Sexta-feira, 7 de Abril de 2017

Por terras da Ibéria:- Caminho de São Salvador - Pola de Lena-Mieres del Camino

 

DE LA PULCHRA LEONINA A LA SANTA OVETENSIS

 

CAMINHO DE SÃO SALVADOR

001.- 7ª etapa CSS (323)

 

7ª etapa:- Pola de Lena - Mieres del Camino

 


Prólogo

 

Desde 22 de fevereiro que não entramos neste nosso blogue.


Às vezes faz-nos falta uma pequena pausa, estarmos um pouco afastados, de um modo especial das redes sociais, para não nos deixarmos viciar e, porque não dizê-lo, dar espaço mais à reflexão.


Na dita Galáxia de Gutenberg, costuma(va)-se dizer que uma imagem vale (ia) mais que mil palavras. Hoje, em plena Galáxia da Internet, a Era da Informação, da rede, propicia-nos estar praticamente em todos os cantos do mundo, ao toque de um simples clique, no mesmo instante em que escrevemos. É, positivamente, um novo paradigma e uma nova sociedade em que as Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) nos moldam e, por sua vez, nós as moldamos.


Daí que refletir sobre o valor da imagem nos tempos que correm é uma tarefa importante e urgente. As imagens na rede «rolam» a uma velocidade estonteante. Provocam certamente, e momentaneamente, sensações e emoções. Mas será que serão duradouras? Será que suscitam a nossa reflexão? Das mil palavras eventualmente nela contidas, não resta espaço para qualquer reflexão. Tão depressa aparecem como tão depressa se esquecem! Será que contribuem para a construção de uma sociedade outra, de um outro Homem, mais ativo, consciente e responsável pelos problemas da sociedade em que vive? Ou tudo não passa de uma comédia (ou tragicomédia), num mundo onde reina a alienação, por via do virtual?


Se inevitavelmente não podemos fugir ao novo paradigma ou nova Galáxia que criámos, inevitavelmente também é forçoso refletir que sociedade queremos construir com os portentosos meios de comunicação que constantemente estamos a criar e a aperfeiçoar.


Fazer pausas, não nos deixarmos «ir na onda», distanciarmo-nos para melhor refletir, às vezes, é necessário.


Feito este pequeno prólogo, melhor apelidado de inquietação/reflexão, vamos ao que hoje aqui nos trouxe.

 

Introdução

 

A pouco mais de um mês de iniciarmos mais uma peregrinação rumo a Santiago de Compostela, não queríamos iniciar esta caminhada sem fazer a reportagem da que, no ano passado, fizemos pelos trilhos e veredas do Caminho de São Salvador.


Estamos a duas etapas da nossa chegada a Oviedo, término do nosso percurso. Esta, a sétima, é, portanto, a penúltima.


Vamos, então, pegando nas nossas memórias registadas no nosso moleskine, dar umas breves pinceladas sobre o itinerário desta etapa. Etapa de 15 Km e pico, aproximadamente, que, afinal de contas, não passou de um verdadeiro passeio fluvial.


Antes de partirmos de Pola de Lena, saídos do albergue, fomos tomar o pequeno-almoço ao Hotel via da Prata.


E aqui deixamos um pequeno aparte, constante das nossas notas/memórias deste dia. Rezam assim: “pensávamos que neste Caminho íamos emagrecer um pouco. Puro engano! O andar puxa o apetite e as comidas castelhanas e asturianas, grande parte delas à base de enchidos e queijos, muito «puxadas», não são propensas a favor da estética. Que saudades já temos das sopas lá de casa!


Quando nos dirigíamos para tomar o pequeno-almoço, demos com a presença da nossa companheira Justina na praça principal de Pola de Lena. A partir daqui nunca mais a vimos. Fez uma direta de Pola de Lena até Oviedo para, depois, continuar, pelo Caminho Primitivo, até Santiago de Compostela. Grande resistência a da miúda, vinda já de Madrid. Valente esimpática, esta jovem!


Tomado o pequeno-almoço, pusemo-nos a caminho.

 

1.- Pola de Lena - Villallana (Villayana)

 

Fomos, durante os dois primeiros quilómetros, acompanhados pelo rio Lena,

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caminhando ao lado de uma estrada asfaltada, praticamente sem nenhum trânsito, utilizada todos os dias pelos locais para fazerem as suas matinais caminhadas, apelidando-a, como tal, por «estrada do colesterol».

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Ao longo da mesma estrada, projeta-se o polígono industrial de Pola de Lena,

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tendo, à nossa esquerda, a margem do rio Lena, pejada de vegetação, em tempo primaveril, evocando-nos lugares bucólicos de outros tempos, e, do nosso lado direito, correndo paralela ao nosso Caminho, a Estrada AS-242,

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com o casario dependurado mais acima.

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O início do dia começou um pouco fresco, com neblina.


Em pouco tempo, estávamos na gasolineira.

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Nas suas traseiras, mais uma vez o rio Lena, com as suas águas límpidas, fugidias.

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Da gasolineira, uma vista parcial do casario de Villallana (Villayana).

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Não parámos no café da gasolineira. O pequeno-almoço, tomado no Hotel da via da Prata, ainda se impunha nos nossos estômagos. Continuámos caminho por entre o casario de Villallana (Villayana), destacando, na passagem, para além da sua igreja matriz, na Praça de Cristo, este típico espigueiro asturiano.

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Até que fomos ter à estrada asfaltada - a AS-242. Tínhamos percorrido 3,8 Km.

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2.- Villallana (Villayana) - Ujo (Uxo)

 

À saída de Villallana (Villayana), o traçado da As-242, sem praticamente berma nenhuma, é perigoso.

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Valeu a paisagem, ao longo das margens do rio Lena, verdejantes e com o seu casario.

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Percorrida a AS-242, o rio Lena junta-se ao rio Aller, dando origem ao rio Caudal, já muito próximo de Ujo (Uxo), pertencente à paróquia de Mieres del Camino.

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Tempo de pausa para o nosso companheiro tirar uma foto aos primeiros metros do recém-nascido rio Caudal.

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E, em Ujo (Uxo), começa verdadeiramente o nosso passeio fluvial.

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Esta etapa não nos indica qualquer desvio para o centro de Ujo (Uxo). Como hoje o nosso percurso era curto e fácil de percorrer, estando um dia lindo de sol, não resistimos e fomos dar uma espreitadela ao centro.


O que nos chamou mais a atenção foi a sua igreja românica, de Santa Eulália.

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A localização e posicionamento das suas respetivas fachadas não são as primitivas. As necessidades do progresso, nomeadamente a via-férrea que passa por estas bandas, obrigou a que a localização fosse ligeiramente alterada bem assim as respetivas fachadas.


Enquanto esperávamos para ver o seu interior,

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ao seu lado, um plantio de batatas.

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Parámos no adro, ou grande largo da Igreja, e, num café, agora sim, fizemos o reforço do nosso pequeno-almoço.

 

3.- Ujo (Uxo) - Mieres del Camino


Comidos, pusemo-nos novamente a caminho,

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indo ao encontro do nosso trajeto, um autêntico passeio fluvial,

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que nos levou, ao longo do rio Caudal

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até Mieres del Camino.


Deixamos aos leitores (as) pequenos recortes do nosso passeio fluvial, ora com o nosso companheiro Florens,

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ora com o Florens cruzando-se com os residentes do local, no seu passeio de fim manhã,

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ora, do outro lado do rio, de uma estação de caminho-de-ferro,

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bem assim, as instalações do Recinto Ferial de Meires,

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ou, ainda por fim, um dos aspetos da paisagem do rio Caudal.

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Saídos do passeio fluvial, atravessámos a A-66 por um túnel

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e por uma das vias do FEVE, através de um passadiço, observando a Estação.

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 Entrámos em Mieres del Camino por esta ponte/observatório.

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E daqui uma panorâmica sobre o casario ao redor de Mieres.

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Bonito, mesmo!

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E, finalmente, entrámos no Centro de Mieres del Camino, percorridos que estavam 14, 1 Km.

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E, atravessando Mieres del Camino, deixamos aqui aos leitores(as) uma vista do colégio local,

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um conjunto escultórico dedicado a Teodoro Cuesta,

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e, passando ao lado da Igreja Matriz,

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entrámos na Praça de São João, mais conhecida por do Requeixu.

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Nesta Sidraría, sentámo-nos na esplanada para almoçar.

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Enquanto aguardávamos pelo nosso repasto, nosso olhar se entretinha na observação do entorno da praça, que nos rodeava.

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(Pormenor I)

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(Pormenor II)

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(Pormenor III)


E, como não podíamos deixar passar, eis uma cena das «habilidades» de um dos empregados das sidrarías locais, servindo a sidra.

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Leiamos o relato do blogue O Viajante Comilão quanto a este ritual:
"A maneira de servir a sidra é bem peculiar:
1) Em uma das mãos, braço esticado acima da cabeça, fica a garrafa; na outra, fica o copo, o mais abaixo possível, normalmente com o braço colado ou à frente do corpo; possível, normalmente com o braço colado ou à frente do corpo;
2) Importante dizer que não se deve beber todo o conteúdo da garrafa – como a bebida normalmente não é 2) Importante dizer que não se deve beber todo o conteúdo da garrafa – como a bebida normalmente não é filtrada, no fundo da garrafa ficam depositados resíduos da bebida. Antes de abrir a garrafa, portanto, deve-se filtrada, no fundo da garrafa ficam depositados resíduos da bebida. Antes de abrir a garrafa, portanto, deve-se agitá-la brevemente, a fim de que os resíduos depositados no fundo da mesma misturem-se à bebida, o que agitá-la brevemente, a fim de que os resíduos depositados no fundo da mesma misturem-se à bebida, o que trará sabor à bebida; trará sabor à bebida;
3) Para servir a sidra, deve-se derramar o líquido da garrafa contra a lateral do copo, de forma que o contato 3) Para servir a sidra, deve-se derramar o líquido da garrafa contra a lateral do copo, de forma que o contato com o mesmo provoque a oxigenação (gaseificação) da bebida. Na Espanha, esta ação é chamada de com o mesmo provoque a oxigenação (gaseificação) da bebida. Na Espanha, esta ação é chamada de “escanciar”, “echar” ou “tirar”. Uma garrafa de sidra deve servir, normalmente, de quatro a seis doses; “escanciar”, “echar” ou “tirar”. Uma garrafa de sidra deve servir, normalmente, de quatro a seis doses;
4) É normal cair um pouco no chão – por isso normalmente a bebida é servida ao ar livre, e nos casos dos 4) É normal cair um pouco no chão – por isso normalmente a bebida é servida ao ar livre, e nos casos dos restaurantes/sidrerias é comum existir serragem no chão para absorver o que espirra, ou até mesmo um restaurantes/sidrerias é comum existir serragem no chão para absorver o que espirra, ou até mesmo um baldinho para evitar sujeira; baldinho para evitar sujeira;
5) Não se deve colocar mais do que 2 dedos de bebida no copo, a mesma deve ser consumida imediatamente, 5) Não se deve colocar mais do que 2 dedos de bebida no copo, a mesma deve ser consumida imediatamente, normalmente numa única golada; normalmente numa única golada;
6) Não se bebe todo o conteúdo do copo – deve-se deixar um restinho, que será jogado fora. Como é hábito 6) Não se bebe todo o conteúdo do copo – deve-se deixar um restinho, que será jogado fora. Como é hábito que numa sidreria várias pessoas partilhem o mesmo copo, o que sobra no copo normalmente esteve em que numa sidreria várias pessoas partilhem o mesmo copo, o que sobra no copo normalmente esteve em contato com a boca do último que bebeu. Joga-se fora e coloca-se uma nova dose para o próximo. Além do contato com a boca do último que bebeu. Joga-se fora e coloca-se uma nova dose para o próximo. Além do mais, a tradição asturiana diz que “deve-se devolver à terra um pouco daquilo que ela nos dá”;
7) Importante dizer que também não se deve beber todo o conteúdo da garrafa – os resíduos que sobrarem ao final não devem ser consumidos.
Quem tiver a chance de visitar a região das Astúrias, vale a pena conhecer uma sidreria".


Para quem deseje conhecer um pouco a história da sidra, aconselha-se a visita ao sítio da internet - https;//es.wikipedia.org./wiki/sidra.


Bem comidos e melhor bebidos, saímos desta típica Praça do Requeixu para completar o quilómetro e meio que nos separava do albergue onde iríamos pernoitar, situado nas redondezas de Mieres del Camino - em La Peña.


Ao longo deste 1,5Km, duas impressivas panorâmicas.

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(Casario)

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(Meio rural)


E entrámos em La Peña. Eram, aproximadamente, 3 horas da tarde.

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Ao chegarmos ao albergue, o nosso companheiro peregrino Buthan já estava à entrada da porta.

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Mas, infelizmente, o albergue só abre às 5 da tarde. Havia, pois, que esperar.


Pusemo-nos à vontade e, cada um a seu jeito, foi-se entretendo.


Florens pegou no nosso cajado e começou a trabalhar nele, acrescentando-lhe alguns pormenores «artísticos».

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Pela nossa parte, porque, mesmo ao lado ao albergue, se encontrava a igreja da localidade de La Peña,

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entrámos para lhe dar uma olhadela.

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Vinte minutos antes da 5 da tarde, a senhora Carmiña, que mora nas redondezas do albergue, vendo que já estávamos ali há já bastante tempo, tendo a chave do albergue, veio abri-lo para nós entrarmos.


Passado pouco tempo chega o albergueiro, de nome Paulino, pouco amante das caminhadas, mas apaixonado por um dedo de conversa. Passou connosco quase duas horas, ora falando de si, da sua vida e da sua terra. Tendo algumas responsabilidades na comunidade de La Peña, foi-nos mostrar, com orgulho, a Escola de Música. Tudo isto depois de tomarmos banho, lavado a roupa e posta e secar ao sol radiante daquela tarde.


antes de irmos jantar, ou melhor, de irmos comer um «bocadillos» com cerveja no hotel local, fomos ver o lavadouro El Batan.

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Aqui se limpa(va) o carvão, dado a zona ser essencialmente mineira. Tirámos fotos e observamos os viadutos das diferentes entradas que por aqui passam.

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E já que falamos em lavadouros, aqui fica o lavadouro público de La Peña.

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Ao nos dirigirmos para o hotel local para apaziguar o nosso apetite,

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eis três pormenores do que mais típico e peculiar da zona fomos encontrando pelo trajeto.

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(Pormenor I)

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(Pormenor II)

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(Pormenor III)


Enquanto comíamos, assistimos à primeira parte da partida de futebol entre o Real Madrid e o Manchester City (Champions). O Real Madrid ganhava, na 1ª parte, 1-0.


Ao intervalo saímos e fomos para o albergue. Pela internet, pelos vistos, o resultado deste jogo manteve-se até ao final.


Eram horas de dormir para, no dia a seguir, enfrentarmos a última etapa desta nossa aventura pelos trilhos e veredas do Caminho de São Salvador que, de Leon (Castela), nos levou até Oviedo (Astúrias).


publicado por andanhos às 18:16
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