Quarta-feira, 20 de Maio de 2015

Por terras e aldeias de Portugal - Das Termas de S. Pedro do Sul a Manhouce

 

 

 

DAS TERMAS DE S. PEDRO DO SUL A MANHOUCE

 

 

No sítio da internet - http://retratoserecantos.pt/freguesia.php?id=1886 - Cantos e Recantos, diz-se, quanto a Manhouce: “A freguesia de Manhouce é uma das maiores do concelho de S. Pedro do Sul. Fica no seu extremo ocidental, no limite com o concelho vizinho de Oliveira de Frades e ainda com o distrito de Aveiro (concelho de Vale de Cambra). Situa-se em pleno maciço da Gralheira, na zona limítrofe da Beira Alta e Beira Baixa. No que respeita ao povoamento inicial da área que hoje alberga a freguesia de Manhouce, os vestígios arqueológicos são em grande número e permitem fazer remontar a épocas pré-históricas esse povoamento inicial. É o caso das cinco mamoas do sítio de Alto do Barro Vermelho. Apesar de terem uma cronologia indeterminada, revelam uma grande antiguidade. A primeira e segunda mamoas encontram-se no limite com Vale de Cambra e têm pequenas dimensões, sendo muito numerosos os elementos líticos recolhidos. A terceira mamoa era maior do que as anteriores e estava revestida de blocos graníticos e quartzo, tendo albergado, no passado, uma cista megalítica. A quarta, de pequenas dimensões, está bem conservada e também terá albergado em tempos uma sepultura tipo cista; e a quinta revela ainda a presença de dois dos esteios originais. O sítio arqueológico de Alto do Espinhaço é composto por duas mamoas pré-históricas. Superficialmente, as mamoas são constituídas por lajes e blocos de xisto e quartzo. Parecem ter definido uma estrutura tumular tipo "cairn”. O povoado fortificado de Calçadas foi habitado durante a Idade do Ferro. Um castro onde ainda são visíveis as muralhas que prolongam o afloramento granítico natural e que proporcionavam excelentes condições defensivas aos povos locais. Da Idade do Bronze é o sítio de arte rupestre das Corgas de Valongo da Grávia. No afloramento granítico, foram gravados vários motivos, de uma gramática afim da arte rupestre. No Juncal, foram descobertas quatro mamoas, construídas durante a Idade do Bronze, Calcolítico e Neolítico. A Ponte de Manhouce foi construída no período Romano, no âmbito da rede viária do Império. Ponte de um arco simples de volta inteira, assente diretamente em alicerce de rocha emergente do leito e margens do rio, deve ter sido construída entre o século II a. C. e o séc. I d. C. integrando a Estrada Imperial, denominada por Via Cale, que ligava Emérita Augusta (Mérida) a Bracara (Braga), passando por Viseu. Articulada com esta ponte, estaria a Via do Campo das Eirós. Uma via de travessia de plataforma das Chãs, entre o campo das Eirós e as Minas das Chãs. O nome da freguesia parece estar relacionado com manhoça, derivado de manho – terra, baldio, mato inculto. Assim seriam, com efeito, estas terras nos alvores da Nacionalidade ou após as guerras da Reconquista Cristã. Não se conhece a data exata da instituição de Manhouce como freguesia. Através do Numeramento da População, de 1527, são referidas as seguintes povoações: Giestoso, com dois casais; Giestozinho, com um; Bondança, com um; Salgueiro, com três; Vilarinho, com quatro; Manhos, com três; Calçadas, com quatro; Sequeiro, com dois; e Sernadinha, com quatro. Relativamente ao património da freguesia, para além dos templos e dos edifícios senhoriais, temos o Museu Etnográfico de Manhouce, que reúne parte importante do passado das gentes da freguesia, passado esse corporizado pelo famoso Rancho Folclórico de Manhouce”.

 

Da programação da nossa visita às terras de Lafões, no concelho de S. Pedro do Sul, tínhamos uma visita a Manhouce.

 

Independentemente daquilo que acima reproduzimos de Cantos e Recantos, tratava-se, pessoalmente, apenas de uma simples curiosidade: conhecer a terra onde a célebre cantora portuguesa, Isabel Silvestre, aí exerceu a docência, como professora do Ensino Primário, onde acabou por fixar residência, e fundou, em 1978, o Grupo de Cantares e Trajes de Manhouce.

 

Mas também íamos entusiasmados para ver a sua envolvente, a sua ponte, alguns troços de calçada romana e a reserva de azevinhos, em Bondança, um pouco mais à sua frente.

 

E, quase tudo, «ficou por terra». Apenas, em Manhouce, na sede de freguesia, fizemos uma visita «de médico», como é costume dizer-se, sem sair do carro.

 

Quer a Ponte de Manhouce, seiscentista, de arco pleno e com guardas reconstruídas;

00a.- 74_ponte_antiga_manhouce.jpg

a pequena cascata e os moinhos de água

0ab.- Das Termas de S. Pedro do Sul a Manhouce - 1

na margem esquerda da Ribeira de Vessa, depois de Gestosinho, em direção a Alagoa; a calçada romana bem assim a reserva de azevinhos, situados em pleno meio rural, implicava andar um pouco a pé e, como demorámos demais no Complexo Termal de S. Pedro do Sul, o nosso programa da tarde iria ficar muito prejudicado.

 

Sacrificámos Manhouce para, noutra altura, e com mais vagar, a visitarmos e percorrermos o seu território a pé, de acordo com o prospeto do Percurso de Pequena Rota «Manhouce».

 

Mas, confessamos, pensávamos ir encontrar uma aldeia mais típica. Manhouce, a sua sede de freguesia, entrou já na «modernidade» e as suas casas típicas, castiças, «já eram»!

 

Registámos, na ida para Manhouce, em Serrazes, o Solar dos Malafaias;

01.- Das Termas de S. Pedro do Sul a Manhouce.jpg

o vale de Lafões e o rio Vouga ao longe;

02.- Das Termas de S. Pedro do Sul a Manhouce.jpg

dois quadros coloridos de paisagem;

03.- Das Termas de S. Pedro do Sul a Manhouce.jpg

(Quadro nº 1)04.- Das Termas de S. Pedro do Sul a Manhouce.jpg

(Quadro nº 2)

e o traço de paisagem de uma aldeia anexa - Sequeiro - quer à ida,

05.- Das Termas de S. Pedro do Sul a Manhouce.jpg

quer à vinda.

06.- Das Termas de S. Pedro do Sul a Manhouce.jpg

De resto, o seu núcleo urbano não nos surpreendeu de todo, a não ser a escola,

07.- Das Termas de S. Pedro do Sul a Manhouce.jpg

a sua igreja paroquial,

08.- Das Termas de S. Pedro do Sul a Manhouce

o seu Centro Social,

09.- Das Termas de S. Pedro do Sul a Manhouce - 12

e pouco mais.

 

E nem sequer entrámos no Museu Etnográfico de Manhouce!

 

Positivamente, Manhouce, com as suas gentes, a sua história, os seus sítios arqueológicos, o seu património natural e construído, ainda conservado, a requerer uma estadia mais demorada, algo que só uma estadia de um dia e o seu percurso pedestre satisfará...


publicado por andanhos às 13:17
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