Domingo, 20 de Abril de 2014

Gallaecia:- Pelos Caminhos de Santiago na Galiza - 2ª etapa - Samos-Portomarín

  

CAMINHO FRANCÊS DE SANTIAGO

 

2ª etapa:-  Samos-Portomarín

 

18. Dezembro. 2008

 

(Velho postal de Portomarín, em 1962, com duas mulheres a lavar no rio Minho ao pé do antigo arco medieval da «Ponte Miña»)

 

 

O «EMBALSE» DE BELESAR E PORTOMARÍN

 

Abandonar por obligación el hogar en el que has vivido siempre

y en el que lo hicieron generaciones de antepasados,

donde descansan tus seres queridos, no es fácil de encajar. Te

resistes, intentas luchar por evitar un incierto y dramático destino.

 Pero el futuro del viejo pueblo de Portomarín, hito en la provincia de Lugo

 en el camino de peregrinación a Compostela,  estaba escrito.

La vieja villa jacobea arrullada por el Miño iba a ser engullida por sus aguas

debido a la construcción del embalse de Belesar.

 Casas, huertas, campos de labranza, viñas y siglos de historia,

como en una pesadilla, quedarían sumergidos bajo el agua,

debido a una presa que produciría energía hidroeléctrica.

Esto sucedía en 1963. El 10 de septiembre de ese año

 moría el histórico Portomarín y renacía, en el monte de O Cristo,

el que sería el nuevo Portomarín,

cuyo diseño urbano se debe al arquitecto Pons Sorolla.

La nueva villa, presidida por la iglesia románica de San Juan,

que se trasladó piedra a piedra a su actual emplazamiento desde el pueblo inundado,

 acaba de cumplir cuarenta años. Los mismos años del embalse de Belesar,

perteneciente a Unión Fenosa, una obra de ingeniería

puntera en Europa en su día, con una cola de 54 kilómetros

y que anegó más de 1.820 hectáreas de terrenos,

repartidos entre los municipios de Chantada, Guntín, Paradela, Paramo,

Portomarín, Saviñao y Taboada.

El general Francisco Franco, jefe del Estado entonces, acompañado del presidente de

Fenosa, Pedro Barrié de la Maza, y del gobernador civil de Lugo,

Eduardo del Río Iglesias, junto con otras autoridades,

 presidió la inauguración del pantano y también de la nueva villa de Portomarín.

Las crónicas aseguran que el Caudillo era todo un especialista en inaugurar embalses.

 En el caso de Portomarín, no hubo protestas, sólo silencio, 

rabia contenida y resignación.

Ante el negocio de los voltios,

a quién le importaba que una aldea perdida del

interior de Lugo y unas cuantas familias fuesen desplazadas de sus hogares.

Para los abuelos del lugar, este aniversario no es una fecha para celebrar.

 Cuando las aguas del embalse bajan de nivel en verano,

y asoman a la superficie los restos del viejo poblado,

a los lugareños que allí habitaron, cuando las miran,

todavía se les pone un nudo en la garganta.

 Los recuerdos, en este caso tristes, todavía lastiman

y la cicatriz que llevan en el alma se irá con ellos, sin curar.

Pero la vida sigue y la muerte del viejo pueblo ya no tiene remedio.

 Al actual Portomarín, sólo cuarenta años de vida,

 no le queda más remedio que mirar adelante y encarar el futuro con ilusión.

Vivir en el lamento y el recuerdo triste no sirve de nada.

El Portomarín del monte de O Cristo

tiene que cumplir, con orgullo, mil años,

como lo hizo el viejo burgo, cuna de Santa Ilduara.

 

Ángel Árnaiz. Correo gallego (2002).

(http://www.galeon.com/paira/portomarin3.htm)

 

 

A vingança é terrível

 

Às 6:00 horas da manhã acordei sem que fosse necessário o despertador do meu relógio tocar. E decidi chatear os meus amigos – a vingança é terrível - e serve-se fria. Estava um friozinho de enregelar as entranhas. Levantei-me e, lentamente, fui buscar a máquina fotográfica, pé ante pé, muito devagarinho, sem fazer barulho; liguei o flash e, enquanto dormiam, fui junto da cara de cada um tirar fotos. Foi o alvoroço total; jogaram-me coisas em cima, impropérios, pragas, etc.. Faziam por tentar dormir um pouco mais, mas era impossível, devido à algazarra. Com pouca vontade, toda a gente se levantou, entre risos e gargalhadas. O ambiente estava ótimo entre todos.

 

Como disse, estava um frio de rachar. Mal deu para escovar os dentes e lavar a cara rapidamente para tirar as remelas dos olhos. A temperatura da água cortava os dedos e partia os dentes. Vestimo-nos rapidamente; tirámos umas fotos dos magníficos murais e tetos; deixámos o donativo e pusemo-nos a Caminho. Esperava-nos uma etapa com subidas suaves e descidas fortes durante todo o percurso.

 

Cá fora o nosso fotógrafo privativo, o António, continuava na azáfama em tirar umas fotos de tudo o que nos cercava e acrescentar outras para o álbum do Caminho,

 

 

mas a imponência do Mosteiro de Samos,

 

 

sob qualquer ângulo que o vejamos, obrigou a uma paragem mais demorada para apreciar a sua arquitetura; a sua implantação no vale circundado pelas serras envolventes; os campos que o debruam, cobertos de geada, o rio Oribio, que corria lento e, naquele dia, estava alegre, com o vapor de água a desprender-se-lhe, subindo no ar à medida que o dia ia aquecendo um pouco.

 

Um pequeno-almoço supipa

 

O gelo e a humidade nos passeios obrigavam-nos a ter, em cada passo, muitos cuidados. Circulámos a toda a volta do mosteiro e, uns metros mais à frente, na curva imediata, parámos para tomar um lauto e belo pequeno-almoço, que foi rematado com um «chupito de hierbas» para a viagem. O céu estava sem nuvens; os primeiros raios de luz do dia iam apagando lentamente, uma a uma, todas as estrelas do firmamento e só a lua, sempre teimosa, lutava por permanecer no firmamento. E assim se manteve por muito tempo... O dia começou a clarear, mostrando o azul cristalino do céu e, à medida que o dia ia avançando, da terra levantava-se uma poalha de humidade

 

 

que deixava tudo branco como se as árvores planassem em cima de nuvens vindas da terra. As ervas dos pastos estavam cobertas por um tecido branco de cristais. O rio soltava, cada vez mais, o vapor da sua respiração e, sobre a sua água, desprendia-se uma almofada branca e uniforme de nevoeiro matinal, cada vez com um ritmo constante e mais acelerado.

 

Ainda assim os trilhos estavam intransitáveis. Continuamos pela estrada LU-633 passando ao largo de Foxos, Teiguín, Bao, Ayán e Frollais.

 

 

O inesperado sempre acontece

 

Perto de Vilasante, o Rui recebeu uma chamada telefónica sobre o estado preocupante do pai, que, do hospital de Chaves, tinha sido transportado para o hospital de S. João, no Porto. Sem hesitar, decidiu imediatamente abandonar o Caminho e partiu com o Tó Quim em busca dum táxi.

 

Pai e filho decidiram partir sozinhos. Foi com muita mágoa que os vimos partir. Perdíamos os dois pilares do nosso grupo. Com o passo apressado, de quem está muito apreensivo e a sofrer bastante por um ente muito querido, rapidamente desapareceram no horizonte à nossa frente, tal o ritmo que empregaram na passada. Felizmente que a situação não era tão grave quanto se adivinhava e, neste momento, o senhor encontra-se perfeitamente recuperado.

 

Ficámos perplexos sem saber o que fazer perante o insólito da situação. Assim eu e o António parámos para decidir o rumo a tomar quanto ao Caminho que tínhamos encetado, visto restarmos só nós os dois.

 

Pu-lo à vontade, se quisesse acompanhá-los que o fizesse, no entanto, eu iria continuar, visto que havia combinado encontrar-me em Portomarín com a Mónica que vinha expressamente do Porto para iniciar o Caminho a partir dali. Face à minha decisão, e visto que o abandono do António não iria trazer mais-valia para os dois amigos que partiam, decidiu, em definitivo, partir comigo.

 

Ganhei um amigo.

 

Em boa hora o fizemos porque entre nós começou a crescer e a consolidar-se uma boa e franca amizade que perdura.

 

Continuámos então até Vilasante, Carballal, Vigo e descemos até à cidade de Sarria.

 

Sarria tem muito encanto, na sua aparente pequenez e fragilidade. Tem cerca de 13 300 habitantes. Mas fascina imenso. O seu nome adveio da tribo dos seurros e ficou definitivamente ligada ao Caminho pela morte do último rei da Galiza, D. Afonso IX, que aqui faleceu em 1230, durante uma peregrinação a Santiago de Compostela.

 

 

Entrámos nesta localidade já a meio da manhã, o que nos permitiu apreciar as ruas delicadamente tratadas e limpas. Passámos sobre a ponte do rio Sarria e subimos a longa escadaria na zona velha, no cimo da qual paramos para fazermos um breve descanso, beber um café

 

 

e recompormo-nos do que tinha acontecido. Conversámos cerca de meia hora, ainda mal refeitos do abandono dos nossos dois companheiros de hoje, pois, em dois dias tínhamos «perdido» três elementos do grupo inicial. Mas, resolutos, voltamos ao Caminho. Atravessámos a Rua Maior, passámos pela Casa do Concello, pelo hospital de San Antón, pela romântica torre do castelo de Sarria

 

 

e pela igreja del Salvador,

 

 

do século XIV.

 

Sarria é, curiosamente, a maior cidade galega atravessada pelo Caminho Francês de Santiago na Galiza e foi escola de trovadores.

 

Sai-se da cidade pelo bairro de San Lázaro e, nos arrabaldes da cidade, logo a seguir ao Mosteiro de la Magdalena,

 

 

descemos a muito inclinada rua da Corga do Asno e atravessámos o rio Pequeño. De seguida, atravessámos a linha do comboio.

 

A vista para o Paraíso

 

Depois da ponte da Aspera,

 

 

entrámos num dos troços mais belos do dia,

 

 

com trilhos em terra batida, muros de pedra, riachos de água cristalina e exuberante vegetação. O bosque que nos envolve forma uma verdadeira montanha russa de subidas e descidas e está repleto de faias, carvalhos, pinheiros e toda a espécie de arbustos em saudável comunhão.

 

 

O sol estava intenso, embora sem queimar e, o azul do céu, tornava o ambiente místico. Passámos por Vivei, Barbadelo-Mostoiro e, ao chegarmos a Rente,

 

 

à cota de 626 m, deparámos com uma magnífica vista

 

 

sobre as montanhas nevadas no horizonte da serra do Courel.

 

 

A partir deste troço, as pequenas aldeias que aqui se encontram, dedicam exclusivamente à criação de animais. Não é preciso ser muito perspicaz para perceber, pois basta o cheiro intenso que por estas bandas paira no ar.

 

Seguimos, por muito tempo, ao lado um do outro, caminhando de cabeça no chão e pensamentos no ar. A súbita ausência do Rui e do Tó Quim estava a deixar-nos uma marca de solidão. Sentimos um misto de cansaço, perplexidade e de antecipada derrota.

 

Após passarmos Mercado da Serra e Baxán, logo a seguir ao rego de Marzán,

 

 

o Caminho cruza-se com a C-535, um pouco antes de Domiz e Leiman. Aí decidimos parar por aquele dia.

 

Ficamos alguns minutos imóveis.

 

O dia estava magnífico mas para nós tinha perdido brilho.

 

Passados uns bons minutos, afortunadamente, surgiu um táxi que seguia na direção de Portomarín. Mandámo-lo parar e entrámos nele. Durante o trajeto quase não trocamos palavras entre nós. Tinham ficado 14,4 km por fazer. Só Deus sabe se um dia lá iremos voltar.

 

O que nos faltava percorrer eram um conjunto de típicas pequenas aldeias galegas que se sucedem como as contas dum rosário, monotonamente iguais entre si: Peruscallo, Cortiñas, Lavandeira, Casal, Brea (onde se encontra o marco 100 km), Morgade e Ferreiros (local onde se ferravam os cavalos e se arranjavam os calçados dos peregrinos). Depois vem Cruceiro, Rozas, Mirallos, Pena, Couto, Moimentos, Cotarelo, Mercadoiro, Moutras, Parrocha, Vilacha (onde se encontra o Mosteiro de Santa Maria de Loyo e local de nascimento, em 1170, da Ordem de Santiago, composta por doze cavaleiros que juraram proteger os peregrinos dos ataques muçulmanos).

 

Portomarín ao longe

 

Ao fim de 10 minutos a estrada começa a descer, com forte pendente, avistando-se então a grande bacia correspondente à albufeira ou Embalse de Belesar. Belesar é um belo espelho de água resultado da barragem que aprisiona o rio Miño naquele trecho, embora, no momento da nossa passagem, apresentasse um caudal muito baixo, o que permitia ver as sapatas da ponte nova a uma cota muito baixa.

 

Por fim, surge Portomarín, a um salto duma margem para a outra. Portomarín é uma vila com cerca de 530 habitantes que, logo no impacto inicial, fascina. O espelho de água da barragem reflete a sua imagem como se fossem duas vilas agarradas pela base e abraçadas entre si.

 

O albergue e a própria vila de Portomarín são magníficos. Abrimos a porta e, sobre a mesa de entrada, jazia um papel dizendo para subirmos ao piso superior e instalarmos o nosso material que a alberguista voltaria em breve.

 

Após um belo e agradável banho, fomos em busca do merecido almoço. Percorremos as ruas antigas e ficámos deslumbrados com a disposição e com a arquitetura da praça central onde se encontra o Ayuntamiento,

 

 

os vários edifícios estaduais, a Igreja de San Juan,

 

 

com este belíssimo pormenor da sua fachada principal, imitando o Pórtico da Glória da Catedral de Santiago de Compostela,

 

 

uma outras das fachadas da igreja,

 

 

e as arcadas muito bonitas. Não nos cansámos de tirar fotos de vários ângulos. Éramos uns verdadeiros turistas.

 

O que mais impressiona é que esta povoação, de 2 000 habitantes da província de Lugo, devido à albufeira da barragem de Belesar, nos anos 60, foi totalmente engolida. Foi, positivamente, deslocada de um lugar para outro, a uma cota mais alta, ao abrigo das águas. E, com ela, vieram, todas as pedras do arco medieval da Ponte Miña;

 

 

a igreja de San Nicolás (erigida no século XII pelos monges da ordem de São João de Jerusalém); as fachadas do templo de San Pedro e os dois palácios importantes para, no novo local, ali serem implantados/reconstruídos.

 

 

Já passava das 15:30 horas. Era já muito tarde e fomos almoçar num dos poucos restaurantes ali abertos. Àquela hora o restaurante era só para nós. Como tínhamos todo o tempo do mundo, começámos com muita cerveja, a que se seguiria o sempre e eterno caldo galego, rematando com o célebre polvo, servido muito salgado e picante.

 

Olha a Mónica!…

 

A conversa entre mim e o António estava bem animada, ora falando de coisas sérias, ora de banalidades de circunstância, geralmente apropriadas, outras nem tanto. No entanto, a ausência do Rui e do Tó Quim e a saúde do pai continuava a marcar quase todo o ritmo do discurso.

 

Enquanto aguardávamos a comida, brindámos aos nossos grandes amigos Rui e Tó Quim e à saúde do seu pai e avô.

 

De repente, pela janela que dava para a rua, vejo passar uma mulher, jovem e bonita, com uma mochila às costas: era a Mónica. Como teria ela dado connosco ali?

 

Entrou esfusiante e dirigiu-se, de imediato, à nossa mesa. Rapidamente fiz a apresentação da Mónica ao António. O grupo, a partir daquele momento, ficou mais rico, beneficiando com a presença duma mulher, que trás sempre uma mais-valia e uma outra dinâmica. Almoçámos bem e bebemos umas boas cervejolas para aconchegar o ânimo e espevitar o espírito. Conversámos muito, entre sessão de fotos para o album do Caminho.

 

 

Perguntei a Mónica como conseguiu dar connosco ali. A resposta era óbvia: perguntando a uma habitante de Portomarín se tinha visto alguns peregrinos, ao que ela, por fortuna, lhe indicou que dois estavam a almoçar naquele restaurante. Após o almoço, deambulámos ao acaso pela povoação, tirando umas fotos, ora com a Mónica, enquadrada nos edifícios, património histórico da cidade e da Espanha,

 

 

ora às varandas do seu lindo aglomerado.

 

 

O espelho de água da barragem, ao fim da tarde, é convidativo não só para tirar fotos mas também para a contemplação.

 

 

De caminho para o albergue, parámos várias vezes junto à zona monumental da vila para apreciarmos a sua beleza e imponência.

 

Sobre o miradouro sobranceiro à bacia da barragem parei para admirar a paisagem. Era um fim de tarde apetecível com as nuvens a despedirem-se de nós. No horizonte uma miríade de raios amarelos lambia-me o rosto. Estava recompensado...

 

A tarde, de finais de Dezembro, avançava e começou a fazer frio. Decidimos ir para o albergue.

 

Deitamo-nos sobre os beliches. Conversámos, de cama para cama, num diálogo entrecortado entre risos e leituras. O António teve de fazer o primeiro tratamento à sola dos seus pés que apresentavam bolhas grandes em toda a largura da planta.

 

E conversámos, conversámos, conversámos...

 

Para o final da tarde começaram a chegar mais peregrinos: o já conhecido casal de holandeses, um velho francês, um homem de meia-idade (espanhol?) e cinco peregrinos espanhóis, que ficaram na nossa camarata e nos passaram a acompanhar a partir daí: Verónica, Maria José e o filho Adrian, Vicky e a filha Alba. Como os pés destes últimos apresentavam alguns sinais de mau trato – tinham começado naquele dia a peregrinação - eu, o António e a Mónica usámos os nossos «dotes médicos» para «suavizarmos» os pés deles, através de massagens nas pernas e nos pés, com gel frio e tratámos as bolhas pelo método clássico da agulha: linha e desinfeção. Acho que a coisa, se não resultou, pelo menos melhorou um poucochinho.

 

Empatia entre todos

 

A empatia entre todos nós desenvolveu-se imenso e até a alberguista, duma simpatia extrema, pediu-me para controlar os peregrinos que entrassem no albergue, indicando-lhes que, em breve, estaria ali para regularizar as credenciais e o pagamento da estadia. Aceitei de bom grado e, como paga disso, ofereceu-me um livrinho sobre os Caminhos de Santiago: «Los Camiños de Santiago en la Província de Lugo por etapas», de Juan Carlos Fernández Pulpeiro, da Asociación de Amigos del Camino de Santiago de la Provincia de Lugo – 1ª edição, 2008.

 

A confiança entre os vários peregrinos da camarata foi crescendo e, à hora do jantar, juntámo-nos todos no mesmo restaurante - «O Mirador», que também funciona como albergue privado. Aí continuámos a estabelecer laços mais fortes entre todos. O local onde o restaurante se encontra instalado é soberbo. Está elevado e tem vidraças a toda a extensão, o que permite uma visão impar sobre o espelho de água da albufeira da barragem de Belesar.

 

O jantar demorou bastante porque comemos calmamente, bebemos bem e conversámos muito. De regresso ao albergue, atravessámos pachorrentamente as ruas da vila à luz de candeeiros mortiço, bem embrulhados nos anorak's porque o frio estava a fazer-se sentir.

 

Às 22:00 horas apagaram-se as luzes. Eu e o António ficamos a ler até que o sono nos apoquentou.

 

 

  Texto - Emídio Almeida (adaptado) 

Fotografia - António de Souza e Silva  

 

 

Deixamos agora, para visionamento do(a) leitor(a), um singelo filme/diaporama desta 2ª etapa de Samos até Portomar´n para visionamento dos (as) nossos (as) leitores (as).

 

[Nota:- Para ouvir o Filme/diaporama, aconselha-se a tirar o som ao rádio, no canto superior esquerdo do blog].

 

 


publicado por andanhos às 21:31
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