Quinta-feira, 1 de Maio de 2014

Gallaecia:- Pelos Caminho de Santiago na Galiza - Caminho Inglês - Prelúdio

 

 

 

CAMINHO INGLÊS DE SANTIAGO

 

PRÓLOGO

 

VIAGEM DE CHAVES A FERROL, PASSANDO PELA BARRAGEM DE SALAMONDE

 

04. Abril. 2014

 

Eram 11.30 horas quando chegou o Tino, meu companheiro deste Caminho, vindo de Vila Real.

 

Encetámos de imediato viagem em direção a Vilar de Perdizes. Tinha-me comprometido levar ao Padre Fontes dois livros que me emprestou. Não quis faltar ao compromisso.

 

Chegados a Vilar de Perdizes, o Padre Fontes não estava. Telefonei-lhe. Encontrava-se no Eco-Museu do Barroso, em Montalegre. Disse-me para lhe deixar os livros em cima da sua secretária, em casa, que a porta estava aberta. Pelos vistos, Padre Fontes vive de portas escancaradas. Deus e as «bruxas» protegem-no.

 

Deixados os livros em cima da secretária, dirigimo-nos à barragem de Salamonde, via Montalegre e São Vicente da Chã.

 

 

Estava um dia carregado, de chuva.

 

Logo que chegámos à barragem, fomos com o Tópê, meu filho, almoçar a um restaurante em Cabril. Já passava bem das 13 horas. No restaurante apenas almoçava gente que trabalha nas obras do novo projeto hidroelétrico - Reforço de potência de Salamonde - mais conhecido por Salamonde II, da EDP.

 

 

Para além da chuva, que desde que chegámos não parava de cair, o nevoeiro não nos deixava ver nada à nossa volta. E, pelo jeito, daqui as vistas são a não perder...

 

Depois do almoço, já passava bem das 14 horas, Tópê foi-nos mostrar as obras do novo empreendimento.

 

Mas antes, no barracão da obra, onde estão instalados os técnicos, levou-nos para a sala de reuniões para nos dar uma explicação cabal de Salamonde II.

 

 

 

SALAMONDE II

 

Descrição e Localização

 

De acordo com os prospetos de nos facultou, e com a explicação que nos deu, podemos, abreviadamente, dizer:

 

“O Reforço de Potência do Aproveitamento Hidroelétrico de Salamonde – Salamonde II - localiza-se no rio Cávado, nos concelhos de Vieira do Minho e Montalegre. Aproveita a queda de aproximadamente 118 metros disponibilizada entre as albufeiras de Salamonde e de Caniçada.

 

Este Aproveitamento é constituído pelos seguintes elementos principais:

 

  • Um circuito hidráulico subterrâneo, em túnel, com cerca de 2 300 metros de extensão total, formado por uma tomada de água na albufeira de Salamonde, poço de adução, chaminé de equilíbrio, túnel de restituição e restituição na albufeira de Caniçada;
  • Uma central subterrânea, em caverna, equipada com um único grupo reversível, com capacidade nominal de turbinamento de 200 m3/s e uma potência de 207 MW (funcionamento no modo de turbinamento e no modo de bombagem);
  • Um edifício de apoio e subestação, implantados numa plataforma situada à superfície;
  • Um Descarregador Complementar de Cheias.

 

A central de Salamonde II situa-se numa caverna localizada 150 m a sul do encontro esquerdo da barragem de Salamonde, a cerca de 200 m de profundidade, com uma planta retangular com 65,65 x 26,50 m². A altura total da caverna varia entre 27,50 m, na zona sul da caverna (átrio de montagem) e 44,70 m na zona norte (equipamentos). O grupo reversível, de eixo vertical, é constituído por uma turbina-bomba e por um alternador-motor diretamente acoplado, com potência unitária nominal de 207 MW.

 

 

O edifício de apoio à superfície, compreendendo dois corpos com a disposição em L. Alojará essencialmente serviços auxiliares da central (gerador, baterias, ventiladores), as salas de comando e teletransmissões bem como gabinetes e sala de reuniões. Este edifício servirá também de apoio à plataforma da subestação. No vértice dos dois corpos tem origem o poço de barramentos e de acesso à central. O poço prolonga-se em torre acima da cobertura do edifício de apoio, permitindo a saída dos barramentos em direção ao transformador principal e o alojamento dos ventiladores no piso superior. A subestação propriamente dita é formada por uma plataforma retangular com 40,00 x 70,00 m², limitada a norte e poente pelo edifício de apoio e inclui o transformador 15/ 415 kV, de 252 MVA e o painel de linha da saída de 400 kV.

 

No âmbito deste projeto estão a ser desenvolvidas as atividades de estruturação, supervisão e coordenação do acompanhamento ambiental, tendo em conta os requisitos ambientais a cumprir durante a execução do projeto e que se encontram estabelecidos na legislação ambiental aplicável, nos estudos ambientais, nas medidas de minimização e nos planos de monitorização previstos.

 

As obras iniciaram-se em 2010 e a entrada em serviço do reforço de potência de Salamonde está prevista para o 2º semestre de 2015.

 

A produção média bruta será de 274 GWh/ano, a que corresponde uma produção média líquida de 79 GWh/ano.

 

A concretização de mais este reforço de potência terá efeitos relevantes na melhoria da fiabilidade e da segurança do sistema elétrico português, para além de contribuir para o aumento de capacidade de produção nacional com origem em fontes renováveis.

 

O facto de o empreendimento ter capacidade de bombagem constituirá também um importante contributo para a expansão do parque eólico, aumentando assim a quota de energias limpas, renováveis e endógenas no mix energético”.

 

Dadas as explicações de carácter técnico, em gráfico, dirigimo-nos para os diferentes locais da obra:

 

 

local de apoio e subestação; tomada de água; tuneis de ataque e acesso à caverna, caverna onde se localizará a central; túnel de restituição; chaminé de equilíbrio e local do descarregador complementar de cheias.

 

Tino falava muito com Tópê. E este explicou-lhe, detalhadamente, tudo. Para mim, este mundo, já não era novidade: tinha estado nas obras de Picote II. Embora as centrais sejam diferentes, bem assim os seus túneis, etc., os processos de trabalho são muito idênticos.

 

 

Nota-se aqui, como não podia deixar de ser, dado o caráter destas obras, uma preocupação pela segurança do pessoal no local de trabalho.

Vistos os diferentes túneis e a caverna onde se localizará a central, dirigimo-nos, cerca de 2 Km a jusante, ao ar livre, e em viatura auto, até ao fim do túnel de restituição, já no início da barragem da Caniçada.

 

Apercebi-me das preocupações ambientais da empresa, aliás exigidas por lei, não só em manter o caudal ecológico do rio Cávado, bem assim as questões relacionadas com a manutenção da fauna e flora autóctones, a destruição das montureiras com coberturas vegetais adequadas bem assim o combate à infestante «acacia dealbata», vulgo mimosa.

 

Ao contrário do que aconteceu com a barragem do Baixo Sabor, em Salamonde II, não me apercebi de medidas compensatórias aos municípios abrangidos por estas obras. Talvez não me tenha apercebido.

 

Finda a visita, e sem nos apercebermos, já passava das 17 horas.

 

Havia que tirar coletes, capacete e botas com que entrámos no perímetro da obra e preparar a nossa viagem até Ferrol.

 

O que, de pronto, aconteceu.

 

Era uma sexta e, dada a hora, o pessoal estava a preparar-se para o fim-de-semana.

 

Entretanto, a chuva continuava a cair.

 

 

 

 

No meu carro, dirigimo-nos para a casa do Tópê, em Braga. Ali estivemos escassos minutos: o tempo suficiente para lhe deixar umas fotos que me pediu para lhe mandar imprimir, de tomar um café e do Tópê arranjar as suas coisas para o fim-de-semana.

 

Eram aproximadamente 18 horas quando Tópê tomou a condução do meu carro para nos levar até Ferrol, via A3, Braga-Valença, Tui, Pontevedra, Santiago de Compostela e Ferrol.

 

Chegámos a Ferrol eram quase 20.30 horas, horas de Portugal. Tópê não quis jantar connosco. Veio, de imediato, para Chaves.

Parámos mesmo junto do Hotel Silva, local que previamente tínhamos feito reserva para nossa pernoita. Está situado na rua Rio Castro, nº 42, no bairro «Ensanche A».

 

Preenchemos as formalidades legais. Pusemos o selo na «Credencial do Peregrino» e estivemos um pouco a conversar com Daniel, o rececionista do hotel, tipo faz de tudo.

 

Daniel, afável e simpaticamente, deu-nos todas as informações que lhe solicitávamos. Pelas suas contas, levaríamos uns bons três quartos de hora a chegar ao marco do início do Caminho Inglês, no porto (peirao) de Coruxeiras. Indicou-nos, ofertando-nos um mapa de Ferrol, o melhor caminho para lá chegarmos, vendo o maior número de coisas que Ferrol tem para ver. Forneceu-nos panfletos e brochuras sobre Ferrol

 

 

 

 

e o Caminho Inglês.

 

 

 

 

E, como a conversa já ia longa, acabámos por não sair do hotel para jantarmos. Comemos mesmo ali

 

 

e, pouco depois, subimos para o quarto.

 

No quarto estivemos a ver em pormenor a 1ª etapa do Caminho, a partir dos documentos que Tino levava, dos meus digitais e da brochura que Daniel nos ofertou sobre o Caminho Inglês.

 

 E, suave e lentamente, apesar de o quarto não ter o conforto que esperávamos, acabámos por dormir.


publicado por andanhos às 23:29
link do post | comentar | favorito
|

.mais sobre mim


. ver perfil

. seguir perfil

. 8 seguidores

.rádio

ouvir-radioClique no rádio para sintonizar

.Janeiro 2018

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
10
11
12
13

14
16
18
19
20

21
22
24
25
26
27

28
29
30
31


.posts recentes

. Reino Maravilhoso - Barro...

. Versejando com imagem - S...

. Por terras da Gallaecia -...

. Ao Acaso - Caminhar...

. Palavras Soltas... Maria ...

. Versejando com imagem - F...

. Versejando com imagem - F...

. Palavras Soltas... O mund...

. Reino Maravilhoso - Douro...

. Versejando com imagem - A...

.arquivos

. Janeiro 2018

. Dezembro 2017

. Novembro 2017

. Outubro 2017

. Setembro 2017

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Maio 2017

. Abril 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Julho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Agosto 2011

. Novembro 2010

. Outubro 2010

.tags

. todas as tags

.A espreitar

online

.links

.StatCounter


View My Stats
blog-logo