Segunda-feira, 22 de Fevereiro de 2016

Palavras soltas... Os achados do Fragão da Pitorca e o ditirambo de Luís Fernandes

 

 

PALAVRAS SOLTAS...

 

OS ACHADOS DO FRAGÃO DA PITORCA E O DITIRAMBO DE LUÍS FERNANDES

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I

 

A Pitorca de Curral de Vacas começou a dançar uma valsa com a Pitorga do Nando.
Apanhei-lhes a cadência e solfejei umas diatribes comentaristas.
Pitorga daqui, Pitorca d’acolá, lembrei-me da paixão assolapada que alguns pedantes intelectuais, uns tantos consagrados intelectuais e uns entusiasmados «curiosos» pelo conhecimento têm mostrado pelas «PEDRAS»”.

 

Era assim que praticamente começava Luís Fernandes, sob o compasso de seu comparsa, tal qual Zaratustra, zurzindo sobre os intelectuais das «pedras». Coro de sátiros, com certeza, não lhes falta. Nem, tão pouco, tambores, liras e flautas, pois, na questão de instrumentos, o escrevinhador é homem destes e de muitos mais instrumentos sonoros... Por isso, «pedantes intelectuais», acautelai-vos, porque estais em presença de um novo Nietzsche do século XXI, não vociferando contra o deus Dionísio ou qualquer outra entidade divina celestial, mas contra os presuntivos «pedantes» intelectuais das ditas «pedras».

 

Ora, nós que não temos qualquer pedra no sapato contra ninguém; que nem tão pouco temos a ousadia de sermos especialista de pedras, nem preciosas, nem banais, nem tão pouco com qualquer interesse arqueológico, e que, simplesmente, a «pedra» que temos é a de procuramos esclarecer, o melhor possível, tudo quanto a nossa terra tem (ou não tem) e no que à sua volta se passa, passemos, então ao «ataque» sobre a matéria constante no blogue CHAVES, de 3 de fevereiro passado, na rubrica «Chá de urze com flores de torga», nº 115.

 

II

 

Começa o articulista-mor, proprietário do blogue, por, a certa altura, proferir:
Isto da data do achado são coisas da História e de como ela é abordada e por quem. Todos os documentos a que tive acesso (de especialistas na matéria) apontam os achados para 1980, inícios dos anos 80, no entanto no Museu Municipal a data que consta é de 1990. A diferença destes 10 anos até nem tem importância para o caso e só vem dar razão àquilo que eu penso da História e da sua exatidão ou credibilidade, coisa sem importância neste caso que até eu, um leigo da História, facilmente poderei averiguar e chegar à data exata, mas é só um pequeno apontamento para demonstrar que quase sempre só temos acesso à História de quem a escreveu e não à verdadeira, que às vezes pode coincidir ou não.(...)”.

 

Ora, face ao vertido no parágrafo acima transcrito, de maneira alguma podemos estar de acordo com o autor. As coisas da História - como, nomeadamente, uma determinada data quanto a um acontecimento -, não podem estar ao saber e gosto do historiador. O historiador tem de respeitar «religiosamente» os factos e/ou os documentos e objetos que lhe são apresentados, depois de testada a sua verdadeira autenticidade. A interpretação que possa fazer quanto ao material (histórico e autêntico) que lhe é apresentado é que pode variar, conforme o universo cultural e a concreta mundivisão que o historiador tem.

 

Assim, os achados que foram encontrados na Fraga (ou Fragão) da Pitorca (ou Pitorga), nomeadamente o machado plano de cobre arsenical e a espiral cilíndrica de ouro de três voltas, são do Bronze Inicial - entre o último quartel do III milénio a. C. até cerca do século XVIII/XVII a. C..

 

Porque ali se encontravam e para que foram/eram usados?

 

Segundo uma das maiores especialistas na matéria, Ana M. S. Bettencourt, no seu artigo na Revista Aquae Flaviae nº 41, de 2009, discorrendo sobre o tema «Práticas funerárias na Idade do Bronze de Trás-os-Montes e da Galiza Oriental», a páginas tantas, afirma:
Para o Bronze Inicial conhecem-se reutilizações de monumentos megalíticos” para fins ou práticas sepulcrais bem assim "enterramentos em grutas e abrigos.".

 

E, adiante, acrescenta:
Também no Fragão da Pitorca, Chaves (Armbruster & Parreira 1993), associado a um eventual povoado, segundo apurámos recentemente (...), foram realizados enterramentos, provavelmente, desde o Calcolítico até ao Bronze Inicial. Aqui, a par de ossadas humanas, apareceram cerâmicas lisas e decoradas, assim como uma espiral em ouro e um machado plano, ainda com rebarbas de fundição (...)”.

 

E esta especialista, conclui, interpretando desta forma a natureza destes achados:
A esta escala de análise podemos afirmar que existem materialidades associadas à morte para todos os períodos da Idade do Bronze, à semelhança do que ocorre na fachada mais litoral de todo o Noroeste Peninsular (...). Do mesmo modo podemos concluir que há diversidade de contextos funerários, de soluções arquitetónicas, de ritos e de ações de âmbito mortuário, pelo menos durante o Bronze Inicial e Médio. Atestam-se, igualmente, desde os primórdios da Idade do Bronze as práticas da cremação e da inumação (...) Por último, gostaria de chamar a atenção para o facto de que as interpretações efetuadas apenas se poderão considerar fragmentos de uma construção complexa e multifacetada que urge continuar a questionar através de novos projetos de investigação que privilegiem uma perspetiva holística, pois o discurso da morte não representa o reflexo da totalidade da sociedade, mas é apenas um deles a relacionar com o estudo de outros discursos. Deste modo importa a sua inter-relação com os sítios residenciais, com os locais de depósitos metálicos, com os lugares de arte rupestre e com os contextos ou espaços naturais (tendo em conta fatores como a geomorfologia, a hidrologia, a geologia, os ciclos lunares e solares, etc.). Para tal será necessário mudarmos, igualmente, a escala de análise e apostarmos em estudos particulares que possibilitem leituras sobre as contingências regionais.”.

 

É este, pois, o estado da arte quanto aos achados do Fragão da Pitorca.

 

 

III

 

Cientes da época em que estes achados foram elaborados/fabricados e a interpretação para que eram usados, resta-nos agora saber da data dos seus achados.

 

Alexandra Vieira, com base no Portal do Arqueólogo (http://arqueologia.patrimoniocultural.pt/?sid=sitios.resultados&subsid=48372), no seu artigo «Alguns dados para o estudo da Idade do Bronze do Norte de Portugal» diz, citando:
"O Fragão da Pitorca consiste num aglomerado de formações graníticas que conferem ao local uma posição destacada na paisagem. O conjunto dos rochedos gera um promontório que descai em forma de penedia sobre o seu sector ocidental, encontrando-se atualmente completamente absorvido por formações vegetais arbustivas que dão origem a um maquis florestal que começa já a dificultar o acesso aos rochedos. Na zona envolvente prolifera um mato constituído por silvas, pinheiros, giestas, estevas e alguns castanheiros bravos, ainda de pequeno porte, que ajudam a coartar o acesso ao sítio arqueológico. Apenas no sector voltado a sudoeste ainda é possível detetar a entrada de um dos abrigos descritos pelos habitantes de santo António de Monforte. Este abrigo é de média dimensão e permitiria albergar mais de meia dúzia de pessoas. Foi numa destas formações naturais que nos inícios dos anos oitenta do séc. XX um jovem habitante da aldeia então designada com o topónimo "Curral de Vacas" encontrou uma espiral em ouro. A par da espiral há referência à recolha de um machado de bronze, fragmentos de mó manual e fragmentos de cerâmica.” (in: Antrope - A idade do Bronze em Portugal: os dados e os problemas/ Série Monografia nº 1, 2014, Instituto Politécnico de Tomar).

 

Se fizermos uma leitura atenta ao Portal do Arqueólogo, o mesmo apresenta as seguintes fontes bibliográficas para o seu conteúdo:


• «A Fraga da Pitorca de Curral de Vacas”, da autoria de João Baptista Martins, in Notícias de Chaves, de 26 de junho de 1981;


• «Breves Notas sobre a região do Alto Tâmega», da autoria de João Baptista Martins, in Comissão Regional de Turismo do Alto Tâmega, Chaves, 1984;


• «Fragão da Pitorca (Santo António de Monforte) - Estação arqueológica em evidência», da autoria de João Baptista Martins, in Notícias de Chaves, de 16 de março de 1990. Consultados todos os Notícias de Chaves referentes ao ano de 1990, não existe nenhum jornal com edição nesta data e, consequentemente, o artigo não aparece;


• Finalmente, «Inventário de sítios arqueológicos com interesse arqueológico do concelho de Chaves», também, uma vez mais, da autoria de João Baptista Martins, de 1984. Tal inventário não existe no Catálogo de obras da Biblioteca Municipal de Chaves e, pelas indagações que fizemos, tratou-se apenas de apontamentos do autor, que os teria cedido, ou dado a conhecer a alguém interessado na matéria e cujo paradeiro nos é desconhecido. Daqui, não podemos inferir nada, a não ser o que o mesmo autor já tinha escrito no Notícias de Chaves, em 26 de junho de 1981.

 

Em conclusão, em nenhuma das fontes que servem de suporte ao texto supra citado do Portal do Arqueólogo - Património Cultural - Direção-Geral do Património Cultural -, se faz qualquer referência a que “nos inícios dos anos 80, (negrito nosso), do século passado, um jovem da aldeia então designada com o topónimo «Curral de Vacas» encontrou uma espiral em ouro [e que a] par da espiral há referência à recolha de um machado de bronze (...)”.

 

Nesta conformidade, a afirmação supra carecia, no mínimo, da «apresentação» de uma fonte para o seu vertido para não oferecer qualquer dúvida quanto à autenticidade da data do seu achado. Mesmo a própria expressão «nos inícios dos anos 80 do século passado», afigura-se-nos demasiado vaga!

 

Assim, e de acordo com as informações recolhidas junto do técnico camarário ligado ao Museu da Região Flaviense, só nos inícios de 1990 é que «oficialmente» se tomou conhecimento de que «alguém» havia encontrado, no Fragão da Pitorca, dois achados, sendo assim descritos nas suas respetivas Fichas:


a) Um machado plano de cobre arsenical, com dupla face, secção transversal retangular e bordo ligeiramente encurvado, datado do Bronze Inicial, III milénio a. C e 1ª metade do II milénio a. C.. Segundo Ficha do objeto constante no Museu da Região Flaviense, este tipo de objeto ocorre predominantemente em monumentos sepulcrais, como túmulos, podendo ser de ouro, prata ou cobre;


b) Uma espiral cilíndrica em ouro, de três voltas, constituída por um arame liso de secção sub-retangular muito regular. Apresenta as extremidades mais estreitas. É do Bronze Inicial, finais do III milénio a. C. e 1ª metade do II milénio a. C.. De acordo com a interpretação proposta por Eluère não se trataria de um anel, pois poderia ter constituído contas de colar, pendentes, ou podiam ainda ter servido para aplicação. Este tipo de objeto ocorre predominantemente em monumentos sepulcrais, como túmulos, podendo ser de ouro, prata e cobre. Este objeto, desde que «oficialmente» se teve conhecimento dele, em 1990, e até à sua aquisição pelo Município de Chaves, em 1993, esteve depositado numa caixa forte de uma entidade bancária da cidade de Chaves.

 

O técnico superior responsável pela aquisição destes dois objetos, para, de acordo com a vontade expressa dos responsáveis da Câmara Municipal da altura, fazer parte do acervo do Museu da Região Flaviense, foi o Dr. Rafael António Ezequiel Alfenim, do Quadro de Pessoal do Serviço Regional de Arqueologia da Zona Norte, devidamente acompanhado pelo técnico do Museu da Região Flaviense, Carlos Félix.

 

Ou seja, pelos dados e fontes a que tivemos acesso, estes dois achados (machado e espiral cilíndrica de ouro), porquanto os fragmentos cerâmicos já eram conhecidos, apenas foram do conhecimento público e das entidades públicas que superintendiam sobre esta matéria no ano de 1990. Se os achados têm uma data anterior, carece-se de provas para o comprovar.

 

Em 1993, é doado, pelo senhor Aníbal Santos, membro da Junta de Freguesia de Santo António de Monforte, ao Município de Chaves, para fazer parte do acervo do Museu da Região Flaviense, o machado plano de cobre arsenical e, na mesma ocasião, é adquirido, por compra, aos senhores José e Cândido dos Santos Alves, a espiral cilíndrica em ouro, de três voltas, também com a mesma finalidade de fazer parte do acervo do Museu da Região Flaviense. Quem procedeu à receção do machado de cobre, e ao pagamento e compra da espiral cilíndrica em ouro, em nome do Município de Chaves, foi o então vereador da Cultura e Vereador Substituto do Presidente da Câmara, em representação do senhor Presidente da Câmara Municipal de Chaves.

 

Com a reformulação do Museu da Região Flaviense, estas duas peças foram para uma vitrina da Secção da Pré-História do Museu.

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  (C. c. Fernando DC Ribeiro)

 

IV

 

Se, porventura, repararmos nos artigos escritos pelos mais importantes investigadores que se debruçaram sobre estes dois achados, não se encontra nenhum com data anterior a 1993, como sejam, os de Armbruster & Parreira, que escreveram em 1993; Ana M. S. Bettencourt, em 2009 e Alexandra Vieira, em 2014.

 

Causa-nos ainda uma certa impressão que Miguel Torga, que era tão «amante das pedras», embora não um intelectual das mesmas, no seu Diário XVI, quando, com a população à sua roda, se dirigiu ao Fragão da Pitorga, não tenha feito, em 1991, qualquer referência a tão importante achado. Se o seu «conhecimento» fosse de uma década anterior, é natural que, em 1991, já fosse de domínio público, e Miguel Torga lhe fizesse qualquer referência...

 

Em resumo, se os referidos objetos foram encontrados na década de 80 do século passado, só o próprio(s) achador(es) o sabia(m), sendo de todo desconhecidos, quer da comunidade científica, quer das entidades oficiais que, sobre a matéria, superintendiam estes assuntos.

 

O que se acaba de relatar são factos e, ao contrário do que Fernando DC Ribeiro diz, no seu post acima referido, de 3 de fevereiro passado, esta é história verdadeira, autêntica e não uma qualquer versão do autor deste despretensioso apontamento. Baseado em fontes, depoimentos, de quem esteve no processo. Aqui nada se inventa. Procurou-se a fidelidade das provas, com depoimentos verdadeiros e não forjados, porquanto aqui não há lugar à opinião.

 

Nona

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publicado por andanhos às 18:01
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1 comentário:
De Fernando DC Ribeiro a 23 de Fevereiro de 2016 às 16:03
“Muita parra e pouca uva” que é como quem diz: escreve muito mas nada acrescenta, esclarece ou chega a conclusão alguma, antes pelo contrário acrescenta a confusão onde não a havia, mas o mais caricato é que com o seu discurso acaba por me dar razão, nomeadamente quanto à opinião que eu tenho da História. Mas enfim, está desculpado porque entendo este seu exercício como uma mera provocação sem segundas intenções, ou um desafio para vir a jogo, que, como bom transmontano e flaviense não posso recusar.
Parece-me tudo uma questão de oportunidade para apresentar a sua versão da História, tendo aproveitado como pretexto a minha síntese dos acontecimentos históricos referentes à Pedra da Pitorc(g)a, que o conteúdo da crónica dedicada a Miguel Torga exigia. Contudo e embora breve, a minha abordagem histórica não esteve isenta de pesquisas, nem houve invenções da minha parte, tal como insinua. Teci, isso sim, a minha opinião sobre como se faz a História e dei como exemplo a data dos achados arqueológicos junto à pedra da Pitorca, em que há documentos que situam esses achados nos inícios dos anos oitenta, nomeadamente na documentação da Direção-Geral do Património (CNS:416, processo 80/1/018), enquanto no Museu Municipal Flaviense aparecem como sendo achados de 1990. Data que tal como afirmei até era, e é, fácil de averiguar, mas que para o caso a data até nem interessa.
O caricato da questão é que no seu texto diz basear-se em factos da história verdadeira, autêntica … baseado em fontes, depoimentos, de quem esteve no processo – Esta é piada, não é? – Esteve em que processo? – No dos achados? – Se tal fosse verdade não haveria dúvida nenhuma quanto à data dos mesmos, mas pelos vistos o processo é outro… “ Mas aquilo que se diz, nem sempre se escreve e mesmo que se escreva, se é escrito por outros o mais provável é que não corresponda a toda a verdade, e isso não é um facto. Mas fico-me por aqui pois conheço o género dessas fontes e depoimentos. Para que não haja dúvidas, o seu texto a que me refiro é este: “Em resumo, se os referidos objetos foram encontrados na década de 80 do século passado, só o próprio(s) achador(es) o sabia(m), sendo de todo desconhecidos, quer da comunidade científica, quer das entidades oficiais que, sobre a matéria, superintendiam estes assuntos. / O que se acaba de relatar são factos e, ao contrário do que Fernando DC Ribeiro diz, no seu post acima referido, de 3 de fevereiro passado, esta é história verdadeira, autêntica e não uma qualquer versão do autor deste despretensioso apontamento. Baseado em fontes, depoimentos, de quem esteve no processo. Aqui nada se inventa. Procurou-se a fidelidade das provas, com depoimentos verdadeiros e não forjados, porquanto aqui não há lugar à opinião.”.
Pois meu caro, para concluir, eu não inventei nada, pois simplesmente me limitei a interpretar aquilo que está escrito em documentos e sítios oficiais, como o caso da Direção-Geral do Património Cultural, que penso ser uma entidade credível, onde diz (o sublinhado é meu): - (…) Foi numa destas formações naturais que nos inícios dos anos oitenta do séc. XX um jovem habitante da aldeia então designada com o topónimo "Curral de Vacas" encontrou uma espiral em ouro. A par da espiral há referência à recolha de um machado de bronze, fragmentos de mó manual e fragmentos de cerâmica. (…).


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