Domingo, 16 de Dezembro de 2018

Palavras soltas - A Casa Grande de Gogim

 

 

PALAVRAS SOLTAS

 

A CASA GRANDE DE GOGIM (ARMAMAR)

01.- 2018.- Armamar (Gojim) (11)

Nas nossas deambulações frequentes pelas terras do Douro, certo dia, passando pelo centro de Armamar, onde impera a sua igreja matriz, de raiz românica,

03.- 2018.- Armamar (Gojim) (19)

fomos ter a Gogim, um pouco mais à frente, considerada aldeia preservada, onde impera o seu velho e caraterístico casario.

04.- 2018.- Armamar (Gojim) (15)

Armamar é célebre pela sua produção de maçã de montanha.

 

Contudo, situada no coração do Douro, no Cima Corgo, é também terra de vinho,

05.- 2018.- Armamar (Gojim) (18)

onde não falta o vinhedo.

06.- 2018.- Armamar (Gojim) (17)

O que nos levou a Gogim foi uma visita à sua Casa Grande.

 

A Casa Grande de Gogim, ou Solar, foi residência dos Condes de Vila Flor e Alpedrinha.

 

Residência nobre, é o único solar existente no Município de Armamar.

 

Na página oficial do Município de Armamar, no que concerne ao seu património arquitetónico, ali pode ler-se:
A fachada do solar tem dois pisos: existem frestas gradeadas no piso inferior e o piso nobre é composto pelo mesmo número de janelas emolduradas e debruadas de granito. No cunhal apresenta brasão, peça da heráldica dos proprietários. Em ligação com a fachada vê-se um muro alto que faz a ligação com a capela particular, de invocação a S. Domingos e onde estão sepultados os Condes de Samodães (1756-1866),

06a.- 2018.- Armamar (Gojim) (9)

muro esse só interrompido no portal mas que impede por completo que se veja o interior da propriedade.

07.- 2018.- Armamar (Gojim) (8)

Passando o portal deparamo-nos com um amplo pátio onde se pode apreciar a escada de acesso ao piso superior e um pequeno tanque situado sob uma janela de balcão”.

 

Não pudemos ultrapassar o portal principal da casa por se encontrar fechado. Ainda uma senhora do local nos informou qual o senhor que, tendo a chave, nos poderia facilitar a entrada. Porque chovia abundantemente, deixámos a visualização do amplo pátio para outra ocasião.

 

Fica, contudo, aqui a sua imagem, retirada do sitio da internet «Turismo Porto e Norte de Portugal». 

08.- Solar dos Condes de Vila Flor e Alpedrinha

Na mesma página oficial do Município de Armamar diz-se que aquele imóvel sofreu em 1713 obras de reconstrução para receber a boda de D. Miguel Teixeira de Carvalho (1669-1756) com D. Maria Engrácia de Albuquerque.

 

Este acontecimento marcou a memória dos habitantes de Gogim e de todas as gentes do Concelho pela dimensão da festa com grande número de convidados, e pela abundância das sedas e dos damascos e o luxo dos coches que ali se viram.

 

Saindo do meio da povoação, por esta rua,

09.- 2018.- Armamar (Gojim) (10)

fomos reconhecer a envolvente da Casa, chegando à estrada.

10.- 2018.- Armamar (Gojim) (12)

Pela vinha que lhe está anexa,

11.- 2018.- Armamar (Gojim) (14)

demo-nos conta do estado de degradação avançada em que a Casa se encontra.

12.- 2018.- Armamar (Gojim) (13)

É pena!

 

Trata-se de um imóvel que, apesar de pertencer a ditas pessoas de «sangue azul», sendo propriedade dos herdeiros do último conde: D. Francisco Maria Martinho de Almeida Manuel de Vilhena, é, na verdade, «pertença» de toda uma comunidade que não só a construiu, como a manteve, servindo os seus legítimos donos durante muitos anos. A autarquia de Armamar (apesar de sabermos dos inúmeros entraves que a aquisição de um imóvel destes tem, quando estão em causa certos «pergaminhos» e, possivelmente, muitos herdeiros), bem podia tomar mão deste património, pondo-o ao serviço do Município de Armamar para as inúmeras funções que, nos termos da lei, lhe são atribuídas.

 

Voltámos para trás, rumo a Peso da Régua, deixando os vinhedos

13.- 2018.- Armamar (Gojim) (16)

das terras de Armamar.

14.- 2018.- Armamar (Gojim) (20)


publicado por andanhos às 15:44
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Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2018

Ao Acaso... A Casa do Penedo

 

 

AO ACASO...

A CASADO PENEDO


- Moreira do Rei – Fafe –
(domingo.9.dezembro.2918)

01.- 2018.- Casa do Penedo (Fafe-Moreira de Rei) (1)

Ontem, um dia solarengo, num outono em declínio, à entrada do inverno, fomos dar uma volta.

 

Como sempre, o nosso território eleito é o do Reino Maravilhoso.

 

Neste Reino há duas áreas que nos seduzem particularmente – o Douro, onde nascemos; o Alto Tâmega e Barroso, onde, há mais de 50 anos, vivemos.

 

Só que, desta vez, ao chegarmos ao limite do Barroso de Baixo, mais propriamente, na chamada Carreira da Lebre, onde aproveitámos para, num dos seus restaurantes, comermos um cozido à barrosã que, no nosso estomago já estafado, demorou horas a ser digerido, decidimos remar até às Terras de Basto, mais exatamente, Cabeceiras de Basto.

 

Ao chegarmos ao centro de Cabeceiras, nas proximidades do Convento de S. Miguel de Refojos, fizemos uma pequena pausa para, do outro lado do Mundo, via WhatsApp, darmo-nos conta das novas habilidades da nossa pequena netinha.

 

Depois de aqui chegados, Ao Acaso… decidimos dirigirmo-nos para a serra de Fafe.

 

Já há alguns anos que nossa curiosidade nos pedia que fossemos ver a célebre Casa do Penedo. Mas, infelizmente, a oportunidade nunca surgiu. Desta vez, tinha de ser de vez. E assim foi!...

2018.- Casa do Penedo (Fafe-Moreira de Rei) (13)

Afinal de contas, o que tem a Casa do Penedo para merecer, de propósito, uma deslocação?

02.- 2018.- Casa do Penedo (Fafe-Moreira de Rei) (40)

 

Contemos, sumariamente, um pouco da sua história.

 

Segundo Ana Cristina Pereira, num seu artigo no jornal o «Público», de 5 de outubro de 2009, esta bizarra Casa, entre quatro grandes rochas, foi construída, em 1974, por um engenheiro de Guimarães, já falecido.

 

A sua originalidade levou a que, a partir de certa altura, fosse devassa de muitos forasteiros e outras gentes menos bem intencionadas, e, com o correr do tempo, transformar-se numa atração turística, mas agora devidamente vedada, ao ponto de, para nos aproximarmos, para a ver mais de perto por fora, termos de pagar um euro.

 

Hoje é considerada uma obra de arte.

03.- 2018.- Casa do Penedo (Fafe-Moreira de Rei) (31)

Situada no limite de Fafe, ladeada pela Estrada Nacional 311, em Moreira do Rei, na fronteira com Celorico de Basto, a sua fama ultrapassou fronteiras.

 

Diz Ana Cristina que parece saída da série animada «The Flintstones», imaginário da Idade da Pedra, criada pela dupla Hanna-Barbera.

04.- 2018.- Casa do Penedo (Fafe-Moreira de Rei) (24)

Para Vítor, o filho herdeiro do engenheiro construtor, puxando das suas memórias, seu pai, como já se disse, de Guimarães, costumava vir para aqui, para a serra de Fafe, caçar perdizes. Na primavera de 1972, acompanhou o pai para estes lugares, onde costumava apanhar grilos. A certa altura, deu-se conta que o velho engenheiro, não tirava os olhos daqueles quatro penedos. E ali, na Lameirinha, acabou por construir uma casa de fim-de-semana, tendo como pano de fundo, por um lado, a serra do Marão, a Senhora da Graça (Mondim de Basto); por outro, os montes do Sameiro (Braga) e da Penha (Guimarães).

 

Ficou registada como abrigo de montanha.

 

Não pudemos entrar dentro. Mas, diz-nos a já referida Ana Cristina, que possui uma estreita escada de madeira, que nos conduz ao primeiro andar, onde estão situados os quartos. Cada quarto tem uma forma – triangular, retangular -, conforme os penedos o permitiam. Daí que as camas tivessem de ser feitas sob medida, em função do espaço disponível. No rés-do-chão, fica a cozinha e as partes comuns da casa.

 

Ali não há telefone (a não ser, agora, o telemóvel), jornais ou televisão. Não há, tão pouco, eletricidade ou água canalizada.

 

Ao fundo do terreno da Casa, há uma pequena piscina, que mais parece um tanque, apoiada num rochedo.

04a.- 2018.- Casa do Penedo (Fafe-Moreira de Rei) (35)

Veja-se mais de perto.

04b.- 2018.- Casa do Penedo (Fafe-Moreira de Rei) (36)

O herdeiro, engenheiro filho, desde que lhe nasceu o seu primeiro filho, há 11 anos, não dorme ou habita a Casa. Segundo ele, o sossego e a paz, aqui, acabaram, pela excessiva curiosidade que a Casa desperta.

 

Foi em tempos objeto de grande devassa e pilhagem, que obrigou o seu proprietário a vedá-la convenientemente e a reforçar as respetivas portas e janelas,

05.- 2018.- Casa do Penedo (Fafe-Moreira de Rei) (22)

com material feito em ferro.

05a.- 2018.- Casa do Penedo (Fafe-Moreira de Rei) (39)

Nas suas redondezas, em 2006, nasceu um bem visível parque eólico.

06.- 2018.- Casa do Penedo (Fafe-Moreira de Rei) (44)

A uns metros da Casa, considerada “uma das casas mais loucas do mundo”, fica o salto da Lameirinha, que foi, durante anos, uma das grandes atrações do Rali de Portugal.

07.- 2018.- Casa do Penedo (Fafe-Moreira de Rei) (43)

Na nossa modesta opinião, esta atração bem podia ter uma outra função turística mais digna, como uma infraestrutura de montanha. Todavia a conversa sobre este tema não foi o que nos levou lá: apenas a pura curiosidade.

 

A sua (possível?) função futura é questão de «outros quintos»!...

2018.- Casa do Penedo (Fafe-Moreira de Rei) (48)

Deixámos ao nosso leitor uma pequena vista aérea, em 4K Ultra HD, da Casa e da sua envolvente, de Hélder Afonso.


publicado por andanhos às 18:00
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Sexta-feira, 7 de Dezembro de 2018

Palavras soltas... Braga - Miradouro do Sagrado Coração de Jesus

 

POR TERRAS DE PORTUGAL

 

BRAGA – O MIRADOURO DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

01.- 2018.- Braga I (Samsung) (132)

Tudo que englobe a antiga Gallaecia, a romana, nos fascina.

 

Naturalmente que mais as terras do nosso Reino Maravilhoso.

 

Mas não podemos de deixar de olhar para o lado e apreciar as terras verdes do nosso Minho. E, naturalmente à cabeça, vem a sua mais antiga, milenar e emblemática cidade – Braga.

 

Não visitamos e frequentamos a cidade tanto quanto gostaríamos. Mas sempre que lá vamos – e ali temos familiares e bons amigos – não resistimos a vaguear pelas suas praças, avenidas, ruas e ruelas, apreciando o seu rico património, em que o estilo barroco aqui impera.

 

Nas nossas últimas incursões temos ido munido de um interessante livro - «Segredos de Braga – Braga Top Secret» -, com texto e coordenação de Eduardo Pires de Oliveira e fotografia de Libório Manuel Silva, 1ª edição de 2014, da Editora Centro Atlântico.

 

Desta vez andámos por um escondido miradouro – o do Sagrado Coração de Jesus.

 

Diz-nos, a certa altura, Eduardo Pires de Oliveira:
“No edifício da Faculdade de Filosofia vale a pena aceder às varandas dos últimos andares de onde se observa uma bela panorâmica sobre a zona do Campo Novo”.

 

Não subimos às varandas da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Católica.

 

Viemos, a pé, do centro da cidade, atravessámos a Praça Mouzinho de Albuquerque (Campo Novo),

02.- 2018.- Braga I (Samsung) (118)

(Perspetiva I)

03.- 2018.- Braga I (Samsung) (122)

(Perspetiva II)


observando a estátua/monumento de D. Pedro V,

04.- 2018.- Braga I (Samsung) (119)

dirigimo-nos à rua Guadalupe; subimos um lanço de escadaria e fomos dar de caras com o portão, fechado, da capela de Guadalupe.

05.- 2018.- Braga I (Samsung) (123)

Percorremos a rua Camões e entrámos em território da Universidade Católica.

 

Nosso intuito não era receber ou sequer dar qualquer palesta a muitas e muitos pios estudantes e ou outros ímpios, que frequentam ou que também por lá passaram…

 

Fomos de imediato, para um miradouro excecional.

06.- 2018.- Braga I (Samsung) (136)

Diz-nos Eduardo Pires de Oliveira, na sua obra citada, que “está colocado no ponto mais alto de Braga – foi ali, a seus pés, que foi implantado o reservatório de água que vem do rio Cávado destinada ao abastecimento da metade Norte da cidade – como, ainda por cima, tem uma torre bastante alta onde foi colocada uma imagem do Sagrado coração de Jesus em cujo topo existe [existia] uma lâmpada que server de aviso aos aviões”.

07.- 2018.- Braga I (Samsung) (189)

Está situado no polo da rua de Camões, no denominado Monte da Barquinha.

 

E continua aquele autor: “A vista que se tem é de 360º. Dali se pode perceber, melhor que qualquer outro local, como é que a cidade tem crescido, podendo mesmo servir para se fazer o planeamento das várias zonas da cidade”.

 

Na panorâmica que daqui se tem, o que nos chama mais a atenção são, ao longe, os 3 (três) dos seis miradouros da cidade de Braga:
Miradouro do Bom Jesus do Monte
Miradouro do Monte Sameiro
Miradouro da capela de Nossa Senhora de Guadalupe,

08.- 2018.- Braga I (Samsung) (182)

para além do miradouro do Monte Picoto e da Torre de Santiago.

09.- 2018.- Braga I (Samsung) (150)

(Panorâmica)

Do miradouro, a nossos pés, as instalações da Universidade Católica-Pólo de Braga.

10.- 2018.- Braga I (Samsung) (142)

Mas estamos de acordo com o autor dos «Segredos de Braga» quando afirma que Braga, ao contrário de Lisboa, descura os seus miradouros. A exceção, diz, é feita ao do Bom Jesus do Monte que aqui deixamos uma imagem.

11.- 2016 - Braga - Bom Jesus do Monte (356)

O nosso amigo Varico mostrou-nos, numa dependência do Santuário do Bom Jesus do Monte, o telescópio original daquele miradouro. Aqui fica uma imagem do mesmo.

12.- 2018.- Braga - bom Jesus do Monte - telescópio

E, hoje, por aqui ficamos até ao próximo «segredo» de Braga, neste nosso vaguear pelas suas artérias e recantos, acompanhado da obra de Eduardo Pires de Oliveira.


publicado por andanhos às 07:26
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