Sexta-feira, 7 de Março de 2014

Gallaecia:- Pelos Caminhos de Santiago na Galiza - Caminho (Central) Português:- 5ª e última etapa - Padrón - Santiago

 

CAMINHO (CENTRAL) PORTUGUÊS DE SANTIAGO

 

- 18. Junho. 2008 -

 

5ª etapa:- Padrón - Santiago de Compostela

 

 

 

1.- ENFIM... COMPOSTELA!

 

O Caminho entre Padrón e Compostela foi sempre «Caminho de Peregrinação», de ida e volta, Caminho Português, Rota Rosaliana, enfim, e definitivamente, um itinerário profundamente sentido por todos que o percorrem e também pelos que o habitam (Guia «Caminho Central Português, Lisboa/Santiago», da Associación Galega Amigos do Camiño de Santiago).

 

Farto de estar na cama sem «pregar olho», Tino levanta-se antes da 5 horas da manhã e começou a tratar da sua higiene matinal. Quando veio do rés-do-chão, abana comigo para me acordar.

 

Fomos dos primeiros a sair do albergue.

 

Esta última etapa pode dividir-se em duas metades: uma primeira, quase plana até às cercanias do albergue de Teo; uma segunda, mais cansativa, até Santiago e à sua Catedral.

 

Passámos por Padrón e Iria Flavia praticamente ainda de noite. As luzes de iluminação pública é que nos orientaram no traçado do percurso.

 

Estamos de acordo quanto ao que diz o nosso Guia na introdução a esta última etapa, quando afirma que, neste dia, nem «bolhas», nem tendinites, nem escoriações provocadas pela mochila, nem o intenso sol ou a copiosa chuva, nem o frio, nem a neve, nem o vento, nem os tombos que damos, nem as condições precárias nos albergues, nem os quilómetros percorridos no tedioso asfalto das estradas, nem o intimidatório ladrar dos cães que guardam as casas isoladas ao longo do Caminho por que passámos nos assustam ou importam.

 

Nesta última etapa, tudo se esquece. Pouco importa hoje se passamos por lugares emblemáticos da história jacobeia como Iria Flavia - terra de Camilo José Cela e onde está sediada a sua fundação ou onde esteve enterrada Rosalía de Castro - ou se deparamos com cruzeiros como o da Rua de Francos, um dos mais antigos da Galiza ou ainda recordar a odisseia que esta etapa representa quando nos evoca touros selvagens, montanhas e personagens como o bispo Teodomiro ou a rainha Lupa.

 

O itinerário desta etapa (segundo a história ou a lenda - que nunca se sabe ou saberá!) revive a arriscada viagem dos discípulos de Santiago, o Maior, com o seu corpo, desde o desembarque em Padrón até ao Campus Stellae.

 

Com a aproximação de Santiago de Compostela sucede-se uma grande densidade de pequenos núcleos populacionais. E, quando chegámos ao Monte Agro dos Monteiros - o equivalente ao Monte do Gozo no Caminho Francês - e olhamos para Santiago e as torres da Catedral, descomprimimos totalmente.

 

Enfim... Santiago de Compostela está à vista! Os quase cinco quilómetros que ainda nos faltam percorrer nada representam. E tudo o resto se esquece.

 

2.- TRAÇADO DA ETAPA

 

 

3.- DESNÍVEIS DA ETAPA

 

 

 

4.- DESCRIÇÃO SUCINTA DA ETAPA

 

4.1.- De Padrón a Iria Flavia

 

De Padrón a Iria Flavia é, sensivelmente, um quilómetro.

 

Saídos do albergue, ultrapassada a ponte sobre o rio Sar, passando pela Igreja de Santiago, seguindo pela rua Nova e virando à esquerda para a Praça Baltar, fomos direitos até à estação de autocarros. Daqui saímos para entrarmos na N-550 e, logo imediatamente, estávamos em Iria Flavia.

 

 (Tino passando pelo cemitério de Iria Flavia ou Adina)

 

Citemos, uma vez mais, o nosso Guia quanto a esta localidade:

 

“Este antiquíssimo enclave que primeiro foi celta e depois romano sobreviveu como a única diocese ativa durante os primeiros anos da conquista muçulmana da península ibérica. Foi no seu território que hoje designamos por Compostela que apareceu o suposto sepulcro do Apóstolo Santiago e foi o bispo de Iria Flavia, Teodomiro, o encarregado pelo rei astur Afonso II, o Casto, de confirmar a veracidade dos factos que deram origem a toda a história jacobeia e que são a razão, entre muitas outras coisas, do que nos fez estar aqui”.

 

Ou, como se diz ainda no Guia da Associação de Amigos do Caminho de Santiago, “foi daqui que saiu o bispo Teodomiro em busca de «unas luces que brillabam en el monte Libredón e que logo seria Compostela»”.

 

A colegiada de Iria Flavia,

 

(Silhueta da Igreja da Colegiada de Iria Flavia quando passávamos por ela de madrugada)

 

conhecida também por Santa Maria Adina, e seu cemitério anexo, cantado pela poetisa Rosalía de Castro, é, como ainda refere o nosso Guia:

 

 

“uma obra dos séculos XII e XIII, quando já Iria Flavia tinha cedido todo o seu protagonismo a Santiago de Compostela. Da época românica apenas se conserva uma fachada,

 

 

as torres e vários sarcófagos do cemitério. No século XVII o arcebispo Mouroi de Santiago reformou a igreja e ampliou-a até ao aspeto que hoje vemos. No seu interior conserva-se uma imagem românica da Virgem e o sepulcro dos primeiros 28 bispos desta sede episcopal e jacobeia.

 

Em frente, nas antigas instalações dos cónegos tem a sua sede a Fundação Camilo José Cela, que foi prémio Nobel da Literatura em 1989, nascido em Iria Flavia em 1916 (...) À sua morte a fundação adquiriu mais casas e estabeleceu aqui um museu, com toda a sua coleção de manuscritos (...) uma pinacoteca, um auditório e toda a sua biblioteca e hemeroteca”.

 

 

Camilo José Cela, encontra-se sepultado aqui, no cemitério Adina ou de Iria Flavia, ao lado do Caminho,

 

 

e debaixo de uma velha oliveira.

 

Passámos ainda pela antiga estação de caminho-de-ferro e pelo Museu do caminho-de -ferro, com a primeira locomotiva que circulou na Galiza,

 

 

sito na antiga Casa dos Cela-Trulock, bisavô de Camilo José Cela.

 

4.2.- De Iria Flavia ao Santuário de Esclavitude

 

Como já salientámos, saímos de Padrón e entrámos em Iria Flavia ainda quase de noite. As luzes da iluminação pública ainda estavam acesas.

 

 

Razão pela qual algumas fotos deste troço, acima apresentadas, e referentes a Iria, são de arquivo, e não tiradas enquanto fazíamos o Caminho; por isso mesmo, não levam a nossa «linha d’água» ou autoria.

 

Ultrapassado o casario de Iria Flavia, saímos da estrada nacional N-550 e, ultrapassada a passagem de nível do caminho-de-ferro, seguimos pelo asfalto até Pazos, com o dia a começar a raiar.

 

 

No início da povoação de Pazos, deixámos a estrada N-550 e, pela esquerda, iniciámos uma prolongada travessia por casarios, aproveitando os caminhos rurais bem sinalizados, onde não faltam as latadas do célebre «alvariño» e os famosos «hórreos», atravessando “silenciosas aldeias nas quais não parece viver alma”, mas de um extraordinário valor etnográfico, como Romarís, Rua, Rueiro, Cambelas, Anteportas, Tarrio, Vilar...

 

(Um dos aspetos da paisagem neste troço)

 

para entrarmos outra vez no asfalto da N-550

 

(Pormenor de uma casa neste lugar de Esclavitude)

 

e irmos ao encontro de um outro espaço sagrado - Esclavitude,

 

 

com a sua fonte milagrosa a seus pés

 

 

e o esplêndido exemplar do barroco que é o Santuário da Esclavitude, dos séculos XVII e XVIII.

 

 (Pormenor da fachada barroca do Santuário)

 

A lenda assegura (sempre a lenda!) que a sua construção foi incentivada pela doação de um agricultor que ia a Santiago e que, ao parar neste local e beber a água da sua fonte, ficou curado da sua enfermidade, «libertando-o», assim, da sua «esclavitude». Razão, pois, do nome dado ao Santuário.

A fonte fica aos pés do Igreja/Santuário. O lugar, desta feita, transformou-se num centro de devoção.

 

Segundo Gronze.com - com o qual concordamos - hoje em dia o primeiro milagre que devemos pedir é que não nos atropele nenhum camião quando pretendemos aceder à fonte, atravessando a estrada, de tão perto que se encontra da mesma N-550.

 

O nosso Guia, quanto a este Santuário/Igreja, adianta que é um edifício barroco tardio e que demorou quase três séculos a ser construído. As obras terminaram em 1886. No seu interior conserva-se um órgão de 1779 e as duas torres gémeas, barrocas, evocam-nos, na sua humildade, as da Catedral compostelana.

 

4.3.- Do Santuário da Esclavitude à Rua de Francos

 

Pela estrada nacional fomos ao encontro da Igreja de Santa Maria de Cruces,

 

 

deixando a aldeia de Cruces à nossa direita e, mais adiante, seguindo um caminho florestal, ultrapassámos a linha de caminho-de-ferro para, desta feita, estarmos em Anguería de Suso.

 

A partir de Anguería de Suso, caminhámos por debaixo de latadas de vinha em direção a Areal.

 

 

Na saída de Areal,

 

(Gatos tomando o sol da manhã)

 

primeiro, por asfalto; depois, por um caminho de terra, desembocámos, mais uma outra vez, na N-550, passando por Picaraña.

 

Em poucos metros estávamos em Teo no desvio para o Pazo de O Faramello, onde os italianos Piombino e Gambino montaram uma fábrica de papel em 1710.

 

Alcançámos a Rua de Francos, por uma moderada subida, tendo a calçada romana oculta no bosque à nossa esquerda.

 

Na Rua de Francos encontra-se um bonito carvalhal

 

 

e a ermida de São Martinho

 

 

e, segundo os entendidos, aqui está um dos mais belos e antigos cruzeiros de toda a Galiza: é um Cristo crucificado, gótico, do século XIV ou XV, que parece sair das entranhas da pedra.

 

(Pormenor cimeiro do célebre cruzeiro)

 

Tem inscrições que nos indicam ser este um lugar que, outrora, enterravam as crianças que não tinham sido batizadas.

 

E aqui, nas proximidades deste lugar, estamos perto e perante um outro mito do Caminho Português e de todos os Caminhos: o Castro Lupario que, segundo o Guia do «Caminho Central Português - Lisboa/Santiago», já citado acima, está entregue ao abandono e dono das ervas daninhas. São aproximadamente 2,5 Km para lá chegar desde a Rua de Francos. Seria daqui deste lugar (Castro Lupario) que a «malvada» rainha Lupa, da lenda «atendeu» os atribulados discípulos de Santiago, ao pedirem permissão à rainha céltico-pagã para passarem por suas terras e, nas mesmas, enterrarem o cadáver do Apóstolo.

 

 (Quadro que representa a cena dos toiros selvagens)

 

Na disputa das diferentes crenças, com um cristianismo, em terras da ibéria peninsular, em ascensão, a rainha Lupa «afrontou» os discípulos, «ajudando-os», na cedência de dois toiros (bravos) para o transporte do cadáver do Apóstolo. Reza a lenda jacobeia (mais uma vez a lenda!) que, quando os dois toiros selvagens, logo que se deixaram jungir, puxaram mansamente o carro onde iam depositados os restos mortais do Apóstolo. Perante tal feito, a dita rainha «dobrou-se» à proeza, convertendo-se ao cristianismo.

 

4.4.- da Rua de Francos ao Milladoiro

 

A partir deste troço, as aldeias antigas da Galiza dão lugar às modernas vivendas unifamiliares, sinal, mais que evidente, que nos aproximamos da cidade de Santiago e que, portanto, estamos, a passos largos, prestes a atingir, a nossa almejada meta.

 

Logo a seguir à Rua de Francos, o aglomerado mais significativo que se segue é Oseve, da paróquia de San Juan de Calo.

 

(Pormenor de um troço deste traçado)

 

Depois vem Casalonga e a estrada CP-0205 que seguimos pela direita. E logo de seguida voltámos à esquerda pelo caminho e ponte medieval de Rio Tinto. Estamos, nesta altura, a, sensivelmente, 10 Km de Santiago. Passando por um arroio, entrámos em Pedreira. Saímos de Pedreira por um agradável caminho envolto em carvalhos, que vai subindo ligeiramente, e deixando ao lado os pequenos aglomerados de Lamela e Areira, vem logo A Grela, do concello de Ames. Subindo um monte por um caminho de terra, fomos entrar em Milladoiro, tendo, à nossa direita, e já em pleno centro urbano, a capela de Maria Madalena (Magdalena)

 

 

e, logo de seguida, um polidesportivo e uma escola.

 

 (Crianças saindo da escola para passear com as educadoras)

 

E, em Milladoiro, seguimos sem parar.

 

4.5.- De Milladoiro a Santiago de Compostela

 

Saímos de Milladoiro pela rua do Esquío, cruzámos a avenida Muiño Vello e, mais adiante, junto a uma subestação elétrica, prólogo do Agro dos monteiros, por entre pinheiros, estamos em Monte Agro dos Monteiros, o ponto mais alto do Caminho Português na Galiza, a uma cota de 262 metros (outros dizem que é a 250 metros!), e donde se pode avistar, pela primeira vez Santiago e as torres da catedral.

 

 

Passámos por cima de um viaduto da autoestrada (autopista AG-56)

 

 

e descemos por uma alegre, mas caótica, pista em asfalto até Rocha Vella, da paróquia de Conxo, já pertencente ao concello de Santiago. Demos uma pequena volta para atravessar as vias do caminho-de-ferro e estamos em Ponte Vella, que atravessámos,

 

 

passando pela sua ponte romano-medieval, que atravessa o rio Sar.

 

Agora voltamos a subir de novo um pouco em direção à Choupana, e atravessámos para atravessa vários núcleos da paróquia de Conxo, como Torrente, Santomil e Amañecida.

 

Parámos numa rotunda, debaixo de uma autovia para descansar um pouco, enquanto um nosso companheiro, que entretanto se nos juntou, parava para fumar um cigarro e descansar um pouco. Estávamos já no Hospital Clínico Universitário de Santiago de Compostela (Hospital Gil Casares),

 

 

no Bairro e avenida da Choupana. Em Compostela, finalmente... Mas estávamos ainda a um pouco menos de 2,5 da Praça do Obradoiro!

 

4.5.- Atravessando Santiago até à Praça do Obradoiro

 

Aqui se mostra o mapa do trajeto seguido, até à Praça do Obradoiro, na cidade de Compostela:

 

 

Ultrapassado o Hospital, e depois de descansarmos um pouco, seguimos pela Travessa da Choupana, Escalera Ferreiro, rua de Santa Marta e rua de Santa Maria de Arriba para passarmos na Avenida Rosalía de Castro, Avenida Xoán Carlos I e na Alameda. Aqui uma pequena pausa para contemplar, nesta bonita antessala verde do centro histórico compostelano, três elementos fundamentais que representam, para nós, algumas das personagens mais genuínas da Galiza e de Santiago:

  • O Monumento a Castelao,

 

de seu nome completo Alfonso Daniel Rodríguez Castelao (1886-1950). Foi político, escritor, pintor e desenhador galego, considerado o representante máximo do nacionalismo galego, de raiz progressista. Acabamos esta reportagem postando no início uma sua caricatura, acompanhada da recolha de um poema popular «Lela» por si efetuada, magistralmente cantada por Dulce Ponte e acompanhada por Carlos Nuñes, também um ilustre artista, autor e executor musical, galego, e que integra a música da banda sonora do diaporama que no final deste post exibimos;

  • A estátua a Rosalía de Castro (Pormenor),

 

de que já falámos no post anterior. A poetisa e narradora nasceu em Santiago de Compostela. Deixou uma obra escrita em castelhano e galego que a situa entre as vozes mais destacadas da poesia espanhola de todos os tempos. Por tal facto, sendo enterrado em Iria Flavia, seu corpo foi transladado para o Panteão dos Ilustres Galegos: - o Mosteiro de Santo Domingo de Bonaval;

  • A estátua a Valle-Inclán,

 

escritor de também já falámos e lhe demos destaque na reportagem deste Caminho e, finalmente,

  • As Duas Marias.

 

Trata-se de duas figuras populares da cidade de Santiago, imortalizadas neste parque da Alameda por César Lombera, de que vale a pena saber a história...

 

Logo a seguir ao parque da Alameda, em frente, entrámos no centro histórico de Santiago pela Porta Faxeira: a porta de entrada do Caminho Português para os peregrinos que vêm a Santiago de Compostela e à sua Catedral.

 

 (Pormenor de uma varanda na Porta Faxeira)

 

Obviamente que aqui já não existe nenhuma porta! Mas seria por aqui que ficaria uma das sete portas da amuralhada cidade de Santiago. As outras seriam:

  • Porta do Caminho, também chamada Francígena ou de São Pedro, por nela desembocar o Caminho de Castela e de França e era a porta de entrada dos peregrinos do Caminho Francês. Por aqui entravam reis e príncipes e nela se celebrava uma parte da cerimónia da tomada de posse de cada novo arcebispo. Por isso, era considerada a porta principal;
  • Porta de Mazarelos. É a única porta que se conservou. Aqui desembocavam os caminhos que garantiam o abastecimento de vinho à cidade das comarcas de Ulla e Ribeiro, assim como os cerais de Castela. A Praça de Mazarelos era um importante centro comercial onde se vendiam estes produtos e vegetais;
  • Porta da Mámoa. Muito próxima da Praça da Galiza. Situa-se entre a mítica cafetaria Derbi. Tal como a Porta Faxeira suportava um notável tráfego de mercadorias e os peregrinos vindos dos Caminhos do sul. O topónimo mámoa deriva provavelmente da existência de um enterramento megalítico nesta zona;
  • Porta da Pena. Esta porta dava acesso aos peregrinos vindos de Inglaterra e Flandres. Estava situada a norte da cidade. A muralha, bem como a respetiva porta, aqui conservou-se até à Invasão Francesa, sendo posteriormente derrubada para alargamento da cidade;
  • Porta da Trindade. Também chamada do Santo Peregrino. Estaria situada onde termina a rua Carretas. Estava flanqueada por uma igreja, entretanto desaparecida. Era daqui que saía o Caminho para Fisterra e era a principal zona que abastecia os produtos hortícolas a toda a cidade. A prova disso é o nome da rua Huertas que atravessa a zona;
  • Porta de São Francisco. É uma das sete portas medievais que está menos documentadas e a que tem menos dados. Estaria situada na zona próxima da Faculdade de Medicina, em frente à Igreja de São Francisco, que dá acesso à Praça do Obradoiro.

O topónimo deriva do facto de aqui, exterior à antiga muralha, existir um grande bosque de faias (hayas em castelhano) e que em galego se chama «faxeira».

 

Entrados na Porta Faxeira, dirigimo-nos à Praça do Toural

 

(Vista parcial da Praça do Toural vista de uma das suas arcadas)

 

para, daqui, e observando o Atlas do Palácio de Bendañas, que alberga a Fundação e Museu Eugénio Granell, dedicado a atividades culturais e exposições,

 

 

seguirmos pela Rua do Vilar

 

 

até à Praça das Praterías.

 

 

De imediato, com o peregrino que nos acompanhou nesta última parte da etapa, fomos à Oficina do Peregrino obter a nossa Compostela; dirigimo-nos à Praça do Obradoiro para ver a imponência dos edifícios que a rodeiam;

 

(Pormenor da fachada barroca virada para a Praça do Obradoiro)

 

entrámos um bocadinho na Catedral e fomos diretos à Praça da Galiza onde, num modesto e acolhedor hotel já nosso conhecido, nos livrámos das roupas de peregrino e das mochilas, tomámos banho e descansámos um bocadinho, antes de sairmos para dar uma volta mais minuciosa ao centro da cidade. E ficámos em Santiago de Compostela de um dia para outro.

 

No próximo post apresentaremos «Retalhos de um deambular por Santiago» durante uma noite e uma manhã passada nesta cidade antes de partirmos para nossas casas.

 

Faremos uma reportagem mais a fundo sobre esta cidade, quando acabarmos a reportagem que iremos fazer sobre o Caminho Francês, abordando, essencialmente, a sua história, os seus personagens na história, os seus recantos e edifícios mais emblemáticos.

 

(Desenho do Pórtico da Glória da Catedral) 

 

Deixamos agora, para visionamento do(a) leitor(a), um singelo diaporama desta 5ª e última etapa.

 

[Nota:- Para ouvir o diaporama, aconselha-se a tirar o som ao rádio, no canto superior esquerdo do blog].

 

De Castelao, Cego da romería (1913).

publicado por andanhos às 23:03
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