Quinta-feira, 2 de Novembro de 2017

Palavras soltas... em Dia de Fiéis Defuntos (Uma visita a um emblemático cemitério do Porto-Prado do Repouso)

 

 

PALAVRAS SOLTAS…

 

EM DIA DE FIÉIS DEFUNTOS


- UMA VISITA A UM EMBLEMÁTICO CEMITÉRIO DO PORTO –

00.- Porto - Cemitério Prado do Repouso (16)

 

BALADA DO CAIXÃO

 

O meu vizinho é carpinteiro,
Algibebe de Dona Morte:
Ponteia e coze, o dia inteiro,
Fatos de pau de toda a sorte:
Mogno, debruados de veludo
Flandres gentil, pinho do norte…
Ora eu que trago um sobretudo
Que já me vai a aborrecer,
Fui-me lá, ontem: (era Entrudo,
Havia imenso que fazer!...)
- Olá, bom homem, quero um fato,
Tem que me sirva? – Vamos ver…
Olhou, mexeu na casa toda…
- Eis aqui um e bem barato.
- Está na moda? – Está na moda.
(Gostei e nem quis apreçá-lo:
Muito justinho, pouca roda…)
Quando posso mandar busca-lo?
- Ao por do sol. Vou dá-lo a ferro.
(Pôs-se o bom homem a aplainá-lo…)
Ó meus amigos! Salvo erro,
Juro-o pela alma, pelo céu!
Nenhum de vós ao meu enterro,
Irá mais dandy, olhai! do que eu!

Paris, 1981
António Nobre, Só, pág.s 104 e 105
(Fonte:- http://purl.pt/125/6/l-61159-v_PDF/l-61159-v_PDF_24-C-R0072/l-61159-v_0000_capa-guardas2_t24-C-R0072.pdf)

01.- Porto - Cemitério Prado do Repouso (14)

Futebolisticamente falando, sou benfiquista assumido. Há coisas do coração que a razão desconhece. Mas não somos fanático!

 

Gostamos de Lisboa, a cidade, capital do “reino”.

 

Nela passámos cerca de 10 anos da nossa mais viçosa juventude, enquanto estudante, na universidade Clássica, e enquanto na tropa.

 

Ali temos familiares queridos que nos unem profundos sentimentos de amizade e afeto. Sempre que podemos, não dispensamos a eles uma visita. Para matar saudades. Para, com eles, recordar lugares e peripécias que, indelevelmente, fazem parte das nossas vidas. E, sempre que temos oportunidade e tempo, tentamos descobrir na cidade das 7 colinas algo mais que, na afoiteza dos anos e um jovem ansioso por viver a vida, deixou para trás. Lugares esses que fazem parte da nossa História e que nós passámos muito ao de leve por cima dela. Nesses anos de boémia jovem, o que mais queríamos era construir “história”. A nossa própria história…

 

Mas não é Lisboa, ou sobre Lisboa, que hoje nos traz aqui à escrita.

 

É o Porto!

 

Somos transmontano e alto duriense. Pertencemos, e amamos, o Reino Maravilhoso de que tanto nos fala o nosso maior Miguel Torga.

 

Somos assumidamente um regionalista. Que pugnou – e ainda ingloriamente acredita – pela identidade própria de Trás-os-Montes e Alto Douro como uma região verdadeiramente genuína e distante de outras deste nosso Portugal.

 

Orgulhamo-nos de integrar uma região mais vasta – o Norte de Portugal – que foi o berço da nossa nacionalidade. Que adora a cidade que deu o nome a este rincão à beira mar plantado, que é Portugal. Mas que lhe expurga e repele, de algumas das suas gentes, certos “gostos imperialistas”, de um querer ser uma imitação da imperatriz Lisboa. Lisboa, politicamente centralizadora e despótica. À custa do viver à sombra de todos nós, e por todos o que para lá vão, embalados e seduzidos pelo seu canto de sereia, convertendo-se e, depois, dominando-nos. Coitados, perderam o norte, as “delícias”, embora duras, do seu berço! E esqueceram-se donde vieram!...

 

A imperatriz, tal qual um enorme eucalipto, sugou o sangue das gentes de todos os lugares do nosso Portugal, deixando-os cada vez mais pobres, cheios de velhos, que teimam em ficar naquilo que é seu, mas literalmente abandonados, sós, nas mãos de toda a casta de “pirómanos”. E, porque incapaz de matar a fome a todos quantos daqui fogem tentando a sua sorte, lança milhares deles pelos quatro cantos do Planeta, numa diáspora imensa, sem igual!

 

Mas deixemos este desabafo de um velho rabugento quanto a uma cidade madrasta, e outras tantas candidatas, que, querendo ser donas de tudo isto, mal enxergam que, no final desta luta, o que a todos nos resta outra coisa não é que a mesma sorte de… penúria!

 

Falemos então do Porto. Do nosso Porto. Não o do futebol! Esse tem a mesma mentalidade da Imperatriz Lisboa. Do nosso Porto genuíno, carago!

 

Porque, sempre que podemos, vamos ao seu encontro. Para o percorrer e melhor o conhecer e assimilar. A pé. Despido de quaisquer fanatismos. Principalmente os futebolísticos. Se o FCP joga lá fora, torço e sou portista.

 

Quando percorremos o Porto, normalmente quem nos “acompanha” é um velho jornalista, oriundo das terras do Sousa. Um verdadeiro amante do “seu” Porto. Germano da Silva é o seu nome.

 

Com ele, e na companhia da sua obra (principalmente do seu livro «Caminhar pelo Porto»), na primavera passada, seguimos o itinerário por ele sugerido – «De Santa Clara ao Prado do Repouso».

 

Já publicámos e postámos muitas fotografias sobre este itinerário pedestre que fizemos, levando na nossa pequena mochila o livro de Germano Silva e, a tiracolo, a nossa máquina fotográfica.

 

Quando chegámos à última “estação” do nosso percurso, um certo pudor nos estancou. E deixámos de postar as fotos que, entretanto, havíamos tirado.

 

Quando a vida de todos nós é um mero e micro instante na imensa eternidade de tempo que vem com a morte, falar de cemitério parece ser um assunto tabu. Normalmente, damo-nos mal. Muito mal com a ideia da morte – a coisa mais certa, segura e definitiva que temos na vida!

 

Mas, num mundo em total e profunda mudança, tudo pode acontecer. Quer seja por pura imitação ou por que, à falta de outro engenho e arte, todo o nosso território está-se “turistificando”. Esperamos que nos lugares mais impensados, para muitos “sagrados”, como os cemitérios, não se transformem em locais de mercadoria.

 

Infelizmente, por esta Europa “desnorteada” não é essa a tendência! E por cá… (Veja-se esta reportagem no sítio da internet - Cemitério do Prado do Repouso faz parte da Rota Europeia de Cemitérios ).

 

Ou seja, vemos com bons olhos este cartaz. Mas, em certo sentido, também ficamos apreensivos.

cartazA3_cicloCultural_2017CS5

 Aqui se fala do XII Ciclo Cultural dos Cemitérios do Porto, onde, nos seus diferentes espaços, desde ruas, a capelas, jazigos e mausoléus, se “operam” eventos culturais, quer sejam na área da música, da literatura, da História ou da fotografia.

 

Os cemitérios são, sem dúvida, lugares onde a arte também acontece. E aí repousam homens e mulheres que deram vida à nossa História, local, regional e nacional, é à nossa arte.

Apesar de sermos mais amante, para estes locais, de coisas muito mais simples - (os nossos cemitérios “arrepiam-nos” pela tremenda falta de bom gosto em tudo quanto neles se constrói!) -, em sintonia com a natureza mais pura, tal como se veem em muitos cemitérios fora da nossa tradição religiosa e cultural, não nos repugna aceitar que os vivos homenageiem a vida “ressuscitando” as obras dos nossos mortos.

 

Mas, por favor, não se faça destas atividades um comércio!

 

Nem tudo na Vida e no Homem é (deve ser) reduzido ao vil metal!...

 

Em Dia de Fiéis Defuntos, perdemos os nossos “medos”. E vamos falar dos mortos. Melhor, do lugar onde eles repousam, mormente, e na nossa maior tradição, – os cemitérios.

 

E vamos falar de um deles em especial. Precisamente do Porto. Na “companhia” e pela pena de Germano da Silva. O Prado do Repouso.

 

Leiamo-lo, então, acompanhadas (os) das fotos que, entretanto, naquele lugar calmo, silencioso e solitário, íamos tirando, ao mesmo tempo que ímos “levantado” uma ou outra lápide tumular, descobrindo e conhecendo pequenas/grandes histórias de um ou outro (ou vários) portuenses.

 

Acompanhemos a pena de Germano da Silva:
Chegamos […] a um espaçoso largo diante de uma das entradas para o Cemitério do Prado do Repouso - a entrada ocidental. No centro do espaço ajardinado desta praça está um busto em bronze que representa o padre Baltazar Guedes.

02.- Porto - Cemitério Prado do Repouso (1)

 Este sacerdote, que também deu o nome ao largo, fundou, em 1651, o Colégio de Nossa Senhora da Graça dos Meninos Órfãos, que funcionou onde hoje está o edifício da Reitoria da universidade do Porto, na Cordoaria. Em 1903, o colégio foi transferido para o edifício que se alcandora na parte oriental deste pequeno morro. O imóvel, começado a construir em 1804, em terrenos da Quinta do Prado, estava destinado, inicialmente, para seminário da diocese – o Seminário de Santo António. Havia a intenção de instalar, também, no mesmo prédio, o Tribunal do Santo Ofício, ou seja, a Inquisição. O seminário chegou a funcionar e o primeiro ano letivo arrancou em 1811-1812. Em 1832 ainda houve aulas. Mas, com a entrada do exército liberal de D. Pedro IV no Porto e a fuga do bispo, D. João Magalhães de Avelar, o edifício foi abandonado e incendiado. Atualmente, o colégio é dirigido pelos Padres Salesianos que assumiram a administração e a orientação pedagógica do Estabelecimento.

E vamos entrar no cemitério. Neste terreno havia uma enorme propriedade que pertencia ao bispo do Porto desde o século XVI – era a Quinta do Prado, que aquele prelado ainda utilizou como espaço de repouso e de recreio. A necessidade da construção de um cemitério no Porto surgiu na sequência de um regulamento publicado em 1845 que proibia os enterramentos nas igrejas, em cemitérios particulares e em valas comuns e estabelecia que os enterramentos deviam ficar sob a alçada do Estado. Em 1838 foi feito um acordo entre a Câmara e o bispo do Porto, na altura D. Frei Manuel de Santa Inez, segundo o qual este, mediante determinadas condições, cedia a Quinta do Prado à autarquia, para nela à autarquia, para nela ser contruído o cemitério que viria a ser solenemente benzido, por aquele mesmo prelado, no dia 1 de dezembro de 1839. Foi o primeiro cemitério público a ser inaugurado no Porto.
Já na parte de dentro do cemitério salta-nos logo à vista a fachada da capela.

03.- Porto - Cemitério Prado do Repouso (28)

 Quando se começou a construir o edifício do seminário deu-se início, também, à construção de uma igreja que devia apoiar esta instituição. Mas não se foi além da capela-mor. Quando se transformou a Quinta do Prado em cemitério, o que estava construído da igreja foi aproveitado para servir como capela, para a celebração das últimas cerimónias fúnebres antes do enterramento. A capela é de invocação de São Vitor, nome (…) [da rua daqui próxima].

Um pouco antes da capela, à esquerda, quando se entra, ergue-se o monumento «aos vencidos» que evoca a memória dos que tombaram na Revolta Republicana de 31 de janeiro de 1891, a primeira tentativa em Portugal para derrubar a monarquia.

04.- Porto - Cemitério Prado do Repouso (2)

Olhando lá para o fundo vemos outro monumento em forma de meia-lua. É uma escultura de Zulmiro de Carvalho e foi inaugurada durante as comemorações dos 150 anos do cemitério.

05.- Porto - Cemitério Prado do Repouso (21)

Atrás de nós está uma coluna de pedra que assinala o local onde está o ossário dos bombeiros portuenses.

06.- Porto - Cemitério Prado do Repouso (27)

Uma curiosidade: o sino que nesta entrada se toca de cada vez que chega um funeral, pertenceu à Igreja do Convento de São José e Santa Teresa das Carmelitas Descalças que fora construído, em 1704, no quarteirão ainda hoje chamado das Carmelitas, junto aos Clérigos.

07.- Porto - Cemitério Prado do Repouso (26)

Agora, olhe para a esquerda. O busto em bronze, esculpido pelo grande Soares dos Reis, é de Francisco de Almada e Mendonça.

08.- Porto - Cemitério Prado do Repouso (25)

[Veja-se onde o busto assenta e respetivas inscrições]

09.- Porto - Cemitério Prado do Repouso (24)

Francisco de Almada sucedeu a seu pai, João de Almada e Melo, na obra da remodelação do Porto. A cidade deve-lhe a maior parte dos grandes melhoramentos que se fizeram nos finais do século XVIII. Francisco desempenhou os mais importantes cargos políticos e administrativos da cidade; geriu imensos capitais e… morreu pobre em 1804.

Foi um grupo de amigos que pagou o funeral. Foi sepultado na Igreja de Santa Casa da misericórdia do Porto de que fora provedor. Em 1839, a Câmara do Porto, como forma de, digamos assim, legitimar o novo cemitério, fez transladar os restos mortais de Francisco de Almada para o Prado do Repouso. A colocação do busto só aconteceu mais tarde, em 1883.
Vamos continuar aqui junto ao muro que separa o cemitério do Colégio dos Salesianos. E vejam este mimo: um portal manuelino incrustado na parede.

10.- Porto - Cemitério Prado do Repouso (4)

Pertencia a uma porta do Mosteiro das Freiras de São Bento da Ave-Maria que esteve no sítio onde foi construída a Estação de São Bento. Foi para aqui que vieram, após as demolições do mosteiro e da igreja, os restos mortais das abadessas e das freiras que haviam sido sepultadas nos claustros ou no interior do templo.

Continuando por este passeio, e no cruzamento com a rua principal, eis que surge um enorme crucifixo.

11.- Porto - Cemitério Prado do Repouso (6)

Foi oferta de um particular e é grande a devoção popular por esta imagem de Jesus crucificado.

Certa ocasião, o vereador municipal Santos Henriques, discordando do culto de que aquela cruz era alvo, mandou-a arrancar e ordenou que fosse entregue a um museu. Por pouco tempo lá esteve. Voltou depressa ao lugar onde estava e o vereador ficou com o triste epíteto do «arranca Cristos».
Já agora, mais um passo em frente para admirarmos outra pequena relíquia, aquele cruzeiro todo lavrado em pedra, que está ao cimo da escadaria que dá acesso à secção inferior do cemitério.

12.- Porto - Cemitério Prado do Repouso (7)

O povo deu-lhe um nome: «Senhor do Assobio»; mas ninguém sabe porquê. É obra do século XVII de canteiro popular. Veio para aqui do Mosteiro de São Bento da Ave-Maria, segundo consta de uma lápide aposta no pedestal.

Regressemos à rua principal, junto do enorme crucifixo, para subir em direção à saída norte do cemitério. E logo aqui, numa esquina à esquerda, topamos com um curioso jazigo, uma espécie de gruta toda engrinaldada de heras e como que protegida, na frente, por uma grade de ferro, a imitar troncos de árvores entrelaçados. Em cima, meio escondido pela folhagem, está o busto de quem aqui foi sepultado: o alfaiate António Pereira Baquet, o fundador do célebre Teatro Baquet, que ardeu em 1888.

13.- Porto - Cemitério Prado do Repouso (15)

O teatro tinha uma entrada principal na Rua de Santo António e uma de saída para a Rua de Sá da Bandeira, onde agora está um hotel que se chama precisamente «Teatro».

Continuemos na rua principal do cemitério

14.- Porto - Cemitério Prado do Repouso (11)

e, sensivelmente a meio desta subida, do lado esquerdo, aparece-nos o setor 33. Viramos à esquerda na parte superior desse quarteirão e, lá ao fundo, do lado esquerdo, aparece-nos uma bela imagem de São Francisco de Assis esculpida em mármore. Tão preciosa, que os serviços de manutenção do cemitério pedem para não colocarem cera junto da estátua para preservar de possíveis danos causados pelo fumo das velas.

15.- Porto - Cemitério Prado do Repouso (10)

A imagem de São Francisco identifica o jazigo que uma tal Henriqueta Emília da Conceição mandou construir em 1868, em honra de Teresa de Jesus. A este túmulo anda ligada uma estranha história em que o macabro se ligou a uma intensa paixão ou, se pretender, ao mais acrisolado amor (…).

Antes de sair desta zona, uma chamada de atenção para a capela-jazigo que se situa à direita da campa de Teresa de Jesus, já no setor 34. Aparentemente nada tem de anormal, mas há ali uma lápide e uma pequena escultura de Péssimo. Lembra de neste jazigo, em 19 de maio de 1900, foram enterrados os restos mortais do poeta António Nobre e que, em 5 de maio de 1946, os levaram daqui para um mausoléu especial, no cemitério de Leça de Palmeira.
Antes de sairmos, e de novo pela rua principal do cemitério, mais duas curiosidades, mas desta feita na secção privativa da Santa Casa da Misericórdia do Porto. É aí, mais adiante, à esquerda. Cá está. Entremos e vamos até junto da porta da capela, lá ao fundo. Olhe agora à esquerda. Aí está um jazigo original. Repare naqueles quadros moldados em bronze. Representam duas tecelagens. Em cima, um medalhão de Francisco José Nogueira,

16.- IMG_9798[8]

(Busto de Francisco José Nogueira;

Fonte:- http://www.orienteeterno.org/2015/11/prado-do-repouso-oporto.html) 

o proprietário da Fábrica de Sedas Nogueira que ocupou um vasto quarteirão entre as ruas da alegria e de Fernandes Tomás, onde agora está o centro comercial Plaza. Um pouco mais atrás vemos outro túmulo, este imponente, todo feito em granito e rematado por uma pirâmide. É o mausoléu onde repousam os despojos dos Mártires da liberdade.

17.- 5531840_orig

(Fotografia de Ruy F. de Brito e Cunha, 2008)


[Cuja lista de nomes se pode observar na respetiva lápide:]

18.- 5463823_orig

(Fotografia de Ruy F. de Brito e Cunha, 2008)


Foram doze os liberais que, em 1829, participaram numa revolta contra o reinado absolutista de D. Miguel e foram enforcados na então chamada Praça Nova, que hoje, em honra desses patriotas, se chama Praça da Liberdade. Após as execuções, os corpos foram decapitados e as cabeças, espetadas cem altas varas, foram colocadas diante das casas dos parentes mais próximos das vítimas. Os corpos foram sepultados no «Adro dos Enforcados», que se situava, à altura, onde agora está a Urgência do Hospital de Santo António. Em 1836, já em pleno regime liberal, os cadáveres dos Mártires da Liberdade foram metidos num sarcófago que foi colocado na Igreja de Santa Casa da Misericórdia do Porto. Em 1878 vieram daquele templo para este lugar.
Como já deve ter reparado, há neste cemitério um enorme conjunto de obras de arte: estátuas e imagens de grande interesse artístico;

19.- Porto - Cemitério Prado do Repouso (12)

(Mausoléu de um empresário portuense, em forma de diamante, com ornamentos de cobra)

20.- Porto - Cemitério Prado do Repouso (17)

(Mausoléu de Francisco Martins e Castro, negociante que foi de Iguassu, Império do Brazil)


jazigos-capela de enorme valor arquitetónico;

21.- Porto - Cemitério Prado do Repouso (18)

(Exemplar I)

22.- Porto - Cemitério Prado do Repouso (19)

(Exemplar II)


lápides com legendas que vale a pena conhecer; e uma arborização fora de série, onde se misturam ciprestes, cameleiras, tulipeiros, palmeiras, araucárias e magnólias (…)”

23.- Porto - Cemitério Prado do Repouso (5)

(Cenário I)

24.- Porto - Cemitério Prado do Repouso (13)

(Cenário II)

25.- Porto - Cemitério Prado do Repouso (8)

(Cenário III)

26.- Porto - Cemitério Prado do Repouso (9)

(Cenário IV)

27.- Porto - Cemitério Prado do Repouso (20)

(Cenário V)

29.- unnamed


(Planta do cemitério do Prado do Repouso.
Fonte:- https://www.flickr.com/photos/teodias/8120349966/in/photostream/)


nona


publicado por andanhos às 09:00
link do post | comentar | favorito
|

.mais sobre mim


. ver perfil

. seguir perfil

. 8 seguidores

.rádio

ouvir-radioClique no rádio para sintonizar

.Novembro 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
10

13
14
15
17
18

19
20
21
22
23
24
25

26
27
28
29
30


.posts recentes

. Ao Acaso... Lago de Sanáb...

. Por terras de Portugal - ...

. Por terras da Ibéria - Ri...

. Versejando com imagem - L...

. Palavras soltas... em Dia...

. Por terras de Portugal - ...

. Por terras de Portugal - ...

. Versejando com imagem - E...

. Por terras da Ibéria - Tr...

. Por terras da Ibéria:- Ca...

.arquivos

. Novembro 2017

. Outubro 2017

. Setembro 2017

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Maio 2017

. Abril 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Julho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Agosto 2011

. Novembro 2010

. Outubro 2010

.tags

. todas as tags

.A espreitar

online

.links

.StatCounter


View My Stats
blog-logo