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andanhos

04
Ago13

Por terras da Ibéria - Caminhada rondando para NE/SW as veigas de Verin e Monterrei

andanhos
 
 
 
 
POR TERRAS DA IBÉRIA

 

CAMINHADA - RONDANDO PARA NE/SW AS VEIGAS DE VERIN E MONTERREI

31. Julho. 2013

 
 
Mapa do percurso
 
 
 
 
 

Para completar os sete Caminhos mais importantes de Santiago, só me falta fazer o Inglês. Que vai desde Ferrol, ou de Corunha, até Santiago de Compostela.

 

Combinei com meu amigo Fábio que, juntamente com Mitok, seu filho, o fazíamos logo no início de Setembro. São apenas, partindo de Ferrol, 110 Km.

 

 

Mas, para Fábio, um viciado no caminhar, há que treinar para fazer o Caminho!... E daí até fez programa de treino e tudo, que inclui no mesmo treino, Mitok que, lá para mim, mais gostaria do sabor da cama de manhã, durante este mês de Agosto, depois de um ano aplicado com sucesso nos estudos, do que se levantar, dia sim, dia não, às 6 horas menos um quarto da manhã para, por volta das seis e meia, sete horas, percorrer entre vinte e cinco a trinta quilómetros por jornada.

 

O território escolhido por Fábio para as nossas «manobras» foram as terras de Verin e de Monterrei, ou mais propriamente, os concelhos que integram a Mancomunidade de Verin, em especial, Verin, Monterrei, Castrelo do Val e Vilardevós.

 
 

Os exercícios têm-se feito subindo, de caminhada a caminhada, o grau de dificuldade.

 

A primeira caminhada, ao longo da veiga de Verin e de Monterrei, embora longa, fez-se sem grande dificuldade: o terreno era praticamente plano, a não ser a subida para o Castelo/Fortaleza de Monterrei.

 

A caminhada de hoje, no sentido NE-SW das veigas de Verin e Monterrei, já apresentou um pouco mais de dificuldade ao entrar nos «contrafortes» da serra ou montes que cercam estas duas veigas.

 

Que há destacar nesta caminhada? Nada de novo ou de especial.

 

Os mesmos símbolos religiosos.

 

 

A mesma flora que nasce e cresce espontânea pelos campos ou à sua beira.

 

A mesma tipologia de varandas das casas, tal como cá.

(Exemplar nº 1)

 

(Exemplar nº 2)
  

As mesmas torres campanários sobranceiras ou no meio da aldeia.

 

As mesmas alminhas.

 

E, na aldeia de Gondulfes, a maior por que passámos, o seu casario típico.

(Casa nº 1)
(Casa nº 2)
 
Como referi, Fábio, um «walkólico», TwoNav em punho para não perder o traçado do percurso, por ele desenhado, com respetivos «tracks», segue, quase sempre, em passada forte, à frente, tentando marcar o ritmo.
 

Eu, porque não dizê-lo, «paparazzo» da paisagem, sigo logo atrás, procurando pormenores que façam a diferença na paisagem. E contemplando, deliciando-me com todo o entorno do percurso da caminhada. Por isso, normalmente, não quero saber por onde vou. Tenho confiança na orientação do companheiro, auxiliado, obviamente, pelas novas tecnologias!

 

Estas paisagens são todas muito idênticas e sem grandes elementos diferenciadores. Comparadas com as nossas transmontanas não lhes encontro qualquer diferença distintiva. Por isso mesmo, o seu encanto: pelo sentimento de nos sentirmos em casa!

 

Mitok parece uma «libelinha»: ora «pousa» ao lado do pai,

 

 

onde durante largos períodos de tempo vão falando «das suas vidas» e daquilo que também na paisagem mais lhes capta a tenção; ora se deixa atrasar, à espera do seu «padrinho emprestado», para falar dos seus, dos seus sentimentos e impressões sobre as coisas e a vida e, em especial agora, da sua vida estudantil na cidade que escolheu para a sua formação superior – a Lusa Atenas.

 

o longo período em que caminho sozinho e nada me desperta a tenção em especial para o «metralhar» de um «clic» na máquina fotográfica, dou comigo a pensar no conteúdo de um poema que no dia anterior tinha lido de um poeta galego – Antón Tovar, escrito em 1925. Intitula-se “Oh! Tempos de alegría e de ventura”.

 

Aqui, neste blog, num post, eu me referia um pouco à nostalgia do tempo da minha infância (http://andanhos.blogs.sapo.pt/4468.html).

 

 

Não sei porquê estas duas paisagens tão diferentes entre si – Galiza e o «meu» Douro profundo – evocam-me o mesmo sentimento nostálgico!

 

Talvez tenha sido o poema de Tovar que as uniu. Ao me fazer lembrar a minha infância…

 

Aqui, sentado neste banco de Caldeliñas, relembrava-o, enquanto esperava os companheiros que os tinha perdido no percurso mas que, logo logo, os encontrei.

 

 

E que agora partilho com os meus (minhas) leitores (as):

 

Oh! Tempos de alegría e de ventura,

andar ós grilos na erba ou ós paxaros.

Oh, tempos de galanos, ríos claros,

trocados hoxe en tempos de impostura.

 

Polos veraus alegres cuca o cuco,

Polo meu corazón cuca a tristeza,

e escribo só blasfemias , mentras reza

a miña nai terrea e abre o suco

 

dunha patria celeste da que dudo.

A miña patria foi nenez esquiva,

Eu non teño outra patria, non me iludo.

 

Non quero deuses, vento fuxidío.

Miña patria  será, namantras viva,

Os grilos que apañava e aquil río…

 

 

Deixo, agora, para visionamento do leitor(a), um singelo diaporama desta caminhada.

 

 

 

 

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