Domingo, 10 de Maio de 2015

Por terras e aldeias de Portugal - Maciço da Gralheira IV - 1

 

MACIÇO DA GRALHEIRA

 

IV PARTE

(Percurso Pedestre de Pequena Rota nº 14 [PR 14 - Aldeia Mágica], em Arouca)

 

1ª Parte

(De Regoufe ao Mato de Belide)

 

 

Serras que se sucedem em altura, umas a seguir às outras;

vales espartilhados que desaguam, estreitos, uns nos outros;

caminhos que levam a lugar nenhum e aldeias perdidas,

vazias de gente, de nomes esquecidos e histórias por contar,

eis o retrato da vertente oriental do maciço da Gralheira,

um pedaço recalcado de terra que este percurso há-de revelar

em toda a sua plenitude, ou não fosse esta a terra que a má fortuna dos homens,

entre o degredo dos coutos mineiros de «volfro»

e a canseira das leiras de terra cravadas em magros socalcos,

fez bravia e arisca,

plena de lendas e fantasias que perduraram no tempo até aos dias de hoje.

 

Manuel Nunes e Jorge Nunes,

Passeios e Percurso Irrepetíveis, Portugal - 30 itinerários a pé, 2008: 103

 

Descido o Monte de Nossa Senhora da Mó, e comida uma refeição ligeira num café da aldeia de Paradela, dirigimo-nos para Regoufe.

 

O ambiente serrano e das pequenas aldeias começa a rodear-nos.

01.- PR 14 - Arouca

Mal nos aproximamos de Regoufe, deparamo-nos com vestígios que ainda nos guardam a história e nos incitam a ouvir as «estórias» de outros tempos. Dos tempos do ouro negro, da invasão destes territórios longínquos pela febre da procura do volfrâmio destinado a enrijecer as armas e munições dos exércitos em contenda durante a II Guerra Mundial.

02.-  PR 14 - Arouca

Aqui, em Regoufe, vemos ainda os vestígios desses tempos da corrida ao volfrâmio: edifícios arruinados, convivendo com a cascalheira e velhas minas, palco onde só agora os morcegos cavernícolas as frequentam.

03.  PR 14 - Arouca

Antes de entrarmos na aldeia, esta espécie de «atalaia».

04.-  PR 14 - Arouca

Estacionámos a carrinha muito perto desta paragem de autocarros,

05.-  PR 14 - Arouca

olhando para a serra, para o pequeno souto e o pequeno campo verdejante de centeio, com o regato correndo a seu lado.

06.-  PR 14 - Arouca

E iniciámos a descida até à igrejinha ou capela da aldeia,

07.-  PR 14 - Arouca

local do início do nosso percurso.

08.- PR 14 - Arouca

Atravessada a povoação, onde a par de uma chusma de caminhantes de fim-de-semana, que começam, cada vez mais, a invadir estas bandas, poucos habitantes vimos. Vimos, isso sim, ruas pejadas de gado galináceo e um ou outro cão servindo de guarda, como este que a foto apresenta.

09.-  PR 14 - Arouca

Deixámos a aldeia através de esta pequena ponte sobre a ribeira de Regoufe.

10.-  PR 14 - Arouca

E iniciámos uma escalada por entre um terreno repleto de cascalho de xisto solto

11.-  PR 14 - Arouca

e velhos castanheiros,

12.- PR 14 - Arouca

alguns deles apenas servindo de simples peças de decoração na paisagem num terreno tão declivoso.

13.- PR 14 - Arouca

No alto, na primeira parte da subida, eis Regoufe à nossa frente, com o seu casario agarrado à serra, a sua pequena veiga e a sua ribeira quase sem água.

14.-  PR 14 - Arouca

Um pouco mais acima, vemos uma perspetiva quase total do casario de Regoufe.

15.- PR 14 - Arouca

Ultrapassada a escalada, feita aos pequenos «soluços», continuámos a subida agora já por um carreiro rodeado, quer de um lado,

16.- PR 14 - Arouca

quer de outro, de montes de carqueja florida.

18.-  PR 14 - Arouca

Quase chegados ao alto, de Regoufe, apenas vislumbrámos as suas arruinadas instalações mineiras e a parte alta da aldeia.

17.-  PR 14 - Arouca

Ao nosso redor, um manto amarelo, de tufos de carqueja florida, sempre nos acompanhando. E, ao longe, serras cobertas com um manto de urze e carqueja, tocando as nuvens.

19.- PR 14 - Arouca

Percorrido que foi não mais de um quilómetro, inopinadamente, pelo carreiro que seguíamos, fomos «desaguar» ao promontório do Mato de Belide. E, aqui, embora um pouco cansados, não parámos de andar para um lado e para outro: ficámos «siderados» com o que víamos!

20.-  PR 14 - Arouca


publicado por andanhos às 20:17
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