
Abr20

Memórias de um andarilho - Ecovia do Rabaçal - PR3 VLP - Tinhela-Praia Fluvial do Rabaçal - Parte II - Santa Valha-Fornos do Pinhal

andanhos

 

MEMÓRIAS DE UM ANDARILHO

 

ECOVIA DO RABAÇAL

(VALPAÇOS-ALTO TÂMEGA/NORTE DE PORTUGAL)

 

PR3 VLP – TINHELA-PRAIA FLUVIAL DO RABAÇAL

 

PARTE II

(SANTA VALHA – FORNOS DO PINHAL)

01.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (222)

Entrámos em Santa Valha pela parte de cima da povoação,

02.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (197)

onde a cultura dominante é a vinha

03.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (198)

(Aspeto geral de uma vinha não podada)

04.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (193)

(Pormenor de uma velha videira)

e a oliveira, tendo, como pano de fundo, o casario de Santa Valha.

05.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (195)

Nas proximidades da aldeia, dois cenários.

06.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (202)

(Cenário I)

07.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (201)

(Cenário II)

Atravessámos as ruas e o casario da aldeia até ao centro. Apresenta-se alguns cenário do casario e das suas ruas.

08.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (203)

(Cenário I)

09.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (206)

(Cenário II)

10.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (207)

(Cenário III)

11.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (208)

(Cenário IV)

12.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (209)

(Cenário V)

13.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (210)

(Cenário VI)

14.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (211)

(Cenário VII)

Para pesar nosso, em Santa Valha, não existe nenhum restaurante. Tivemos que nos sujeitar a ir a um dos cafés aqui existentes. A variedade de comida também não era abundante. Apenas nos serviram umas sandes mistas, servidas com café com leite, para um; com cervejas, para os outros dois.

 

Enquanto comíamos, aproximou-se da nossa mesa um senhor bem posto, engravatado, de pouco mais de trinta e tal, quarenta anos. Perguntou-nos qual a caminhada que estávamos a fazer. Respondemos-lhe que era o PR 3 VLP da Grande Rota da Ecovia do Rabaçal. De pronto nos respondeu que, ainda bem, tínhamos optado por este, porquanto os outros dois, que constituem a Grande Rota, estavam a ser objeto de intervenção, dado o último temporal, destes últimos dias, ter danificado severamente algumas das suas infraestruturas neles apostas. Mas que, no espaço de 8 a 10 dias, estariam aptos a serem percorridos.

 

Confessamos que ficámos um pouco surpresos com a conversa, vindo deste senhor bem posto. E interrogávamo-nos o que estaria ali a fazer. A páginas tantas, virando-se para nós, disparou: “o senhor foi meu professor de Economia. Não me conhece?”. Pedimos-lhe desculpa, mas que não! Foram tantos(as) os(as) alunos(as) que nos passaram pelas instituições de ensino por onde lecionámos que era-nos impossível fixar o nome e a cara de tanta gente. Para além do mais, já se tinham passado 26 anos. Neste intervalo de tempo, as pessoas mudam muito…

 

Apresentou-se. Era nada mais, nada menos que o senhor Engenheiro Florestal e Mestre em Gestão e Conservação da Natureza – Jorge Manuel da Mota Pires, vereador no Executivo Municipal de Valpaços e responsável por vários pelouros, entre eles, Planeamento, Urbanismo, Ambiente, Fundos Comunitários e Promoção do Desenvolvimento. Entendemos, finalmente, a conversa que entabulou connosco. E, mais um pouco adiante, quando passávamos pelo centro da aldeia, onde está situada uma Casa Mortuária, percebemos a razão da sua presença em Santa Valha: vinha ao funeral de um(a) munícipe falecido(a).

15.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (214)

No sítio da internet «História da Freguesia de Santa Valha» diz-se que São Caetano é o padroeiro da festa que, no segundo domingo de agosto, tem lugar; contudo, o seu orago ou padroeira é a Santa Eulália, de Mérida.

 

Deixemos a leitura daquele sítio da web bem assim o do Município de Valpaços, sob o título «Santa Valha» aos(às) nossos(as) leitores(as) que queiram conhecer um pouco melhor e em pormenor a história desta freguesia, pois nosso intento aqui é outro.

 

Saindo do café, atravessámos o centro da aldeia, onde imperam duas construções antigas, de caráter religioso: a sua Igreja Matriz, dos meados do século XVII, com um cruzeiro à entrada

16.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (220)

e a Capela de S. Miguel, dos finais do século XVII,

17.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (221)

tendo ao lado um Coreto.

18.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (223)

Ao deixarmos o centro da aldeia, num relvado ao lado do edifício da Junta de Freguesia, um elemento decorativo no seu espaço público – um utensílio ligado à produção de azeite.

19.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (219)

Encaminhámo-nos para a saída.

20.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (225)

À entrada desta antiga e solarenga casa, Antón pediu para que lhe tirássemos uma foto. Ela aqui fica a atestar a sua passagem por estas terras.

21.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (227)

Progressivamente íamos deixando para trás o aglomerado de Santa Valha e, a partir da rua (ou bairro) dos Ciprestes,

22.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (235)

contemplávamos a aldeia,

23.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (230)

(Cenário I)

24.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (228)

(Cenário II)

envolta em oliveiras.

 

Nesta rua (ou bairro), aproximámo-nos do designado Solar dos Ciprestes.

25.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (229)

Este velho Solar é uma obra renascentista, com mais de 400 anos, e é conhecido também por Casa dos Carmos ou dos Sarmentos.

26.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (233)

A pedra de armas, na entrada principal, é datada precisamente de 1594, conforme se pode ver na gravura.

27.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (232)

No sítio da web, primeiramente acima referido, diz-se que “estas armas plenas da família Moraes com duas estrelas por diferença, foram atribuídas ao Dr. Gonçalo de Moraes que, depois de viúvo, foi abade em Santa Valha e fundou a Casa dos Ciprestes”. O Dr. Gonçalo de Moraes, depois abade de Santa Valha, era filho de Francisco Moraes «O Palmeirim», autor do célebre romance de cavalaria do século XVI «O Palmeirim de Inglaterra». Era neto de Sebastião Moraes Valcacer, que foi Tesoureiro da Casa Real e, mais tarde, Tesoureiro Mor do Reino no tempo de D. João III. O 1º Morgado da Casa dos Ciprestes foi Jerónimo de Moraes que, em 1655, instituiu o morgadio e a capela anexa à Casa.

28.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (234)

Deixemos este lugar e a sua história

29.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (237)

e observemos, ao longo do trilho, os terrenos que fazem parte das Quintas de Sobreiró de Cima e da Texugueira.

30.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (238)

(Trecho I)

31.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (243)

(Trecho II)

32.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (244)

(Trecho III)

33.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (247)

(Trecho IV)

34.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (250)

(Trecho V)

35.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (251)

(Trecho VI)

36.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (253)

(Trecho VII)

37.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (255)

(Trecho VIII)

38.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (259)

(Trecho IX)

Até que nos aproximámos de Fornos do Pinhal.

39.- 2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (261)

Deixemos aqui o Mapa desta segunda parte do percurso deste PR 3 VLP da Ecovia do Rabaçal,

Mapas Ecovia do Rabaçal Parte II

bem assim um pequeno diaporama do mesmo.

PR 3 VLP – PARTE II (SANTA VALHA-FORNOS DO PINHAL) DA ECOVIA DO RABAÇAL

08
Abr20

Memórias de um andarilho - Ecovia do Rabaçal - PR3 VLP - Tinhela-Praia Fluvial do Rabaçal - Parte I - Tinhela-Santa Valha

andanhos

 

MEMÓRIAS DE UM ANDARILHO

 

ECOVIA DO RABAÇAL

(VALPAÇOS-ALTO TÂMEGA/NORTE DE PORTUGAL)

 

PR3 VLP – TINHELA-PRAIA FLUVIAL DO RABAÇAL

 

PARTE I

(TINHELA-SANTA VALHA)

 

2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (01)

Vivendo, muito embora, num concelho limítrofe do de Valpaços, só muito tardiamente é que soubemos da existência de um percurso de Grande Rota (conjunto de 3 Pequenas Rotas) denominada Ecovia do Rabaçal, naquele concelho.

 

E esse conhecimento veio-nos através da aquisição e leitura da Revista «National Geographic Portugal», edição 223, de outubro de 2019, a qual, para além de um pequeno texto sobre este percurso pedestre, tinha, como Suplemento, o Mapa da Ecovia, que os(as) nossos(as) leitores(as) podem observar na publicação digital acima apresentada.

2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (01a)

Este conhecimento deu-se em novembro de 2019, altura em que fazíamos uma visita a um familiar hospitalizado no Porto e, do qual, obtivemos a informação, não só da Revista, como do Mapa da Ecovia, que a acompanhava.

 

A oportunidade para percorrer os seus percursos só veio mais tarde. O fim do último outono e princípio do inverno apresentou-se muito problemático quanto às condições meteorológicas. Por isso, só numa «abertura», a 6 de fevereiro do corrente ano, é que tivemos oportunidade de fazer um deles – o PR3 VLPTinhela-Praia do Rabaçal.

 

Acompanhou-nos neste percurso o Florens, o nosso companheiro/sobrinho, «habitué» nestas nossas andanças de andarilho, e o nosso sobrinho neto, Antón, que, já no ano passado, por esta época, fez também connosco e com o Florens, o Caminho de Santiago de Compostela – Epílogo, que brevemente neste blogue, iremos apresentar a respetiva reportagem.

 

Dado que se trata de percursos lineares, tivemos que levar duas viaturas: uma, ficou na Praia Fluvial do Rabaçal, fim do percurso; outra, em Tinhela, começo do percurso. Só nesta operação, para além do incómodo de utilizarmos duas viaturas, demorámos quase hora e meia, o que levou a que começássemos o percurso perto das 11 horas da manhã.

 

Um reparo. Existe uma «brochura», edição da Câmara Municipal de Valpaços, sobre esta Ecovia do Rabaçal. Bem podiam existir exemplares da mesma na receção da Praia Fluvial do Rabaçal para, assim, ficarmos melhor informados sobre os diferentes aspetos destes três percursos pedestres, quer no que concerne ao seu Meio Físico (Clima e Hidrologia); o Rio e o Vale (Vegetação, Vegetação Aquática e Diversidade Faunística – Peixes, Anfíbios, Répteis, Aves, Mamíferos, Invertebrados -); o Homem (Povoamento, Uso do Território – Agricultura e Floresta, Açudes); Património (Construído – Igrejas, Capelas, Alminhas, Cruzeiros, Fontes de Mergulho, Quintas isoladas e Construções para Atividades Agropecuárias, Moinhos, Pontes); Turismo; Pesca; Atividade Cinegética e Outros Usos dos rios. Para obtermos esta «brochura» tivemos que nos dirigir a cidade de Valpaços, à Casa do Vinho. Esperamos que esta informação e outra, que porventura exista, esteja disponível na internet ou distribuída, principalmente, no encontro dos três percursos pedestres – Praia Fluvial do Rabaçal – e, na medida do possível, em determinado local, onde cada um dos três percursos se inicia.

 

Manuseando a «brochura» da Ecovia do Rabaçal, debrucemo-nos, um pouco, sobre a mensagem ínsita na apresentação da mesma, da autoria do Presidente da Edilidade.

 

Diz Amílcar Costa Almeida que a Ecovia do Rabaçal representa para o Município de Valpaços um dos pilares de uma forte aposta diferenciadora no turismo de natureza e da região, com a possibilidade do reconhecimento de um território marcado pelo tempo, com paisagens únicas e visivelmente representativas do território de Trás-os-Montes.

 

Prossegue, afirmando que o rio Rabaçal e o rio Calvo são de extrema importância no ecossistema e que os seus bens e serviços fundamentais são deveras importantes para a manutenção do bem-estar de todos e para o desenvolvimento económico e social do concelho valpacense. Na verdade, continua, a Ecovia do Rabaçal é um convite a um contacto direto com a extraordinária fauna e floras, com a presença de mais de 100 espécies de aves, anfíbios, répteis e mamíferos e ainda uma agricultura marcada maioritariamente por vinha e olival.

 

É também um passeio pela cultura ancestral das gentes do concelho de Valpaços, não só em práticas agrárias e tecnológicas, como os moinhos e lagares cavados nas rochas bem assim visitas a aldeias abandonadas, como são exemplo a Aldeia do Cachão e do Calvo.

 

Diz ainda Amílcar C. Almeida que esta Ecovia conta ainda com uma Via Ferrata (no PR 1 VLP), uma infraestrutura de grande relevo para a região, por ser única a norte do Douro e das mais entusiasmantes a nível nacional.

 

Junto à foz do rio Torto será possível encontrar um Observatório de Aves e, na Praia do rio Rabaçal, uma pista de pesca para os amantes desta modalidade.

 

Fazendo um elogio a esta «obra», como é seu dever como autarca máximo, responsável pelo desenvolvimento do concelho de Valpaços, o seu Presidente da Câmara finaliza a sua apresentação na «brochura» enunciando que a Ecovia do Rio Rabaçal é uma das apostas no turismo (de natureza e património), permitindo, assim, uma diversificação de atividades económicas do território valpacense e um convite a que visitantes conheçam melhor este território transmontano.

 

Frisemos, uma vez mais, que, caso tivéssemos em nosso poder esta «brochura», melhor observação poderíamos ter feito do território por onde este percurso se estende, nomeadamente no que concerne à sua fauna e flora. Reconhecemos também que para este desiderato se conseguir, não basta apenas fazer um único e simples percurso pelo mesmo trilho. Há que palmilha-lo durante mais vezes, precisando-se, assim, de muito mais tempo. Assim, a reportagem que a seguir fazemos em pouco ou nada se debruça sobre a flora, tão cara a Florens, e a fauna, de que tanto gostamos.

 

Talvez para o futuro, e nos outros dois percursos a efetuar – mais pequenos que este -  o PR 1 e o PR2 tenhamos mais oportunidade para obter este intento.

 

Assim…

 

Saímos de Tinhela, do Largo da Igreja,

2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (2)

Mesmo junto ao Coreto,

2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (5)

Onde, ao lado, se encontra um Placar Informativo deste percurso, eram, como acima dissemos, sensivelmente, onze horas da manhã.

 

Logo no início do percurso, fomos dar com a Ponte de Tinhela, romana.

2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (11)

Esta ponte tem uma rampa suave e um arco de volta perfeita e está erguida sobre o rio Calvo.

2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (14)

Neste local existe uma fonte de mergulho e uma casa de construção tradicional, nos matérias e na forma. Dessa construção, destacámos este pormenor.

2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (15)

Deixámos o casario de Tinhela,

2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (19)

passámos por este velho castanheiro

2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (23)

e atravessámos a pequena veiga do Calvo, nas imediações da povoação.

2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (28)

Entrámos em estrada asfaltada e virámos para Agordela.

2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (30)

Percorridos umas centenas de metros, à nossa esquerda, e no vale cavado do Calvo, começam a aparecer-nos os primeiros conjuntos de moinhos.

2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (42)

Veja-se este pormenor da entrada da água de um deles que funciona com duas rodas de moer.

2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (44)

Estes moinhos, adjacentes ao rio Calvo, eram elementos muito importantes na economia de subsistência da região e para a vida das populações.

2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (49)

(Ruínas de um moinho e o rio Calvo – Pormenor I)

2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (54)

(Ruínas de um moinho e o rio Calvo – Pormenor II)

2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (57)

(Mais um conjunto de moinhos)

Deixando a zona dos moinhos, e depois de Florens atender uma chamada da família,

2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (63)

Continuámos estrada asfaltada, ao longo do cavado e estreito vale do Calvo.

2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (66)

Começa agora o troço mais complicado do percurso, por via das últimas chuvas. Primeiro passa o jovem Antón, tentando não resvalar;

2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (72)

depois, o cauto Florens, apoiado no seu sempre cajado.

2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (73)

O trecho do trilho começa a compor-se, atravessando-o sobre um tapete verde.

2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (74)

Aqui e ali a aparece a calçada gasta pelo uso dos carros de bois e pelo tempo.

2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (75)

Florens e Antón sempre atentos ao entorno.

2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (78)

Aqui, o rio Calvo, de selvagem, transforma-se em remansoso, com uma pequena presa.

2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (79)

Até que nos aparece esta construção.

2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (90)

Poderá, para muita gente ser interessante. Se, assim é, não estamos de acordo. O Plano Diretor Municipal de Valpaços (PDM) permite o licenciamento destas construções neste local, fora do contexto e numa fileira de monhos tradicionais?

2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (91)

Nas proximidades de Agrodela, eis a perspetiva do rio Calvo, de uma represa e do pequeno vale entre montes.

2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (92)

Atravessámos Agrodela, deixando duas imagens: de uma casa e

2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (97)

e de uma perspetiva do seu casario.

2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (98)

Continuámos o nosso trilho ao longo do, aqui, calmo e remansoso Calvo.

2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (99)

Atravessada Agrodela, espera-nos nos contrafortes do monte e entre o estreito vale do Calvo, este caminho tradicional.

2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (103)

À nossa direita, surge-nos uma pequena ponte de madeira, maltratada pelos últimos temporais, e mais uma pequena represa do Calvo.

2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (108)

E continuámos o nosso percurso, ao longo do caminho de pé posto tradicional, acompanhados pela pequena veiga e pelo rio Calvo.

2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (121)

Rio que agora corre bem encaixado entre duas vertentes bem acentuadas de montes.

2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (123)

Mais uma pequena paragem para ler mais um Placar Informativo que nos indica aqui existir(em) moinho(s).

2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (125)

Veja-se a beleza agreste deste encaixado vale!

2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (130)

Uns metros mais à frente, da outra margem do rio (margem direita), mais um conjunto de moinhos.

2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (138)

E, um pouco mais a seguir, este bonito panorama, com mais vestígios de moinho(s), em solo bem xistoso.

2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (145)

Começámos agora a descer. Havia que atravessar o rio Calvo para a outra margem, através de uma ponte (pontão de madeira).

2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (146)

Enquanto atravessávamos a nova ponte (ou pontão) da Ecovia, à nossa direita, um conjunto de moinhos.

2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (150)

Trata(va)-se do Complexo «moageiro» do Calvo, com o que resta das suas paredes e caboucos.

2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (151)

Até que, mais umas dezenas de metros à frente, aparecem-nos as ruínas da pequena Aldeia de Calvo, totalmente abandonada!

2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (158)

Parámos para ler atentamente mais um Placar Informativo.

2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (159)

Penetrámos no seu interior, onde as giestas e o silvado tomaram conta das ruínas.

 

Florens captava pormenores.

2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (161)

Enquanto Florens e Antón pesquisavam melhor os lugares do antigo casario da aldeia, defrontámo-nos com esta ruína. Seria um lagar?

2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (165)

Tudo caído e em completa ruína e abandono! Mas onde deduzíamos, dos vestígios que restavam, que ali houve vida e atividade económica e social nesta pequenina comunidade.

2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (166)

(Casario I)

2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (167)

(Casario II)

E continuámos o nosso percurso.

 

Depois de termos passado por um pequeno souto, deparamo-nos com este caminho emparedado, onde o último temporal não teve contemplações em deixar resvalar este pedregulho para o meio do caminho por onde passávamos.

2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (172)

Repare-se no pormenor da construção desta parede e do aparecimento de azinheiras.

2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (174)

Agora, uns metros mais à frente, o caminho começa a descer e alarga-se.

2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (175)

Em pouco minutos vamos, outra vez, ao encontro do rio Calvo,

2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (177)

no lugar onde a ribeira do Piago desagua.

2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (179)

Registámos este pormenor do lugar,

2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (183)

onde se fazia (faz?) a captação de água para (rega?) e/ou consumo doméstico de Santa Valha(?).

2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (187)

Daqui trepámos esta fraga,

2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (189)

até que desembocámos neste caminho plano,

2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (191)

já nas vizinhanças de Santa Valha,

2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (192)

chegando, assim, ao início do termo da freguesia.

2020.- Ecovia do Rabaçal (PR3-VLP) - Nikon (194)

Parámos em Santa Valha para, num dos cafés da aldeia, comermos.

Ecovia do Rabaçal - Parte I

Para finalizar este post, apresentamos um diaporama desta primeira parte do PR 3 VLP da Ecovia do Rabaçal.

 

ECOVIA DO RABAÇAL - PR3 VLP (PARTE I - TINHELA-SANTA VALHA)

07
Abr20

Por terras da Ibéria - Uma viagem a Portugal com as obras de José Rodrigues no espaço público - Alfândega fa Fé - S.Sebastião; N. S. de Balsemão e o «Cego»

andanhos

 

POR TERRAS DA IBÉRIA

 

UMA VIAGEM A PORTUGAL COM AS OBRAS DE JOSÉ RODRIGUES NO ESPAÇO PÚBLICO

 

- ALFÂNDEGA DA FÉ-TRÁS-OS-MONTES/NORTE DE PORTUGAL -

 

 

SÃO SEBASTIÃO E NOSSA SENHORA DE BALSEMÃO, NO MERCADO MUNICIPAL

E

«O CEGO», EM CEREJAIS

01.- 2020.- Alfandega da Fé (309)

 

Lê-se no «Museu Digital», da Universidade do Porto https://museudigital.pt/pt/roteiros/18 que, em Alfândega da Fé, onde José Rodrigues passou a sua infância, o mestre, deixou-nos algumas esculturas, como os painéis cerâmicos S. Sebastião e Nossa Senhora de Balsemão, no Mercado Municipal, a placa em bronze do Comandante Jeremias Clemente Ferreira, e a Casa da Cultura Mestre José Rodrigues, que pretende prestar homenagem ao escultor, um dos mais ilustres filhos da terra, e onde se encontram várias obras do mesmo, bem assim o «Cego dos Cerejais».

 

Na altura em que passámos em Alfândega da Fé, o Quartel dos Bombeiros Voluntários de alfândega da Fé estava em obras. Porque a  placa de bronze do Comandante Jeremias Clemente Ferreira está integrada num dos arruamentos do Quartel, não a podemos ver, porquanto se encontrava guardada.

 

Demos uma saltada até ao Mercado Municipal.

02.- 2020.- Alfandega da Fé (24)

Entrámos no seu recinto interior.

03.- 2020.- Alfandega da Fé (21)

Ali, aproximámo-nos da obra.

04.- 2020.- Alfandega da Fé (22)

Com mais pormenor, contemplámo-la. Em primeiro lugar, e do nosso lado esquerdo, o padroeiro da vila, São Sebastião.

05.- 2020.- Alfandega da Fé (9)

Ao lado, um painel de azulejos do pintor e ceramista, José Emídio.

06.- 2020.- Alfandega da Fé (7)

Do lado esquerdo, Nossa Senhora de Balsemão.

07.- 2020.- Alfandega da Fé (4)

Vista um pouco mais em poemenor.

07a.- 2020.- Alfandega da Fé (18)

Ao lado da obra do Mestre José Rodrigues, mais um outro painel de José Emídio, representando também, tal como o primeiro, cenas da vida agrícola de Alfandega da Fé.

08.- 2020.- Alfandega da Fé (10)

Saímos do Mercado Municipal em direção ao Centro Cultural com o nome do Mestre José Rodrigues.

09.- 2020.- Alfandega da Fé (14)

Estava nele patente uma exposição sobre o Parlamento Português (Edifício da Assembleia da República Portuguesa).

 

Mas nele captámos este Cristo crucificado do Mestre que dá o nome ao Centro.

10.- 2020.- Alfandega da Fé (64)

Saímos do Centro e, um pouco mais abaixo, a capela, antiga ermida do padroeiro da vila – São Sebastião.

10.- 2020.- Alfandega da Fé (55)

Na placa informativa que está na sua fachada,

11.- 2020.- Alfandega da Fé (58)

pode ler-se:

Não se conhece nenhum registo da sua construção mas sabe-se que no início do século XVII ainda era referida como ermida, por estar fora da localidade e em 1785 estava em reconstrução, admitindo-se que seja pelo menos do século XVII. Na primeira metade do século XIX chegou a ser utilizada para enterramentos.

O campanário é o elemento artístico mais relevante, mas não é original do edifício, havendo dúvidas sobre a sua proveniência, que pode ter sido a capela da Casa dos Condes de S. Vicente ou a do Solar de D. Manuel de Sá. (…).

São Sebastião é o padroeiro da Vila e em sua honra se realizam as festas de verão, no segundo fim de semana de agosto”.

 

Saímos daqui e fomos dar uma vista de olhos pela arte urbana ao ar livre nesta vila transmontana, cuja reportagem será objeto de um dos próximos postes.

 

Pegámos na nossa viatura e deslocámo-nos à freguesia de Cerejais, cerca de 9 a 10 Km da vila de Alfândega para aí vermos a obra maior que o Mestre José Rodrigues deixou no concelho onde passou a sua infância.

 

O “Cego dos Cerejais

 

é uma escultura figurativa de vulto pleno em bronze sobre plinto,

12.- 2020.- Alfandega da Fé (180)

(Perspetiva I)

13.- 2020.- Alfandega da Fé (308)

(Perspetiva II)

implantada em 2003 no Santuário do Imaculado Coração de Maria, em Cerejais.

15.- 2020.- Alfandega da Fé (307)

Esta obra foi realizada através do convite do Padre Manuel Ochoa, Pároco do Santuário de Cerejais e oferecida pelo escultor. Na placa de metal no plinto de pedra, possui a inscrição: “Recuperar a Fé é graça maior do que se recuperar a vista”. Assinado: Rodrigues, 2003. Realizado na Fundição Bernardino, Gulpilhares, Gaia.

16.- 2020.- Alfandega da Fé (175)

02
Abr20

Memórias de um andarilho - Vale do Lima (Límia) - Parte V - As Torres da Límia

andanhos

 

MEMÓRIAS DE UM ANDARILHO

 

VALE DO LIMA (LÍMIA) – OURENSE/GALIZA

 

AS TORRES DA LÍMIA

01.- 2020.- Ponte Porqueira+Ponteliñares (A Limia-Galiza) (58)

Com este 5º post, damos por finda a nossa incursão no Vale da Límia (Lima), na província de Ourense, Comunidade Autónoma da Galiza.

 

E o seu tema anda à volta das Torres da Límia (Lima), grande parte delas construídas durante o período da Idade Média, durante a era histórica designada da Reconquista Cristã e coetânea com a fundação da nacionalidade portuguesa.

 

É popularmente conhecida a existência na Límia (vale do Lima galego) de 4 Torres medievais, que flanqueavam e defendiam a Lagoa de Antela

02.- 2020.- Torre de Pena+Monasterio de Bon Xesús de Trandeiras (27)

 e, consequentemente, toda a designada Alta Límia.

 

Todavia, segundo Carlos G. Salgado, no seu artigo, escrito em 2010,  «As Cen Torres da Límia – Portelam de Sanctio Iohannis – O Castelo de Portela de Pena», não seriam apenas as Torres (e castelos) de Sandiás,

03.- 2020.- Perdra Alta (Antela)+Torre Sandiás (87)

Portela de Pena,

04.- 2020.- Torre de Pena+Monasterio de Bon Xesús de Trandeiras (46)

Porqueira (ou da Forxa)

05.- 2020.- Ponte Porqueira+Ponteliñares (A Limia-Galiza) (54)

e Celme, que existiam na Límia. Havia muitas mais. Cerca de uma centena.

 

Peguemos, então no artigo de Carlos G. Salgado e escalpelizemos a sua tese.

 

Em termos de organização e estrutura defensiva, a Límia (vale do Lima), desde os seus primeiros povoados, teve os mesmos problemas que qualquer outro território do noroeste peninsular, derivados da orografia do seu terreno.

 

Na época castreja, foram os cumes dos montes e as vertentes agrestes e pendentes as mais procuradas e escolhidas para assentamentos populacionais, por serem estes os lugares mais privilegiados para a construção de estruturas defensivas e fortificações.

 

Com a ocupação romana, optou-se preferentemente por espaços cuja acessibilidade privilegiasse o controlo defensivo e estratégico do território, ou seja, terrenos mais planos, próximos de redes fluviais e vias de comunicação romanas ou autóctones. Os romanos aplicaram, assim, novos princípios nos conceitos estratégicos de defesa. Situação esta que os povos bárbaros seguiram e, mais tarde, os árabes.

 

Elza Maria Gonçalves Rodrigues de Carvalho, na sua tese de doutoramento «Lima Internacional: Paisagens e Espaços de Fronteira», diz que, apesar dos novos conceitos estratégicos trazidos pelos romanos e seguidos pelos povos que se lhes seguiram, a insegurança e instabilidade daquele tempo, levou a que os habitantes dos novos povoados voltassem a ocupar os antigos assentamentos de altitude, que nunca deixaram de ser abandonados.

 

Mas certo é que o território da Límia (vale do Lima), depois dos romanos, foi-se despovoando, por via das várias razias e saques a que o mesmo esteve submetido durante séculos. Foram, primeiro, as invasões bárbaras, com os suevos e visigóticos e, mais tarde, as incursões árabes que, em 716, com o caudilho Abdelaziz, em 825, com Al Abbas e, a mais conhecida, a do célebre Almanzor, que arrasou o burgo de Santiago de Compostela, em 997.

 

Logo imediatamente a seguir à invasão árabe, como é que se organizou defensivamente o território da então chamada Limiam?

 

Nos últimos séculos do primeiro milénio, com a chamada Reconquista Cristã, que começou nas Astúrias, em 722, apareceram no noroeste peninsular os primeiros castelos, com uma nova estrutura arquitetónica, exclusivamente militar, concebida não para acolher um povoado, mas uma pequena guarnição de soldados cuja missão era a segurança e defesa do território que lhe estava contíguo, em coordenação com outros limítrofes, que estavam inseridos na mesma estratégia, e, em muitas ocasiões, ligados uns aos outros por torres de vigilância ou atalaias.

 

Diz-nos Carlos G. Salgado que, do castelo ou atalaia, saíam as forças que percorriam os campos, dando segurança aos povos e trabalhadores do campo, os quais revertiam o fruto do seu trabalho para o próprio castelo.

 

Segundo Elza Maria Gonçalves Rodrigues de Carvalho,  esta nova conceção de defesa explica a mudança no tipo de povoamento, com uma nítida e decisiva distribuição dos povoamentos por vales agrícolas, já iniciada com a ocupação romana e, mais intensamente, nas centúrias seguintes, ficando concluída praticamente nos séculos XI e XII.

 

Na perspetiva de M. J. Barroca, referido por Carlos G. Salgado, na obra que vimos seguindo, é a partir do momento em que as populações se distribuem pelas áreas de vale, que as fortificações começam a aparecer em maior quantidade, na medida em que os amuralhamentos apenas podiam garantir a segurança apenas a uma parte do território e das suas respetivas populações. Assim, surgiu a necessidade dos Senhores da Idade Média de erguerem muralhas ao redor dos aglomerados humanos e de construir uma rede de castelos que apoiasse o sistema defensivo do seu território.

 

Deste feita, estas estruturas militares foram, portanto, os elementos fundamentais do ordenamento do território, que tiveram como princípio de localização um conjunto de fatores de âmbito geográfico: em primeiro lugar, os cumes  dos montes, muitos deles ocupados anteriormente por antigos Castros, que permitiam a visualização de extensos horizontes e, em segundo lugar, o traçado das redes fluviais e viárias, que facilitariam o controlo e vigilância de vastos territórios, tendo como missão a proteção e defesa dos mesmos.

 

Neste contexto, damos conta, na Idade Média, que o território do vale do Lima era designado por Limiam. E era uma área que pouco tinha a ver com a atual Límia, porquanto se espalhava pelo sul da província de Ourense e mais, nomeadamente, a sul do rio Arnoia, ainda que alguns autores o façam alongar, em tempos do Imperador Afonso VII, até às portas de Ribadávia e, inclusive, até à própria cidade de Ourense.

 

Tinha, muito provavelmente, a capital na vila e fortaleza de Allariz, a partir da qual se organizava a defesa do complexo e conflitivo espaço, cuja principal característica seria ainda um povoamento incipiente e disperso.

 

Foi, assim, neste período, que se tomaram as primeiras e determinantes medidas, no âmbito da organização administrativa local e regional, depois da época romana, ao aparecerem os castelos como verdadeiros centros de poder (senhorial, feudal).

 

Até à independência e fundação da nacionalidade portuguesa, os territórios do vale do Lima sempre estiveram sobre a mesma coordenação política e económica e, fundamentalmente, religiosa da diocese de Braga. Com a independência e fundação de Portugal, o território do vale do Lima passa a ser um território de fronteira e, por isso mesmo, transforma-se num teatro de complexas estratégias bélicas, que se prolongariam por muito tempo depois, com reajustes políticos e estratégicos, causando, às populações locais limianas uma dolorosa separação social, política e administrativa.

 

Apesar de todas as fronteiras (políticas e militares) criadas, os vínculos culturais das gentes da Gallaecia galaico-lusitana continuam vivos até aos nossos dias.

 

A partir do século XII, a Límia será cenário e palco de guerras entre D. Afonso Henriques, 1º Rei de Portugal, e Afonso VII, filho de Dona Urraca, de Castela, litigando ambos os contentores pela posse da parte meridional do Reino da Galiza.

 

Afonso Henriques encetou uma estratégia, tentando convencer os nobres da Galiza Lucense a apoiarem-no, no sentido da conquista de mais território para a sua causa Bracarense.

 

A longa raia fronteiriça, que compreendia o então Condado de Limiam e o Condado Portucalense, numa extensão de 170 Km, foi palco de frequentes lutas e disputas pelo seu domínio.

 

Afonso Henriques chegou a ocupar o sul da Galiza em várias ocasiões, entre 1130 e 1169. Concretamente, em 1130, D. Afonso Henriques, tentando recuperar as terras que eram de sua mãe, D. Teresa, comandou uma ofensiva, no sul da Galiza, e, depois de tomar Tui, encaminhou-se para a Limiam, onde, com a ajuda do tenente da Limiam – Conde Rodrigo Pérez – incorporou-a na sua Coroa, construindo, acima da atual aldeia de Congostro, o castelo de Celme, do qual apenas hoje existe um simples silhar.

06.- Silhares de Celme

Face a esta situação, na opinião de Carlos G. Salgado, na então designada Limiam, não existiam 4 castelos, mas sensivelmente meia centena de fortalezas, entre castelos e atalaias.

Microsoft Word - A FORTALEZA DE PENA DA PORTELA As torres do Val do Limia.d…

Concretamente, refere, na bacia da Lagoa de Antela,

07.- 2020.- Torre de Pena+Monasterio de Bon Xesús de Trandeiras (25)

condicionada pela rede hidrográfica e pelos caminhos, ainda hoje se podem ver as imponentes Torres de Portela de Pena,

08.- 2020.- Torre de Pena+Monasterio de Bon Xesús de Trandeiras (43)

Sandiás

09.- 2020.- Perdra Alta (Antela)+Torre Sandiás (72)

Porqueira (ou da Forxa).

10.- 2020.- Ponte Porqueira+Ponteliñares (A Limia-Galiza) (60)

E incita-nos a imaginar as muralhas e torreões do Castelo Celme, nas proximidades de Ponteliñares.

11.- 2020.- Ponte Porqueira+Ponteliñares (A Limia-Galiza) (130)

Mas também, continua Carlos G. Salgado, olhando a Lagoa,

12.- 2020.- Ponte Porqueira+Ponteliñares (A Limia-Galiza) (53)

podemos imaginar erguida a Torre de Homenagem do Castellum Sancti Ihoannis de Barra, em Padreda, perto de Vilar de Barrio; o de Cimo de Ribeira (séc. X), construído pelo Conde Gutierre Mendez, pai de San Rosendo; a Torre de Abavides, em Trasmiras; o Castelo de Vila de Rei, no Monte Castelo; a provável atalaia de Penaverde, divisória do vale de Monterrei com o vale do Límia.

 

Mais a sudeste, estava o impressionante Castelo de Aguiar de Moa, conhecido pelos Penedos da Raíña Loba, no concello dos Blancos, parróquia de Santiago de Covas. No mesmo espaço da planura de Antela, podemos ainda citar a Torre de Xinzo de Limia.

 

Em direção a Allariz, encontramos os castelos de Malpasos, no Monte de San Salvador dos Penedos, perto de Guimaraes, a fortaleza de Allariz, que «artilhava», militar e administrativamente, o Território, assim como outras atalaias ou castelos como a Torre de a Cal, Toran e a Mezquita, que ainda conservam importantes vestígios.

 

Na parte meridional de Limiam, encontramos importantes castelos como os de Vilanova dos Infantes, Milmanda, Sande e o Castelo de Santa Cruz, em Quintela de Leirado.

 

Finalmente, prossegue Carlos G. Salgado, a jusante do rio Lima, encontramos outra meia dúzia de castelos: os de Lobeira, Calvos de Randín, Entrimo, Lobios, Aceredo e o Castelo de Araúxo. E, com uma certa reserva, no extremo do território de Limiam, o Castelo de Maceda de Límia.

 

Não se podem esquecer os Mosteiros de Celanova e de San Martín de Grou, tendo em conta que, embora os castelos sejam o símbolo material de natureza militar e administrativa, os mosteiros e as igrejas constituíam-se como grandes protagonistas no quadro religioso. Nomeadamente, o Mosteiro de Celanova é um bom exemplo da capacidade organizativa e dinamizadora das comunidades sob a sua área de influência.

 

Assim, para darmos por concluído este post, na opinião de Carlos G. Salgado, autor, cujo texto acima citado, vimos seguindo, nos alvores da Baixa Idade Média, existia na Limiam um complexo «entramado» de fortalezas defensivas/ofensivas, dependentes da Coroa de León, debaixo da autoridade da figura do Tenentem Limiam, todos eles de suma importância para o controlo da fronteira com Portugal e para «artilhar» o território.

 

Frisemos que o centro de operações desta vasta rede de fortalezas deveria ser o Castelo de Allariz da Límia.

 

Os castelo, com exceção do caso de Porqueira (ou da Forxa),

13.- 2020.- Ponte Porqueira+Ponteliñares (A Limia-Galiza) (70)

eram, no geral, de titularidade real, mas, perante a impossibilidade dos monarcas controlarem diretamente todas as suas fortalezas, optaram por cedê-las ou doá-las a nobres ou pessoas de confiança, com a finalidade de garantirem a sua segurança, administrar o território e fazer a justiça em seu nome.

 

O controlo e a defesa deste Território (Limiam) estava, como se disse, acometido a um notável (nomeadamente, nobre e da confiança do Rei), com a designação de Tenentem Limiam, o qual exercia a máxima autoridade e podia delegar poderes.

 

Esta figura mantém-se em funções, pelos menos, até 1270.

14.- 2020.- Perdra Alta (Antela)+Torre Sandiás (96)

(Torre de Sandías, desde a veiga e ao cair do dia)

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