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Por terras de Portugal - NECA (O meu companheiro do Trilho dos Moinhos, Serra do Louro, Parque Natural da Arrábida)

 
 

 
NECA
 
(O meu companheiro do Trilho dos Moinhos, na Serra do Louro, do Parque Natural da Arrábida)
 
[Destaque]
 
 

Neca, de seu nome completo Manuel Baptista Marques, meu companheiro de algumas caminhadas, nasceu em Vidago. Mas foi registado em Vila Pouca de Aguiar, como tendo nascido nas Pedras Salgadas onde, durante um bom lapso de tempo, sua família viveu.

 

Mas foi em Poiares, Freixo-de-Espada-à-Cinta, onde seus pais assentaram a família, e que aí viveu, quer parte da sua adolescência, quer a sua primeira juventude. Aí também se casou até que, muito pouco tempo após o casamento, se deslocou para Angola como funcionário num departamento do Ministério da Agricultura.

 

Naquela então província ultramarina aí viveu até que o 25 de Abril de 74 o transforma em «retornado», voltando para a terra onde viveu a sua meninice e adolescência – Pedras Salgadas.

 

Após um ligeiro período como funcionário da Câmara Municipal de Vila Pouca de Aguiar, na qualidade de «adido», muda-se para a área metropolitana de Lisboa, onde residia a irmã de sua falecida mulher e seu cunhado.

 

Aí, pois, fixou residência até hoje.

 

Contudo, três ou quatro vezes por ano, não esquecendo as suas origens e os seus familiares, desloca-se ao Douro, onde vive um seu irmão; a Poiares, terra que guarda muitas recordações dos seus tempos de juventude, e onde lhe resta ainda uma irmã e a Felgar (Torre de Moncorvo), onde não se esquece de visitar seu irmão mais velho, já com dificuldades de locomoção.

 

Nestes périplos anuais, que mais parecem peregrinações, não para adorar santos ou santas, mas para matar saudades, ainda tem tempo para se abastecer das iguarias (produtos locais) da terra que o fez homem, para levar a seus familiares e amigos, e, uma vez por outra, encontrar-se comigo para fazermos uma caminhada.

 

De entre muitas, destaco as que, para nós foram mais significativas e interessantes:

 

A primeira, foi a Linha do Douro, do Pocinho a Barca d’Alba; a segunda, na mesma altura, a Linha de Salamanca, que vai de Barca d’Alba até Salamanca (fomos até La Fregeneda); a terceira, foi a Calçada de Alpajares, perto de Poiares (Freixo-de-Espada-à-Cinta); a quarta, foi a Linha do Tua, da foz do Tua (Estação do Tua) até Mirandela; a quinta, foi a Linha do Corgo, de Vila Real até à Régua; a sexta, a Linha do Sabor, do Pocinho até Lagoaça e a sétima, foi o percurso na ecopista Valença-Monção (Ramal da Linha Valença-Monção).

 

Vive sozinho, após a morte de sua mulher, vítima de uma doença prolongada.

 

Para além dos seus afazeres diários que uma casa acarreta, o seu gosto é receber os familiares e amigos. Exímio cozinheiro, trata-nos, como já disse, como verdadeiros sultões, enchendo-nos de iguarias.

 

Por tal facto, não se pode estar lá muitos dias: a balança acusa excessos e, se não se tem cuidado, a saúde começa a queixar-se.

 

Nas suas horas livres, após a rotina dos seus afazeres diários, tem dois hobbies, que mais lhe chamaria paixões: caminhar e trabalhar, essencialmente, o cobre e o latão, fazendo verdadeiras obras de arte.

 

A sua oficina, no sótão da casa, é o seu santuário, onde nem eu sequer ainda tive o privilégio de entrar.

 

Homem de uma sensibilidade, sinceridade, hospitalidade e amabilidade a toda a prova, pretende agora presentear-me com um exemplar do ex-libris do concelho da sua terra natal, e também por mim adotada – a Ponte Romana, de Trajano, em Chaves.

 

Espero em breve do espírito deste artista-artesão, deliciar-me com a efetiva matéria feita em obra de cobre e latão. E, por tal facto, aqui fica o meu público reconhecimento ao amigo Neca.

 

Permitiu-me que, parte da sua obra, espalhada pelos recantos da sua casa, a fotografasse.

 

Aqui fica à vossa partilha e contemplação…

 

Pela minha parte este gesto é uma simples e singela homenagem que faço a um amigo, já bem entrado nos oitenta, que partilha comigo o gosto de caminhar pela Natureza e que nunca esqueceu a sua querida terra transmontana que o viu nascer e lhe ensinou alguns caminhos que trilhou na vida.

 

 

1.- Obras essencialmente em madeira 

 

 

(Leme em azinho, cobre e latão) 
 
(Cristo-Rei em amieiro e azinho, com castiçais em cobre e latão) 
 
 
(S. João Baptista - Foto gentilmente cedida pelo sobrinho Claudino)
  
(Barco rabelo em madeira ee amieiro com tapete de comando em cobre e latão)
  
 
(Dois cachimbos)
 
 
2.- Obras em cobre e latão
 

 
(Lanterna de agulheiro ou de manobras de Caminho de Ferro) 
 
(Capela ee Nossa Senhora da Conceição, madrinha do autor) 
 
(Regador)
  
(Vaso de malmequeres)
 
 
(Vaso de malmequer de parede - fotografia cedida amavelmente por seu sobrinho Claudino)
 
(Miradouro ou miramontes) 
 
(Nicho de Nossa Senhora) 
 
(Lanterna quadrada de caminhar funcionando a petróleo) 
 
(Lanterna sextavada de caminhar funcionando a petróleo) 
 
(Lanterna sextavada de mesa funcionando a petróleo) 
 
(Lanterna quadrada de mesa funcionando a petróleo) 
 
(Lanterna da Paz funcionando a petróleo) 
 
(Coreto) 
 
(Cena de caça) 
 
(Capela de Nossa Senhora de Fátima) 
 
(Espigueiro ou canastro transmontano) 
 
(Almotolia de transporte de azeite toda em latão) 
 
(Almotolia de azeite de mesa) 
 
(Carro de cantoneiros para reposição do asfalto nas estradas) 
 
(Torre Eiffel) 
 
(Barco rabelo "Alto Douro")

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