Sábado, 12 de Agosto de 2017

Por terras da Ibéria:- Caminhada Porto de Sanábria-Peña Trevinca (Ida e volta) - I Parte

 

 

POR TERRAS DA IBÉRIA

 

 

CAMINHADA - DO PORTO DE SANÁBRIA A PEÑA TREVINCA (IDA E VOLTA)

 

I PARTE

 

AO LONGO DO VALE DO RIO BIBEI

 


As montanhas
são templos de encontro do homem consigo mesmo
e com a natureza mais orgulhosa.

 

Sebástián Álvaro


1.- Introdução

 

O nosso amigo Pablo Serrano Moreno sabia, há muito, do nosso interesse em atingirmos, a pé - pois doutra maneira não é possível - o teto da Galiza: o cume de Peña Trevinca.

 

A 31 de julho passado, recebo um “convocatória” de Pablo para caminharmos até Peña Trevinca, desde o Porto de Sanábria. Rezava, assim, a sua “convocatória”:
António, continuas interessado com o desejo de subires a Peña Trevinca? No sábado, 5 de agosto, vai haver uma caminhada com um grupito de amigos. Caminhada com calma. Do Porto de Sanábria a Peña Trevinca, 24 Km (ida e volta)”.

 

Ficámos-lhe com vontade. Mas, naquela altura, não lhe pudemos dar uma resposta definitiva: em primeiro lugar, tínhamos assuntos pendentes, com data, para resolvermos, e não sabíamos se os íamos cumprir; em segundo, depois do Caminho Sanabrês de Santiago, que fizemos em maio, desde Chaves até Santiago de Compostela, apenas tínhamos feito uma caminhada - e que caminhada! -, em férias, na ilha de Santo Antão, Cabo Verde.

 

De junho para cá estivemos praticamente parados. Sem treino e, pior ainda, engordámos um pouco.

 

A 1 de agosto, Pablo, completa a sua “convocatória”, esclarecendo:
Vai ser todo o dia, com 8 pessoas, mas com calma”.

 

Para quem gosta de caminhar com o máximo de 3, 4 pessoas, 8 parecíamo-nos uma multidão! É que, ao caminhar, gostamos de apreciar a paisagem, tirar fotografias e, em silêncio, meditar. Não está no nosso caminhar simplesmente “papar” quilómetros. Em suma, é um ritmo diferente, muito pouco compaginável com 8 (oito) pessoas...

 

A 2 de agosto, Pablo comunica:
No sábado, temos que sair de Verín às 7. 30 horas locais”. Ou seja, obrigava-nos a termos de nos levantar entre as 5 e as 5. 30 horas nossas, 6. 30 horas espanholas.

 

Dado o interesse do Pablo em o acompanhar - e resolvidos os assuntos que tínhamos pendentes -, decidimos encetar a caminhada e começámos a tratar das questões logísticas, perguntando ao amigo Pablo o que era preciso levar.

 

Eis a sua pronta e sucinta resposta:
Comida e Câmara. Palo para andar. E “ganas” de caminhar. E já está! Vai ser um passeio de amigos. às 19 da tarde estaremos em Verín”.

 

Dia 5 de agosto levantámo-nos às 5 da manhã. Ainda não eram bem 7. 30 horas e já estávamos sentados num dos bancos em frente à Casa do Concello, em Verín.

 

Pablo foi de uma pontualidade britânica. Às 7. 30 horas apareceu no local com o seu neto Xosé, um adolescente entusiasta das caminhadas e amante da música. A relação entre avô e neto é verdadeiramente ternurenta!


De Verín, tomámos a autovia A52 em direção a Benavente/Madrid até Villanueva.

 

Falamos de incêndios em Portugal. Ao longo da A52, por onde passámos, em grande troço, o ambiente é de idêntica desolação como em Portugal nesta época do ano!

 

Saídos da A52, tomámos a estrada ZA-102/OU-124. Isto porque, ao longo desta estreita estrada, em mau piso, com curvas e contracurvas constantes, ora estamos em território galego ora em Leonês (zamorano). A explicação que nos ia dando Pablo tinha a ver com a História e com os antigos senhores destas terras - os de Monterrei e Benavente - na conquista de terras para lenha, para se aquecerem nos invernos longo, e de caça, para se alimentarem.

 

A dada altura, um corso atravessa calmamente a estrada, penetrando no bosque contíguo à estrada. Também foi o único que, neste dia, vimos!

 

Aproximando-se as 9 horas locais, uma chamada de Urko Diaz, o organizador/guia da nossa caminhada. Xosé atendeu e respondeu que estávamos já “mui cerca” de Porto de Sanábria.

 

Passavam uns 4 ou 5 minutos das 9 horas - hora combinada para a partida da nossa caminhada ao teto da Galiza - quando chegámos à praça Laguazais, ponto de partida da nossa caminhada.

 

Vamos abrir aqui um parêntesis para explicar que não é apenas do Porto de Sanábria que se atinge Peña Trevinca. Existem duas opções e, cada uma delas, têm dois itinerários. Expliquemos sumariamente. Pela vertente galega, ou ourensana, o acesso mais cómodo é o que parte da localidade de Sobradelo; daqui, vai-se pela estrada provincial OU-122 a Casaio e, uma vez ultrapassada esta localidade, a estrada sobe até ao Porto de Fonte da Cova, a 1 800 metros, no limite entre a Galiza e Leão (Aqui, antigamente, existia uma estação de ski, hoje abandonada; em seu lugar existe um hotel de montanha) e, daqui, ora por uma pista mineira, ora a pé, em 10 Km, alcançamos o cimo de Peña Trvinca. Ainda pela vertente ourensana, existe uma segunda opção de acesso, que vai desde o vale do Xares, no município de A Veiga; chegados a A Ponte (1 100 metros), começa a subida para Peña Trevinca.

 

Pela vertente zamorana, a referência mais conhecida é a localidade de Puebla de Sanábria, tomando a autovia A52 e depois a estrada provincial ZA-104, em direção ao parque natural do Lago de Sanábria; percorridos 15 quilómetros pela ZA-103, chega-se a San Martín de Castañeda, para, ainda por estrada, se alcançar o aparcamento da Lagoa dos Peixes, onde se inicia a subida.

 

O nosso acesso por Porto de Sanábria a Peña Trevinca é um outro acesso zamorano, porquanto Porto de Sanábria pertence à província de Zamora. Mas, aqui, por estas bandas, não vimos grandes diferenças entre galegos e castelhanos!


2.- O Percurso

 

Depois de perguntarmos a um residente do Porto de Sanábria onde ficava a praça Laguazais e estacionado ali o carro, fomos ao encontro dos nossos companheiros de caminhada. Afinal, connosco os três, eram mais dois - Urko Diaz e Alfonso Granja Bruña; passados uns minutos aparece um terceiro - Antonio -, que apenas cumpriu, sensivelmente metade da caminhada, abandonando-nos na hora do almoço, pois, por afazeres pessoais, tinha compromissos para o fim da tarde e princípio da noite.

 

Eram sensivelmente 9. 30 horas locais quando saímos da praça da terra, junto ao tanque,

2017.- Caminhada Porto de Sanábria-Peña Trevinca-Porto de Sanábria (3)

para darmos início à nossa caminhada.

 

O sol já estava bem desperto e, à nossa frente, por uma estrada de cimento, ia o amigo Pablo com o seu neto Xosé.

2017.- Caminhada Porto de Sanábria-Peña Trevinca-Porto de Sanábria (7)

Saídos da aldeia, e já um pouco ao longe, a silhueta do casario de Porto de Sanábria.

2017.- Caminhada Porto de Sanábria-Peña Trevinca-Porto de Sanábria (12)

À nossa frente, agora, ia, do lado direito, Urko, o organizador/guia da caminhada, de Porto de Sanábria, a seguir, Antonio, um residente destas paragens sanabresas, e depois, Alfonso Bruña, um natural também do Porto de Sanábria, mas há mais de 30 anos radicado em Madrid. Quanto a este nosso companheiro/caminheiro vamos ter oportunidade, mais para a frente, e demoradamente, falar dele. Por agora basta a apresentação do seu nome.

 

Mais atrás, o jovem Xosé, neto de Pablo e, na cauda, os dois velhotes - Pablo e o segundo António.

2017.- Caminhada Porto de Sanábria-Peña Trevinca-Porto de Sanábria (19)

Perdoem-me os leitores: falta mais uma personagem - a “perrita" (cadela) de Alfonso -, a Trini(dad), que nos acompanhou desde o princípio ao fim, sempre irrequieta e animada, ora indo à frente, ora aproximando-se do seu dono, e, sempre que via um pequeno curso de água ou um charco, tomava sempre um banho, quer fosse água límpida ou barrenta. Ei-la, minúscula, à nossa frente, ao encontro de Pablo,

2017.- Caminhada Porto de Sanábria-Peña Trevinca-Porto de Sanábria (21)

que, uns metros mais à frente se junta a seu neto e começa a entabular conversa sobre estas terras e estas suas gentes,

2017.- Caminhada Porto de Sanábria-Peña Trevinca-Porto de Sanábria (26)

enquanto, à nossa direita, por entre terreno rochoso, o rio Bibei irrompe, fazendo a sua travessia que o irá lançar nos braços do rio Sil, afluente do Minho.

2017.- Caminhada Porto de Sanábria-Peña Trevinca-Porto de Sanábria (27)

Percorridos sensivelmente 3,3 Km, acercamo-nos da Casa da Cacheta.

2017.- Caminhada Porto de Sanábria-Peña Trevinca-Porto de Sanábria (35)

A Casa da Cacheta outra coisa não é que um estábulo para recolha do gado.

2017.- Caminhada Porto de Sanábria-Peña Trevinca-Porto de Sanábria (38)

Ao longo deste pequeno vale do rio Bibei encontram-se muitas destas construções, que lhes chamam “cabanas”. Neste vale do Bibei, com vegetação baixa e poucas árvores, as gentes da terra dedica-se à pecuária e ao cultivo de cereais.

 

Atravessado o rio Bibei, de água límpida, rodeado de árvores ripícolas,

2017.- Caminhada Porto de Sanábria-Peña Trevinca-Porto de Sanábria (40)

aos 3,6 Km vamos encontrar um bosque de azevinho - o Acerbal de Grañeiro.

2017.- Caminhada Porto de Sanábria-Peña Trevinca-Porto de Sanábria (49)

Ao Km 4,3, mais um outro bosque de azevinho - o Acerbal de (Her)meadas.

2017.- Caminhada Porto de Sanábria-Peña Trevinca-Porto de Sanábria (52)

O azevinho (ilex aquifolium), tal como em Portugal, aqui é uma espécie, árvore de pequeno porte, protegida.

 

Uma travessia do Bibei e, mais uma vez, a Trini aproveita para dar um outro mergulho na água.

2017.- Caminhada Porto de Sanábria-Peña Trevinca-Porto de Sanábria (54)

Mais uma outra “cabana” abandonada, rodeada de carvalhos (robles).

2017.- Caminhada Porto de Sanábria-Peña Trevinca-Porto de Sanábria (60)

Caminhando ao lado do rio Bibei, vamos em direção a Valdetendas.

2017.- Caminhada Porto de Sanábria-Peña Trevinca-Porto de Sanábria (66)

O Bibei, com as suas águas límpidas, prende-nos constantemente a nossa atenção.

2017.- Caminhada Porto de Sanábria-Peña Trevinca-Porto de Sanábria (71)

Este pequeno vale, por onde transcorremos, é refúgio de animais como o corço e o javali, protegendo-se das inclemências do inverno, ao mesmo tempo que, no verão, é o seu lugar fresco.

 

Ao Km 5,6, estamos a passar numa outra “cabana” - A Casa do Castelo.

2017.- Caminhada Porto de Sanábria-Peña Trevinca-Porto de Sanábria (73)

Continuando com a nossa jornada, a dada altura, Pablo para junto destas duas pequenas árvores, uma junto à outra.

2017.- Caminhada Porto de Sanábria-Peña Trevinca-Porto de Sanábria (75)

Ele, um “especialista” florestal, elucida-nos, identificando-as: a do lado esquerdo, o nosso célebre azevinho; a maior, do lado direito, é a tramazeira ou cornogodinho (sorbus aucuparia). O nosso amigo Pablo e os galegos dão-lhe o nome vulgar de “cancereixo” ou “serval de los cazadores”.

 

Uns metros mais à frente, aparece-nos o salgueiro, a quem lhe também lhe dão o nome de borrazeira, cinzeiro ou vimieiro preto (salix atrocinera).

2017.- Caminhada Porto de Sanábria-Peña Trevinca-Porto de Sanábria (76)

Cada vez mais nos aproximamos da verdadeira subida a Peña Trevinca.

 

E continuam a proliferar as pastagens rasteiras,

2017.- Caminhada Porto de Sanábria-Peña Trevinca-Porto de Sanábria (85)

(Uma perspetiva)

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(Outra perspetiva)


com “cabanas”.

 

E pouco tardou para que passávamos por mais duas delas, instaladas nesta paisagem, chamando-nos Alfonso a nossa atenção para o "Penedo Niegro", lá ao cimo, no lado direito. 

2017.- Caminhada Porto de Sanábria-Peña Trevinca-Porto de Sanábria (89)

Entretanto, ultrapassávamos a penúltima passagem sobre o rio Bibei.

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Na nossa linha do horizonte, curta, a visão do início da montanha encheu-nos os olhos.

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(Uma perspetiva)

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(Outra perspetiva)

 

Percorridos 7, 1 Km e, na veiga de Valdetendas, deixámos o bem cómodo e bem compactado caminho da nossa rota e começámos a penetrar nos contrafortes do pico Moncalvo.


Depois de feita a última travessia do rio Bibei, começa aqui a nossa verdadeira subida até à “cumbre” de Peña Trevinca,

2017.- Caminhada Porto de Sanábria-Peña Trevinca-Porto de Sanábria (98)

indo ao encontro desta manada de bovinos.

2017.- Caminhada Porto de Sanábria-Peña Trevinca-Porto de Sanábria (105)

Trini sentia-se feliz, não parando de andar de um lado para o outro, com a aproximação das vacas e de um ou dois bois. Ela deve ser, com certeza, uma descendente dos antigos cães da transumância destas paragens.

 

Segundo nos foi explicado por Pablo e Alfonso, nestas manadas podemos encontrar as seguintes raças:
* a “vaca del país” ou sanabresa, que está em perigo de extinção, e que apenas existem 1 500 exemplares;
* da província de Zamora, a alistana sanabresa e a sayaguesa;
* da província de Ourense, a cachena, a de límia, a de caldelas, a frieiresa e a vianesa (de Viana do Bolo);

* do norte de Portugal, uma ou outra mirandesa e barrosã
* e, finalmente, em muito menor quantidade, a maronesa (do Alvão).


Uma diversidade significativa de exemplares.

2017.- Caminhada Porto de Sanábria-Peña Trevinca-Porto de Sanábria (111)

Enquanto começávamos a subir e, do alto, obtinhamos uma melhor perspetiva da “nossa” manada,

2017.- Caminhada Porto de Sanábria-Peña Trevinca-Porto de Sanábria (118)

Alfonso foi-nos dando indicação de ser um perfeito conhecedor não só do “seu” território como da vida das suas gentes. Homem, como dissemos, radicado há 30 anos em Madrid, mas natural de Porto de Sanábria, todos os anos não passa sem vir à sua terra natal durante, pelo menos, 15 dias. Nesses 15 dias que aqui permanece faz este percurso uma ou mais vezes. É um verdadeiro exemplar do enorme amor ao terrunho que o viu nascer, em tempos difíceis, quando estávamos vivendo, tanto lá, quanto cá, em tempos de “vacas magras”.

 

Ei-lo, à nossa frente, pisando firme as terras que lhe são tão conhecidas, e que lhe trazem tantas recordações da sua meninice e que, por isso, tanto ama!

2017.- Caminhada Porto de Sanábria-Peña Trevinca-Porto de Sanábria (122)

Mais à frente explicaremos porque, na nossa ótica, Alfonso tanto ama e gosta de percorrer estes “horizontes”.

 

Agora é tempo de fazermos uma pausa, ou “paragem técnica”, para comer, beber água e descansar um bocadinho,

2017.- Caminhada Porto de Sanábria-Peña Trevinca-Porto de Sanábria (125)

nas proximidades de um pequeno regato de água límpida, onde nos abastecemos,

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enquanto apreciávamos uma planta - uma framboesa selvagem.

2017.- Caminhada Porto de Sanábria-Peña Trevinca-Porto de Sanábria (127)

Deixamos aqui aos nossos leitores um vídeo produzido pelo nosso organizador/guia desta caminhada - Urko Díaz - sobre a sua terra natal - Porto de Sanábria.

 

PORTO DE SANÁBRIA - POR URKO DÍAZ

 


publicado por andanhos às 20:53
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