Terça-feira, 7 de Junho de 2016

Caminho de São Salvador - Cabanillas-La Robla

 

 

DE LA PULCHRA LEONINA A LA SANCTA OVETENSIS

 

CAMINHO DE SÃO SALVADOR

 

01.- la--conrobla_472671.jpg

 

2ª etapa:- Cabanillas-La Robla
(29.abril.2016)


O Caminho desde Cabanillas até La Seca decorre, mais ou menos, em meia encosta, num sobe e desce constante, embora não muito acentuado, como foi o troço da 1ª etapa, depois da aldeia fantasma de Villabura.

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A vegetação continua a seu marcada pelo seu caráter mediterrâneo, em que o carvalho, mas mais agora a azinheira, que aqui tem o seu terreno de eleição.

 

Nas proximidades de La Seca, situada do outro lado do rio Bernesga, o nosso sempre presente companheiro, à esquerda, chega-se junto de nós, por entre azinheiras, terreno cascalhento, cor de barro.

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Como La Seca fica na outra margem, fora do traçado do nosso Caminho, estávamos para ir em frente. Mas, ao aproximarmo-nos da povoação, e da ponte que liga La Seca da nossa margem, Florens vê um reclame a chamar-lhe a atenção para o «Bar Marisa». Como vinha com os ouvidos cheios, de seu amigo Filipe, que uma tal Marisa do Caminho era uma senhora simpática e extraordinária, “botou” pé sobre a ponte com a intenção de ir ao bar tomar um café e “avaliar” da simpatia da dita cuja.

 

Florens atravessa a povoação com casas iguais a tantas outras que acabávamos por passar, feitas de seixos, adobe e tijolos (burros) vermelhos, e dirige-se, quase instintivamente, ao «Bar Marisa».

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Azar do Florens! Por estes pequenos povoados, quando têm algum pequeno bar, 8 horas da manhã, para esta gente, ainda é de madrugada.

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Voltando atrás, perninhas a bulir sobre a ponte,

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e toca a “encarreirar” pelo Caminho, ao lado do nosso Bernesga.

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Afastado um pouco o Caminho da margem do Bernesga, em ligeira subida, continuam as azinheiras, fazendo-nos companhia.

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E, como na etapa de ontem, num ou noutro tronco de árvore já envelhecida ou comida pelo fogo, aparecem-nos imagens como esta - S. José e Nossa Senhora com o Salvador ao colo.

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Até que, cerca das 9 horas e 15 minutos, chegámos a Cascantes, atravessando a sua principal rua, que dá pelo nome de “Calle Real”.

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Depois de Cascantes, deixamos o município de Cuadros, banhado pelo Bernesga, repleto de hortas e de amieiros, principalmente do seu lado direito, e, do lado esquerdo, pelo caminho que trilhávamos, com carvalhos e azinheiras, fornecendo lenha, carvão e madeira Às populações da zona.

 

Cascantes apresenta um casario tradicional, igual ao que já havíamos visto em Cabanillas e La Seca, embora possuindo um outro “porte”, outra envergadura. Mas os materiais de construção são praticamente os mesmos, que os municípios da zona pretendem preservar.

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Quase no final da “Calle Real”, a Igreja de S. Pedro, no Largo com o mesmo nome, do século XVI, embora com várias reformas e restauros,

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como se pode ver, nomeadamente no seu campanário.

12a.- 2016 - Caminho de São Salvador - Cabanillas

Cascantes é também uma terra com tradições jacobeias. Existem documentos (ano 918) que atestam que aqui existiu uma igreja dedicada a São Félix e Santa Maria, bem assim existiu um hospital de peregrinos, dedicado a Santa Luzia. Hoje já nada existe.

 

No largo contíguo à Igreja, damo-nos conta desta fonte com três bicas.

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Queríamos tomar um pequeno-almoço mais a geito, substancial, porquanto o que tomámos no albergue de Cabanillas não chegou para as necessidades do corpo.

 

Embora haja um bar nesta localidade, tivemos que esperar, num banco ao lado, até que soassem as dez da manhã para o bar abrir!

 

Às dez horas em ponto o bar abriu e tomámos o nosso reforço da manhã, servido pelo simpático proprietário.

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No espelho de um escaparate de bebidas, um reclame/letreiro chamou a atenção do nosso companheiro Florens.

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Rimo-nos com o dito. A princípio pensávamos que era um dístico que, nestes lugares, chama a atenção para o cliente para conviver, falar e partilhar uns com os outros nossos vizinhos, e não nos isolarmos, estando constantemente ausentes do lugar, dedilhando sobre os novos “gadgets”, que as novas tecnologias de informação e comunicação nos propiciaram, para pessoas a quilómetros de distância, perdendo-se o sentido da construção da comunidade de vizinhos. Aliás, em cafés e bares, é suposto que o convívio aconteça.

 

Ruminávamos sobre estes pensamentos quando, olhando para o fundo do dito cartaz, esboçámos um sorriso rasgado para o proprietário...


Saindo do café, ainda rindo-nos da facécia do cartaz, perguntávamo-nos donde viria o topónimo de Cascantes. Quanto a Cabanillhas, sabíamos que tinha a ver com pequenas cabanas, possivelmente de pastores. Cascantes não nos sugeria nada. Até que, lendo um dos Guias, nos adianta uma certa explicação, dizendo que o topónimo é um termo incerto, mas que, muito provavelmente, tem a ver com a expressão latina quasicare, relacionada com a pedra ou o golpear e trabalhar a pedra. É de referir que, pela “Calle Real” da povoação, passava uma calçada romana...

 

Em Cascantes, o troço mais rural e aprazível desta nossa etapa, decorrendo a meia encosta, ora num meio rural, entre bosques, ora na margem do Bernesga, por entre amieiros e choupos e hortas, acabou-se.

 

Daqui até ao município de La Robla, começa o reino do asfalto.

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Aqui, timidamente, um pequeno bosque de amieiros, acompanhando-nos, despede-se definitivamente de nós.

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Até que, a certa altura, andando pelo duro asfalto, envolta em ligeira neblina, ao longe, aparece-nos as chaminés da Central Térmica de La Robla.

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Continuando sempre no asfalto, com aquelas enormes torres de frente como atalaias dos tempos modernos, a determinada altura, saindo da estrada, embrenhámo-nos por um caminho delimitado por uma enorme sebe que divide o Caminho dos terenos da Central Térmica.

 

E, a dado passo, aparece-nos esta ermida,

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aperreada entre a Estrada Nacional, o Caminho de Ferro e a imponente mole, que é a Central Térmica de La Robla.

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Esta ermida, de Nossa Senhora da Celada, passa quase desapercebida nesta absorvente e avassaladora paisagem. Data, possivelmente, do século XIV, embora tenha acrescentos do século XVII e XVIII. Possui na sua frontaria os escudos da família Quiñones.

 

No século XIII, já se fazia referência em documentos à existência de uma aldeia chamada Celada. E julga-se ter havido nas imediações da ermida um hospital, porquanto o terreno, pouco, que hoje existe à sua volta, [por onde passámos e aí parámos para descansar um bocadinho, percorrido a esta hora da manhã (12 horas e 30 minutos) por estes três peregrinos, que vinham “cavalgando“ quilómetros desde Leão], se chama Campo do Hospital.

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Segundo um dos nossos Guias, a tradição popular, e algumas lendas, relacionam o nome desta ermida com a época da Reconquista, aquando das refregas constantes entre mouros e cristãos por estes vales. Numa delas, e estando os muçulmanos, da Andaluzia, em franca vantagem, os cristãos rogaram à Virgem Maria para, por sua intercessão, os ajudassem na batalha. Conseguindo a vitória, os cristãos “selaram” o seu pacto, em agradecimento, erguendo esta Igreja, aliás como noutros pontos da Espanha reconquistada o fizeram sob a advocação mariana.

 

Mas outra lenda refere que a possível origem do nome de Celada tem a ver com uma “cilada”, emboscada que os cristãos planearam e executaram contra os infiéis muçulmanos neste local, que os conduziu à vitória.

 

Finalmente, uma outra terceira versão quanto ao nome, tem a ver com o bosque muito “cerrado” de carvalhos que por aqui havia e que “celaba” ou impedia uma ampla visão a quem se aventurava por estes agrestes territórios situados a norte de Leão.

 

Qual das três versões é verdadeira? Quem sabe? Talvez ainda apareça ima outra!...

 

Embora a porta da ermida estivesse fechada e não pudéssemos entrar lá dentro, não poderíamos deixar de referir, não só o seu lindo retábulo, mas, fundamentalmente, a imagem de Nossa Senhora das Neves, padroeira de La Robla. É em estilo românico, policromada, e que todos reconhecem como Nossa Senhora de Celada.

20a.- Virgen_de_Celada.jpg


Conforme imagem acima reproduzida, a Senhora aparece sentada num trono e sustém, no seu joelho esquerdo, o Menino.

 

Saindo do recinto da ermida, atravessando um portão trabalhado com motivos jacobeus, e possuindo uma “mão de peregrino” numa das suas portadas, à esquerda, com um poema, entrámos em La Robla.

 

Para acedermos à sua rua principal. “Calle Ramón y Cajal”, quase no fim da qual se encontra o albergue de peregrinos, temos de passar sobre um viaduto

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para ultrapassarmos três canais de vias de comunicação - rodoviários e ferroviários.

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Na descida do viaduto, para nos dirigirmos à “Calle Ramón y Cajal”, esta «Espiga de Ouro», de Jorge M. Aller Toscano, das Oficinas da Escola Profissional Virgem do Bom Sucesso, de La Robla.

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Na longa travessia da “Calle Ramón y Cajal”, fomos observando o seu casario típico,

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os seus recantos,

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bem assim os seus edifícios mais emblemáticos, como a Casa da Cultura,

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o Ayuntamiento de La Robla, com o seu largo em frente (Praça da Constituição), em dia de mercado (feira),

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e, já lá mais para o fim, as habitações coletivas em tijolo (burro) vermelho e um antigo depósito de água.

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Virando à esquerda, como dissemos, já quase no fim da “Calle Ramón y Cajal”, aparece-nos este simples edifício, onde, por um dia, iriamos descansar e pernoitar - o recente albergue de peregrinos de La Robla, mesmo ao lado do pequeno Parque «La Huverga».

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Não andámos hoje mais de 11 quilómetros. Foi uma autêntica etapa passeio. De manhã, com algum nevoeiro alto; mais para o meio-dia, começou o céu a limpar e o sol a raiar, embora com uma ou outra nuvem ameaçadora.


Chegados ao albergue, telefonámos para o telemóvel do albergueiro, que estava afixado na porta do albergue, e, em menos de meia hora, o funcionário do município de La Robla, apareceu.

 

Paga a estadia, selada a Credencial, conhecidos os cantos da pequena casa e recebidas as instruções de uso da habitação, perguntámos onde se poderia comer em La Robla. O amável funcionário aconselhou-nos dois restaurantes - La Bogadera e o Olimpia.

 

Depois de nos acomodarmos e tomarmos banho, descansámos um pouco.

 

Saímos do albergue e, percorrendo a “Calle Ramón y Cajal”, fomos almoçar à La Bogadera, no fundo da Praça da Constituição, com o edifício do Ayuntamiento em frente, em pleno terreiro da feira.

 

Entrámos em La Bogadera

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e encostámo-nos ao balcão para beber um copo (nós, uma cerveja, sem álcool) e umas tapas.

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Entretanto, um “crónico” destes lugares, mete conversa connosco, sabendo-nos portugueses.

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Florens ficou admirado pelos conhecimentos que este simples “paisano” tinha da nossa história e dos nossos escritores, ao ponto de se comentar que “quem dera que a grande maioria dos nossos portugueses soubesse tanto da sua pátria como este comum leonês”!


Subindo depois ao primeiro andar do restaurante, fomos almoçar. Comemos bem, é certo, mas quantas saudades nós já tínhamos da nossas sopinhas e do nosso comer! Enfim...

 

Demos ainda uma pequena voltinha pela feira e depois dirigimo-nos para o albergue, voltando a percorrer a “Calle Ramón y Cajal”.

 

Entretanto chegam ao albergue mais duas peregrinas - duas irmãs, espanholas.

 

Só foi sob o efeito de um bonito sol, nas proximidades da montanha, e neste sossego do Parque "La Huverga”, sentados na primeira mesa que a imagem a seguir mostra que, durante mais de hora e meia, começámos a escrever o nosso “Diário” do Caminho de São Salvador, desde que saímos de Chaves e até aqui, La Robla.

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Já bem tarde, chega mais um outro peregrino - o alemão, Martin, de Bremen.

 

Saímos por volta das 17 horas e 30 minutos para o centro de La Robla.

 

Lanchámos numa pastelaria e fomos dar uma volta, fazendo umas pequeninas compritas e esperando pela hora do jantar (“cena”).

 

A páginas tantas, abate-se sobre uma forte trovoada.

 

Recolhemo-nos, era tanta a chuva, num recanto de um edifício bancário, na Praça da Constituição,

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mesmo pertinho do edifício do Ayuntamiento de La Robla.

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Aliviado o tempo, saímos do nosso refúgio para continuarmos o nosso périplo por La Robla.

 

La Robla é uma localidade muito mais recente que algumas das suas povoações vizinhas localizadas nos vales de Alba e Fenar. Adstrita ao histórico território e Alba, não conserva nenhum documento que a acredite como uma povoação medieval. Só na Idade Moderna é que aparece mencionada como uma povoação pertencente a Alcedo de Alba, vinculação que se manteve até à entrada do século XIX.

 

A origem da sua toponímia não é muito consensual.

 

Para uns autores, La Robla vem do facto de, nestas paragens, haver uma imensa quantidade de bosques de “robles” (carvalhos), dizimados pelas recentes intervenções relacionadas com as infraestruturas mineiras e consequente indústria; outros autores referem que o nome da localidade vem de uma prática ancestral, muito ligada Às tradições pastorícias da montanha leonesa, mais concretamente, aos contratos que celebravam os agricultores nas feiras e mercados. Não precisavam de contratos escritos. A simples palavra valia mais que qualquer documento. E “assinavam” seus contratos com um simples aperto de mão (“La conrobla”).

35.- la--conrobla_472666.jpg


La Robla, parece-nos, quis manter no seu historial atual estas duas versões, quanto às suas origens, nos seus espaços públicos e arranjos urbanísticos: por um lado, “embelezando" La Robla com esta escultura, simbolizando a “La conrobla”, sita no Parque del Labrador; por outro, assumindo-se território mineiro e industrial, “postando”, numa das suas saídas, esta «Maquinaria Industrial (vagón perfordor, Atlas Copco, modelo ROOC, 1969) - Cemento Tudela Veguín",

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assumindo estas duas atividades como um valor histórico e cultural do município.

 

Depois de “cenados” no Restaurante Olimpia, regressámos ao albergue já noite.

 

Ao outro dia era a etapa que nos levaria a aproximarmo-nos da alta montanha central da Cordilheira Cantábrica.


publicado por andanhos às 15:14
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