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Gallaecia - O Douro dos meus encantos I

 

 

Considerações sobre a UTAD

à margem de uma Visita de Estudo ao Douro (Património Mundial)

 

 

Introdução

 

Entro hoje num outro bloco de temas subordinado ao título «Gallaecia – O Douro dos meus encantos».

 

Destaco neste capítulo «Gallaecia» o Douro por razões que já devem ser sobejamente conhecidas dos meus leitores: eu nasci aqui, nesta terra-mãe que tanto me encanta e, à qual, recorrentemente, vou “matar saudades”.

 

Explicada sucintamente a razão desta minha preferência, vamos entrar então no tema de hoje.

 

E, a propósito de uma Visita de Estudo, que no já passado ano lectivo 2005-06, quando era docente colaborador da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, no Pólo de Chaves (UTAD), leccionando disciplinas das áreas do direito, economia, planeamento e ordenamento no Curso de Licenciatura em Recreação, Lazer e Turismo, gostaria de aqui discorrer sobre a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e o papel (que também deve realizar) para o desenvolvimento regional do território onde se insere.

 

 (Paisagem do Douro Superior 01 - [2006 - Visita de Estudo/UTAD-Pólo de Chaves])

 

I

 

Logo após a Revolução dos Cravos, começam a surgir em Portugal um conjunto de instituições públicas, de carácter formativo, de índole politécnica, espalhadas pelo território nacional.

 

O seu objectivo ou finalidade era dotar as regiões, fundamentalmente as do interior, com instituições de formação superior, propiciando a criação de «massa crítica» e de elites capazes de concitarem o desenvolvimento – dos seus recursos humanos e materiais.

 

Se atentarmos aos cursos que ali começaram a ser administrados, perceberemos, assim, a lógica do seu aparecimento.

 

Na actual nomenclatura da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), a Escola de Ciências Agrárias e Veterinárias e a Escola de Ciências da Vida e do Ambiente são aquelas que representam a sua matriz fundacional.

 

Durante a década de 80 e os princípios da de 90, assistimos a uma proliferação destas e doutras instituições, de carácter superior, enxameando o território nacional.

 

A abertura do ensino politécnico e universitário à iniciativa privada fez-se com que aparecesse a figura do «turbo» professor bem assim, que todo o autarca que se prezasse, reivindicasse para a sua terra uma instituição de carácter superior.

 

O alastramento destas instituições por todo o território e a abertura de cursos fez-se sem qualquer critério ou planificação. Imperava (e porventura ainda impera) a ideia de que o mercado se encarregaria de estabelecer «ordem» e que tudo se regularia. Hoje todos sabemos o que o «sacrossanto» mercado providenciou…

 

(Paisagem do Douro Superior 02 - [2006 - Visita de Estudo/UTAD-Pólo de Chaves])

 

Chaves, neste movimento e contexto, não foi excepção. Reinava na altura, pelos lados da Praça de Camões, o «caudilho» Branco Teixeira, autarca fortemente apoiado pelo mundo rural, já em nítida decadência, e por alguns «patos bravos» da construção civil. Neste país, em que o sucesso de um homem se avalia pela habilidade em dar dois pontapés certeiros na bola, foi este homem que, merce das suas «habilidades», levou a que o Grupo Desportivo de Chaves se elevasse à Divisão Maior nacional e chegasse à Europa. Era, pois, um homem «forte».

 

Mas (e não há dona sem senão), Branco Teixeira estabeleceu uma acesa luta, e consequente braço de ferro, com os seus correligionários laranjas, e a então recente criada Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, na pessoa do seu Reitor Fernando Real.

 

Estava em causa a extinção da prestigiosa Escola do Magistério Primário de Chaves. Branco Teixeira, por via desta extinção, queria que o ensino de carácter superior público viesse também para Chaves. Contudo, o todo-poderoso reitor construtor, Fernando Real, apenas se preocupava com o betão da sua mastodôntica Universidade de Vila Real.

 

Todos sabemos no que deu o confronto. Porque as eleições estavam próximas, ficou-se nas meias tintas, por forma a não dar grandes estragos em termos eleitorais, nas eleições autárquicas que se avizinhavam. Permitiram, como esmola, que se leccionasse em Chaves o Curso de Educadores de Infância…

 

Branco Teixeira bem se «desunhou». Mas nada mais conseguiu. Ou melhor, conseguiu, mas à custa de todos nós. Com certeza estarão lembrados, os que são dessa altura, do que foi a experiência meteórica da Universidade Internacional, em Chaves. Ensino superior privado, claro! Pago por todos nós… embora a grande maioria da população flaviense não soubesse que saía dos cofres do município.

 

A tradicional luta (e rivalidade) entre Chaves e Vila Real é bem conhecida dos flavienses mais velhos. Já nos princípios do século passado, a criação do ensino liceal em Chaves também levou a que, inicialmente, os flavienses tivessem de suportar a instalação deste ensino, ao contrário do de Vila Real, que foi integralmente pago pelo erário público. No passado, como ainda hoje, o critério administrativo (de capital de distrito) seria decisivo.

 

E o que presenciámos entre as décadas de 80 e 90 lá para os lados da Quinta do Prado, em Vila Real?

 

Aquilo que já era expectável: a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro cresce, ao contrário da filosofia que levou à instalação do ensino superior politécnico em Trás-os-Montes, segundo a lógica e o figurino das três grandes existentes no país – Lisboa, Porto e Coimbra. Como se o país fosse assim tão grande!

 

Ainda hoje me pergunto da efectiva utilidade dos cursos clássicos de engenharia e dos chamados cursos de letras, entre outros, na UTAD. Pura imitação, creio. Tanto desta como das suas recém-criadas congéneres. E mais, Vila Real tinha que ombrear com as restantes, caramba!

 

As elites de «estrangeirados» coloniais que tomaram contam da UTAD, como se de um prado ou coutada deles fosse, outra coisa não sabiam fazer, coitados! Na ânsia de se adaptarem à «sua» nova terra, encarnaram na perfeição não só os defeitos mas também os desígnios das elites hegemónicas e tradicionais de Vila Real – crescer à custa de todos os seus vizinhos, sem sentido de solidariedade e sem uma visão de futuro. Tacanhez pura, está-se a ver.

 

Não é, pois, incompreensível a razão por que o ensino superior público em Chaves nunca mais cresceu como devia. A muito custo se mantém(ve) o Curso de Educadores de Infância e se permitiu que o Curso de Formação de Professores para o 1º Ciclo voltasse a Chaves, em duplicação com o de Vila Real, pois está claro.

 

E entende-se a razão do aparecimento do Curso de Licenciatura em Recreação, Lazer e Turismo, em Chaves. Entende-se e explica-se.

 

(Paisagem do Douro Superior 03 - [2006 - Visita de Estudo/UTAD-Pólo de Chaves])

 

Sucede ao Reitor Fernando Real o Professor Torres Pereira. A autarquia em Chaves muda também de mãos (partidárias, entenda-se). A visão da UTAD e do seu papel na região reaproxima-se da sua ideia fundacional. Reconheça-se, nomeadamente, que Tores Pereira foi um paladino e um defensor da regionalização e da Região de Trás-os-Montes e Alto Douro. Percebe-se, assim, e neste contexto, o reforço do Pólo de Chaves da UTAD e a criação do Pólo de Miranda, «bicando» Bragança, despertando o seu Politécnico para uma nova realidade. Desejava-se uma Universidade com efectiva implantação nos seus pólos mais significativos (e estratégicos) do território transmontano e alto duriense.

 

Mas este sonho ou visão por aqui ficou. Faltou a Torres Pereira vontade, ou engenho e arte suficiente, para que esta sua visão fosse partilhada por toda a academia (e não posso aqui esquecer a responsabilidade [negativa, diga-se, neste desiderato] das elites político-partidárias da Vila, do arco do poder), para que, todos, a levassem por diante. Por que apoios, no que concerne a Chaves, não lhe faltaram na altura. Veja-se nomeadamente a cedência da Quinta dos Montalvões à UTAD e os acordos firmados entre a autarquia e a UTAD (Reitor Torres Pereira). Todavia o tempo se encarregaria de os transformar em «águas de bacalhau». Salgados… e amargos.

 

Foi um crime aquilo que durante anos se fez no Pólo de Chaves da UTAD ao se privar os alunos de uma verdadeira convivência académica, por falta de massa crítica de alunos e de corpo docente.

 

E foi confrangedor assistir na década de 90 ao redopiar de professores da UTAD de Vila Real, no ir e vir, de Vila Real para Chaves. Pólo de Chaves caro? Não creio. Só se fosse por esta circunstância. E, mesmo assim, tenho dúvidas, pois há quem contraponha com outros dados. Mas o dinheiro não era deles!

 

A miúdo, alguns meus amigos acusam os autarcas de Chaves do estado em que o ensino superior está em Chaves. Sei que me querem dar uma «bicada» (não se confunda com a palavra «bico» dos nossos vizinhos galegos). Aceito. Mas permitam-se o meu ponto de vista.

 

Não ponho em dúvida quer as intensões de Branco Teixeira quer, mais especificadamente, as de Alexandre Chaves quanto a este dossiê. Ambos, como todo e qualquer autarca digno desse nome, queriam o melhor para a sua terra. Podemos é discutir estratégias, solidariedades e apoios… E é aqui, na minha opinião, que a questão se deve colocar.

 

 

(Barragem do Cachão da Valeira - [2006 - Visita de Estudo/UTAD-Pólo de Chaves])

 

Para não me alongar demasiado neste tema, tenho para mim que houve muito ruído proveniente mais de uma lógica «bairrista», por parte da Vila, proveniente de uma hegemonia essencialmente partidária, e menos reivindicação cidadã, por parte dos flavieneses.

 

Podemos acusar os autarcas de, ao se quererem «armar» em senhores todos poderosos do seu «feudo», não terem sabido “envolver”, adequadamente, os munícipes naquilo que consideravam ser o ensino superior como um desígnio para a sua terra.

 

Mas, como se costuma dizer, o munícipe comum, “não pode tirar a água do capote”. Será que a dinâmica de uma comunidade apenas se mede em função da capacidade de iniciativa das suas elites político-partidárias? Não há outras elites? Porventura, para além do flaviense, cidadão comum, não temos instituições e organizações de cariz local e municipal? Essas organizações não têm pensamento? Não têm representantes? Não têm voz e porta-vozes? Onde estávamos nós?

 

Não podemos entender a cidadania como o simples “ir às urnas”, de quando em vez, e depois esperar que todos os nossos problemas sejam resolvidos. Esta é uma atitude muito redutora. Quando passamos uma procuração a alguém “desligamos”? Não questionamos o nosso procurador (representante) do estado de como vão os nossos negócios, as nossas “coisas”?

 

Todos devemos actuar, agir. Sempre. Em todos os momentos da nossa vida colectiva, de acordo com os nossos interesses, gostos, preferências e em função das nossas competências. E não assumir o conceito de democracia, e gestão da coisa pública, apenas em termos representativos. A democracia não se esgota na representação. É, exactamente, por este estado de coisas, ou seja, excesso de representação, que estamos e vivemos em crise. Porque, no dia-a-dia, alheamo-nos e não nos envolvemos nos assuntos que a todos nos diz respeito. Por ser de todos, actuamos como se não fossem de ninguém e depois…

 

Sim, há que fazer história deste processo. Mas… cuidado! Não podemos, cada um de nós, dar a entender que, naquela altura,  não «enfiámos a cabeça na areia». E devemos ter humildade suficiente para sabermos «enfiar a carapuça». Se, para mim, a verdadeira razão de ser, do estado a que o Pólo de Chaves da UTAD chegou, é daqueles que, durante estes anos todos estiveram à frente dos destinos daquela instituição, em Vila Real, não nos iludamos, porém. Nós, flavienses, também somos co-responsáveis. E não só os políticos. A comunidade no seu todo. Cada um de nós.

 

Não sou daqueles que baixa os braços e que, depois, como se fora um “muro das lamentações”, vou escrevinhar, em estilo «bota abaixo», arranjando «bodes expiatórios». Assim é fácil, muito fácil!

 

Continuo a pensar que o Pólo de Chaves da UTAD é imprescindível não só para Chaves mas para toda a região. Pelas sinergias que Chaves e todo o seu território que lhe está na envolvência, incluindo a Galiza próxima, tem. Quem não entender isto tem «vistas curtas».

 

Mas é necessário mais diálogo. É urgente que desse diálogo se “inventem” acções, projectos e programas geradores de efectivas parcerias territoriais. Porque aqui há história. Há memória. E também saberes. Mas muito trabalho ainda à nossa espera… à nossa frente.

 

Os territórios de Trás-os-Montes e Alto Douro, Galiza e Castela-Leão são o nosso cadinho a partir do qual deveremos saber produzir o ouro do conhecimento e do saber-fazer. Em prole do nosso desenvolvimento comum, agora não numa Europa de estados, mas numa Europa de povos, ciosos da sua língua, tradições e cultura.

 

Sou um europeísta convicto. Que pensa que temos de encontrar novos formas, ainda não inventadas, para vivermos em comum, no dealbar do século XXI.

 

Se assim trabalharmos, seremos grandes. Importantes. Com uma palavra a dizer no conserto da organização e reorganização do ensino superior em Portugal. Porque temos uma verdadeira estratégia. Própria. Genuinamente nossa. E seremos uma “voz”.

 

Caso contrário, a nossa anexação (da UTAD) a uma outra instituição, de acordo com a lógica do pensamento hegemónica que está aí, será inevitável. Porque hoje em dia só se pensa em termos de «mega» e global, como formas hegemónicas de (re)organização. Como se não houvesse outras formas, novas e inovadoras, de organização, com acento tónico no «local», no pequeno e, por aqui, também, todos, sermos grandes. E eficazes!

 

Todos os dias nos falam na urgência das reformas, que dizem estruturais. Oiço muito pouca gente falar da verdadeira reforma, que essa é, não só estrutural, como fundamental – a do pensamento!

 

(Pintura Rupestre 01/Parque Arqueológico do Vale do Côa - [2006 - Visita de Estudo/UTAD-Pólo de Chaves])

 

 

II

 

Um ilustre e batalhador professor, aqui há uns dias, anunciava, na sua página do Facebook (esta idiotice de empregarmos termos estrangeirados…), que um dos cursos, pelo qual tanto do seu ardor e empenho afectivo e, fundamentalmente, intelectual, dedicou (digo eu), para o ano lectivo de 2012-13, não teria nenhum aluno no 1º ano, ao não abrir, por isso mesmo, nenhuma vaga.

 

Discorre-se hoje muito sobre o assunto da empregabilidade dos cursos. Presumo que seja por isso a assunção de tal decisão. Se, assim foi, a decisão é tacanha. Porque embora as saídas profissionais sejam um elemento a ter em conta para as Universidades e para o Mercado, temos que nos consciencializar que há mais vida para além do “sacrossanto” Mercado. Às Universidades o que, essencialmente, as deve preocupar são as áreas do saber e do conhecimento de que a sociedade precisa para fazer face aos desafios não só do presente como do futuro. Há mesmo que repensar Bolonha, meus senhores!

 

Estou certo, hoje mais que nunca, que, aquele curso que encerrou inscrições, é fundamental para os jovens, para as comunidades e para os tempos que correm. Porque precisamos de gente que reflicta sobre os fundamentos das nossas sociedades, do viver das nossas comunidades, da sua qualidade de vida, da forma como nos relacionamos, como estamos construindo o mundo para nós e para os nossos filhos. Reflectindo? Sim! Mas também “animando-nos” para as tarefas de «novas construções» que urje erigir.

 

Por isso, pergunto, de que têm medo, esse(s) senhor(es)?

 

Aqui deixo uma interpretação e um ponto de vista quanto àquela que foi, e está sendo, a estratégia da UTAD. Que é nenhuma. Um simples simulacro (que mais lhe chamaria deitar sal aos olhos), é o que vejo na actual estratégia que o actual Reitor apresenta, como de projectos futuros, para a área de influência do Pólo de Chaves.

 

(Pintura Rupestre 02/Parque Arqueológico do Vale do Côa - [2006 - Visita de Estudo/UTAD-Pólo de Chaves])

 

III

 

Ao escrever este arrazoado de linhas sobre um tema de vital importância para Chaves [pelo menos foi-o nos anos 90 e, creio, continua ainda a ser actual], não pretendo apresentar a Verdade (única) sobre a problemática do Pólo de Chaves da UTAD.

 

Obviamente, esta minha opinião, apoia-se em factos que a minha memória de actor – embora modesto, numa determinada fase deste processo – reteve e, por isso aviva. Não pretendo justificar sequer as acções pretéritas que, naquele tempo foram tomadas. Portanto, não tenho qualquer ilusão de objectividade.

 

Como muito bem Maria Filomena Mónica dizia, no seu “Bilhete de Identidade”: “(…) mas é evidente que cada um cria a «sua» própria história (…) o meu relato é verdadeiro, apenas no sentido em que representa a minha verdade. Outros terão olhado as pessoas, os acontecimentos e as peripécias (…) de forma diferente”.

 

Por isso, este é, porventura, mais um «outro olhar» sobre a UTAD e o seu Pólo de Chaves.

 

(Pintura Rupestre 03/Parque Arqueológico do Vale do Côa - [2006 - Visita de Estudo/UTAD-Pólo de Chaves])

 

IV

 

O discurso já vai longo para aquilo que aqui, e agora, queria recordar:

 

  • O meu querido Douro, que aqui evoco, por ocasião de uma Visita de Estudo no âmbito da disciplina de Práticas III (se a memória não me falha), que partilhava a leccionação com outros colegas, no ano lectivo 2005-06, do Curso de Licenciatura em Recreação, Lazer e Turismo/UTAD-Pólo de Chaves. Apresentam-se aqui 6 fotos, que reputo mais significativas da paisagem do Douro Superior; uma do Cachão da Valeira, vista do Miradouro de São Salvador do Mundo e, finalmente, duas outras do Peso da Régua: uma tirada no Museu do Douro e outra de um barco rabelo no rio. Para se saber quais foram a maioria dos participantes nesta viagem, os alunos e docentes que fazem parte do grupo RLT/Pólo de Chaves da UTAD, no Facebook, podem consultar o sítio http://www.youtube.com/watch?v=wc3Si-CHlmE&feature=g-upl;

 

(Paisagem do Douro Superior 04 - [2006 - Visita de Estudo/UTAD-Pólo de Chaves])

  • E também queria aqui recordar os meus ex-alunos do Curso de Licenciatura em RLT. Depois de uma actividade desgastante a que estive sujeito na década de 90, os oito anos que, a partir do ano lectivo 1999-00 e até 2007, estive no Pólo de Chaves da UTAD, foram uma lufada de ar fresco, como de quem precisava de ar puro para respirar. Aqui tenho que fazer uma confissão. Embora as questões da problemática social, e em geral da política, me tivessem entusiasmado e me tenham levado para o desempenho de outras funções, o certo é que a minha vocação natural, diria mesmo, a minha paixão, foi o ensino e a formação. Essa, hoje reconheço, foi a minha verdadeira vocação, o meu território. Por natural apetência. Mesmo que a advocacia – que exerci concomitantemente com a docência, em alguns anos – me tenha ocupado algum tempo, todavia, não passou de um simples «gancho» para obtenção de outras comodidades que, afinal de contas, a docência não propiciava assim tanto. Com os meus alunos, em especial os do Curso de Licenciatura em Recreação, Lazer e Turismo, a quem aqui presto rendida homenagem, não apenas ensinei, transmiti conhecimentos e experiências de vida. Com eles partilhei conhecimentos e saberes. Aprendi também. E muito. Ao ponto de poder afirmar que, muito do que hoje sou, também a eles devo. Bem hajam, pois. E aqui fica o meu muito obrigado!

 

(Paisagem do Douro Superior 05 - [2006 - Visita de Estudo/UTAD-Pólo de Chaves])

 

 (Paisagem do Douro Superior 05 - [2006 - Visita de Estudo/UTAD-Pólo de Chaves])

 

(Paisagem do Douro Superior 06 - [2006 - Visita de Estudo/UTAD-Pólo de Chaves])

 

("Vinho D'Oiro refulgente"/Museu do Douro - [2006 - Visita de Estudo/UTAD-Pólo de Chaves])

 

(Barco rabelo no rio Douro - [2006 - Visita de Estudo/UTAD-Pólo de Chaves])

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