Quinta-feira, 7 de Dezembro de 2017

Reino Maravilhoso - Douro:- Uma visita relâmpago às "Raízes"

 

 

REINO MARAVILHOSO – DOURO

 

UMA VISITA RELÂMPAGO ÀS “RAÍZES”

 

 

00.- Mesão Frio - Santo André - Genérico

 No passado sábado descemos ao sul do nosso Reino Maravilhoso. Visitar familiares e amigos. Matar saudades. Carregar baterias. Enfim… deambular ao acaso pelo “nosso Douro que tão entranhadamente está em nós.

 

Recorrentemente o visitamos, calcorreamos e percorremo-lo numa espécie de «via crucis» ou promessa a cumprir. De um filho pródigo que, há mais de 50 anos, abalou daquele lindo torrão, que lhe lembra uma infância curta, mas feliz.

 

Dividido o seu coração entre Santa Maria de Oliveira e S. Pedro de Loureiro, freguesias repartidas por dois concelhos – Mesão-Frio e Peso da Régua, respetivamente – na contabilidade das visitas fica a ganhar a terra de nossa falecida mãe – S. Pedro de Loureiro e a sua sede de concelho.

 

Santa Maria de Oliveira, de quem temos ali até mais parentes e amigos – terra de nosso falecido pai – tem sido a parente pobre da nossa companhia e presença das nossas visitas, apesar de ser rara a vez de, quando abalamos de volta para as terras mais a norte, não deixarmos de a ir espreitar e, logo à entrada, desde a Quinta e Casa das Torres, olharmos e contemplarmos a sua silhueta na paisagem, com o seu casario e a Fraga da Ermida, toda omnipotente e impondo-se na serra do Marão. E que saudades temos desta protetora Fraga! E quanto nos faz lembrar Teixeira de Pascoaes e a sua obra «Maranus»!

 

Deixemos agora as tiradas de um velho que, em começando conversa, regressa ao passado e está horas e horas lembrando vidas e peripécias de outros tempos…

Vamos ao que hoje nos trouxe aqui. Falemos do tempo presente.

 

E contemos a nossa incursão nas terras que nos viu nascer, mais propriamente na sede do nosso concelho natal.

 

Íamos com destino à Régua. Concretamente a S. Pedro de Loureiro. Uma chamada para o amigo Zé Cândido fez-nos infletir a nossa marcha. Ou seja, passámos pela Régua como cão por uma vinha vindimada e prosseguimos até Mesão-Frio.

 

O pretexto é que era a ancestral Feira Anual de Santo André. Ver em fim de tarde a Feira e todo o seu movimento, era o pretexto da visita. E já há anos que não frequentávamos a Feira Anual de Santo André! Mas apenas apanhámos os restos. O seu ponto alto foi dia 30 de novembro, Dia do Município.

 

Os amigos Marco, e sua filha, Ana, o Pedro e o Zé Cândido foram os nossos companheiros e cicerones.

01.- 2017.- Pelo Douro no outono II (52)

Estacionámos o carro e embrenhamo-nos logo por entre as barracas.

 

No final de contas, trata-se de uma Feira como muitas outras por esse Portugal fora, com mais ou menos barracas, com mais ou menos gente e movimento. Em fim de tarde, com sol posto e o frio a apertar, não havia muita gente, não.

 

Normalmente associamos a Feira Anual de Santo André a irmos lá comprar ou uma samarra ou um capote. Nos tempos da globalização e da informação “just in time”, os preços, face à qualidade, são iguais por todo o lado. Pelo menos de norte a sul do nosso Reino Maravilhoso.

 

Deixámos, por isso, as samarras e os capotes e fomos, lentamente, desde a Igreja de São Nicolau e do edifício da Santa Casa da Misericórdia até ao centro da Vila. Toda repleta de barracas, dos mais variados produtos, que pouco entusiasmo nos suscitaram, mesmo em termos de curiosidade.

 

Os produtos e o artesanato mudam pouco ou quase nada. As especificidades locais estão em vias de extinção. Tudo se está submetendo a homogeneização!...

 

Apenas uma banca nos chamos a atenção – a que expunha o bacalhau.

02.- 2017.- Pelo Douro no outono II (33)

Não pela sua excecional qualidade, mas por nos fazer lembrar que o Natal se está aproximando, e que, na nossa mesa, este fiel amigo, não pode faltar!

 

A páginas tantas, parámos todos. Nas proximidades do Convento de S. Francisco todo atropilhado de barracas, não nos deixando ver esta “jóia”, e junto à bonita pérgula da Vila, que dá para a Zona de Lazer e para a paisagens dos vinhedos, nas suas confluências, estava um palco montado – o palco das exibições “artísticas”.

 

Estava atuando um rancho folclórico.

 

Aproximámo-nos.

 

Tratava-se do Rancho Folclórico de Santa Maria de Adaúfe, de Vieira do Minho.

03.- 2017.- Pelo Douro no outono II (30)

Parámos para ver a atuação.


E, de imediato, nossos olhos se fixaram nesta pequena e linda bailarina.

04.- 2017.- Pelo Douro no outono II (10)

Veja-se a sua concentração.

05.- 2017.- Pelo Douro no outono II (8)

E como ela bem dança ao ritmo do par que até podia ser seu avô!

06.- 2017.- Pelo Douro no outono II (17)

Positivamente este momento foi um dos pontos mais altos da nossa incursão pelas nossas “Raízes”. Momento de verdadeiro enlevo, lembrando-nos a nossa infância e todos os garotos que, lá para trás, deixámos… e outros que já se foram...

 

Mas uma Festa e Feira também se faz de «comes e bebes».

 

Nestas andanças de petiscos, o “expert” é o nosso amigo Zé Cândido que nos fez atravessar a rua principal,

07.- 2017.- Pelo Douro no outono II (41)

típica, com a sua iluminação pública,

08.- 2017.- Pelo Douro no outono II (42)

de uma Vila que remonta aos tempos medievos, e flagelada no tempo das Invasões Francesas,

09.- 2017.- Pelo Douro no outono II (38)

deixando feridas irreparáveis na sua antiga Igreja e na sua Torre (em reparação),

10.- 2017.- Pelo Douro no outono II (61)

com casas senhoriais e verdadeiramente ao gosto da arquitetura duriense.

11.- 2017.- Pelo Douro no outono II (45)

Passámos pelo antigo símbolo do Poder e da Justiça – o seu bonito Pelourinho,

12.- 017.- Pelo Douro no outono II (60)

mesmo bem junto a um outro símbolo bem mais coetâneo – a Casa da Cultura.

13.- 2017.- Pelo Douro no outono II (59)

Até que entrámos num dos restaurantes, no cimo da Vila.

 

Lá dentro, nosso olhar se fixou logo no balcão. Em terra de (bom) vinho, o dono do «Restaurante Convívio» não tem mãos a medir a servir copos.

14.- 2017.- Pelo Douro no outono II (65)

Estávamos atidos a ir comer o célebre «basulaque». 

 

Infelizmente foi comida que se esgotou logo pela manhã. Nem uma boa peça de «marrã» encontrámos!

 

Tivemos que nos contentar com um pequeno prato de rojões, cada…

15.- Pelo Douro no outono II

Verdadeiramente o que nos “consolou” foi o espetáculo das concertinas.

 

Fixemo-nos neste primeiro "quadro".

16.- 2017.- Pelo Douro no outono II (64)

Reparemos neste senhor da concertina, de uma Associação de Baião. Com um instrumento “made in Itália”, mas pejado com incrustações levando o escudo português, que recordações lhes suscita a música que toca?...

 

Analisemos agora este segundo "quadro".

17.- 2017.- Pelo Douro no outono II (74)

São concertinas vermelhas – sangue de paixão ou adeptos do Benfica? Deixemos a resposta para outra altura.

 

Reparemos bem no “quadro”.

 

Temos um instrumentista sonhando com a música que toca; o outro, olhando para o “mirone”, de seu nome Zé Cândido, tristonho, quiçá por alguém que de manhã teve de se despedir…

 

Enfim, o tempo foi passando e como bem diz o ditado, merenda feita, companhia desfeita.

 

Saímos do restaurante.

 

Observámos a iluminação natalícia, minimalista.

18.- 2017.- Pelo Douro no outono II (91)

Como a adolescente Ana não tivesse comido nada e, estando atida às guloseimas, lá teve o pai de ir a uma barraca de farturas…

18a.- 2017.- Pelo Douro no outono II (87)

Mas, o que não consegue uma filha de seu pai?!

 

Ana, ao cair do pano da Feira, acabou por convencer o pai a comprar -lhe “umas coisitas” que, na Rede, exibiu aos avós quando, aqui, nos largou e foi ao encontro deles.

 

Deixámos finalmente Mesão-Frio e a sua bonita pérgula, já coberta da escuridão da noite e apenas com a luz fraca da iluminação pública.

19.- 2017.- Pelo Douro no outono II (89)

Feita uma “paragem técnica” na Rede, perto das 19 horas.

20.- DSCF4511

Esperámos um pouco num bar, enquanto chegava o comboio, vindo da Régua,

21.- DSCF4468

à estação.

22.- DSCF4526

Esperou-se um pouco, até que chegasse o outro, vindo do Porto, para aqui se cruzarem.

23.- DSCF4534

Antes de rumámos à Régua, tirámos uma foto aos três “mosqueteiros”.

24.- DSCF4553

E pedimos ao senhor do bar, um velho conhecido dos três, para tirar uma foto com o quarto, o D’Artagnan.

25.- DSCF4562

Largámos a “carga” que levávamos, na Régua, e dirigimo-nos para a Quinta da Santa, onde iríamos pernoitar.

 

Mas, chegados ao Miradouro que leva o nosso nome, embora de santo tenhamos pouco, não resistimos a tirar uma foto à última super-lua deste ano de 2017.

26.-2017.- Pelo Douro no outono II (107)

E, como não podia deixar de ser, à cidade da Régua.

27.- 2017.- Pelo Douro no outono II (115)

Não demorámos aqui muito tempo. Fazia um frio de rachar. Depressa chegámos a “penates”, onde, à lareira, nos esperavam os nossos familiares.

 

Uma noite de sono repousante, embora o frio nos incomodasse na nossa calva cabeça…

28.- 2017.- Pelo Douro no outono II (50)


publicado por andanhos às 15:17
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