Domingo, 12 de Novembro de 2017

Por terras de Portugal - O museu da Broa

 

 

POR TERRAS DE PORTUGAL – TERRAS DO SOUSA

 

MUSEU DA BROA – CAPELA/PENAFIEL

01.- Penafiel - Museu da Broa (60)

Na freguesia de Capela, concelho de Penafiel, Terras do Sousa, fomos ao encontro do Museu da Broa.

 

Trata-se de um conjunto de seis moinhos, pertencentes a entidades particulares da aldeia (ou freguesia) e que, por um contrato de comodato, de vinte anos, foram cedidos à autarquia penafidelense (ou penafielense) para, com eles, constituírem o Museu da Broa.

 

O projeto foi levado a cabo por diversas entidades, conforme se pode ver no placard afixado num dos lados da pequena ponte sobre o ribeiro da Trunqueira, na Estrada Nacional 319, fundamentalmente financiado por Fundos Comunitários.

01a.- Penafiel - Museu da Broa (4)

A Junta de Freguesia da Capela propicia as visitas ao Museu, inserido num pequeno percurso pedestre linear que leva o visitante até ao Parque de Merendas da Capela.

 

Numa das nossas passagens este verão, por Penafiel, cheios de curiosidade, não deixámos de fazer um pequeno desvio e dirigirmo-nos até Capela para visitar o tão falado Museu da Broa.

 

A broa, de milho, lembra-nos a nossa infância quando, em Santa Maria de Oliveira, terra duriense, corríamos muitas vezes à mercearia do senhor Lucas para comprar a broa fresquinha e que tão bem nos sabia, mesmo comida em seco, sem qualquer presigo. O que mais gostávamos era de trincar a côdea, tão estaladiça.

 

Este Museu da Broa insere-se no conceito de Ecomuseu.

 

Privilegia-se o contacto puro com o entorno/natureza dos artefactos que se querem visitar, apreciando, concomitantemente, a paisagem e o património recuperado.

 

Simultaneamente, propicia a convivência social pela participação em atividades que estão diretamente ligadas ou conexas com os diferentes elementos visitados, que faziam (e alguns ainda fazem) parte da atividade humana dita tradicional, no seu dia a dia.

 

Para visitar este Museu não contactámos previamente a Junta de Freguesia para nos propiciar uma visita guiada. Conhecemos suficientemente bem as diferentes atividades do ciclo do pão, em particular da broa de milho. E recordamos, com muita saudade, quando íamos com a nossa mãe para o ribeiro das Redoídas, enquanto ela, com outras suas vizinhas, ali lavavam e secavam a roupa da semana, escapadelas sem conta que davamos aos moinhos da “tia” Felizarda, que por ali se encontravam. 

 

Quantos minutos ali passávamos a ver as mós moerem o milho!

 

Não é por acaso que os habitantes de Santa Maria de Oliveira são apelidados de "papeiros"!

 

Outros tempos. Que já lá vão e não voltam mais!...

 

Obtivemos informação que existem dez painéis, distribuídos pelo conjunto dos seis moinhos, explicando todo o ciclo da produção do pão, em concreto a broa de milho.

 

Como apenas queríamos conhecer o lugar e fazer o percurso que nos levava até cada um dos moinhos e, daqui, ao Parque de Merendas, dispensámos todo o labor educativo e pedagógico que, com certeza, caso quiséssemos uma visita guiada, nos seria propiciado.

 

Embora nossa terra natal, Santa Maria de Oliveira, não seja terra de produção de milho, pois o que impera é a monocultura da vinha e, nos lugares mais próximos de linhas de água e riachos, pequenas hortas para a produção dos “legumes” da casa de cada pequeno lavrador, sabemos muito bem o trabalho árduo no campo que a produção do milho acarreta, bem assim as suas diferentes atividades até que o grão vai para o moinho.

 

Pena foi que, na altura em que fizemos a visita – particularmente num ano tão seco como o que passámos, e o outono que estamos passando – tivéssemos visto tão pouca água correndo pelo ribeiro da Trunqueira, que serve este conjunto de moinhos com água para os mover!

 

Vindos, como dissemos, de Penafiel, estacionámos a nossa viatura nas proximidades do primeiro conjunto de três moinhos.

02.- Penafiel - Museu da Broa (5)

Ni, que nos acompanhava, dirigiu-se ao Moinho d’Aldeia.

03.- Penafiel - Museu da Broa (16)

É neste moinho que, segundo cremos, se procede às diferentes atividades com a farinha, que levam, depois, formatados os pães, à cozedura, no pequeno forno ali feito, com fins nitidamente pedagógicos.

04.- Penafiel - Museu da Broa (17)

Na verdade, não é costume os moinhos terem ao seu lado fornos para cozer o pão.

 

Do conjunto dos três moinhos, o que está no topo deste ecomuseu, ou cenário, é o Moinho do Barbosa.

4.-Penafiel - Museu da Broa (26)

O terceiro, mais abaixo, numa posição central, é o Moinho do Coelho.

05.- Penafiel - Museu da Broa (36)

Veja-se agora o pormenor de um dos artefactos deste moinho – o rodízio e as “pás” -, praticamente todo ele feito de madeira.

06.- Penafiel - Museu da Broa (38)

Deixámos o primeiro conjunto de moinhos e, por debaixo da pequena ponte rodoviária da EN 319,

07.- Penafiel - Museu da Broa (51)

Atravessando-a, através de um passadiço metálico,

08.- Penafiel - Museu da Broa (48)

Fomos ter a uma bonita vereda, ladeada de diferentes árvores, na sua maioria folhosas,

09.- Penafiel - Museu da Broa (53)

e ao encontro do quatro moinho – o Moinho do “Iteiro”.

10.- Penafiel - Museu da Broa (61)

E, logo a seguir, o Moinho da Mabilde.

11.- Penafiel - Museu da Broa (63)

Continuando pela vereda,

12.- Penafiel - Museu da Broa (64)

(Pormenor I)

13.- Penafiel - Museu da Broa (73)

(Pormenor II)

avistámos, ao fundo, o Moinho do Jardim.

14.- Penafiel - Museu da Broa (75)

Mas, antes, temos de passar o ribeiro para o vermos mais de perto.

15.- Penafiel - Museu da Broa (80)

E, assim, ficou completado o nosso périplo pelos seis moinhos.

 

Deixando o Moinho do Jardim,

16.- Penafiel - Museu da Broa (82)

dirigimo-nos, inicialmente, por um trilho mais amplo,

17.- Penafiel - Museu da Broa (84)

para o Parque de Merendas da Capela.

18.- Penafiel - Museu da Broa (104)

Neste Parque fomos encontrar um pinhal bem tratado, com uma pequena “lagoa” (artificial), bancos e mesas, e locais para churrasco.

 

E, como não podia deixar de ser, para além dos equipamentos de uso coletivos necessários a uma zona ou área recreativa ou de lazer, o tradicional espigueiro ou canastro.

19.- Penafiel - Museu da Broa (119)

O percurso pedonal do Museu da Broa é, como dissemos, linear. Não nos apetecendo percorrer de volta o mesmo itinerário, daqui subimos, por uma calçada em paralelo, passando por um pequeno núcleo de casario, até à EN 319.

 

A meio da subida, captámos esta vista parcial da aldeia de Capela.

20.- Penafiel - Museu da Broa (86)

Quando, já em pleno asfalto da EN 319, e muito perto da nossa viatura, chamou-nos a atenção esta vivenda, isolada.

21.- Penafiel - Museu da Broa (90)

E pensávamos que, com aquele eucaliptal ali tão perto, neste período de seca severa, sobre o perigo que o mesmo representava para quem nela tinha investido, com tanto custo, porventura, as suas tão “soadas” economias!...

 

Do Google Earth, o Mapa de Localização do Museu da Broa.

22.- Museu da Broa

Deixamos à visualização dos nossos leitores este pequeno vídeo sobre o Museu da Broa e do pequeno percurso pedestre, da responsabilidade da Ader Sousa (Associação de Desenvolvimento Rural das Terras do Sousa).

 

MUSEU DA BROA
CAMINHO PEDONAL DE LIGAÇÃO DO MUSEU DA BROA AO PARQUE DE MERENDAS


publicado por andanhos às 09:58
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